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Data de lançamento
16 Março 2001Duração
Antonia e Massimo formam um casal feliz que está casado há 10 anos, até que ele morre repentinamente em um acidente de carro. Desolada com o mundo, Antonia se afasta de todos pouco após a morte do marido. Até que, por acaso, ela encontra uma declaração amorosa a Massimo entre seus pertences e descobre a verdade sobre a vida dele.
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O diretor e roteirista criou "Le fate ignoranti/A fada Ignorante" para retratar o tema da homossexualidade, que ele sentia profundamente em um nível pessoal, retrata a solidão, a família e o distanciamento causado pela perda. Um filme poético, dolorido e simples, toca na alma, a dor dos trés protagonistas envolvidos, embora um deles seja onipresente, sem estar de corpo presente, pois possui poucos minutos em tela… Uma obra sensível, que toca numa ferida comum a muitos, traição e perdão...
O filme nada tem haver com a pegada de Hollywood.
Achei a abordagem dele delicada e sutil.
Os personagens são desenvolvidos e você acaba entrando na estória deles.
O filme tem suas falhas tem, mas ela acabam se diluindo na estória
25.06.2023
Le Fate Ignoranti (2001)
Curioso o destino ter me colocado para ver este filme logo após eu ter assistido "A Casa Sombria". Em ambos, o plot central é sobre mulheres que acabaram de perder seus maridos e, ao estarem vivendo o luto, descobrem coisas surpreendentemente terríveis sobre eles. Mas os gêneros são diferentes. Enquanto "A Casa Sombria" explora essa premissa pelo viés do terror, "Le Fate Ignoranti" é um drama romântico.
Conheço pouquíssimo do cinema italiano contemporâneo. Acho que 2001 segue sendo cinema contemporâneo, certo? De toda forma, é interessante encontrar filmes que nós jamais poderíamos imaginar que existiam, dos mais diferentes países e contextos culturais.
Margherita Buy (a Meg Ryan italiana) vive Antonia, a protagonista do filme, a mulher enlutada que, sem querer, descobre que o marido não só tinha uma amante, mas que "ela", na verdade, era ele. E não pára por aí. O marido e o amante tinham casa, família e uma vida juntos. Um cenário que fazia Antonia parecer a outra.
Para piorar a situação, Antonia só pode contar com sua mãe, uma mulher não muito afável, que está ali para ajudar, mas acaba cometendo uma série de impropérios contra a própria filha. Ou seja, um desastre completo e absoluto que a gente não deseja para a vida de ninguém.
O filme tinha tudo para ser um melodrama, daqueles bem pesados e cansativos, mas não é. Trata-se de um drama que, aos poucos, vai dando espaço para uma espécie de dramédia. Mais para frente, avançando na história, essa dramédia ganha tons de romance. E o filme vai se adaptando aos vários gêneros que o constituem, com uma certa fluidez.
Buy carrega um olhar melancólico e empresta essa característica à sua sofrida Antonia, que nos transmite seu estado permanente de confusão, incredulidade, tristeza, revolta e, por fim, aceitação. Uma personagem que mesmo diante de tantas notícias ruins, consegue dar a volta por cima e encontrar seu quinhão de felicidade.
E é interessante acompanhá-la. É notável perceber que o ser humano possui essa estranha habilidade de ser feliz em sua miséria. O filme não é excepcional, possui lá seus defeitos (sobretudo no desenvolvimento das tantas personagens que ele apresenta), mas traz uma história que vale a pena conhecer.
Amei que fizeram uma série com base nessa história, inclusive feito pelo mesmo diretor e com uma atriz remanescente da versão original. O nome é " anjos ignorantes" está na star+...
Que filme mais sensível... nem vi o tempo passar enquanto assistia. Ótimas atuações. E o Stefano Accorsi está muito fofinho! :)