- inacreditável as coisas que passavam e passam na TV aberta, verdadeiro filme de terror - ainda eram os bons tempos com o brasil decolando e antes da polarização e abrirem as porteiras do inferno, mas mostra muito bem porque aberrações surgiram - maisa do velho testamento, ana maria braga jogando guitar hero, panicats seminuas, aqueles jornais que se alimentam de sangue mostrando gente morrendo ao vivo, chaves, novelas, muito programa religioso nojento explorando a fé das pessoas, a melhor programação de longe era da TV brasil, coisas educativas e interessantes - coutinho edita com maestria, corta na hora certa, aponta o espelho para o expectador
Assisti a esse filme em 18 de agosto de 2024 (um dia depois da morte do Silvio Santos, aliás). O filme se passa, talvez, no último momento de predominância inquestionável da TV brasileira no entretenimento popular.
As redes sociais ainda não tinham potência para competir com a programação, os smartphones talvez nem existissem, os reality shows (principalmente o BBB) ainda não tinham chegado em sua primeira fase de descrédito (que acabou em torno de 2019/2020), o home video havia perdido muita força e os streamings ainda não tinham ganhado seu terreno.
Hoje, a televisão ainda é muito forte, mas ao contrário de 2009, não pauta sozinha todos os debates.
Imersão perfeita em um dia da TV aberta. Os programas matinais com foco (teoricamente) no público feminino. A imposição de padrões de beleza femininos aparecendo ao longo de toda a programação. Doses cavalares de violência. O tom dos cenários ficando mais escuro ao longo do dia. Um discurso neoliberal mais acentuado do que o de hoje no Jornal Nacional. Igrejas evangélicas. Propagandas de produtos que eu nunca tive a honra de conhecer alguém que os tenha comprado.
- inacreditável as coisas que passavam e passam na TV aberta, verdadeiro filme de terror
- ainda eram os bons tempos com o brasil decolando e antes da polarização e abrirem as porteiras do inferno, mas mostra muito bem porque aberrações surgiram
- maisa do velho testamento, ana maria braga jogando guitar hero, panicats seminuas, aqueles jornais que se alimentam de sangue mostrando gente morrendo ao vivo, chaves, novelas, muito programa religioso nojento explorando a fé das pessoas, a melhor programação de longe era da TV brasil, coisas educativas e interessantes
- coutinho edita com maestria, corta na hora certa, aponta o espelho para o expectador
Assisti a esse filme em 18 de agosto de 2024 (um dia depois da morte do Silvio Santos, aliás). O filme se passa, talvez, no último momento de predominância inquestionável da TV brasileira no entretenimento popular.
As redes sociais ainda não tinham potência para competir com a programação, os smartphones talvez nem existissem, os reality shows (principalmente o BBB) ainda não tinham chegado em sua primeira fase de descrédito (que acabou em torno de 2019/2020), o home video havia perdido muita força e os streamings ainda não tinham ganhado seu terreno.
Hoje, a televisão ainda é muito forte, mas ao contrário de 2009, não pauta sozinha todos os debates.
Imersão perfeita em um dia da TV aberta. Os programas matinais com foco (teoricamente) no público feminino. A imposição de padrões de beleza femininos aparecendo ao longo de toda a programação. Doses cavalares de violência. O tom dos cenários ficando mais escuro ao longo do dia. Um discurso neoliberal mais acentuado do que o de hoje no Jornal Nacional. Igrejas evangélicas. Propagandas de produtos que eu nunca tive a honra de conhecer alguém que os tenha comprado.
Eu amo a TV brasileira, eu amo Eduardo Coutinho
Documento importantíssimo para as futuras gerações e para a nossa apenas uma dose de nostalgia.
>Assistido em 10 de Novembro de 2023
A primeira coisa que devemos mostrar pros aliens.
Um retrato fiel e cru sobre a sociedade brasileira.