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Data de lançamento
15 Out. 1980Duração
Após cinco anos de prisão nos Estados Unidos por tráfico de drogas, Bruno volta a morar com o pai em Paris. Apesar da alegria do reencontro, a falta de entendimento entre pai e filho reaparece. Eles brigam. Bruno tenta reinserir-se na sociedade. Arruma emprego braçal temporário e faz amizade com um imigrante. Mais tarde, emprega-se na livraria do generoso Sr. Dussart, onde conhece Catherine, que está se reabilitando das drogas.
A vida segue, Bruno muda de emprego, briga novamente com o pai. Catherine e Bruno tem uma recaída...
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Um mau filho ou um mau pai? Nada disso, apenas humanos que não sabem muito bem como se comunicar nem o que fazer consigo mesmos. O filme de Claude Sautet não foi feito para plateias ansiosas por reviravoltas ou desfechos escabrosos. Mais do que uma história, o filme compõe um quadro em que personagens são estudados, observados e, por fim, deixados em paz. Personagens que encontramos na rua, em nossa família, em nós mesmos. A vida na tela. Um filme que apreciei muito.
O elenco no geral está muito bem. Patrick Dewaere, um ator que poderia ter se tornado um dos grandes do cinema francês mas infelizmente morto precocemente, incorpora Bruno, o filho que teve uma vida inabitual mas quer algo mais concreto mesmo que seja, digamos, convencional. Só que no convencional também se ama e se agride. Yves Robert faz o papel do pai turrão e nos brinda com uma interpretação tão natural que é fácil esquecer que se trata "apenas" de um filme. Destaque também para a pequena mas marcante participação de Jacques Dufilho.
Um filme que trata da dificuldade de superar perdas, do perdão questionável, das incomunicabilidades (inclusive amorosas) e ainda funciona como crítica a um modelo econômico e social. Uma trilha sonora boa e adequada. Um ótimo momento do cinema francês lamentavelmente pouco conhecido na atualidade.