Anna Holm é uma chantagista que por causa de uma cicatriz facial, menospreza todos à sua volta. Quando um cirurgião plástico realiza uma operação para corrigir esta deformidade, Anna se divide entre a esperança de começar uma vida nova e um retorno ao seu passado condenável.
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21.02.2025
“Um rosto de mulher” estava inédito em mídia física no Brasil até 2013, quando foi lançado em DVD pela distribuidora ‘Colecione Clássicos’, em uma excelente cópia restaurada para deleite dos fãs do cinema antigo. A ‘Colecione’ mudou de nome, há algum tempo é ‘Obras-primas do Cinema’, e ela acaba de relançar a mesma cópia em DVD, mas no box ‘Joan Crawford’, com outros três filmes da grande atriz do cinema norte-americano – os títulos que estão juntos são ‘O pecado da carne’ (1932), ‘Quando o diabo atiça’ (1934) e ‘Manequim’ (1937).
Produzido em 1941, traz um papel marcante de Joan Crawford como uma mulher amargurada e que, por se sentir rejeitada pela enorme cicatriz na face, subestima as pessoas de seu convívio. Joan interpretou uma série de vilãs no cinema, e este com certeza é um dos trabalhos notórios da carreira da atriz, que na vida real era depressiva, alcoólatra e que maltratava os filhos (para conhecer a biografia dela assistam ao drama “Mamãezinha querida”, de 1981, com Faye Dunaway – a Obras-primas lançou o filme em DVD há alguns anos).
Joan interpreta aqui uma personagem difícil, arrogante, uma antagonista de primeira classe, que na história submete-se a uma cirurgia com o intuito de regressar à beleza – e que para os indivíduos que a cercam seria um possível retorno à antiga personalidade da mulher, sensata e carinhosa anos atrás. O que não acontece, pois o problema de Anna não está exclusivamente na “cicatriz” e sim nos tormentos do passado, de teor trágico, que aos poucos se revela no filme.
Com extenso clima noir, esse drama psicológico foi dirigido pelo vencedor do Oscar por “Minha bela dama”, George Cukor (1899-1983), um dos talentosos nomes de Hollywood dos anos 50 e 60, o mesmo de “A costela de Adão” (1949) e “Nasce uma estrela” (versão de 1954).
No elenco central ainda constam os atores Melvyn Douglas e Conrad Veidt como bons coadjuvantes, ofuscados pelo brilho imenso de Joan. Pouco conhecido no Brasil, o filme é uma boa raridade para se ter na coleção.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB - Reedição de crítica publicada em 25/05/2013
Joan Crawford gigante!! e Melvyn Douglas sempre bom em seus papéis.
A primeira metade do filme é muito melhor e prende mais. Destaque pras bofetadas que ela dá na patricinha.
Mas o desfecho é bom e me surpreendeu. Não tinha pensado nessa possiblidade. Achei que no mínimo ela tinha tentado matar o garoto e não tinha conseguido.
Imaginei o impacto desse filme na época de seu lançamento.Ter Crawford em um protagonismo totalmente diferente de tudo aquilo que já tinha vivido foi uma grande surpresa.Temos um filme inteiramente da atriz.
>Assistido em 12 de Abril de 2023
Achei de bom pra regular o filme, já Joan Crawford, outra atuação marcante. Ela foi uma Atriz Gigante!