O pai do jovem estudante Masao morre, sua mãe está terrivelmente doente e sua irmãzinha, deficiente, passa os dias desenhando animais mortos... Incapaz de sustentar sua família, e decidido a largar a escola, Masao começa uma trapaça vendendo pombos. Neste momento, ele conhece Kyoko, uma jovem rica.
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Parece ser um dos expoentes da Nuberu Bagu. Tem uma consistência narrativa já parecida com os melhores filmes do movimento. História simples, mas bastante tocante e credível. É muito interessante de acompanhar que, apesar da boa vontade de alguns burgueses, estava difícil de entender a situação daquela família, sem nenhuma sensação de pertencimento ou alguma experiência. O final é perfeito, também. Só peca pela pouca duração, que até prejudica um pouco na transição dos arcos do filme. Apesar disso, "Uma Cidade de Amor e Esperança" é uma excelente estreia de Nagisa Ōshima.
Um filme mais convencional de um diretor nada convencional, em início de carreira, com uma pegada mais realista e um olhar crítico aos excluídos do Japão. Nem parece Oshima, mas isso não é ruim, é sempre bom ver como esses iconoclastas surgiram ao mundo do cinema.
Não há esperança de conciliação de classes. É a luta, a revolução - ou nada: os pombos continuarão sendo mortos pelos burgueses, moralistas que furtam aos trabalhadores até o mais ínfimo sustento
Caramba!!! O primeiro de Ōshima, que filme!!!
A devastadora ironia contida no título do filme só acentua o mal-estar. De repente somos arremessados em um emaranhado de relações que poderiam sucumbir as barreiras de classe social, mas que com o passar do tempo vai revelando sua verdadeira e intransponível natureza: o final é o clímax supremo da incompreensão burguesa perante um mundo radicalmente diferente daquele imaginado pelos ricos. "Esse não voltará!" - e não voltou!