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A história centra-se em Aram, um rapaz de Marselha, de origem armênia, que explode o carro do embaixador turco em Paris. Um jovem ciclista que estava por perto fica gravemente ferido. Enquanto ele tenta entender o que aconteceu, a mãe de Aram entra em seu quarto de hospital e pede perdão.
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Bem atuado e dirigido, definitivamente um dos melhores do gênero.
Como pano de fundo um dos maiores crimes da humanidade, que serviu de inspiração para o Holocausto, mas pouco comentado. Aborda a transmissão dos ressentimentos de uma geração para outra e os impactos que ações de vingança podem causar à terceiros sem qualquer ligação com os fatos.
O que mais gostei desse filme é que ele não aponta uma opinião definitiva sobre o tema. Afinal, esse tipo de ação por um povo oprimido é terrorismo insano ou guerra assimétrica justificável? A perda de vidas inocentes é válida em uma guerra (como a II Guerra, para derrubar o nazismo), mas não é válida nesse tipo de ação? Um povo oprimido deve aceitar a opressão, o tal "levou um tapa na face, oferece a outra"? Difícil, né?
Idealmente, todas as guerras são idiotas e não deveriam existir. Mas elas existem. O filme coloca isso de um ponto de vista muito bom, sem apontar dedo ou cagar regra. O espectador que reflita.
Um filme humanista que coloca dois personagens distintos frente a frente, um conto de generosidade e um admirável trabalho no que confere a seu contexto histórico e do qual a trama se baseia, o genocídio armênio, este que foi um episódio horroroso da História, mas que não é lembrado e nem estudado como deveria. O filme levanta questões importantes sobre terrorismo, conflitos étnicos e a luta dos armênios pela reparação histórica.
"Uma História de Loucura" tem a excelente qualidade de fazer que o espectador veja todos os ângulos da história e se coloque no lugar dos personagens, não julgando se está certo ou errado, mas simplesmente questionando a si próprio sobre o que faria em tal situação. A loucura parece não estar no ódio e na intolerância, mas no ato de ser gentil com o outro, esta parece ser a maior insanidade nos dias de hoje.
A trama constrói uma reunião crucial entre dois personagens principais que estão em lados completamente distintos de um conflito. As intenções, evidentemente nobres do filme, juntamente com performances sérias e consistentes empregam este conto com impacto impressionante. O prólogo em preto e branco faz um trabalho admirável de envolver o espectador no contexto histórico que o resto da história se baseia.
É uma cartilha útil para entender a queixa do genocídio Armênio no qual a Turquia insistentemente nega ter existido, e discute as políticas peculiares de ações terroristas ocorridas na década de 70 por toda a Europa por grupos Armênios. Esboça estes dilemas morais com clareza e firmeza. O debate central é ensaiado uma e outra vez: Pode inocentes serem sacrificados por uma causa? - É uma complexa discussão moral que cada um encontra a sua resposta.
O diretor Robert Guédiguian tem algo interessante a dizer; seu filme é bom, ou, melhor brilhante. Na medida que estabelece a complexidade das questões que levanta sobre o terrorismo, conflitos étnicos, perdão e cumplicidades internacionais que muitas vezes perpetuam o ódio em vez de curar estas feridas.