É um inverno chuvoso em Hangzhou. Muzi volta para casa para o Ano Novo Chinês, onde ela desempenha seus papéis como filha, meia-irmã e namorada. Um dia, Muzi acompanha sua irmã mais nova à escola e conhece o dono de um bar local, pai de um outro aluno. O estranho lembra um velho amigo de Muzi, despertando nela memórias de seu relacionamento com alguém que de repente desapareceu no ar. Ao mesmo tempo, seu namorado chega para uma visita. Vagando por essa cidade que lhe parece tão familiar, mas distante, ela busca um lugar ao qual pertença.
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O filme é vago e inconclusivo em sua história, porém apresenta imagens belas em uma linda fotografia em preto e branco.
A fotografia é realmente estupenda, tanto que eu quis com todas as forças amar esse filme, mas a proposta de desconexão talvez tenha sido levada a sério demais, é tudo tão fragmentado que o espectador não só não faz parte como também não é convidado a entrar.
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Visualmente, o filme é deslumbrante! A fotografia de Matthias Delvaux é tão esplêndida que não foi casual que ele tenha sido chamado para uma participação especial como ator: os momentos em que a câmera vira personagem (nos instantes de sexo ou masturbação e no desfile n escola infantil) são maravilhosos! Fiquei apaixonado pelo namorado japonês da protagonista, o que contribuiu para que eu a achasse ainda mais insuportável, mimada e aburguesada (inveja, talvez?): por mais compreensivo que eu seja em relação á depressão, incomodei-me bastante com seus pantins classistas e familiarmente ciumentos. Achei o roteiro cansativo, extenuante. O ritmo é moroso, chatíssimo. Mas, visualmente, que obra arrebatadora! (WPC>)