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Um casal infeliz leva um matrimônio de fachada. Certo dia, Suzana e Renato se hospedam num hotel de luxo em Petrópolis, mas em quartos separados. Subitamente uma aparição ameaça a moralidade do hotel: uma mulher de branco que invade os quartos dos homens sozinhos. Excitado com o boato, Renato recebe a tal mulher e se delicia numa noite de prazer, mas o fato se espalha e Suzana descobre a traição do marido e promete vingança.
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18/08/2026
passou o tempo legal
Esse aqui eu acho que nunca passou no Canal Brasil. Tive que catar uma cópia no Youtube para rever essa pérola da época da Sala Especial da TVS, antes mesmo de virar SBT.
Uma Pantera em Minha Cama é uma pornochanchada bem leve, mas muito divertida. É baseada numa peça de teatro, mas felizmente não é "teatro filmado" como às vezes ocorre quando adaptam uma peça para o cinema.
Atenção para os animados créditos iniciais, cortesia do cartunista Juarez Machado.
O ponto de partida é inequivocamente machista e obviamente ele causa ódio e/ou enfado, a depender de como nos envolvamos com a trama... Mas o desfecho é divertido em sua obviedade pseudo-conclamante. E as atrizes são boas, em contraponto à fealdade de seus parceiros matrimoniais infiéis. Diverte, ao menos. O competente diretor faz o que pode com a teatralidade forçada do roteiro! (WPC>)
Simpática e divertida comédia nacional do início dos anos 70, assisti no Cine Brasil TV, que já exibiu vários filmes do talentoso Carlos Hugo Christensen. As piadas nem sempre funcionam, já que a mesma ideia é usada para preencher quase que o filme inteiro, mas o elenco, a trama e o clima setentista ajudam a valer a pena.
Mais uma grande obra de C. H Christensen! Devo registrar (um registro merecido) um agradecimento ao canal CineBrasil por recentemente se epenhar na exibição de obras deste diretor argentino-carioca.
Esse filme é um dos que mais gostei. Uma Pantera em Minha Cama é uma refilmagem brasileira de "Adán y la Serpiente", de 1946 produzido por ele na argentina. Roteiro e diálogos são maravilhosos. E uma pantera vestida de branco (que lembra uma imagem usada por Ingmar Bergman em filme "Na presença de um palhaço, de 1997) que "visita" os quartos dos homens dá uma grande leitura psicanalítica!! a mulher, frente à feminilidade, ao desejo e ao gozo. Uma leitura que pode ir de Freud à Lacan. Aí que a câmera de Christensen atua com magistral movimento entre os brancos lençóis: desvelar uma ética do desejo, um vir-a-ser, pra usar uma expressão freudiana.
Fica confirmada a ética do desejo e vir-a-ser freudiano na cena final quando várias mulheres do hotel também se cobrem de lençóis brancos, querendo ser "A" dama de branco. Liberar o desejo!!!
Pra mim, um dos grandes do Christensen!