De vez em quando, aparece algum filme bom na Netfrix. "Dezessete" é um desses. Humor, drama e ótimos diálogos na medida certa. Surpreso com essa película!
Bem melhor do que eu supunha, o filme é um veículo para mostrar o talento dramático de Sandra Bullock. A construção da trama é envolvente, e a reviravolta ao final eleva a qualidade do que o filme propõe: às vezes, a pessoa que desprezamos pode ter um coração muito maior que o nosso.
Gostei da atuação e da direção de Katie Holmes. O elenco está muito bem. A história é simples, sem heroísmos. É um retrato da vida como ela é: as pessoas têm defeitos e virtudes; caem e se reerguem; e há bons e maus no mundo.
A cinessérie Beverly Hills Cops nunca foi famosa por suas tramas complexas. Trata-se de filmes baseados na mistura de comédia com ação, alinhavada por uma trama de investigação para fazer a trama andar. É um veículo para a verborragia de Eddie Murphy, cercado por uma série de coadjuvantes que funcionam de escada para o astro, mas com personalidade. O novo filme não reinventa o personagem. Ele está mais velho, é pai e precisa defender a sua filha. Se, pelo caminho, ele puder capturar criminosos, ótimo. Essa é, talvez, a grande virtude dessa produção da Netflix: respeitar o Axel Foley, sem torná-lo "palatável para as novas gerações", se é que me entendem. É saudosista? Sim. Mas são duas horas bastante divertidas.
Desde "Águas rasas", um filme de tubarão (que já é quase um subgênero do cinema) não me dava tanta satisfação. Quem como eu (um cinquentão) cresceu vendo trash movies com animais destroçando seres humanos no café da manhã deve ter dado um sorriso ao ver no trailer a premissa absurda do filme: um tubarão gigante nas águas do rio Sena. Ultrapassada essa premissa, o filme apresenta um monte de personagens caricatos e situações que exigem muita suspensão de descrença.
E quem ficou indiferente ao final apocalíptico, com direito a explosões imensas e um tsunami?
Quem não levar a sério a trama do filme, pode até se divertir. Afinal se trata de um apanhado de ideias de outros clássicos trash sobre animais monstruosos, tipo "Semente do diabo", "Alligator - o jacaré gigante", "Piranha"... Gostei da fotografia do filme. As cenas subaquáticas são boas. E, como não sou sommelier de CGI, apreciei mais ideia que a concepção dos tubarões em si...
Conhecer um pouco as tensões que a Irlanda vivia nos anos 70, com certeza, ajuda na imersão da história. Ainda assim, a trama, ao reduzir o alcance dos fatos para dentro de uma pequena cidade, torna o filme mais palatável. Robert Lorenz aprendeu bem o conceito hitchcockiano de tensão e entrega um final bastante satisfatório. Liam Neeson no modo Liam Neeson não compromete.
Volta e meia aparece um faroeste de qualidade. Trama simples, sem surpresas, mas concisa e direta. O elenco está muito bem. Mads Mikkelsen é um ator sempre interessante. Eva Green não diz a que veio (sacou?), mas mostra o seu talento. Já Jeffrey Dean Morgan, é incrível a facilidade que ele tem de construir um personagem insuportável e perigoso. Boas cenas de ação!
O filme é aparentemente sobre a investigação de um assassinato. No meu entender, o crime em si não é a chave para entender o que a história quer contar. Trata-se de um filme sobre o luto, sobre o fato de que algumas mortes não têm sentido (a mãe) e outras não têm justificativa. Addison Schacht não sabe como lidar com o luto. A investigação do crime é apenas uma tentativa de se tentar entender o porquê da morte.
"Rota suicida" foi o filme que me tornou um permanente fã de Clint Eastwood. Apesar de interpretar um policial, Clint Eastwood não faz uma mera imitação do Dirty Harry Callahan. Ben Shockley é um fracassado, alcoólatra e enviado em uma missão para (isso ele compreende a certa altura) servir apenas de bucha de canhão. Shockley é um tanto misógino, grosseiro e desiludido, e encontra em Gus Malley, uma parceira-rival à altura. Shockley e Malley são dois coitados que se unem para tentar sobreviver a forças muito poderosas. Tenho para mim que Paul Verhoeven deve ter assistido esse filme. A cena de ação final, a do ônibus, tem uma vibração similar àquela cena de "Robocop" em que a força policial é instada a destruir o herói metálico, ao som da dramática trilha sonora de Basil Poledouris. Em meio a uma extensa filmografia, "Rota suicida" não está entre os pontos altos da carreira de Clint. Mas, para o menino que ainda vive em mim, a imagem de Ben Shockley todo machucado saindo do ônibus destruído construiu em minha memória afetiva a ideia de que ser herói é, às vezes, sobreviver.
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 743 Assista AgoraUm filme para quem é fã da cinessérie. Carregado de referências aos filmes anteriores e com uma cena emocionante com Tony Todd. Divertido.
Irmãos de Orfanato
2.7 12 Assista AgoraDivertidinho.
Sucker Punch: Mundo Surreal
3.4 3,1K Assista AgoraBelamente vazio. Snyder no auge da pretensão.
Dupla Perigosa
3.1 97 Assista AgoraHá tempos não via um filme de ação descerebrado tão divertido. Momoa e Bautista estão muito bem e tem boa química.
K.O.
2.7 14 Assista AgoraFilme de ação com pouca ação. Poderia ser melhor, se tivesse um protagonista mais carismático.
O Último Respiro
3.2 77 Assista AgoraBaseado numa incrível história real, "O último respiro" tem um ritmo muito bom. O elenco faz um bom trabalho, especialmente Harrelson e Liu.
Uma Mulher Comum
2.1 20 Assista AgoraA Netflix tem coisa bem pior no catálogo.
Perdido na Montanha
2.9 36 Assista AgoraMenino chato se perde no mato e vira gente.
Dezessete
3.8 127 Assista AgoraDe vez em quando, aparece algum filme bom na Netfrix. "Dezessete" é um desses. Humor, drama e ótimos diálogos na medida certa. Surpreso com essa película!
Bogotá: A Cidade dos Sonhos Perdidos
2.9 8 Assista AgoraFalta punch.
Rastros de um Sequestro
3.8 608 Assista AgoraO título nacional ajuda a enganar. Excelente filme!
O Campeão
3.1 6O final de um filme pode ficar aberto.
Esse, infelizmente, fica escancarado.
Muitas pontas ficam soltas...
12 Anos de Escravidão
4.3 3,0K Assista AgoraElenco estelar. Produção primorosa. Mas muito convencional.
Se bem que a história se sustenta por si só.
Não há como ficar indiferente.
Imperdoável
3.6 532 Assista AgoraBem melhor do que eu supunha, o filme é um veículo para mostrar o talento dramático de Sandra Bullock. A construção da trama é envolvente, e a reviravolta ao final eleva a qualidade do que o filme propõe: às vezes, a pessoa que desprezamos pode ter um coração muito maior que o nosso.
All We Had
3.4 33Gostei da atuação e da direção de Katie Holmes.
O elenco está muito bem.
A história é simples, sem heroísmos. É um retrato da vida como ela é: as pessoas têm defeitos e virtudes; caem e se reerguem; e há bons e maus no mundo.
Uma Vida: A História de Nicholas Winton
4.0 87 Assista AgoraComo já conhecia a história, não me surpreendi. Mas trata-se de um filme tocante, com o sempre ótimo Anthony Hopkins.
E a cena do show de TV é sempre emocionante...
Um Tira da Pesada 4: Axel Foley
3.4 205 Assista AgoraA cinessérie Beverly Hills Cops nunca foi famosa por suas tramas complexas. Trata-se de filmes baseados na mistura de comédia com ação, alinhavada por uma trama de investigação para fazer a trama andar. É um veículo para a verborragia de Eddie Murphy, cercado por uma série de coadjuvantes que funcionam de escada para o astro, mas com personalidade. O novo filme não reinventa o personagem. Ele está mais velho, é pai e precisa defender a sua filha. Se, pelo caminho, ele puder capturar criminosos, ótimo. Essa é, talvez, a grande virtude dessa produção da Netflix: respeitar o Axel Foley, sem torná-lo "palatável para as novas gerações", se é que me entendem. É saudosista? Sim. Mas são duas horas bastante divertidas.
Sob as Águas do Sena
2.5 234 Assista AgoraDesde "Águas rasas", um filme de tubarão (que já é quase um subgênero do cinema) não me dava tanta satisfação. Quem como eu (um cinquentão) cresceu vendo trash movies com animais destroçando seres humanos no café da manhã deve ter dado um sorriso ao ver no trailer a premissa absurda do filme: um tubarão gigante nas águas do rio Sena. Ultrapassada essa premissa, o filme apresenta um monte de personagens caricatos e situações que exigem muita suspensão de descrença.
A cena da Mika Thunberg sendo jantada é épica! Vibrei demais...
E quem ficou indiferente ao final apocalíptico, com direito a explosões imensas e um tsunami?
Quem não levar a sério a trama do filme, pode até se divertir. Afinal se trata de um apanhado de ideias de outros clássicos trash sobre animais monstruosos, tipo "Semente do diabo", "Alligator - o jacaré gigante", "Piranha"...
Gostei da fotografia do filme. As cenas subaquáticas são boas.
E, como não sou sommelier de CGI, apreciei mais ideia que a concepção dos tubarões em si...
Na Terra de Santos e Pecadores
3.1 77 Assista AgoraConhecer um pouco as tensões que a Irlanda vivia nos anos 70, com certeza, ajuda na imersão da história. Ainda assim, a trama, ao reduzir o alcance dos fatos para dentro de uma pequena cidade, torna o filme mais palatável. Robert Lorenz aprendeu bem o conceito hitchcockiano de tensão e entrega um final bastante satisfatório. Liam Neeson no modo Liam Neeson não compromete.
Kali - Anjo Vingador
2.7 19 Assista AgoraO importante é não levar o filme a sério.
Belém é pertinho do Rio de Janeiro e vamos que vamos...
A Cor Púrpura
4.4 1,4KSpielberg em sua melhor forma. E isso é muita coisa.
A Salvação
3.5 233Volta e meia aparece um faroeste de qualidade. Trama simples, sem surpresas, mas concisa e direta. O elenco está muito bem. Mads Mikkelsen é um ator sempre interessante. Eva Green não diz a que veio (sacou?), mas mostra o seu talento. Já Jeffrey Dean Morgan, é incrível a facilidade que ele tem de construir um personagem insuportável e perigoso. Boas cenas de ação!
Criminosos de Novembro
2.4 99 Assista AgoraO filme é aparentemente sobre a investigação de um assassinato. No meu entender, o crime em si não é a chave para entender o que a história quer contar. Trata-se de um filme sobre o luto, sobre o fato de que algumas mortes não têm sentido (a mãe) e outras não têm justificativa. Addison Schacht não sabe como lidar com o luto. A investigação do crime é apenas uma tentativa de se tentar entender o porquê da morte.
Rota Suicida
3.3 51 Assista Agora"Rota suicida" foi o filme que me tornou um permanente fã de Clint Eastwood. Apesar de interpretar um policial, Clint Eastwood não faz uma mera imitação do Dirty Harry Callahan. Ben Shockley é um fracassado, alcoólatra e enviado em uma missão para (isso ele compreende a certa altura) servir apenas de bucha de canhão. Shockley é um tanto misógino, grosseiro e desiludido, e encontra em Gus Malley, uma parceira-rival à altura. Shockley e Malley são dois coitados que se unem para tentar sobreviver a forças muito poderosas. Tenho para mim que Paul Verhoeven deve ter assistido esse filme. A cena de ação final, a do ônibus, tem uma vibração similar àquela cena de "Robocop" em que a força policial é instada a destruir o herói metálico, ao som da dramática trilha sonora de Basil Poledouris. Em meio a uma extensa filmografia, "Rota suicida" não está entre os pontos altos da carreira de Clint. Mas, para o menino que ainda vive em mim, a imagem de Ben Shockley todo machucado saindo do ônibus destruído construiu em minha memória afetiva a ideia de que ser herói é, às vezes, sobreviver.