Na Netfrix tem muita porcaria. Muita mesmo. De repente, aparece uma minissérie como "Adolescência". Apuro técnico, elenco afiado e uma trama que não "esfrega verdades" em nossa cara, a minissérie dirigida por Philip Barantini, em quatro longas cenas, nos apresenta uma realidade sufocantemente palpável. E muito próxima. Há quem achou a série arrastada. Há quem esperava o julgamento de Jamie. Mas a verdade é que a série não é uma obra criminal. É um drama. Com muitas perguntas e pouquíssimas respostas, como, aliás, costuma ser a maior parte da vida...
Um dos melhores doramas que acompanhei. Tramas episódicas, que não deixam o ritmo cair. A protagonista é uma fortaleza. E o seu par romântico, um dos mais fiéis. Novelão sim. Com muito drama e um enredo que às vezes extrapola na suspensão de descrença. Mas muito acima da média.
"Médicos em colapso" só tem um problema: o excesso de capítulos. Em determinado momento, parece que a história acaba e começa uma encheção de linguiça. Ou seja, é uma série que, com alguns capítulos a menos, não teria barriga e seria melhor avaliada. O casal central, no entanto, tem um desenvolvimento bastante satisfatório e, a certa altura, torna-se impossível não torcer pelos dois. O sofrimento também pode unir as pessoas.
Segundo dorama que minha esposa e eu encaramos. "Pousando no amor" é a obra favorita de muita gente. E eu entendo o motivo. Carregada de exageros, conveniências e coincidências, "Pousando..." agrega romance, ação, tensão e emoção com muita desenvoltura. Um casal de protagonistas com muita química, um elenco de coadjuvantes divertidos, vilões detestáveis e cenas de ação que não fazem feio tornam esse dorama uma obra altamente palatável. O problema é que ele é tão bom que acaba virando uma régua para as outras. Desligue a lógica e embarque na viagem. Vale a pena.
Primeiro dorama que eu e minha querida esposa encaramos. Que série sensacional! Apesar de seu caráter procedural, "Uma advogada extraordinária" desenvolve uma trama atraente. E a atuação de Park Eun Bin é excepcional (perdoe-me...). O autismo é tratado com enorme respeito e, apesar de muitos momentos de humor, a advogada Woo não é uma personagem "engraçadinha". Ela tem as suas lutas, limitações e sofre incompreensão em diversos momentos. O elenco de apoio é excelente.
Terceiro dorama que eu e minha amada acompanhamos. Infelizmente, não é muito badalado. No nosso círculo de amigos, ninguém havia assistido. Penso que o título da obra deve afastar algumas pessoas... Mas, que série sensacional! O primeiro episódio não é lá essas coisas, mas, a partir da virada no segundo, o drama toma conta e já não queremos mais largar a história. Apesar do tema pesado, a série traz muitos momentos de humor e, como sempre, o elenco de apoio agrega muito valor à obra. Os vilões são detestáveis, como devem ser. Os vizinhos dos protagonistas são adoráveis e, apesar de suas histórias não serem as melhores, trazem um pouco de leveza ao que poderia ser uma obra pesada em mãos menos sensíveis. Ra Mi-Ran, que baita atriz!
Quarto dorama que eu e minha esposa acompanhamos. "Hometown ChaChaCha" começa sem muitos atrativos, com pouca história aparentemente. Houve um momento, lá pelo sétimo episódio, que desistimos. Começamos a ver "Médicos em colapso", terminamos. Uma tarde, resolvi voltar a Gongjin. E a série me pareceu mais palatável. Chamei minha esposa e decidimos dar mais uma chance. Surpreendentemente, a série melhora muito episódio após episódio. Há um desenvolvimento na relação dos protagonistas, mas o elenco coadjuvante também brilha e sustenta muitos episódios. Entre risos e lágrimas, a vida simples daquela gente vai ganhando a nossa atenção. Se houve quem desistiu de "Hometown ChaChaCha", aconselho a dar uma chance. Não é uma obra-prima, ou o melhor dorama de todos os tempos, mas traz muitos momentos de reflexão, humor e lágrimas. No fim de tudo, eu gostaria muito de morar em Gongjin...
Achei essa temporada melhor que a primeira. Apesar do final corrido e de um amontoado de conveniências, o saldo final foi bastante positivo. Entretenimento de qualidade!
Bom entretenimento. Mel Gibson surtado é sempre garantia de diversão. O terceiro capítulo compensa a falta de ação do segundo. Os gêmeos mereciam mais cenas. E quero ver o Jenkins em uma segunda temporada. Ah, e que trilha sonora, hein? "Samba pa ti", "Welcome to the machine", "La grange", "Children of the grave", "Daddy cool", "Bang bang" (Terry Reid, porr@!), "Without you", "One" (Three Dog Night!), "Barracuda", "Baba O'Riley"... Só biscoito da maior qualidade!
Poderia ser menor? Sim. Poderia ser menos lento? Creio que não. O enfado de certos momentos é, talvez, o reflexo da vida dos dois protagonistas, duas almas vazias de verdadeira alegria (mas o que seria a tal verdadeira alegria em um mundo sem propósitos?). Às vezes, conhecemos pessoas que são insuportáveis. A pergunta: o que as tornou assim? Será que estamos prontos a tentar entender o porquê de alguns serem assim? Será que, no fundo, o que nos incomoda nos outros é o que incomoda em nós mesmos? Enfim. A treta entre Amy e Danny é, no fim das contas, uma treta entre iguais em condições sociais diferentes. As classes sociais são visivelmente distintas, mas, no fim, somos todos basicamente máquinas de urinar e defecar, de fazer sexo, de chorar sozinho, de vomitar, de sucumbir ao descontrole, de carregar e colecionar máscaras e coroas, de mentir, de comprar ou não o que quer e não se satisfazer... A arte, distorcida e feia, reflete o que a nossa alma é. Absolutamente sensacional o último episódio.
Sem dúvida, "Wild wild country" é um dos mais espetaculares documentários lançados pela Netflix. Ao terminar de acompanhar os seis episódios da minissérie dirigida por Chapman e Maclain Way, fiquei pensando no quanto a vida real pode muitas vezes superar a ficção. O absurdo aconteceu em uma pequena cidade do Oregon.
De todos os episódios, só "Smithereens" pode ser considerado bom. "Striking vipers" é uma boa ideia que se afunda em um final comodista. Vale pela alegoria do vício em pornografia. Já o episódio da Miley Cyrus... nem parece black mirror. Parece um filme antigo da Disney.
Um surpreendente John Cena estrela uma série que consegue a façanha de equilibrar galhofa e temas muito sérios. A abertura é uma das melhores de todos os tempos.
O sucesso de "The Beatles: Get Back" comprova o impacto que, passadas seis décadas, o quarteto de Liverpool ainda provoca na cultura ocidental. A obra de Lennon, McCartney, George e Ringo conseguiu entrar no rol dos monumentos atemporais. O que mais me surpreende no documentário espetacular realizado por Peter Jackson é como, em meio a tantos problemas, os quatro conseguiram erigir esses monumentos. E o mais impactante: nenhum dos quatro escondia os seus pés de barro. Humanos, cometem erros, falham, falam bobagem e estão bem distantes daquela imagem de gênios que costumamos construir em nossas mentes. Penso aqui com meus botões: a música os uniu e os separou. O documentário capta perfeitamente que os rumos já não eram os mesmos para cada um deles. Não foi Yoko a culpada pela separação dos quatro. Foi a vida. E o amor à arte que cada um deles levou para a carreira solo. Hoje acho que os Beatles acabaram na hora certa. Pensando bem, eles nunca acabaram. Todos os dias nasce um novo admirador do Fab Four nas ruas de nosso mundo...
Há séries que começam mal e crescem em qualidade com o passar do tempo. Outras começam bem e se perdem (GoT... TWD...). Raras são as que mantêm a qualidade em todas as temporadas e terminam no auge. "The Deuce" foi uma série que, em suas três temporadas, não teve momentos baixos. Os seus criadores sabiam o que estavam contando e isso ficou evidente em seu último episódio. O final melancólico, mas cheio de lirismo, nos emociona, pois evidencia que fomos testemunhas de várias histórias nada espetaculares, mas cheias de coração. Sem heróis nem vilões, "The Deuce" se despede como uma série adulta, não pelos temas que trata (prostituição, cinema pornô, violência urbana etc), mas por humanizar seus personagens de modo coerente, palpável. Mais uma grande obra para o acervo da HBO.
Lendo os comentários abaixo, chamou-me a atenção os de um que se diz trotskista, que, além de dar uma nota baixíssima para a minissérie, denunciou que ela traz uma visão imperialista dos fatos ocorridos na Ucrânia. No entanto, ele não nega os fatos ocorridos em Chernobyl. Sem querer, sua crítica reverbera o que talvez seja a mensagem principal da obra: a de que a mentira (ou a negação da realidade) mata. Ao reduzir a obra a uma mera propaganda anticomunista, o dito trotskista age exatamente como o governo soviético agiu: negou a verdade para não expor o próprio fracasso, É notável que a percepção das dimensões da tragédia é gradativa. Foi necessário que cientistas chamassem a atenção para a catástrofe que poderia acontecer, se algo não fosse feito. A minissérie em nenhum momento esconde a bravura dos ucranianos. Eles foram as vítimas, e eles salvaram a Europa. Enquanto obra artística, a minissérie "Chernobyl" tem um roteiro quase perfeito, daqueles em que nenhuma cena é inútil ou excessiva. Há algumas liberdades narrativas? Claro que há. Mas tudo em prol de uma narrativa que se mostra enxuta e elegante. O elenco está não menos que espetacular. Jared Harris e Stellan Skarsgard têm atuações memoráveis. Destaco a fotografia e o som da obra. A HBO meteu o pé na porta dessa vez!
O quarto episódio dessa série foi, como já disse alguém aqui, um soco no estômago. Mas o quinto, não sei, parece encaminhar a série para algo meio heroico.
A sequência da invasão ao arquivo foi meio forçada. Algumas coincidências... O que salva o episódio é a fala da ministra sobre o passado e a "vingança" de Stephen, ao enviar Viktor para um campo de concentração
Adolescência
4.0 616 Assista AgoraNa Netfrix tem muita porcaria. Muita mesmo.
De repente, aparece uma minissérie como "Adolescência".
Apuro técnico, elenco afiado e uma trama que não "esfrega verdades" em nossa cara, a minissérie dirigida por Philip Barantini, em quatro longas cenas, nos apresenta uma realidade sufocantemente palpável. E muito próxima.
Há quem achou a série arrastada. Há quem esperava o julgamento de Jamie. Mas a verdade é que a série não é uma obra criminal. É um drama.
Com muitas perguntas e pouquíssimas respostas, como, aliás, costuma ser a maior parte da vida...
O Conto da Senhora Ok
4.2 10 Assista AgoraUm dos melhores doramas que acompanhei. Tramas episódicas, que não deixam o ritmo cair. A protagonista é uma fortaleza. E o seu par romântico, um dos mais fiéis. Novelão sim. Com muito drama e um enredo que às vezes extrapola na suspensão de descrença. Mas muito acima da média.
Médicos em Colapso
4.0 36 Assista Agora"Médicos em colapso" só tem um problema: o excesso de capítulos. Em determinado momento, parece que a história acaba e começa uma encheção de linguiça. Ou seja, é uma série que, com alguns capítulos a menos, não teria barriga e seria melhor avaliada.
O casal central, no entanto, tem um desenvolvimento bastante satisfatório e, a certa altura, torna-se impossível não torcer pelos dois. O sofrimento também pode unir as pessoas.
Pousando no Amor
4.5 270Segundo dorama que minha esposa e eu encaramos.
"Pousando no amor" é a obra favorita de muita gente. E eu entendo o motivo.
Carregada de exageros, conveniências e coincidências, "Pousando..." agrega romance, ação, tensão e emoção com muita desenvoltura. Um casal de protagonistas com muita química, um elenco de coadjuvantes divertidos, vilões detestáveis e cenas de ação que não fazem feio tornam esse dorama uma obra altamente palatável.
O problema é que ele é tão bom que acaba virando uma régua para as outras.
Desligue a lógica e embarque na viagem. Vale a pena.
Uma Advogada Extraordinária (1ª Temporada)
4.4 148 Assista AgoraPrimeiro dorama que eu e minha querida esposa encaramos.
Que série sensacional! Apesar de seu caráter procedural, "Uma advogada extraordinária" desenvolve uma trama atraente. E a atuação de Park Eun Bin é excepcional (perdoe-me...). O autismo é tratado com enorme respeito e, apesar de muitos momentos de humor, a advogada Woo não é uma personagem "engraçadinha". Ela tem as suas lutas, limitações e sofre incompreensão em diversos momentos.
O elenco de apoio é excelente.
The Good Bad Mother
4.5 37 Assista AgoraTerceiro dorama que eu e minha amada acompanhamos.
Infelizmente, não é muito badalado. No nosso círculo de amigos, ninguém havia assistido. Penso que o título da obra deve afastar algumas pessoas...
Mas, que série sensacional!
O primeiro episódio não é lá essas coisas, mas, a partir da virada no segundo, o drama toma conta e já não queremos mais largar a história.
Apesar do tema pesado, a série traz muitos momentos de humor e, como sempre, o elenco de apoio agrega muito valor à obra.
Os vilões são detestáveis, como devem ser.
Os vizinhos dos protagonistas são adoráveis e, apesar de suas histórias não serem as melhores, trazem um pouco de leveza ao que poderia ser uma obra pesada em mãos menos sensíveis.
Ra Mi-Ran, que baita atriz!
Hometown ChaChaCha
4.3 101 Assista AgoraQuarto dorama que eu e minha esposa acompanhamos. "Hometown ChaChaCha" começa sem muitos atrativos, com pouca história aparentemente. Houve um momento, lá pelo sétimo episódio, que desistimos. Começamos a ver "Médicos em colapso", terminamos. Uma tarde, resolvi voltar a Gongjin. E a série me pareceu mais palatável.
Chamei minha esposa e decidimos dar mais uma chance.
Surpreendentemente, a série melhora muito episódio após episódio.
Há um desenvolvimento na relação dos protagonistas, mas o elenco coadjuvante também brilha e sustenta muitos episódios. Entre risos e lágrimas, a vida simples daquela gente vai ganhando a nossa atenção.
Se houve quem desistiu de "Hometown ChaChaCha", aconselho a dar uma chance. Não é uma obra-prima, ou o melhor dorama de todos os tempos, mas traz muitos momentos de reflexão, humor e lágrimas.
No fim de tudo, eu gostaria muito de morar em Gongjin...
Reacher (2ª Temporada)
3.8 115 Assista AgoraAchei essa temporada melhor que a primeira. Apesar do final corrido e de um amontoado de conveniências, o saldo final foi bastante positivo. Entretenimento de qualidade!
O Continental: Do Mundo de John Wick
3.4 97 Assista AgoraBom entretenimento. Mel Gibson surtado é sempre garantia de diversão. O terceiro capítulo compensa a falta de ação do segundo. Os gêmeos mereciam mais cenas. E quero ver o Jenkins em uma segunda temporada.
Ah, e que trilha sonora, hein? "Samba pa ti", "Welcome to the machine", "La grange", "Children of the grave", "Daddy cool", "Bang bang" (Terry Reid, porr@!), "Without you", "One" (Three Dog Night!), "Barracuda", "Baba O'Riley"... Só biscoito da maior qualidade!
Treta (1ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraPoderia ser menor? Sim. Poderia ser menos lento? Creio que não. O enfado de certos momentos é, talvez, o reflexo da vida dos dois protagonistas, duas almas vazias de verdadeira alegria (mas o que seria a tal verdadeira alegria em um mundo sem propósitos?). Às vezes, conhecemos pessoas que são insuportáveis. A pergunta: o que as tornou assim? Será que estamos prontos a tentar entender o porquê de alguns serem assim? Será que, no fundo, o que nos incomoda nos outros é o que incomoda em nós mesmos? Enfim. A treta entre Amy e Danny é, no fim das contas, uma treta entre iguais em condições sociais diferentes. As classes sociais são visivelmente distintas, mas, no fim, somos todos basicamente máquinas de urinar e defecar, de fazer sexo, de chorar sozinho, de vomitar, de sucumbir ao descontrole, de carregar e colecionar máscaras e coroas, de mentir, de comprar ou não o que quer e não se satisfazer... A arte, distorcida e feia, reflete o que a nossa alma é.
Absolutamente sensacional o último episódio.
Wild Wild Country
4.3 268 Assista AgoraSem dúvida, "Wild wild country" é um dos mais espetaculares documentários lançados pela Netflix. Ao terminar de acompanhar os seis episódios da minissérie dirigida por Chapman e Maclain Way, fiquei pensando no quanto a vida real pode muitas vezes superar a ficção. O absurdo aconteceu em uma pequena cidade do Oregon.
Black Mirror (5ª Temporada)
3.2 963 Assista AgoraDe todos os episódios, só "Smithereens" pode ser considerado bom. "Striking vipers" é uma boa ideia que se afunda em um final comodista. Vale pela alegoria do vício em pornografia. Já o episódio da Miley Cyrus... nem parece black mirror. Parece um filme antigo da Disney.
O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (1ª Temporada)
3.9 792 Assista AgoraQuem diz gostar dessa série parece fazer um esforço enorme para justificar a sua opinião...
Pacificador (1ª Temporada)
4.2 364 Assista AgoraUm surpreendente John Cena estrela uma série que consegue a façanha de equilibrar galhofa e temas muito sérios. A abertura é uma das melhores de todos os tempos.
The Beatles: Get Back
4.7 118 Assista AgoraO sucesso de "The Beatles: Get Back" comprova o impacto que, passadas seis décadas, o quarteto de Liverpool ainda provoca na cultura ocidental. A obra de Lennon, McCartney, George e Ringo conseguiu entrar no rol dos monumentos atemporais. O que mais me surpreende no documentário espetacular realizado por Peter Jackson é como, em meio a tantos problemas, os quatro conseguiram erigir esses monumentos. E o mais impactante: nenhum dos quatro escondia os seus pés de barro. Humanos, cometem erros, falham, falam bobagem e estão bem distantes daquela imagem de gênios que costumamos construir em nossas mentes. Penso aqui com meus botões: a música os uniu e os separou. O documentário capta perfeitamente que os rumos já não eram os mesmos para cada um deles. Não foi Yoko a culpada pela separação dos quatro. Foi a vida. E o amor à arte que cada um deles levou para a carreira solo. Hoje acho que os Beatles acabaram na hora certa. Pensando bem, eles nunca acabaram. Todos os dias nasce um novo admirador do Fab Four nas ruas de nosso mundo...
The Deuce (3ª Temporada)
4.3 41 Assista AgoraHá séries que começam mal e crescem em qualidade com o passar do tempo. Outras começam bem e se perdem (GoT... TWD...). Raras são as que mantêm a qualidade em todas as temporadas e terminam no auge. "The Deuce" foi uma série que, em suas três temporadas, não teve momentos baixos. Os seus criadores sabiam o que estavam contando e isso ficou evidente em seu último episódio. O final melancólico, mas cheio de lirismo, nos emociona, pois evidencia que fomos testemunhas de várias histórias nada espetaculares, mas cheias de coração. Sem heróis nem vilões, "The Deuce" se despede como uma série adulta, não pelos temas que trata (prostituição, cinema pornô, violência urbana etc), mas por humanizar seus personagens de modo coerente, palpável. Mais uma grande obra para o acervo da HBO.
Chernobyl
4.7 1,4K Assista AgoraLendo os comentários abaixo, chamou-me a atenção os de um que se diz trotskista, que, além de dar uma nota baixíssima para a minissérie, denunciou que ela traz uma visão imperialista dos fatos ocorridos na Ucrânia. No entanto, ele não nega os fatos ocorridos em Chernobyl. Sem querer, sua crítica reverbera o que talvez seja a mensagem principal da obra: a de que a mentira (ou a negação da realidade) mata. Ao reduzir a obra a uma mera propaganda anticomunista, o dito trotskista age exatamente como o governo soviético agiu: negou a verdade para não expor o próprio fracasso, É notável que a percepção das dimensões da tragédia é gradativa. Foi necessário que cientistas chamassem a atenção para a catástrofe que poderia acontecer, se algo não fosse feito. A minissérie em nenhum momento esconde a bravura dos ucranianos. Eles foram as vítimas, e eles salvaram a Europa. Enquanto obra artística, a minissérie "Chernobyl" tem um roteiro quase perfeito, daqueles em que nenhuma cena é inútil ou excessiva. Há algumas liberdades narrativas? Claro que há. Mas tudo em prol de uma narrativa que se mostra enxuta e elegante. O elenco está não menos que espetacular. Jared Harris e Stellan Skarsgard têm atuações memoráveis. Destaco a fotografia e o som da obra. A HBO meteu o pé na porta dessa vez!
Years and Years
4.5 273O quarto episódio dessa série foi, como já disse alguém aqui, um soco no estômago. Mas o quinto, não sei, parece encaminhar a série para algo meio heroico.
A sequência da invasão ao arquivo foi meio forçada. Algumas coincidências... O que salva o episódio é a fala da ministra sobre o passado e a "vingança" de Stephen, ao enviar Viktor para um campo de concentração