“Eu estou bem orgulhosa da minha tristeza porque ela significa que eu estou mais viva. Eu não me apaixono mais por pedras.”
Sempre tive um certo medo de esquecer as minhas memórias da infância, me perguntava se eu perderia quem eu sou por esquecer quem eu fui. Outras vezes eu imaginava que tudo era um sonho e que a qualquer momento eu acordaria e nada daquelas memórias criadas eram realmente memórias e apenas eram sonhos de algo irreal. Porém esse curta animado com cores e traços tão simples e geométricos me abraçou com esse olhar de uma criança a memórias tão dolorosas ou lindas de seu futuro. É através do olhar dessa criança que ainda não sabe o conceito da morte, que embarcamos para falar sobre a vida, uma vida com memórias de um futuro ainda a ser formado. Memórias de uma longa vida de paixões, de cartas sobre dor e cartas sobre a vida de um robô que só sabe fugir da morte e também a memória de uma paixão entre pessoas carregadas de histórias contadas e a serem contadas. Eu queria ser essa criança, queria viajar em minhas memórias e tentar entender como eu me tornei quem eu sou, quando eu aprendi mais cores além do azul, verde e marrom. Quando eu descobrir como não ter medo de estradas que demoram uma eternidade. Quando eu aprendi que eu sou alguém para além de minhas memórias. E assim como a Emily do futuro, eu quero resgatar as memórias felizes de minha infância, mas também não me esquecer do presente, quero fazer uma galeria e gravar tudo em um Sinal para não me esquecer o que me tornei ou o que irei me tornar. E talvez seja por isso que ando gravando tantas memórias, questionamentos, medos e pequenas alegrias na audiossérie Sinal Boreal.
Existe uma agonia constante aqui, desde a iluminação que não preenche todo o cômodo, sempre deixando um lado obscuro que não sabemos o que pode sair dali, a movimentação de cada personagem sempre parece que estão desconfortáveis naquelas situações e até nos olhares entre a mãe e o filho, que trazem suas aflições, trazem falas que não precisam ser ditas e até uma forma de comunicação única entre eles para conseguirem sobreviver nesse mundo tão claustrofóbico e fadado a normas sociais que eles não se encaixam ou nem entendem. E esse filme me trouxe uma agonia tão grande em um dos meus primeiros dias da faculdade que pela primeira vez me vi em algum lugar, nem que seja em traços desses personagens tão estranhos ou únicos ou nessa agonia constante que só achava que eu vivia. Então resolvi falar mais sobre essa solidão, agonia e estranheza do filme e em mim na audiossérie Sinal Boreal
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O Mundo de Amanhã
4.3 52“Eu estou bem orgulhosa da minha tristeza porque ela significa que eu estou mais viva.
Eu não me apaixono mais por pedras.”
Sempre tive um certo medo de esquecer as minhas memórias da infância, me perguntava se eu perderia quem eu sou por esquecer quem eu fui. Outras vezes eu imaginava que tudo era um sonho e que a qualquer momento eu acordaria e nada daquelas memórias criadas eram realmente memórias e apenas eram sonhos de algo irreal.
Porém esse curta animado com cores e traços tão simples e geométricos me abraçou com esse olhar de uma criança a memórias tão dolorosas ou lindas de seu futuro. É através do olhar dessa criança que ainda não sabe o conceito da morte, que embarcamos para falar sobre a vida, uma vida com memórias de um futuro ainda a ser formado. Memórias de uma longa vida de paixões, de cartas sobre dor e cartas sobre a vida de um robô que só sabe fugir da morte e também a memória de uma paixão entre pessoas carregadas de histórias contadas e a serem contadas.
Eu queria ser essa criança, queria viajar em minhas memórias e tentar entender como eu me tornei quem eu sou, quando eu aprendi mais cores além do azul, verde e marrom. Quando eu descobrir como não ter medo de estradas que demoram uma eternidade. Quando eu aprendi que eu sou alguém para além de minhas memórias.
E assim como a Emily do futuro, eu quero resgatar as memórias felizes de minha infância, mas também não me esquecer do presente, quero fazer uma galeria e gravar tudo em um Sinal para não me esquecer o que me tornei ou o que irei me tornar.
E talvez seja por isso que ando gravando tantas memórias, questionamentos, medos e pequenas alegrias na audiossérie Sinal Boreal.
A Mão que Afaga
3.9 30Existe uma agonia constante aqui, desde a iluminação que não preenche todo o cômodo, sempre deixando um lado obscuro que não sabemos o que pode sair dali, a movimentação de cada personagem sempre parece que estão desconfortáveis naquelas situações e até nos olhares entre a mãe e o filho, que trazem suas aflições, trazem falas que não precisam ser ditas e até uma forma de comunicação única entre eles para conseguirem sobreviver nesse mundo tão claustrofóbico e fadado a normas sociais que eles não se encaixam ou nem entendem.
E esse filme me trouxe uma agonia tão grande em um dos meus primeiros dias da faculdade que pela primeira vez me vi em algum lugar, nem que seja em traços desses personagens tão estranhos ou únicos ou nessa agonia constante que só achava que eu vivia. Então resolvi falar mais sobre essa solidão, agonia e estranheza do filme e em mim na audiossérie Sinal Boreal