Aquela mãe "colocou" no filho toda a culpa e sofrimento em relação a morte do marido e passou todo o filme tentando ignorar isso por não conseguir se assumir dentro da posição de uma mãe que odeia o filho. O Babadook seria, ao meu ver, a personificação desse sentimento. Uma vez que ela "o deixa entrar", ela se percebe e reage sob o efeito do que realmente sente; raiva e repulsa daquela criança (o que, embora ela tentasse maquiar sempre, ficava claro quando ela se afastava do menino quando ele a abraçava enquanto dormia) Entretanto, a "retomada de consciência", que resulta no "vômito do Babadook", se dá justo após o filho acariciar-lhe o rosto. De certa forma, ela sente ali a necessidade de tentar reagir frente aquele sentimento ruim, agora que ela o conhece e entende por completo. Dessa forma, ela mantém esse "bicho-papão" preso no porão de suas ideias e sentimentos obscuros. O alimenta, pq momentaneamente parece não saber o que fazer ou por talvez não estar preparada pra lidar de frente com a questão a nivel de resolvê-la, mas aparentemente aprendeu a lidar com ele. E eu achei especificamente genial a referência de que o monstro fica no porão (assim como todos os monstros de várias histórias, fazendo analogia com o que guardamos no íntimo mais íntimo e onde não deixamos ninguém entrar) e é justo lá que ela - ainda - guarda os pertences do marido. Ao olhar e lembrar de tudo aquilo e dele, o sentimento ruim afloraria, né?! Assim como ao sentar consigo mesma, olhar pra dentro e reviver o marido, o casamento, o acidente...
Achei muuuuuito bacana MESMO o filme se apresentar dessa forma. Pelo menos, ao meu ver rs
Aquela mãe "colocou" no filho toda a culpa e sofrimento em relação a morte do marido e passou todo o filme tentando ignorar isso por não conseguir se assumir dentro da posição de uma mãe que odeia o filho. O Babadook seria, ao meu ver, a personificação desse sentimento. Uma vez que ela "o deixa entrar", ela se percebe e reage sob o efeito do que realmente sente; raiva e repulsa daquela criança (o que, embora ela tentasse maquiar sempre, ficava claro quando ela se afastava do menino quando ele a abraçava enquanto dormia) Entretanto, a "retomada de consciência", que resulta no "vômito do Babadook", se dá justo após o filho acariciar-lhe o rosto. De certa forma, ela sente ali a necessidade de tentar reagir frente aquele sentimento ruim, agora que ela o conhece e entende por completo. Dessa forma, ela mantém esse "bicho-papão" preso no porão de suas ideias e sentimentos obscuros. O alimenta, pq momentaneamente parece não saber o que fazer ou por talvez não estar preparada pra lidar de frente com a questão a nivel de resolvê-la, mas aparentemente aprendeu a lidar com ele. E eu achei especificamente genial a referência de que o monstro fica no porão (assim como todos os monstros de várias histórias, fazendo analogia com o que guardamos no íntimo mais íntimo e onde não deixamos ninguém entrar) e é justo lá que ela - ainda - guarda os pertences do marido. Ao olhar e lembrar de tudo aquilo e dele, o sentimento ruim afloraria, né?! Assim como ao sentar consigo mesma, olhar pra dentro e reviver o marido, o casamento, o acidente...
Achei muuuuuito bacana MESMO o filme se apresentar dessa forma. Pelo menos, ao meu ver rs
Se você já perdeu alguém e se desintegrou, perdendo junto deste alguém, o seu norte, a identificação é instantânea. Laços que vem falar mais do que qualquer palavra, dita ou não dita. É preciso se juntar, se reinventar, conviver com a falta que aquele seu pedaço faz. Petra fez isso, e dessa nova junção, saiu toda uma "poesia cinematográfica" que ainda vai me fazer chorar por algum tempo.
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O Babadook
3.5 2,0K Assista AgoraRepostando minha humilde visão sobre o filme...
Cara, eu achei tudo no filme bastante foda.
Aquela mãe "colocou" no filho toda a culpa e sofrimento em relação a morte do marido e passou todo o filme tentando ignorar isso por não conseguir se assumir dentro da posição de uma mãe que odeia o filho.
O Babadook seria, ao meu ver, a personificação desse sentimento. Uma vez que ela "o deixa entrar", ela se percebe e reage sob o efeito do que realmente sente; raiva e repulsa daquela criança (o que, embora ela tentasse maquiar sempre, ficava claro quando ela se afastava do menino quando ele a abraçava enquanto dormia)
Entretanto, a "retomada de consciência", que resulta no "vômito do Babadook", se dá justo após o filho acariciar-lhe o rosto. De certa forma, ela sente ali a necessidade de tentar reagir frente aquele sentimento ruim, agora que ela o conhece e entende por completo.
Dessa forma, ela mantém esse "bicho-papão" preso no porão de suas ideias e sentimentos obscuros. O alimenta, pq momentaneamente parece não saber o que fazer ou por talvez não estar preparada pra lidar de frente com a questão a nivel de resolvê-la, mas aparentemente aprendeu a lidar com ele.
E eu achei especificamente genial a referência de que o monstro fica no porão (assim como todos os monstros de várias histórias, fazendo analogia com o que guardamos no íntimo mais íntimo e onde não deixamos ninguém entrar) e é justo lá que ela - ainda - guarda os pertences do marido. Ao olhar e lembrar de tudo aquilo e dele, o sentimento ruim afloraria, né?! Assim como ao sentar consigo mesma, olhar pra dentro e reviver o marido, o casamento, o acidente...
Achei muuuuuito bacana MESMO o filme se apresentar dessa forma. Pelo menos, ao meu ver rs
Love
3.5 881 Assista AgoraO chato é pensar na quantidade de Murphys que existem de verdade por aí na vida!
Que Horas Ela Volta?
4.3 3,0K Assista AgoraRegina Casé, esqueça o Esquenta e vá fazer cinema pra sempre!
O Babadook
3.5 2,0K Assista AgoraCara, eu achei tudo no filme bastante foda.
Aquela mãe "colocou" no filho toda a culpa e sofrimento em relação a morte do marido e passou todo o filme tentando ignorar isso por não conseguir se assumir dentro da posição de uma mãe que odeia o filho.
O Babadook seria, ao meu ver, a personificação desse sentimento. Uma vez que ela "o deixa entrar", ela se percebe e reage sob o efeito do que realmente sente; raiva e repulsa daquela criança (o que, embora ela tentasse maquiar sempre, ficava claro quando ela se afastava do menino quando ele a abraçava enquanto dormia)
Entretanto, a "retomada de consciência", que resulta no "vômito do Babadook", se dá justo após o filho acariciar-lhe o rosto. De certa forma, ela sente ali a necessidade de tentar reagir frente aquele sentimento ruim, agora que ela o conhece e entende por completo.
Dessa forma, ela mantém esse "bicho-papão" preso no porão de suas ideias e sentimentos obscuros. O alimenta, pq momentaneamente parece não saber o que fazer ou por talvez não estar preparada pra lidar de frente com a questão a nivel de resolvê-la, mas aparentemente aprendeu a lidar com ele.
E eu achei especificamente genial a referência de que o monstro fica no porão (assim como todos os monstros de várias histórias, fazendo analogia com o que guardamos no íntimo mais íntimo e onde não deixamos ninguém entrar) e é justo lá que ela - ainda - guarda os pertences do marido. Ao olhar e lembrar de tudo aquilo e dele, o sentimento ruim afloraria, né?! Assim como ao sentar consigo mesma, olhar pra dentro e reviver o marido, o casamento, o acidente...
Achei muuuuuito bacana MESMO o filme se apresentar dessa forma. Pelo menos, ao meu ver rs
Ninfomaníaca: Volume 1
3.7 2,7K"Let's go see daddy's favorite place!"
Ondas do Destino
4.2 345 Assista AgoraUm dos filmes mais perfeitos, dentre os filmes mais perfeitos.
Dá vontade de dar muito carinho pra Bess. Que atuação da Emily!
Elena
4.2 1,3K Assista AgoraSe você já perdeu alguém e se desintegrou, perdendo junto deste alguém, o seu norte, a identificação é instantânea. Laços que vem falar mais do que qualquer palavra, dita ou não dita. É preciso se juntar, se reinventar, conviver com a falta que aquele seu pedaço faz. Petra fez isso, e dessa nova junção, saiu toda uma "poesia cinematográfica" que ainda vai me fazer chorar por algum tempo.