Pra um domingo de tarde sem muito pretensão, funciona demais.
Leve e divertido.
Claros, tem muitos clichês da comédia brasileira e até mesmo uma visão limitada de como seria o "norte" do país, mas, fora isso, muito legal e divertido.
pra um domingo de tarde sem muito compromisso funciona bem.
- eu só queria que rolasse mais desenvolvimento dos personagem, e principalmente tivesse um desfecho sobre oque aconteceu com o "Reverendo" (mesmo sabendo oque aconteceu).
deixaram muita linha solta, acho que dava pra amarrar bem vários tópicos ali.
mas, a fotografia e a montagem eu achei bem legal.
Nunca assistir a obra original de 1985, então não posso comparar.
Mas, assistir esse de 2025 e me surpreendi bastante, achei melhor do que eu esperava. Sai com saldo positivo.
Fotografia e figurino achei bem construido.
Por fim, Diego Luna e Tonatiuh Elizarraraz, engoliram na atuação aqui, conseguiram transparecer cada nuance durante o convívio na diminuta cela e suas narrativas.
Ele não é um documentário, ele é mais um romance! É como se fosse uma biografia do ponto de vista da Maria Antonieta sobre como as coisas aconteceram. A história retrata de um jeito bom, o quão ela foi boa e má. Assim, a verdade nunca saberemos de fato, porque não estávamos lá, porém com toda certeza, sua função, principalmente da forma que foi dada não era fácil! e sabemos que ela não tinha autonomia para resolver tudo.
A fotografia e cenografia é lindo demais. Meu Deus.
O cabelo, as roupas, os prédios, a comida — tudo incrivelmente impecável. (isso aqui salva muito esse trama).
Baseado em um livro, uma jovem se aventurando pela Europa com suas melhores amigas antes de iniciar sua vida perfeitamente planejada. Ao conhecer Jack, um rapaz misterioso e carismático, a conexão instantânea entre eles leva os dois a uma jornada emocional inesperada.
Uma narrativa clássica de comédia romântica, mas, com um final meio previsível, mas, não tão previsível assim.
A construção de personagem, é bem definida na parte de Heather, a de Jack eu achei meio solto. No final que da uma explicação breve, mas, sinto que o dele foi mais enxuto.
Sobre a abordagem da narrativa, gostei muito de como foi construído, explorado e mostrado que o romance e a jornada de autodescoberta e a influência de encontros inesperados pode sim acontecer, e isso pode ser um caso de vida real, e não somente final felizes como muitas tramas vendem.
Adorei muito a fotografia, ambientação e coloração. E sim, nos transporta para atmosfera dos verão europeus, cenários quentes, pessoas felizes e festas diárias. Conta com um trecho da trilha sonora sendo a faixa What's Up da banda de rock alternativa 4 Non Blondes, para soar a sensação de nostalgia e conforto.
Por fim, para quem curte filmes de romances, acho que vale a pena conferir.
(Eu nunca li o livro em que foi baseado o filme, então eu assistir sabendo nada e me surpreendi).
Aqui temos um bom filme também, mas, a ação é segundo plano.
Aqui a abordagem já gira em torno de diálogos e desenvolvimento de personagem. E possuem uma narrativa emocional e mais introspectiva.
Talvez ele seja mais favorito para quem aprecia o lado dramático e emocional da história (comparando-se com o vol. 1). E também acaba explorando melhor o passado da "noiva", suas motivações, e dá mais profundidade aos personagens, principalmente Bill.
E a régua para as cenas de ação, ainda continua alta, entregando boas coreografias de lutas e takes frenéticos.
Que filmaço de ação. As cenas de luta são impecáveis.
Eu demorei anos para assistir, por vezes julgando que seria um filme de ação genérico que ganhou o status cult com o tempo. A se eu soubesse que eu iria gostar tanto, eu já teria dado play antes faz tempo.
Como uma mistura de referencias de kung fu, faroestes, anime e filmes de samurais sairia algo tão bom assim? Realmente, Tarantino é babado.
A trilha sonora é tão boa, tão pop, casa tão bem com a trama (inclusive a cena de assobio no hospital).
A história mistura comédia, mistério e emoção, tudo com um visual lindo e muito colorido. O jeito como o diretor conta a história é único, cheio de cenas bem organizadas e personagens marcantes.
A fotografia formidável, o uso obsessivo de simetria e paleta de cores pastéis é muito bem detalhado. Acredito que o visual seja muito mais saboroso do que a história.
Fotografia e cenografia elevando o tom farsesco a um nível de sofisticação rara no gênero pra época. O filme constrói um universo visual que encanta tanto pelo cuidado estético quanto pela precisão funcional. O cenário do hotel em Miami é quase um personagem coadjuvante.
Portanto, além dos diálogos engraçados e respostas rápidas, a famosa frase final — "Well, nobody's perfect" — resume bem o espírito do longa: uma mistura de humanidade, transgressão e humor.
A construção da narrativa é boa, rápida e fácil. Fotografia e cenografia formidável, onde realmente realça e transforma a atmosfera como se o filme tivesse sido gravado nos anos 70 sendo capturado a alma de uma época sem exagerar no saudosismo.
Ponto alto = onde todos cantam "Tiny Dancer" de Elton John dentro do ônibus.
Pra mim o filme aborda a Ilusão vs. Realidade como Hollywood e a fábrica de sonhos e suas frustrações.
Coitada de Diane/betty, uma mulher amargurada, rejeitada, e cheia de culpa e pra piorar a sua carreira não decolou, perdeu a mulher que ama, e caiu em desespero.
Dito isso, adorei muito a direção de David Lynch, realmente remete muito a atmosfera da época gravada (2001). A fotografia muito boa, os efeitos bem canastrão, mas, pensando sobre o ano feito, está bem legal.
Que boa direção de som, apaixonei na Trilha sonora, inclusive aquela orquestra que toda hora tocava e também a parte do Club interpretada por Rebekah Del Rio cantando a versão em espanhol da música "Crying", de Roy Orbison, intitulada "Llorando". Ponto alto.
Portanto, Mulholland Drive é um filme sobre uma mulher tentando fugir da dor insuportável da realidade através de um sonho. Mas a verdade vem à tona, e ela é incapaz de lidar com ela.
Não é um filme fácil de decifrar, mas, se você conseguir montar o quebra cabeça da trama, se torna uma obra prima.
Inspirado em fatos reais, Éden é um drama de sobrevivência ambientado em uma ilha deserta no Pacífico Sul. A trama gira em torno de um grupo de estrangeiros que, nos anos 1980, decide abandonar a sociedade moderna para viver em harmonia com a natureza, criando uma comunidade alternativa em busca de liberdade, paz e isolamento total.
Então, o que começou como um paraíso idealizado acaba se transformando em um cenário de conflito ao passar do tempo e aqui já achei interessante essa narrativa, porque da pra explorar vários tópicos.
Tem uma direção sensível e uma fotografia bela, fora o a divisão de estações e coloração que deixa muito bem amarrado transmitindo aquele momento. Tem um equilíbrio entre tensão emocional e crítica social bem pontuada.
O desenrolar é bem curioso, o plot twist final é bem caprichado. Vale a conferida.
A critica abordada suavemente entre linhas que a diretora Celine faz com os relacionamentos modernos que se passaram a ser tratados como produtos de mercado: o amor virou transação, e as pessoas são reduzidas a estatísticas e parâmetros sociais, eu achei bem feito/colocado.
O elenco poderia ter mais carisma. No geral, eu gostei.
A montagem alternando entre o presente e a ficção do livro, e criando um jogo de espelhos onde arte e vida se confundem pode ser um pouco confuso para algumas pessoas.
O Jake Gyllenhaal oferece uma atuação intensa.
Não acho que seja uma obra para todos os públicos, mas para quem aprecia cinema em busca de experiência estética/visual, juro, isso aqui é o ápice.
Uma mulher atingida por uma tragédia vive uma vida reclusa cuidando de cavalos em sua fazendo, até uma noite em que sua filha rebelde aparece coverta com o sangue de outra pessoa.
Fiquei me perguntando o tempo todo, até onde vai o amor de mãe? tipo, sabemos que as mães pelos seus filhos movem céus e terras, mas, e quando o filho(a) não tem um pingo de compaixão pela sua genitora, devemos perdoar? literalmente, o que a Claire faz com a mãe nesse longa é de uma crueldade, porque sabe que o amor condicional fará com que ela extrapole os limites e barreiras por ela.
Ele explora a manipulação afetiva reta e direta, e as consequências da toxicodependência em busca por perdão.
O enredo é simples e bem feito e talvez previsível, não é o filme mais inovador do mundo, mas, é feito na medida e no ponto e é muito bom.
O filme se destaca por sua atmosfera melancólica e tensa, e pra quem curte filmes de Drama com Thriller é um prato cheio. Ele te prende do começo ao fim.
O ponto alto para mim é a locação/ambientação e fotografia, divinos!!!
É simplesmente fabuloso esteticamente, as cores, cenários, figurinos, o tempo de descanso de uma cena para a outra, uma verdadeira obra prima fotograficamente falando.
Entanto, a história promete mais do que entrega. Lógico, tem seus pontos altos, mas, a verdade que a fotografia domina de fato. Parabéns para direção de arte.
Portanto, Esse filme não se pretende um estudo social profundo de amadurecimento diante de um mundo que obriga o corpo feminino a se posicionar de maneira política dentro dele. Mas, Parthenope, tem consciência desse mundo de tantos conselhos dados a ela, e sabe usá-lo como apoio para suas próprias obsessões.
Resumindo, Pulp Fiction é um filme sobre gângsters, hambúrgueres, drogas e outras coisas. E a maneira de como 3 histórias distintas se intercalam em uma narrativa circular no final pra mim foi a cereja do bolo.
Um desfiladeiro separa dois agentes em um mundo super secreto e aparentemente demoníaco. Contratados para vigiar, durante um ano, confinados em torres de guarda, os dois precisam defender e tomar conta desse buraco nebuloso, onde reside uma criatura que ameaça a humanidade.
Cara, sem comentários. O roteiro e as ideias super detalhados, com começo de mistério, clímax de descoberta e unificação ao romance de ambos, tudo muito bem redigido. O final foi de tirar o folego.
Fotografia e direção de arte no ponto, até a sequência de câmera em movimentos conjuntos com as posições dos atores, tudo muito bem pensado. Trilha sonora, ao som de batidas fortes, remetendo o mistério da obra e o suspense envolvido.
Scott Derrickson fez um trabalho lindo nessa direção. Anya, simplesmente, como sempre fantástica (sou meio obcecado por ela rsrs), Miles, que interpretação boa, que atuação foda. O corpo então, nem se fala.
As histórias das noites gays em São Paulo nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Fazendo uma viagem ao passado, os personagens mostram as histórias das dançarinas e transformistas que se apresentavam nas famosas casas noturnas que marcaram época e tudo o que elas tiveram que passar, como a imposição da ditadura e a explosão do vírus HIV.
Mesmo com todo sofrimento da ditadura e opressão devido o regime militar daquela época, eles resistiram e foram ser feliz independente de tudo, até a chegada do HIV na década de 80 para 90.
Esses sim, são os gays/lésbicas e trans raízes que romperam as trevas de uma época pra dar luz aos que hoje podem bater no peito e se assumir. Tempos de glamour, de luz, de brilho e de ferveção e também repressão.
“A gente era feliz e sabia”. Não vivi esta época, não sou de São Paulo, mas essa frase me tocou muito intensamente.
Todo o documentário, na verdade, é intensamente tocante. O resgate a preservação da memória é premente e ainda mais a memoria da minha comunidade no meu país. Esse documentário é uma relíquia! Tudo que aconteceu no passado na noite LGBTQIA Brasileira está aí contado na íntegra.
Isso chama-se memória, da parte boa e da parte ruim. Claramente, é um dos documentários mais importantes que temos.
A 1 e a 2 parte do filme é muito boa e prende bastante. Na 3 parte, eu fiquei meio perdido, não sei se era alucinação ou sonho com os ocorridos.
Entanto, o protagonista tenta o tempo todo um contanto e "atenção" e as vezes falha. Mas existe um eixo ali que é bem problemático e agastado.
Daniel Craig está formidável. A trilha é maravilhosa e ambientação perfeita.
E o diretor, Lucas Guadagnino, sabe trabalhar fotografia de um filme como ninguém. Tudo tão impecável, atenção nos mínimos detalhes, sempre com maestria. Pra mim, sem sombras duvidas, esse é o ponto alto do filme, a fotografia e as cores durante a trama.
Babilônia é situado no final da década de 1920, quando Hollywood passa por um período de grande mudança, com a transição do cinema mudo para os filmes falados. Desta forma, acompanhamos a ascensão e queda de vários personagens durante uma era de decadência desenfreada e depravação. Entre eles, temos uma grande estrela da indústria, cheia de sucessos de bilheteria, Nellie LaRoy estrelado por Margot Robbie.
Aqui é um retrato caótico sobre os excessos de artistas e cineastas nos primórdios de Hollywood.
No final das contas, Babilônia é um espetáculo frenético do diretor Damien Chazelle sobre os primórdios de Hollywood mesmo.
Fotografia e trilha sonora ótimas. Iluminação e locação tudo no ponto. E o figurino para remeter a era retratada do filme tudo bem estudado e montado.
Só poderia ter sido mais curto, 3 horas de filmes com cenas muito frenéticas a todo tempo, chega uma hora que a gente pensa que não tem mais para onde ir.
Portanto, é um filme subestimado, ainda não teve o reconhecimento que merecia mas no futuro provavelmente será elevado ao status de cult...
Isto é Hollywood. Hollywood é caótico e frenético.
Boogie Nights: Prazer Sem Limites
4.0 580 Assista AgoraGostei muito do enredo, e tem uma fotografia bonita. E as locações são ótimas também, principalmente a casa do Jack e sua área externa.
Perrengue Fashion
2.8 76Pra um domingo de tarde sem muito pretensão, funciona demais.
Leve e divertido.
Claros, tem muitos clichês da comédia brasileira e até mesmo uma visão limitada de como seria o "norte" do país, mas, fora isso, muito legal e divertido.
- vale a pena assistir.
Honey, Não!
2.4 78 Assista Agorapra um domingo de tarde sem muito compromisso funciona bem.
- eu só queria que rolasse mais desenvolvimento dos personagem, e principalmente tivesse um desfecho sobre oque aconteceu com o "Reverendo" (mesmo sabendo oque aconteceu).
deixaram muita linha solta, acho que dava pra amarrar bem vários tópicos ali.
mas, a fotografia e a montagem eu achei bem legal.
O Beijo da Mulher-Aranha
3.1 11Nunca assistir a obra original de 1985, então não posso comparar.
Mas, assistir esse de 2025 e me surpreendi bastante, achei melhor do que eu esperava. Sai com saldo positivo.
Fotografia e figurino achei bem construido.
Por fim, Diego Luna e Tonatiuh Elizarraraz, engoliram na atuação aqui, conseguiram transparecer cada nuance durante o convívio na diminuta cela e suas narrativas.
Maria Antonieta
3.7 1,3K Assista AgoraEle não é um documentário, ele é mais um romance! É como se fosse uma biografia do ponto de vista da Maria Antonieta sobre como as coisas aconteceram. A história retrata de um jeito bom, o quão ela foi boa e má. Assim, a verdade nunca saberemos de fato, porque não estávamos lá, porém com toda certeza, sua função, principalmente da forma que foi dada não era fácil! e sabemos que ela não tinha autonomia para resolver tudo.
A fotografia e cenografia é lindo demais. Meu Deus.
O cabelo, as roupas, os prédios, a comida — tudo incrivelmente impecável. (isso aqui salva muito esse trama).
O Mapa Que Me Leva Até Você
3.0 50 Assista AgoraBaseado em um livro, uma jovem se aventurando pela Europa com suas melhores amigas antes de iniciar sua vida perfeitamente planejada. Ao conhecer Jack, um rapaz misterioso e carismático, a conexão instantânea entre eles leva os dois a uma jornada emocional inesperada.
Uma narrativa clássica de comédia romântica, mas, com um final meio previsível, mas, não tão previsível assim.
A construção de personagem, é bem definida na parte de Heather, a de Jack eu achei meio solto. No final que da uma explicação breve, mas, sinto que o dele foi mais enxuto.
Sobre a abordagem da narrativa, gostei muito de como foi construído, explorado e mostrado que o romance e a jornada de autodescoberta e a influência de encontros inesperados pode sim acontecer, e isso pode ser um caso de vida real, e não somente final felizes como muitas tramas vendem.
Adorei muito a fotografia, ambientação e coloração. E sim, nos transporta para atmosfera dos verão europeus, cenários quentes, pessoas felizes e festas diárias. Conta com um trecho da trilha sonora sendo a faixa What's Up da banda de rock alternativa 4 Non Blondes, para soar a sensação de nostalgia e conforto.
Por fim, para quem curte filmes de romances, acho que vale a pena conferir.
(Eu nunca li o livro em que foi baseado o filme, então eu assistir sabendo nada e me surpreendi).
Kill Bill: Volume 2
4.2 1,5K Assista AgoraAqui temos um bom filme também, mas, a ação é segundo plano.
Aqui a abordagem já gira em torno de diálogos e desenvolvimento de personagem. E possuem uma narrativa emocional e mais introspectiva.
Talvez ele seja mais favorito para quem aprecia o lado dramático e emocional da história (comparando-se com o vol. 1). E também acaba explorando melhor o passado da "noiva", suas motivações, e dá mais profundidade aos personagens, principalmente Bill.
E a régua para as cenas de ação, ainda continua alta, entregando boas coreografias de lutas e takes frenéticos.
Kill Bill: Volume 1
4.2 2,4K Assista AgoraQue filmaço de ação. As cenas de luta são impecáveis.
Eu demorei anos para assistir, por vezes julgando que seria um filme de ação genérico que ganhou o status cult com o tempo. A se eu soubesse que eu iria gostar tanto, eu já teria dado play antes faz tempo.
Como uma mistura de referencias de kung fu, faroestes, anime e filmes de samurais sairia algo tão bom assim? Realmente, Tarantino é babado.
A trilha sonora é tão boa, tão pop, casa tão bem com a trama (inclusive a cena de assobio no hospital).
O Grande Hotel Budapeste
4.2 3,1KA história mistura comédia, mistério e emoção, tudo com um visual lindo e muito colorido. O jeito como o diretor conta a história é único, cheio de cenas bem organizadas e personagens marcantes.
A fotografia formidável, o uso obsessivo de simetria e paleta de cores pastéis é muito bem detalhado. Acredito que o visual seja muito mais saboroso do que a história.
A estética é espetacular mesmo.
Quanto Mais Quente Melhor
4.3 871 Assista AgoraFotografia e cenografia elevando o tom farsesco a um nível de sofisticação rara no gênero pra época. O filme constrói um universo visual que encanta tanto pelo cuidado estético quanto pela precisão funcional. O cenário do hotel em Miami é quase um personagem coadjuvante.
Portanto, além dos diálogos engraçados e respostas rápidas, a famosa frase final — "Well, nobody's perfect" — resume bem o espírito do longa: uma mistura de humanidade, transgressão e humor.
Quase Famosos
4.1 1,4K Assista AgoraA construção da narrativa é boa, rápida e fácil. Fotografia e cenografia formidável, onde realmente realça e transforma a atmosfera como se o filme tivesse sido gravado nos anos 70 sendo capturado a alma de uma época sem exagerar no saudosismo.
Ponto alto = onde todos cantam "Tiny Dancer" de Elton John dentro do ônibus.
Cidade dos Sonhos
4.1 1,8KPra mim o filme aborda a Ilusão vs. Realidade como Hollywood e a fábrica de sonhos e suas frustrações.
Coitada de Diane/betty, uma mulher amargurada, rejeitada, e cheia de culpa e pra piorar a sua carreira não decolou, perdeu a mulher que ama, e caiu em desespero.
Dito isso, adorei muito a direção de David Lynch, realmente remete muito a atmosfera da época gravada (2001). A fotografia muito boa, os efeitos bem canastrão, mas, pensando sobre o ano feito, está bem legal.
Que boa direção de som, apaixonei na Trilha sonora, inclusive aquela orquestra que toda hora tocava e também a parte do Club interpretada por Rebekah Del Rio cantando a versão em espanhol da música "Crying", de Roy Orbison, intitulada "Llorando". Ponto alto.
Portanto, Mulholland Drive é um filme sobre uma mulher tentando fugir da dor insuportável da realidade através de um sonho. Mas a verdade vem à tona, e ela é incapaz de lidar com ela.
Não é um filme fácil de decifrar, mas, se você conseguir montar o quebra cabeça da trama, se torna uma obra prima.
Éden
3.3 148 Assista AgoraInspirado em fatos reais, Éden é um drama de sobrevivência ambientado em uma ilha deserta no Pacífico Sul. A trama gira em torno de um grupo de estrangeiros que, nos anos 1980, decide abandonar a sociedade moderna para viver em harmonia com a natureza, criando uma comunidade alternativa em busca de liberdade, paz e isolamento total.
Então, o que começou como um paraíso idealizado acaba se transformando em um cenário de conflito ao passar do tempo e aqui já achei interessante essa narrativa, porque da pra explorar vários tópicos.
Tem uma direção sensível e uma fotografia bela, fora o a divisão de estações e coloração que deixa muito bem amarrado transmitindo aquele momento. Tem um equilíbrio entre tensão emocional e crítica social bem pontuada.
O desenrolar é bem curioso, o plot twist final é bem caprichado. Vale a conferida.
Amores Materialistas
3.1 405 Assista AgoraA critica abordada suavemente entre linhas que a diretora Celine faz com os relacionamentos modernos que se passaram a ser tratados como produtos de mercado: o amor virou transação, e as pessoas são reduzidas a estatísticas e parâmetros sociais, eu achei bem feito/colocado.
O elenco poderia ter mais carisma. No geral, eu gostei.
Animais Noturnos
4.0 2,2K Assista AgoraA montagem alternando entre o presente e a ficção do livro, e criando um jogo de espelhos onde arte e vida se confundem pode ser um pouco confuso para algumas pessoas.
O Jake Gyllenhaal oferece uma atuação intensa.
Não acho que seja uma obra para todos os públicos, mas para quem aprecia cinema em busca de experiência estética/visual, juro, isso aqui é o ápice.
Echo Valley
3.2 135 Assista AgoraUma mulher atingida por uma tragédia vive uma vida reclusa cuidando de cavalos em sua fazendo, até uma noite em que sua filha rebelde aparece coverta com o sangue de outra pessoa.
Fiquei me perguntando o tempo todo, até onde vai o amor de mãe? tipo, sabemos que as mães pelos seus filhos movem céus e terras, mas, e quando o filho(a) não tem um pingo de compaixão pela sua genitora, devemos perdoar? literalmente, o que a Claire faz com a mãe nesse longa é de uma crueldade, porque sabe que o amor condicional fará com que ela extrapole os limites e barreiras por ela.
Ele explora a manipulação afetiva reta e direta, e as consequências da toxicodependência em busca por perdão.
O enredo é simples e bem feito e talvez previsível, não é o filme mais inovador do mundo, mas, é feito na medida e no ponto e é muito bom.
O filme se destaca por sua atmosfera melancólica e tensa, e pra quem curte filmes de Drama com Thriller é um prato cheio. Ele te prende do começo ao fim.
O ponto alto para mim é a locação/ambientação e fotografia, divinos!!!
Parthenope: Os Amores de Nápoles
3.2 35É simplesmente fabuloso esteticamente, as cores, cenários, figurinos, o tempo de descanso de uma cena para a outra, uma verdadeira obra prima fotograficamente falando.
Entanto, a história promete mais do que entrega. Lógico, tem seus pontos altos, mas, a verdade que a fotografia domina de fato. Parabéns para direção de arte.
Portanto, Esse filme não se pretende um estudo social profundo de amadurecimento diante de um mundo que obriga o corpo feminino a se posicionar de maneira política dentro dele. Mas, Parthenope, tem consciência desse mundo de tantos conselhos dados a ela, e sabe usá-lo como apoio para suas próprias obsessões.
Pulp Fiction: Tempo de Violência
4.4 3,8K Assista AgoraResumindo, Pulp Fiction é um filme sobre gângsters, hambúrgueres, drogas e outras coisas. E a maneira de como 3 histórias distintas se intercalam em uma narrativa circular no final pra mim foi a cereja do bolo.
Entre Montanhas
3.2 327Um desfiladeiro separa dois agentes em um mundo super secreto e aparentemente demoníaco. Contratados para vigiar, durante um ano, confinados em torres de guarda, os dois precisam defender e tomar conta desse buraco nebuloso, onde reside uma criatura que ameaça a humanidade.
Cara, sem comentários. O roteiro e as ideias super detalhados, com começo de mistério, clímax de descoberta e unificação ao romance de ambos, tudo muito bem redigido. O final foi de tirar o folego.
Fotografia e direção de arte no ponto, até a sequência de câmera em movimentos conjuntos com as posições dos atores, tudo muito bem pensado.
Trilha sonora, ao som de batidas fortes, remetendo o mistério da obra e o suspense envolvido.
Scott Derrickson fez um trabalho lindo nessa direção. Anya, simplesmente, como sempre fantástica (sou meio obcecado por ela rsrs), Miles, que interpretação boa, que atuação foda. O corpo então, nem se fala.
Wicked
3.9 526 Assista Agorasimplesmente, mágico.
que atuação e que voz da Cynthia. Estou arrepiado até agora.
São Paulo em Hi-Fi
4.3 51As histórias das noites gays em São Paulo nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Fazendo uma viagem ao passado, os personagens mostram as histórias das dançarinas e transformistas que se apresentavam nas famosas casas noturnas que marcaram época e tudo o que elas tiveram que passar, como a imposição da ditadura e a explosão do vírus HIV.
Mesmo com todo sofrimento da ditadura e opressão devido o regime militar daquela época, eles resistiram e foram ser feliz independente de tudo, até a chegada do HIV na década de 80 para 90.
Esses sim, são os gays/lésbicas e trans raízes que romperam as trevas de uma época pra dar luz aos que hoje podem bater no peito e se assumir. Tempos de glamour, de luz, de brilho e de ferveção e também repressão.
“A gente era feliz e sabia”. Não vivi esta época, não sou de São Paulo, mas essa frase me tocou muito intensamente.
Todo o documentário, na verdade, é intensamente tocante. O resgate a preservação da memória é premente e ainda mais a memoria da minha comunidade no meu país.
Esse documentário é uma relíquia!
Tudo que aconteceu no passado na noite LGBTQIA Brasileira está aí contado na íntegra.
Isso chama-se memória, da parte boa e da parte ruim.
Claramente, é um dos documentários mais importantes que temos.
Obrigado por tanto.
Queer
3.1 193 Assista AgoraA 1 e a 2 parte do filme é muito boa e prende bastante. Na 3 parte, eu fiquei meio perdido, não sei se era alucinação ou sonho com os ocorridos.
Entanto, o protagonista tenta o tempo todo um contanto e "atenção" e as vezes falha. Mas existe um eixo ali que é bem problemático e agastado.
Daniel Craig está formidável. A trilha é maravilhosa e ambientação perfeita.
E o diretor, Lucas Guadagnino, sabe trabalhar fotografia de um filme como ninguém. Tudo tão impecável, atenção nos mínimos detalhes, sempre com maestria. Pra mim, sem sombras duvidas, esse é o ponto alto do filme, a fotografia e as cores durante a trama.
Babilônia
3.6 362Babilônia é situado no final da década de 1920, quando Hollywood passa por um período de grande mudança, com a transição do cinema mudo para os filmes falados. Desta forma, acompanhamos a ascensão e queda de vários personagens durante uma era de decadência desenfreada e depravação. Entre eles, temos uma grande estrela da indústria, cheia de sucessos de bilheteria, Nellie LaRoy estrelado por Margot Robbie.
Aqui é um retrato caótico sobre os excessos de artistas e cineastas nos primórdios de Hollywood.
No final das contas, Babilônia é um espetáculo frenético do diretor Damien Chazelle sobre os primórdios de Hollywood mesmo.
Fotografia e trilha sonora ótimas.
Iluminação e locação tudo no ponto. E o figurino para remeter a era retratada do filme tudo bem estudado e montado.
Só poderia ter sido mais curto, 3 horas de filmes com cenas muito frenéticas a todo tempo, chega uma hora que a gente pensa que não tem mais para onde ir.
Portanto, é um filme subestimado, ainda não teve o reconhecimento que merecia mas no futuro provavelmente será elevado ao status de cult...
Isto é Hollywood. Hollywood é caótico e frenético.
How to Have Sex
3.5 159 Assista AgoraUm processo de consentimento e autodescoberta.