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Um ser que pensa que percebe de cinema e da vida.
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Últimas opiniões enviadas

  • Alex Vieira

    Nem consigo acreditar...

    Contra todas as possibilidades. TEMPESTADE numa noite de verão.

    Nem consigo acreditar que o meu filme favorito de 2018 (até agora) é uma produção do MICHAEL BAY... Acreditem, se o desgraçado do homem tivesse realizado esta obra, todos os seus pecados artísticos seriam prontamente ABSOLVIDOS.

    Mas quem a orquestrou brilhantemente foi, na verdade, o JOHN KRASINSKI... que, além de ser um actor impecável, ainda tem a lata de ser um autêntico FEITICEIRO capaz de manipular audiências de uma maneira perigosa...

    Tensão alta, tremores, brados, dilatação das pupilas, 120 batimentos por minuto...

    Não me recordo de ter reagido tão violentamente a um filme de terror...

    Lembram-se aquando do lançamento do DON'T BREATHE... toda a gente estava a delirar por causa desse filme... Bom, quanto a mim o DON'T BREATHE é um adorável e inocente pónei comparado a este A QUIET PLACE, que é uma verdadeira BESTA MONSTRUOSA horrível e imperdoável.

    E o guião desta obra é tão simples e eficaz que até IRRITA. Não é nenhum filme de terror "cerebral"... não é nenhum THE SHINING ou THE VVITCH... Tudo é feito em nome do entretenimento... e funciona impecavelmente.

    Uma metragem deliciosamente aflitiva repleta de "worst case scenarios".

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  • Alex Vieira

    Engraçado que não é incomum o cinema apresentar estranhas coincidências relacionadas a produções (com temáticas) idênticas que são lançadas na mesma época. São diversos exemplos, como The Truman Show (1998, Weir) e Edtv (1999, Howard), Red Planet (2000, Hoffman) e Mission to Mars (2000, De Palma) ou até mesmo o caso mais atual de Olympus Has Fallen (2013, Fuqua) e de White House Down (2013, Emmerich), em que ambas longas contam uma invasão à força das armas à Casa Branca (!!). Ora bem, parece ter acontecido recentemente algo da mesma natureza no cinema brasileiro, já que, tanto Casa Grande (2014, Barbosa) como Que Horas Ela Volta? (2015, Muylaert) partilham imprevistas semelhanças, com um e outro tratando da hierarquização da sociedade, contendo ainda inserção de subtextos referentes à vida de empregados trabalhando nos domicílios de famílias de classe média-alta.

    Mas, ao passo que o filme de Muylaert é mais cerebral, sobretudo na questão da realização e das técnicas recorridas para narrar a história (o que, diga-se de passagem, não deixa de ser um elogio), Casa Grande soa mais livre, espontâneo, "menos-pensado", o que não impede que tenha um espírito enorme e profundo. Aliás, a crítica que carrega é vastíssima, uma vez que, após refletirmos sobre as posições sociais de cada um dos personagens e percebermos que, afinal de contas, todos eles encaram problemas, independentemente das ideologias políticas que concordam ou da situação financeira que se encontram, a fita assinada com incrível competência por Fellipe Barbosa faz-nos refletir, ainda, sobre nós, humanos. No final de tudo, não vamos todos parar ao mesmo buraco? Não somos todos iguais? É certo que não vivemos todos na mesma situação, porém acredito que há algo que nos une a todos: as circunstâncias diárias que todos passamos. Não é isso, aliás, que o último plano da obra mostra? Todos nós temos uma história para contar e, no entanto, o verdadeiro final é sempre o mesmo. Estamos todos juntos, apesar de tudo.

    A propósito, Casa Grande é recheado destes pequenos momentos brilhantes que, mesmo sem palavras, nos fazem refletir sobre determinados personagens. A título de exemplo, a cena (sem diálogos) em que o jovem protagonista Jean (Thales Cavalcanti) olha com uma leve insegurança para o homem que se senta ao seu lado no primeiro dia em que anda de autocarro sozinho, demonstra a incerteza que certos membros de classes altas sentem por outros que pertencentem a um grau considerado mais baixo. Não consigo deixar de mencionar, também, o instante em que o pai de Jean (Marcello Novaes), após terminar uma videochamada formal no seu escritório de casa, levanta-se da sua cadeira e revela apenas estar vestido da cintura para cima, expondo uma certa desconsideração e arrogância que o personagem sente perante a situação que enfrenta.

    Estas cenas funcionam, ademais, devido ao talento dos atores. Não é exagero dizer que Casa Grande é um autêntico espetáculo de interpretações. Revelações ficam evidenciadas, com ótimos destaques como Thales Cavalcanti, Clarissa Pinheiro e Bruna Amaya (esta última com uma filmografia ainda limitada com apenas este filme). Todavia, e mesmo que ainda apresente uma formidável performance por parte de Suzana Pires, aquele que merece todos os aplausos do Mundo pelo seu desempenho assombroso é o Marcello Novaes, que simplesmente rouba o espetáculo em todos os momentos em que entra. A minha admiração é tamanha que estou em dúvida se é hiperbólico considerar esta atuação como uma das melhores que 2014 ofereceu. E este é um ator que, infelizmente, não passa muito pelo "território" do cinema, porque é realmente de louvar aquilo que ele mostrou aqui. Rigidez, seriedade, orgulho e negativismo são algumas características que Novaes atribui à personalidade complexa que interpreta perfeitamente.

    Mesmo não sendo uma película perfeita (faltou algum aprofundamento nalgumas subtramas, mas nada de mais), Casa Grande tem um espírito impressionante e carrega consigo uma grande crítica. Excelente.

    (Crítica - 23/10/2016)

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  • Alex Vieira

    Este filme tem uma das melhores performances da História do Cinema.

    A frase pode parecer naturalmente hiperbólica para quem está de fora, mas, para mim, ela representa uma verdade tão evidente como o azul do céu que espero ver todos os dias. Até agora, poucas foram as performances que me fizeram chorar. No entanto, o que o Tom Cruise fez aqui marcou o meu ser desde a primeira vez que experienciei Magnolia. Inspiração absoluta. Porém, não me interpretem erradamente: não sou nenhum aspirante a actor; sou um jovem que ama a arte, perdidamente apaixonado pelo seu poder colossal. Logo, a "inspiração" pode vir de qualquer parte: as páginas de um livro, uma determinada melodia, uma pintura, etc. O certo é que quando contemplo grandeza sinto-me imediatamente inspirado. E é através do acto de criar que podemos ser deuses, fazer algo extraordinário, mudar vidas.

    O desempenho do Tom Cruise como Frank T.J. Mackey tem esse poder sobre mim. Analisar o seu trabalho nesta obra é testemunhar esplendor artístico. No palco, Mackey é um símbolo de macheza; para ele, a "manipulação feminina" é um perigo real. Fora das luzes, é um homem frágil que já passou por muitas experiências dolorosas; quando ainda era novo, o pai desandou e teve de cuidar da mãe até esta morrer de cancro. Todavia, agora é o pai quem se encontra no leito da morte, arrependido dos erros do passado, reclamando que a vida é longa e dura. Mackey verbaliza ódio, raiva, mas chora.

    E toda esta situação só representa uma pequena parte do épico dramático que Magnolia é, contudo expõe, inegavelmente, alguns dos seus temas centrais: a complexidade humana, o sentimento de culpa, a difícil tarefa de perdoar, etc. Aliás, é incrível como o Paul Thomas Anderson consegue abordar tantas questões de uma maneira tão orgânica e humana - a sensibilidade que ele tem face a tantos assuntos é imensa; eis a fragilidade de uma flor (como a magnólia) tratada pelas mãos de um mestre.

    As três horas, por isso, não são em vão. Envolventes e jamais aborrecidas, reflectem, antes, o fantástico realizador que o PTA é, ao orquestrar, com o suporte da sua incrível equipa, um drama brilhante e profundamente complexo. Os personagens estão cobertos de sombras quando se encontram num estado de introspecção, e quando expostos são invadidos por uma luz intensa e um close das suas faces torna-se necessário. Os plano-sequências são apelativos e aceleram os nossos corações. A música, da autoria do excelente Jon Brion, intensifica o decorrer dos segundos, atribuindo maior "peso" ao tempo, esse relógio impiedoso e inevitável - falo disto -, ao passo que a montagem do Dylan Tichenor certifica-se de manter tudo dinâmico, desviando-se genialmente de quebras de ritmo.

    Há muito mais a dizer sobre Magnolia, uma vez que cada personagem (todos extremamente fascinantes) têm uma história para nos contar. Mas vou deixar isso para futuros visionamentos. Talvez para a próxima me comova mais com a paixão reprimida de Donnie Smith (William H. Macy) ou com toda a situação do pequeno Stanley (Jeremy Blackman) ou ainda com Phil Parma (Philip Seymour Hoffman), aquele que luta pelos outros, o responsável por um certo reencontro, o braço direito essencial - afinal de contas, ele é um enfermeiro. Seja como for, todos eles são pessoas complexas, humanos distintos. Magnolia, aliás, é um filme sobre as duas vidas que temos - aquela que aparentamos no palco da vida e aquela que realmente somos, nos bastidores.

    Estamos todos unidos, já que nenhum de nós pode escapar aos problemas que enfrentamos ao longo da nossa jornada. Passamos tudo pelo mesmo, porém sob maneiras diferentes. A fragilidade humana é algo universal. E ela sempre será posta à prova - sob que circunstância for, seja esta extraordinária ou não.

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  • Luciano M.
    Luciano M.

    Teu comentário sobre o The Disaster Artist é a coisa mais fantástica que eu li ali, entre muitos outros comentários desmerecendo o Franco e etc, mas é aquilo, o cara fez uma obra absolutamente genial, ele captou totalmente a essência do Tommy Wisceau, ele viveu o Tommy Wisceau por completo e aquilo foi lindo pra caralho.

  • H
    H

    Realmente uma lista incrível de filmes indispensáveis e curti muito suas observações sobre o filme Os 12 Macacos!!!! Add aí.... :)

  • Leandro Braga
    Leandro Braga

    Sua lista de filmes obrigatórios é muito boa!