Güeros é um filme que me surpreendeu bastante. Gosto muito da forma como ele transforma uma história aparentemente simples em uma experiência cheia de personalidade, humor e crítica social. A fotografia em preto e branco combina demais com a proposta, e a direção de Alonso Ruizpalacios deixa tudo com um estilo muito próprio. O filme tem um ritmo diferente e pode parecer estranho em alguns momentos, mas foi justamente essa liberdade que fez eu gostar tanto. Os personagens são carismáticos, e a viagem deles acaba sendo muito mais do que simplesmente chegar a algum lugar. Um filme inteligente, divertido e cheio de identidade
A Substância é um filme extremamente provocador e desconfortável, que usa o terror corporal para discutir a obsessão com juventude, beleza e perfeição. Coralie Fargeat constrói uma experiência visualmente exagerada, mas justamente esse exagero faz a crítica funcionar. O filme mostra de forma brutal como a pressão para manter uma determinada aparência pode destruir a relação de uma pessoa consigo mesma. A transformação da protagonista não serve apenas para causar choque: ela representa uma sociedade que valoriza cada vez mais a aparência e trata o envelhecimento como algo a ser escondido. O que mais chama atenção é a direção, a fotografia e os efeitos práticos, que tornam algumas cenas difíceis de esquecer. Ao mesmo tempo, o filme pode parecer excessivo e até absurdo em determinados momentos, mas isso combina com a proposta de levar sua mensagem ao extremo.
Dois Filhos de Francisco é um daqueles filmes que não apenas contam uma história, mas fazem a gente sentir cada momento dela. É uma obra emocionante sobre sonhos, família, dificuldades e, principalmente, sobre nunca desistir daquilo em que se acredita. O filme mostra a trajetória de Zezé Di Camargo e Luciano desde uma infância simples, marcada por dificuldades, até a realização de um sonho que parecia distante. E talvez seja justamente isso que torne a história tão especial: antes dos grandes palcos e do sucesso, existiam dois meninos, uma família humilde e um pai que acreditava profundamente no talento dos filhos. É impossível não se emocionar vendo Francisco enfrentar tantas dificuldades para tentar proporcionar aos filhos uma oportunidade. O filme mostra que, por trás de uma grande conquista, muitas vezes existe uma história de sacrifício, esperança e amor. Para mim, Dois Filhos de Francisco é uma verdadeira homenagem à família e à força de acreditar em um sonho, mesmo quando tudo parece dizer que ele é impossível.
Obsessão é um daqueles filmes que me surpreenderam bastante. Eu gosto pra caralho da maneira como o filme consegue pegar uma ideia que, inicialmente, parece simples e transformar isso em uma história cada vez mais estranha e perturbadora. O que mais me chamou atenção foi justamente a forma como o filme mostra a dura realidade de um homem receber um “não” e não saber lidar com isso. O problema não está em ser rejeitado, porque ninguém é obrigado a corresponder aos sentimentos de outra pessoa. O problema começa quando ele não aceita essa rejeição e transforma o desejo em obsessão. E acho isso muito interessante porque o filme mostra como a incapacidade de aceitar um limite pode levar alguém a ultrapassar barreiras cada vez maiores. Aquilo que começa como uma vontade de conquistar alguém vai tomando proporções completamente diferentes. Também gostei muito da atmosfera do filme. Ele consegue criar aquele desconforto de você saber que alguma coisa está errada, mesmo antes de tudo ficar completamente fora de controle. A mistura de terror, humor estranho e situações absurdas funciona muito bem para criar uma identidade própria. Ao mesmo tempo, acho que o filme poderia aprofundar um pouco mais alguns personagens e determinadas consequências da história. Em alguns momentos, senti que algumas ideias poderiam ter sido exploradas por mais tempo. Mesmo assim, isso não tira o impacto que o filme consegue causar. Pra mim, Obsessão funciona justamente porque, por trás de toda a loucura e do terror, existe uma discussão sobre rejeição, desejo, limites e sobre como uma pessoa pode perder completamente a noção quando não consegue aceitar que ouviu um “não”. Não acho que seja um filme perfeito, mas é definitivamente uma obra que me deixou pensando depois que acabou. E, sinceramente, eu gosto pra caralho de filme que consegue fazer isso.
Estômago é um daqueles filmes brasileiros que eu gosto pra caralho justamente porque ele consegue contar uma história aparentemente simples, mas que vai ficando cada vez mais complexa conforme você entende os personagens. Eu acho muito foda a maneira como o filme usa a comida e a cozinha para falar sobre poder, sobrevivência, ambição e relações humanas. O protagonista começa de uma posição muito simples e, aos poucos, vai descobrindo que aquilo que ele sabe fazer pode mudar completamente a forma como as pessoas enxergam ele. Uma das coisas que mais gosto é que o filme não tenta transformar seus personagens em pessoas completamente boas ou completamente ruins. Eles têm contradições, desejos, fraquezas e fazem escolhas que dizem muito sobre quem são. E é justamente essa humanidade meio desconfortável que deixa o filme tão interessante. Também acho muito inteligente a forma como a história mistura humor, drama e momentos mais pesados sem deixar de lado aquela atmosfera estranha que acompanha o filme inteiro. Você consegue rir de algumas situações, mas ao mesmo tempo percebe que existe algo muito mais sombrio acontecendo por trás delas Talvez eu quisesse que algumas partes fossem mais aprofundadas, principalmente em relação a determinados personagens e às consequências de algumas escolhas. Mesmo assim, acho que essa falta de explicação completa também combina com a proposta do filme, porque ele deixa algumas coisas para você interpretar. Pra mim, Estômago é uma obra que fala muito sobre como as pessoas podem usar aquilo que têm para conquistar espaço, respeito e poder. No fim, não é apenas um filme sobre comida ou sobre cozinha. É sobre sobrevivência, desejo, ambição e sobre até onde alguém pode chegar quando percebe que finalmente tem alguma coisa que os outros querem. É um filme brasileiro que eu admiro muito justamente porque consegue ser simples na superfície e extremamente complexo por baixo dela.
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Güeros
4.0 53Güeros é um filme que me surpreendeu bastante. Gosto muito da forma como ele transforma uma história aparentemente simples em uma experiência cheia de personalidade, humor e crítica social. A fotografia em preto e branco combina demais com a proposta, e a direção de Alonso Ruizpalacios deixa tudo com um estilo muito próprio.
O filme tem um ritmo diferente e pode parecer estranho em alguns momentos, mas foi justamente essa liberdade que fez eu gostar tanto. Os personagens são carismáticos, e a viagem deles acaba sendo muito mais do que simplesmente chegar a algum lugar. Um filme inteligente, divertido e cheio de identidade
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraA Substância é um filme extremamente provocador e desconfortável, que usa o terror corporal para discutir a obsessão com juventude, beleza e perfeição. Coralie Fargeat constrói uma experiência visualmente exagerada, mas justamente esse exagero faz a crítica funcionar.
O filme mostra de forma brutal como a pressão para manter uma determinada aparência pode destruir a relação de uma pessoa consigo mesma. A transformação da protagonista não serve apenas para causar choque: ela representa uma sociedade que valoriza cada vez mais a aparência e trata o envelhecimento como algo a ser escondido.
O que mais chama atenção é a direção, a fotografia e os efeitos práticos, que tornam algumas cenas difíceis de esquecer. Ao mesmo tempo, o filme pode parecer excessivo e até absurdo em determinados momentos, mas isso combina com a proposta de levar sua mensagem ao extremo.
2 Filhos de Francisco
3.0 820 Assista AgoraDois Filhos de Francisco é um daqueles filmes que não apenas contam uma história, mas fazem a gente sentir cada momento dela. É uma obra emocionante sobre sonhos, família, dificuldades e, principalmente, sobre nunca desistir daquilo em que se acredita.
O filme mostra a trajetória de Zezé Di Camargo e Luciano desde uma infância simples, marcada por dificuldades, até a realização de um sonho que parecia distante. E talvez seja justamente isso que torne a história tão especial: antes dos grandes palcos e do sucesso, existiam dois meninos, uma família humilde e um pai que acreditava profundamente no talento dos filhos.
É impossível não se emocionar vendo Francisco enfrentar tantas dificuldades para tentar proporcionar aos filhos uma oportunidade. O filme mostra que, por trás de uma grande conquista, muitas vezes existe uma história de sacrifício, esperança e amor.
Para mim, Dois Filhos de Francisco é uma verdadeira homenagem à família e à força de acreditar em um sonho, mesmo quando tudo parece dizer que ele é impossível.
Obsessão
3.9 925 Assista AgoraObsessão é um daqueles filmes que me surpreenderam bastante. Eu gosto pra caralho da maneira como o filme consegue pegar uma ideia que, inicialmente, parece simples e transformar isso em uma história cada vez mais estranha e perturbadora.
O que mais me chamou atenção foi justamente a forma como o filme mostra a dura realidade de um homem receber um “não” e não saber lidar com isso. O problema não está em ser rejeitado, porque ninguém é obrigado a corresponder aos sentimentos de outra pessoa. O problema começa quando ele não aceita essa rejeição e transforma o desejo em obsessão.
E acho isso muito interessante porque o filme mostra como a incapacidade de aceitar um limite pode levar alguém a ultrapassar barreiras cada vez maiores. Aquilo que começa como uma vontade de conquistar alguém vai tomando proporções completamente diferentes.
Também gostei muito da atmosfera do filme. Ele consegue criar aquele desconforto de você saber que alguma coisa está errada, mesmo antes de tudo ficar completamente fora de controle. A mistura de terror, humor estranho e situações absurdas funciona muito bem para criar uma identidade própria.
Ao mesmo tempo, acho que o filme poderia aprofundar um pouco mais alguns personagens e determinadas consequências da história. Em alguns momentos, senti que algumas ideias poderiam ter sido exploradas por mais tempo. Mesmo assim, isso não tira o impacto que o filme consegue causar.
Pra mim, Obsessão funciona justamente porque, por trás de toda a loucura e do terror, existe uma discussão sobre rejeição, desejo, limites e sobre como uma pessoa pode perder completamente a noção quando não consegue aceitar que ouviu um “não”.
Não acho que seja um filme perfeito, mas é definitivamente uma obra que me deixou pensando depois que acabou. E, sinceramente, eu gosto pra caralho de filme que consegue fazer isso.
Estômago
4.2 1,7K Assista AgoraEstômago é um daqueles filmes brasileiros que eu gosto pra caralho justamente porque ele consegue contar uma história aparentemente simples, mas que vai ficando cada vez mais complexa conforme você entende os personagens.
Eu acho muito foda a maneira como o filme usa a comida e a cozinha para falar sobre poder, sobrevivência, ambição e relações humanas. O protagonista começa de uma posição muito simples e, aos poucos, vai descobrindo que aquilo que ele sabe fazer pode mudar completamente a forma como as pessoas enxergam ele.
Uma das coisas que mais gosto é que o filme não tenta transformar seus personagens em pessoas completamente boas ou completamente ruins. Eles têm contradições, desejos, fraquezas e fazem escolhas que dizem muito sobre quem são. E é justamente essa humanidade meio desconfortável que deixa o filme tão interessante.
Também acho muito inteligente a forma como a história mistura humor, drama e momentos mais pesados sem deixar de lado aquela atmosfera estranha que acompanha o filme inteiro. Você consegue rir de algumas situações, mas ao mesmo tempo percebe que existe algo muito mais sombrio acontecendo por trás delas
Talvez eu quisesse que algumas partes fossem mais aprofundadas, principalmente em relação a determinados personagens e às consequências de algumas escolhas. Mesmo assim, acho que essa falta de explicação completa também combina com a proposta do filme, porque ele deixa algumas coisas para você interpretar.
Pra mim, Estômago é uma obra que fala muito sobre como as pessoas podem usar aquilo que têm para conquistar espaço, respeito e poder. No fim, não é apenas um filme sobre comida ou sobre cozinha. É sobre sobrevivência, desejo, ambição e sobre até onde alguém pode chegar quando percebe que finalmente tem alguma coisa que os outros querem.
É um filme brasileiro que eu admiro muito justamente porque consegue ser simples na superfície e extremamente complexo por baixo dela.