Esse curta não se trata apenas do tema "consumismo". Este (o consumismo) é apenas um dos temas. Há vários temas presentes e entrelaçados. Há o antropocentrismo, deteriorização do meio ambiente, em como o antropocentrismo causa negativos impactos ao planeta terra (que no fundo não pertence aos humanos mas o nomenclaturamos como se fosse). Há apontamentos sobre escravidão moderna e ou ainda tráfico de pessoas. Há também a questão da manipulação midiática através de diversos meios e formas dentre eles a clássica propaganda nossa de cada dia. Há mais temas, camadas e com certeza um curta que gerará ainda muitos e muitos debates.
Por que razão o namorado dela na época foi ATÉ a casa dela logo depois que ela "desapareceu" e excluiu TODOS os arquivos do computador dela? Por que razão a polícia manda quebrar o sigilo telefônico dele e logo depois "resolve" que não vai mais investigar o sigilo telefônico dele? Fica parecendo que todas as pessoas que eles "investigaram" não passam de bodes expiatórios. É só ligar os pontos. Infelizmente é isso. No mais, muito triste. Mas que bom que a mãe dela tenha hoje se tornado lutadora na vida.
[spoiler][/spoiler] Me incomodou demais o fato de que a toda hora o Aksel arrumava uma forma de pressionar a Julie para ter filhos. E daí que ela é mulher cis? Ser mulher cis nos tempos atuais não é sinônimo de maternidade. E nesse filme, através da personagem do Aksel há a naturalização da maternidade compulsória. Julie apenas não encontrou o que quer fazer da vida, que carreira seguir. Mas isso não deveria ser problema pra absolutamente ninguém, mesmo que infelizmente seja considerado um problema diante do sistema econômico no qual vivemos. Se Julie queria terminar a relação é um direito dela. O fato de Aksel ter tido câncer depois disso não é nem de longe sinônimo de que Julie deveria voltar a falar com ele, mesmo como amiga, porque se assim fosse, existem pessoas que continuam amigos ou amigas mesmo depois de terminarem uma relação e mesmo sem doenças terminais envolvidas. Da mesma forma o câncer não é sinônimo de que deveriam voltar até porque isso seria obrigar Julie a ficar com uma pessoa com quem simplesmente ela não quer estar, mas que na cabeça da personagem do Aksel isso não importa: o fato de que a Julie não quer mais nada com ele. Julie é apenas uma mulher cis que simplesmente não acha natural a maternidade compulsória (e de fato não é), que apenas não quer ter filhos nem se vê como mãe, ponto. Sobre essa discussão indico a personagem Cristina Yang em Greys Anatomy sobre a qual esse tema é trabalhado através do olhar da própria personagem. No mais é isso, Julie apenas não tem maturidade suficiente pra sair de relações bosta como essa com o Aksel que é explicitamente machista, mulher cis que não se identifica com a maternidade e tudo bem quanto a isso, além de ainda não ter encontrado qual carreira seguir, até porque muitas pessoas na vida real passam a vida inteira sem de fato encontrar a tal identificação do que quer fazer, seguir, com qual carreira quer se dedicar e trabalhar e isso é muito triste até. Acredito que esse algo a mais é de fato justamente isso, encontrar um propósito, uma carreira pela qual você se apaixone, por mais que pareça fácil descobrir quando você tem pais com boa condição financeira, no filme vemos que mesmo assim, mesmo com o acolhimento da mãe, nada é tão simples como inicialmente ou visto de muito longe pareça ser.
O roteiro é ótimo. O conteúdo nem se fala. O único porém é que ficou muito didático, muito explícito. Se ela utilizasse entrelinhas, metáforas e deixasse mais ficcional. Mas ficou muito mastigado, beirando um tom de documentário e quando isso acontece, perde a graça, porque fica muito na cara, professoral, didático. Vou dar um exemplo: a fuga das galinhas, o primeiro filme. A fuga das galinhas é sobre consciência de classe, a união da classe trabalhadora, a sobrevivência de um grupo. O objetivo principal na fuga das galinhas é uma melhor qualidade de vida. Só que em momento nenhum isso é falado no filme, não de forma explícita ou didática. É como quando alguém está narrando o que vai fazer pra que o expectador entenda a cena, mas acontece que nem tudo precisa ser dito ao pé da letra numa cena. Esse curta da Manu, se tivesse uma outra abordagem tinha tudo pra ficar de fato ótimo. Queria que quem produzisse roteiro ou dirigisse tivesse isso em mente: que não dá pra você deixar a ficção parecida demais com a realidade, caso contrário vira documentário e olha que até documentário é um subtipo de ficção.
Achei muito didático. Nesse sentido achei Bottoms muito superior porque em Bottoms a linguagem nonsense, o lúdico, o sarcasmo e o absurdo são tratados de forma magistral, no tom certo. É como se Barbie fosse um livro didático e Bottoms fosse um livro daqueles que você lê numa madrugada e nem percebe que virou a noite e o dia amanheceu. Infelizmente não tive essa sensação de "não ver o tempo passar" em Bárbie. Não sei se minhas expectativas já estavam altas antes ou se Bottoms elevou o nível e depois de Bottoms fiquei esperando algo tão primoroso quanto ou até melhor. Prefiro até mesmo Lady Bird. Mas enfim, fazer o que? Frustrações fazem parte da vida. E que fique destacado: NÃO é sobre o conteúdo que não gostei. Não! Mas a forma COMO foi abordado e essa abordagem foi muito didática, me senti lendo um livro didático e sempre achei um porre os livros didáticos, com exceção do livro de história. Enfim.
Sobre a eterna e diária re atualização da alegoria da caverna platônica. Sei que é real mas parece distópico, como se fosse um show de Truman só que na vida real. Fiquei com uma sensação de agonia e nojo. Bizarro.
Depois que terminei de assistir fui no youtube procurar Espumas ao Vento interpretada pela Alice Carvalho, simplesmente divina interpretação! Não vejo a hora de assistir a segunda temporada!
Essa série merece pelo menos duas indicações ao Emmy 2023. Não tenho palavras pra atuação da Alice Carvalho, atriz foda da porra! Simplesmente assistam, por favor!
Transgeneridade / cisgeneridade (falar transexualidade é como se falassemos 'cissexualidade'. Mas não né. Ninguém se refere as pessoas cis como cisexuais. Se praticamente ninguém faz isso (se referir às pessoas cis como cissexuais) por que razão fazem o contrário? Apenas uma reflexão.
É uma palestra que assisto sempre e sempre, de tempos em tempos sempre reassisto e jamais deixarei de assistir. Motivo? Assistam e compreenderão por que razão.
Tudo nesse filme é impecável. Fotografia, arte, roteiro, atuação, figurino, direção, cenário, cenográfia, trilha sonora, etc. Roteiro forte e emocionante. Tem hora que você precisa escolher se sente muita raiva e ódio pelo machismo (e desigualdade de gênero) e moralismo ou se você chora de tristeza pela situação vivenciada pelas protagonistas. Que filme! Muito Forte! Chorei demais, lágrimas e mais lágrimas. Nossa!!!
É uma série pra assistir diversas vezes, pois é um longo processo de aprendizagem. Imensos informações e sentimentos pra processar. No mais, não existem palavras suficientes pra descrever de fato o álbum e série documental "Chegamos Sozinhos em Casa". Tuyo é afeto, música, reflexão, é tanta coisa, que não dá pra descrever, nem resenhar ou resumir. É além da alma. Não há de fato, palavras suficientes. ❤
Como mudaram exatamente jamais haverá ao certo como saber: mas será que "mudariam o mundo" se não fossem brancos, cis, possivelmente héteros e sem deficiência?
O Testamento: O Segredo de Anita Harley
4.0 54Nunca mais tinha assistido uma série tão boa de ver. Esqueci até da minha própria existência. Meu cérebro ficou liso liso...
QUILIMÉRIOS
3.0 1O curta está disponível no youtube. Basta digitar o nome no google que aparece o link do vídeo dele no youtube.
Wake Up Call - Obsolescência Programada
4.2 6[/spoiler]
Esse curta não se trata apenas do tema "consumismo". Este (o consumismo) é apenas um dos temas. Há vários temas presentes e entrelaçados. Há o antropocentrismo, deteriorização do meio ambiente, em como o antropocentrismo causa negativos impactos ao planeta terra (que no fundo não pertence aos humanos mas o nomenclaturamos como se fosse). Há apontamentos sobre escravidão moderna e ou ainda tráfico de pessoas. Há também a questão da manipulação midiática através de diversos meios e formas dentre eles a clássica propaganda nossa de cada dia. Há mais temas, camadas e com certeza um curta que gerará ainda muitos e muitos debates.
[spoiler]
Volta Priscila
3.7 65[/spoiler]
Por que razão o namorado dela na época foi ATÉ a casa dela logo depois que ela "desapareceu" e excluiu TODOS os arquivos do computador dela? Por que razão a polícia manda quebrar o sigilo telefônico dele e logo depois "resolve" que não vai mais investigar o sigilo telefônico dele? Fica parecendo que todas as pessoas que eles "investigaram" não passam de bodes expiatórios. É só ligar os pontos. Infelizmente é isso. No mais, muito triste. Mas que bom que a mãe dela tenha hoje se tornado lutadora na vida.
[spoiler]
A Pior Pessoa do Mundo
4.0 699[spoiler][/spoiler] Me incomodou demais o fato de que a toda hora o Aksel arrumava uma forma de pressionar a Julie para ter filhos. E daí que ela é mulher cis? Ser mulher cis nos tempos atuais não é sinônimo de maternidade. E nesse filme, através da personagem do Aksel há a naturalização da maternidade compulsória. Julie apenas não encontrou o que quer fazer da vida, que carreira seguir. Mas isso não deveria ser problema pra absolutamente ninguém, mesmo que infelizmente seja considerado um problema diante do sistema econômico no qual vivemos. Se Julie queria terminar a relação é um direito dela. O fato de Aksel ter tido câncer depois disso não é nem de longe sinônimo de que Julie deveria voltar a falar com ele, mesmo como amiga, porque se assim fosse, existem pessoas que continuam amigos ou amigas mesmo depois de terminarem uma relação e mesmo sem doenças terminais envolvidas. Da mesma forma o câncer não é sinônimo de que deveriam voltar até porque isso seria obrigar Julie a ficar com uma pessoa com quem simplesmente ela não quer estar, mas que na cabeça da personagem do Aksel isso não importa: o fato de que a Julie não quer mais nada com ele. Julie é apenas uma mulher cis que simplesmente não acha natural a maternidade compulsória (e de fato não é), que apenas não quer ter filhos nem se vê como mãe, ponto. Sobre essa discussão indico a personagem Cristina Yang em Greys Anatomy sobre a qual esse tema é trabalhado através do olhar da própria personagem. No mais é isso, Julie apenas não tem maturidade suficiente pra sair de relações bosta como essa com o Aksel que é explicitamente machista, mulher cis que não se identifica com a maternidade e tudo bem quanto a isso, além de ainda não ter encontrado qual carreira seguir, até porque muitas pessoas na vida real passam a vida inteira sem de fato encontrar a tal identificação do que quer fazer, seguir, com qual carreira quer se dedicar e trabalhar e isso é muito triste até. Acredito que esse algo a mais é de fato justamente isso, encontrar um propósito, uma carreira pela qual você se apaixone, por mais que pareça fácil descobrir quando você tem pais com boa condição financeira, no filme vemos que mesmo assim, mesmo com o acolhimento da mãe, nada é tão simples como inicialmente ou visto de muito longe pareça ser.
Programa de Proteção à Carreira Artística, Em Que Posso Ajudar?
4.4 3O roteiro é ótimo. O conteúdo nem se fala. O único porém é que ficou muito didático, muito explícito. Se ela utilizasse entrelinhas, metáforas e deixasse mais ficcional. Mas ficou muito mastigado, beirando um tom de documentário e quando isso acontece, perde a graça, porque fica muito na cara, professoral, didático. Vou dar um exemplo: a fuga das galinhas, o primeiro filme. A fuga das galinhas é sobre consciência de classe, a união da classe trabalhadora, a sobrevivência de um grupo. O objetivo principal na fuga das galinhas é uma melhor qualidade de vida. Só que em momento nenhum isso é falado no filme, não de forma explícita ou didática. É como quando alguém está narrando o que vai fazer pra que o expectador entenda a cena, mas acontece que nem tudo precisa ser dito ao pé da letra numa cena. Esse curta da Manu, se tivesse uma outra abordagem tinha tudo pra ficar de fato ótimo. Queria que quem produzisse roteiro ou dirigisse tivesse isso em mente: que não dá pra você deixar a ficção parecida demais com a realidade, caso contrário vira documentário e olha que até documentário é um subtipo de ficção.
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraAchei muito didático. Nesse sentido achei Bottoms muito superior porque em Bottoms a linguagem nonsense, o lúdico, o sarcasmo e o absurdo são tratados de forma magistral, no tom certo. É como se Barbie fosse um livro didático e Bottoms fosse um livro daqueles que você lê numa madrugada e nem percebe que virou a noite e o dia amanheceu. Infelizmente não tive essa sensação de "não ver o tempo passar" em Bárbie. Não sei se minhas expectativas já estavam altas antes ou se Bottoms elevou o nível e depois de Bottoms fiquei esperando algo tão primoroso quanto ou até melhor. Prefiro até mesmo Lady Bird. Mas enfim, fazer o que? Frustrações fazem parte da vida. E que fique destacado: NÃO é sobre o conteúdo que não gostei. Não! Mas a forma COMO foi abordado e essa abordagem foi muito didática, me senti lendo um livro didático e sempre achei um porre os livros didáticos, com exceção do livro de história. Enfim.
Alphaville - Do Lado de Dentro do Muro
3.5 22Sobre a eterna e diária re atualização da alegoria da caverna platônica. Sei que é real mas parece distópico, como se fosse um show de Truman só que na vida real. Fiquei com uma sensação de agonia e nojo. Bizarro.
Cangaço Novo (1ª Temporada)
4.4 219 Assista AgoraDepois que terminei de assistir fui no youtube procurar Espumas ao Vento interpretada pela Alice Carvalho, simplesmente divina interpretação! Não vejo a hora de assistir a segunda temporada!
Cangaço Novo (1ª Temporada)
4.4 219 Assista AgoraEssa série merece pelo menos duas indicações ao Emmy 2023. Não tenho palavras pra atuação da Alice Carvalho, atriz foda da porra! Simplesmente assistam, por favor!
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraQue teaser foi aquele? NOSSA.... Enfim, quem ainda não viu, assista lá no youtube. Gente, que impacto!
Transversais
4.1 26Transgeneridade / cisgeneridade (falar transexualidade é como se falassemos 'cissexualidade'. Mas não né. Ninguém se refere as pessoas cis como cisexuais. Se praticamente ninguém faz isso (se referir às pessoas cis como cissexuais) por que razão fazem o contrário? Apenas uma reflexão.
Mare of Easttown
4.4 692 Assista AgoraKate Winslet amor da minha vida todinha. Impecável. E a série como um todo é perfeita, tudo simplesmente perfeito.
TEDTalks: O Perigo de Uma Única História
4.9 7É uma palestra que assisto sempre e sempre, de tempos em tempos sempre reassisto e jamais deixarei de assistir. Motivo? Assistam e compreenderão por que razão.
Com Amor, Simon
4.0 1,2K Assista AgoraSensível e fofinho.
A Vida Invisível
4.3 661Tudo nesse filme é impecável. Fotografia, arte, roteiro, atuação, figurino, direção, cenário, cenográfia, trilha sonora, etc. Roteiro forte e emocionante. Tem hora que você precisa escolher se sente muita raiva e ódio pelo machismo (e desigualdade de gênero) e moralismo ou se você chora de tristeza pela situação vivenciada pelas protagonistas. Que filme! Muito Forte! Chorei demais, lágrimas e mais lágrimas. Nossa!!!
Chegamos Sozinhos Em Casa - Fragmentos
5.0 3É uma série pra assistir diversas vezes, pois é um longo processo de aprendizagem. Imensos informações e sentimentos pra processar. No mais, não existem palavras suficientes pra descrever de fato o álbum e série documental "Chegamos Sozinhos em Casa". Tuyo é afeto, música, reflexão, é tanta coisa, que não dá pra descrever, nem resenhar ou resumir. É além da alma. Não há de fato, palavras suficientes. ❤
Eu Não Sou um Robô
3.1 5Lembrei de um trecho de uma música da Pitty: "Pane no sistema alguém me desconfigurou, aonde estão meus olhos de robô?"
Como os Beatles Mudaram o Mundo
3.9 11Como mudaram exatamente jamais haverá ao certo como saber: mas será que "mudariam o mundo" se não fossem brancos, cis, possivelmente héteros e sem deficiência?
Fitas
3.7 23 Assista AgoraQuero muito assistir.
Everything’s Gonna Be Okay (1ª Temporada)
4.0 14❤
Secreto e Proibido
4.4 115Assisti em 2020. Lembro que chorei o tempo todo. Pausava pra poder chorar. Gente...
O Gambito da Rainha
4.4 947 Assista Agora❤❤❤❤
Nunca é Noite no Mapa
4.5 13❤