Estou tentando entender o porquê de tantos comentários negativos sobre o filme... mais ainda, porque 99% da crítica está vindo apenas de pessoas brancas?
Incomoda o diretor ser negro? Incomoda protagonismo negro? Incomoda negros parecerem em lugares confortáveis e não marginalizados?
Trago esse questionamnto porque ouvi de colegas comentários racistas sobre o filme. E é sempre bom nos observar.
Dito isso, o filme trás uma proposta muito boa, principalmente em relação ao tema + execução do trabalho dos atores.
O filme deixou-me perdida por boa parte do tempo e isso não me incomodou em nada, pelo contrário. Aliás, o que menos importa é saber o que tá acontacendo durante o filme, o íncrivel vem depois. Que é você mesmo tentar juntar as peças para decifrar o porque de tudo aquilo. Só depois.
Ao meu ver, o filme trás dois momentos históricos ocidentais.
O primeiro, o lugar cristão de devolção e mistérios que a biblía propõe. Lugar de tudo é possível, ninguém morre e que o mal está ao nosso redor o tempo inteiro.
O Segundo, trazendo a referência do Navio Negreiro, isso no caso por conta de alguns medos e traumas que (as) personagens da Lupita, trás, como por exemplo o medo da água (logo no ínicio quando começa a chover) e quando a Adelaide (Lupita Nyong'o) entra na casa de espelhos quando criança, seria o pisar na américa, descobrindo um novo mundo.
Tudo isso são teorias que criei. Foi no que imaginei metaforicamente falando.
É um filme complexo, que trás várias facetas, assim como os espelhos nos mostra. É impossível decifrá-lo rapidamente e cara, que bom!
A Lupita está íncrivel o trabalho de corpo e voz dela está ímpecável, não tem o tirar nem por. Sensível, forte e presente, do jeito que eu gosto. Elisabeth Moss, está muito bem no papel, destaque para quando ela está de vermelho (entededores entenderão).
Destaque gigantesco para o ator Evan Alex, o que esse garotinho vez, muitos atores na sua vida inteira não chegou nem perto de fazer. Destaque para corpo, voz e olhar.
A trilha sonora é muito boa, assim como a fotografia.
O maior ponto negativo do filme, é a comédia insistente. Ela funciona, é bem boa, mais ela aparece toda hora, principalmente em horas muito tensas e que ao meu ver, as cenas acabam perdendo um pouco a potência.
Trata-se de um filme muito... fácil. Fácil no sentido de tema, já que se trata de um romance mágico, tornando- o fácil de ser assistido, por ter além disso, um bom ritmo, boa fotografia, boa trilha sonora, etc.
A obra de Guillermo Del Toro é muito encantadora e trás coisas muito legais e super pertinentes.
Destaco aqui primeiramente, o trabalho extremamente sensível, poético e humano de Sally Hawkins, que vai guiando o filme com muita maestria, em todas cenas que aparece, sempre delicada, ao falar em língua de sinais, aliás, um tema importante que deve cada vez mais ser discutido. O segundo ponto a ser levantado, são as críticas raciais e políticas, que acontecem em algumas cenas; apesar do filme retratar o ano de 1963, não deixa de ser questões indiscutivelmente atuais. Aliás construção do personagem do ator Michael Shannon é fundamental, para trazer essas discussões.
Não tenho muito o que falar do "ser mágico", ele é fofo e da vontade de levar pra casa, sim. Mas, é isso. Não dou muito mérito. Claro que é muito bonito a forma como a Eliza se relaciona com ele e tudo mais... mas eu fiq
uei maravilhada mesmo, com as cenas de Octavia Spencer e Sally.
O filme tem muitos buracos e isso me incomoda bastante, perto do final, o filme perde um pouco o ritmo e fica estranho. O diretor deveria ter explorado mais a origem do "ser mágico" e automaticamente, o Brasil. Porém, ão dá pra esperar muita coisa nesse sentido, quando trata-se de um filme Hollywoodiano. Eles sempre vão beirar o superficial ou clichê quando o tema for voltado ao Brasil.
Na minha opinião o filme, não merecia o prêmio de "Melhor Filme".
Pra finalizar, que delícia foi ouvir "Chica Chica Boom Chic" no filme!
Sinto muito, terei de quebrar a primeira e a segunda regra.
O filme não segue os padrões de filmes que costumo ver, "não faz meu público" mas, ele me ganhou de uma forma inacreditável. Trata-se de uma obra muito cativante e que te conquista pela nuance muito sedutora.
O primeiro ponto que levanto, é que a escolha do elenco é maravilhosa, nunca tinha visto um papel tão bem construído por Brad Pitt, como o de Tyler, ele está muito bem no filme, totalmente a vontade e seguro. Edward Norton também está muito bem no filme, ele diverte você sem esforço, sem caricatura. Helena Bonham Cater, apesar de sempre achar que ela não muda muito de uma construção de personagem para a outra, está bem como Marla, o papel foi feito pra ela, porém, acho que a personagem poderia ter sido melhor aproveitada, mas acredito, que isso é mais uma falha do roteiro, do que de qualquer outra coisa.
Enquanto assistia o filme, eu pensava, nossa seria incrível se existisse um livro contando essa história e eis que depois de terminar o filme, descubro que existe um livro, sim. Mas, não sei sobre a qualidade dele.
Falando mais diretamente do filme, o fotografia, roteiro e trilha sonora é muito boa, muito mesmo. O filme tem uma cadência muito boa e junto com os personagens, você facilmente é "engolido por eles".
O ponto mais alto, creio que é a crítica que o filme trás - que é inegável, só não vê quem não quer. Trata-se de um filme pop e extremamente refinado.
O filme me encanta primeiramente pela fotografia, acho bela e ficando ainda mais bela, pegando Recife! Acho interessante para não dizer engraçado, que um filme que conta a história de uma mulher de classe média, passando, porque não, por um "white problem", em uma cidade do nordeste, onde grande parte do país, vê como um lugar miserável e pobre. Ironias à parte, eu me apaixonei pelo trabalho da Sônia Braga. Ela é tão singela na interpretação, que acaba nos engolindo. Digo isso, porque é visível que a Sônia não está sendo apenas externamente a Clara, ela está internamente também - sentindo o que a Clara sente; é um trabalho de entrega majestoso e de total controle. Gosto que o filme trás uma protagonista, que trás cenas que não envolvem a imagem do sexo masculino, nem em menção, nem fisicamente. E isso é muito raro e importante! Já que o cinema sempre nos joga em diálogos, para falarmos com homens ou sobre homens. O que me incomoda no filme, é a sua extensão, acaba sendo as vezes cansativo, por ser vagaroso, mas entendo a proposta do diretor. Gosto muito da trilha sonora do filme também e destaco, as cenas de Clara sozinha, a maioria delas é de uma poesia, linda. E claro, a última cena do filme, que eu acho fantástica!
Esse filme é tão esplêndido, que nem sei se consigo escrever algo sobre ele. Gosto de tanta coisa nele, mas destaco os diálogos tão homogêneos, simples e reais... é simplesmente maravilhoso. Me vejo inteiramente nesse filme, tanto pelo roteiro, quanto com o trabalho de ator, desenvolvido pela dupla, da pra ver nitidamente, que eles tem confiança um no outro e por isso jogam juntos, de forma admirável. O diretor foi muito feliz em todas as propostas colocadas no filme, ele faz com que a gente se apaixone cada vez mais, pelos personagens e a história. Não foi o primeiro trabalho que assisti da Julie Dulpy, já havia visto o trabalho dela em "A igualdade é branca" e pontuo que adoro a forma de trabalho dela, sempre muito atenta, sensível e direta. Gosto muito mesmo da atuação realista e leve do Ethan Hawke. Esse é um filme espelho de como lido com o amor ou gostaria de lidar. O amor juvenil, idealista, disposto a tudo, mesmo que isso pareça impossível e absurdo.
O filme me incomoda em muitos sentidos, principalmente pelo roteiro, que acho "compreensivo" tendo em vista que estamos falando de um filme de 2010. Mas, parando pra pensar, não faz tanto tempo que o filme entrou em cartaz, mas esse pouco tempo, transformou muito o país, principalmente se formos pensar na nossa sociedade agora. Hoje me dia é muito mais falado e discutido questões, como: LGBT, feminismo, bullying, depressão, etc. E esse roteiro é bem o contrário disso, sem muito cuidado com esses temas. Querendo ou não isso me incomoda muito e provavelmente incomodou outras pessoas que viram esse filme recentemente. Como um filme voltado a adolescentes, não deixa de ter seus pontos positivos também, principalmente, nas questões dentro e fora da escola. Que sim, é difícil ser jovem, mas também não é o fim do mundo, só tem que estar aberto para aprender com a vida. A atuação do Fiuk, chegou a me incomodar em um nível, que comecei a dar risada em certa altura do filme, de tanto nervoso. Destaque para a minha cena favorita do filme com Mano e Camila, quebrando os ovos. Cena linda carregada de poética já conhecida, de Denise Fraga! Gosto das questões que foram levantadas no filme, só não gosto de como elas são contadas.
Não sei exatamente, se daqui a uns anos, esse filme vai ter a mesma relevância que ele tem agora, particularmente pra mim. Acredito que sim, pois se trata de um filme com muitos pontos positivos, assistido na época da minha formação como humana. A diretora, Greta Gerwig foi extremamente feliz com esse filme, mostrou que para fazer um bom filme, você não precisa de fatos escandalosos, nem efeitos especiais, mas sim, de uma vontade de contar histórias de pessoas comuns. Estou encantada com Christine "Lady Bird", tão bem construída por Saoirse Ronan e que me tocava de forma muito especial e delicada, principalmente quando estava em cena com Laurie Matcalf, que interpretava a sua mãe. Vi minha relação com a minha mãe, na tela de um cinema. Na adolescência é muito normal, que os adolescentes, sofram por vários fatores e se sintam muito incompreendidos e não amados. E no caso do filme, a família só complica quando tenta ajudar, tudo acaba ganhando proporções maiores do que deveria, justamente por falta de comunicação ou a falha dela. E o filme trás isso de uma forma muito divertida, mas com muita sensibilidade, também. O filme mostra, que as vezes, a gente só aprende as coisas, quando as colocamos em prática, quebrando a cara as vezes. Filme construído com o trabalho de mulheres admiráveis, que "voaram" alto!
É despretensioso, mas com gostinho de "aguarde meus caros"; justamente pelo mistério tanto visual, por ser um filme em preto e branco, contando uma história contemporânea e quanto, também pelos diálogos, que vai nos guiando, sutilmente.
Gosto de como a personagem Frances, foi construída e como dialoga com os outros personagens. Ela é tão real, que chegou a me incomodar, justamente por me identificar tanto com ela. Se ver, mentindo, para familiares e amigos, dizendo que não precisa de ninguém para nada, sendo que naquele momento, ela era um fiasco e estava desesperada, a ponto de ficar aliviada por ver a melhor amiga, fracassando em alguns momentos.
O que mais gosto, é que ela acaba sendo heroica, por não desistir, nem dela mesma, nem da sua arte. Ela foi ela, o tempo inteiro e teve a sua recompensa.
A Greta Gerwing, não me convenceu como dançarina, mas no geral, me encanta com a sua doação, a Frances, singela e potente.
O filme é curto, mas chega a ser um pouco cansativo, talvez pelo preto e branco e também, pelo ritmo vagaroso. É importante ou não, destacar que o filme, relembra em alguns momentos "Lady Bird", mas com problemas mais amadurecidos.
Sou apaixonada pelos traços da Marjane Satrapi, gosto muito da fotografia e os movimentos da animação. O filme, comparado ao livro é fraco. O livro tem uma potência absurda, em coisas e em momentos muito sutis, que faz você pensar.
Houve atropelamentos - muita coisa importante, muitos detalhes foram deixados para trás, para que o filme não ficasse extenso e monótomo. E por esse motivo, para os que sabem toda a história de Persépolis, assistem mais pelo apego a história, do que pelo o filme em si. Mas, para aqueles que não conhece, é um filme formidável.
O interessante da história, é que ela de uma forma muito simples, conta a história da Marjane, que viu a sua vida ter reviravoltas em demasiado, mas também, nos da uma aula de história sobre o Irã, Iraque, os regimes, etc; de modo atrativo.
Essa autobiografia, é essencial, para os jovens! Particularmente, tenho muito apreço a resistência e militância, de Satapri, a vida dela tornou-se obras de inspiração para as mulheres de todo o mundo.
Gosto muito da proposta do filme e da estética do diretor, é interessante e fica mais pertinente ao decorrer de cada cena. Algo que me incomodava muito no filme, era a "positividade" que a história dava ao Christopher. Ele resolveu largar tudo e viver da forma mais honesta possível na natureza, porém nada acontecia com ele, sempre escapava com maestria dos lugares, sem um arranhão, na maioria das vezes, parecia ser muito fácil, largar tudo. O filme foi me entediando. Mas, a partir do momento que ele começou a se relacionar com o casal Jan e Rainey - e com o Ron, tudo se tornou, ao meu ver: humano, sensível e palpável. Emilie Hirsch, está muito seguro no papel e defende muito bem. A fotografia é impecável, a trilha sonora, também e destaco as frases que o filme vai nos presenteando ao decorrer da história. Acredito que uma das principais proposta do filme, é que o espectador primeiro, desperte essa vontade de sair da realidade caótica que vivemos, da "civilização". E segundo, que a gente reflita, até aonde o nosso desejo é saudável e real. E filmes que nos questiona, ao meu ver, são os mais admiráveis - esse é um deles.
Nós
3.8 2,4K Assista AgoraEstou tentando entender o porquê de tantos comentários negativos sobre o filme... mais ainda, porque 99% da crítica está vindo apenas de pessoas brancas?
Incomoda o diretor ser negro?
Incomoda protagonismo negro?
Incomoda negros parecerem em lugares confortáveis e não marginalizados?
Trago esse questionamnto porque ouvi de colegas comentários racistas sobre o filme. E é sempre bom nos observar.
Dito isso, o filme trás uma proposta muito boa, principalmente em relação ao tema + execução do trabalho dos atores.
O filme deixou-me perdida por boa parte do tempo e isso não me incomodou em nada, pelo contrário. Aliás, o que menos importa é saber o que tá acontacendo durante o filme, o íncrivel vem depois. Que é você mesmo tentar juntar as peças para decifrar o porque de tudo aquilo. Só depois.
Ao meu ver, o filme trás dois momentos históricos ocidentais.
O primeiro, o lugar cristão de devolção e mistérios que a biblía propõe. Lugar de tudo é possível, ninguém morre e que o mal está ao nosso redor o tempo inteiro.
O Segundo, trazendo a referência do Navio Negreiro, isso no caso por conta de alguns medos e traumas que (as) personagens da Lupita, trás, como por exemplo o medo da água (logo no ínicio quando começa a chover) e quando a Adelaide (Lupita Nyong'o) entra na casa de espelhos quando criança, seria o pisar na américa, descobrindo um novo mundo.
Tudo isso são teorias que criei. Foi no que imaginei metaforicamente falando.
É um filme complexo, que trás várias facetas, assim como os espelhos nos mostra. É impossível decifrá-lo rapidamente e cara, que bom!
A Lupita está íncrivel o trabalho de corpo e voz dela está ímpecável, não tem o tirar nem por. Sensível, forte e presente, do jeito que eu gosto. Elisabeth Moss, está muito bem no papel, destaque para quando ela está de vermelho (entededores entenderão).
Destaque gigantesco para o ator Evan Alex, o que esse garotinho vez, muitos atores na sua vida inteira não chegou nem perto de fazer. Destaque para corpo, voz e olhar.
A trilha sonora é muito boa, assim como a fotografia.
O maior ponto negativo do filme, é a comédia insistente. Ela funciona, é bem boa, mais ela aparece toda hora, principalmente em horas muito tensas e que ao meu ver, as cenas acabam perdendo um pouco a potência.
Mas, no fim das contas "Us" é um grande filme.
Fator replay: 9/10
Nota: 9,6.
A Forma da Água
3.9 2,7KTrata-se de um filme muito... fácil. Fácil no sentido de tema, já que se trata de um romance mágico, tornando- o fácil de ser assistido, por ter além disso, um bom ritmo, boa fotografia, boa trilha sonora, etc.
A obra de Guillermo Del Toro é muito encantadora e trás coisas muito legais e super pertinentes.
Destaco aqui primeiramente, o trabalho extremamente sensível, poético e humano de Sally Hawkins, que vai guiando o filme com muita maestria, em todas cenas que aparece, sempre delicada, ao falar em língua de sinais, aliás, um tema importante que deve cada vez mais ser discutido. O segundo ponto a ser levantado, são as críticas raciais e políticas, que acontecem em algumas cenas; apesar do filme retratar o ano de 1963, não deixa de ser questões indiscutivelmente atuais. Aliás construção do personagem do ator Michael Shannon é fundamental, para trazer essas discussões.
Não tenho muito o que falar do "ser mágico", ele é fofo e da vontade de levar pra casa, sim. Mas, é isso. Não dou muito mérito. Claro que é muito bonito a forma como a Eliza se relaciona com ele e tudo mais... mas eu fiq
uei maravilhada mesmo, com as cenas de Octavia Spencer e Sally.
O filme tem muitos buracos e isso me incomoda bastante, perto do final, o filme perde um pouco o ritmo e fica estranho. O diretor deveria ter explorado mais a origem do "ser mágico" e automaticamente, o Brasil. Porém, ão dá pra esperar muita coisa nesse sentido, quando trata-se de um filme Hollywoodiano. Eles sempre vão beirar o superficial ou clichê quando o tema for voltado ao Brasil.
Na minha opinião o filme, não merecia o prêmio de "Melhor Filme".
Pra finalizar, que delícia foi ouvir "Chica Chica Boom Chic" no filme!
Fator replay: 8/10.
Nota: 9,3.
Clube da Luta
4.5 4,9K Assista AgoraSinto muito, terei de quebrar a primeira e a segunda regra.
O filme não segue os padrões de filmes que costumo ver, "não faz meu público" mas, ele me ganhou de uma forma inacreditável. Trata-se de uma obra muito cativante e que te conquista pela nuance muito sedutora.
O primeiro ponto que levanto, é que a escolha do elenco é maravilhosa, nunca tinha visto um papel tão bem construído por Brad Pitt, como o de Tyler, ele está muito bem no filme, totalmente a vontade e seguro. Edward Norton também está muito bem no filme, ele diverte você sem esforço, sem caricatura. Helena Bonham Cater, apesar de sempre achar que ela não muda muito de uma construção de personagem para a outra, está bem como Marla, o papel foi feito pra ela, porém, acho que a personagem poderia ter sido melhor aproveitada, mas acredito, que isso é mais uma falha do roteiro, do que de qualquer outra coisa.
Enquanto assistia o filme, eu pensava, nossa seria incrível se existisse um livro contando essa história e eis que depois de terminar o filme, descubro que existe um livro, sim. Mas, não sei sobre a qualidade dele.
Falando mais diretamente do filme, o fotografia, roteiro e trilha sonora é muito boa, muito mesmo. O filme tem uma cadência muito boa e junto com os personagens, você facilmente é "engolido por eles".
O ponto mais alto, creio que é a crítica que o filme trás - que é inegável, só não vê quem não quer. Trata-se de um filme pop e extremamente refinado.
Fator Replay: 10/10.
Nota: 9,9.
Aquarius
4.2 1,9K Assista AgoraO filme me encanta primeiramente pela fotografia, acho bela e ficando ainda mais bela, pegando Recife! Acho interessante para não dizer engraçado, que um filme que conta a história de uma mulher de classe média, passando, porque não, por um "white problem", em uma cidade do nordeste, onde grande parte do país, vê como um lugar miserável e pobre. Ironias à parte, eu me apaixonei pelo trabalho da Sônia Braga. Ela é tão singela na interpretação, que acaba nos engolindo. Digo isso, porque é visível que a Sônia não está sendo apenas externamente a Clara, ela está internamente também - sentindo o que a Clara sente; é um trabalho de entrega majestoso e de total controle. Gosto que o filme trás uma protagonista, que trás cenas que não envolvem a imagem do sexo masculino, nem em menção, nem fisicamente. E isso é muito raro e importante! Já que o cinema sempre nos joga em diálogos, para falarmos com homens ou sobre homens. O que me incomoda no filme, é a sua extensão, acaba sendo as vezes cansativo, por ser vagaroso, mas entendo a proposta do diretor. Gosto muito da trilha sonora do filme também e destaco, as cenas de Clara sozinha, a maioria delas é de uma poesia, linda. E claro, a última cena do filme, que eu acho fantástica!
Fator replay: 7/10
Nota: 9,4
Antes do Amanhecer
4.3 2,0K Assista AgoraEsse filme é tão esplêndido, que nem sei se consigo escrever algo sobre ele. Gosto de tanta coisa nele, mas destaco os diálogos tão homogêneos, simples e reais... é simplesmente maravilhoso. Me vejo inteiramente nesse filme, tanto pelo roteiro, quanto com o trabalho de ator, desenvolvido pela dupla, da pra ver nitidamente, que eles tem confiança um no outro e por isso jogam juntos, de forma admirável. O diretor foi muito feliz em todas as propostas colocadas no filme, ele faz com que a gente se apaixone cada vez mais, pelos personagens e a história. Não foi o primeiro trabalho que assisti da Julie Dulpy, já havia visto o trabalho dela em "A igualdade é branca" e pontuo que adoro a forma de trabalho dela, sempre muito atenta, sensível e direta. Gosto muito mesmo da atuação realista e leve do Ethan Hawke. Esse é um filme espelho de como lido com o amor ou gostaria de lidar. O amor juvenil, idealista, disposto a tudo, mesmo que isso pareça impossível e absurdo.
Fator replay: 10/10
Nota: 9.9
As Melhores Coisas do Mundo
3.4 1,5K Assista AgoraO filme me incomoda em muitos sentidos, principalmente pelo roteiro, que acho "compreensivo" tendo em vista que estamos falando de um filme de 2010. Mas, parando pra pensar, não faz tanto tempo que o filme entrou em cartaz, mas esse pouco tempo, transformou muito o país, principalmente se formos pensar na nossa sociedade agora. Hoje me dia é muito mais falado e discutido questões, como: LGBT, feminismo, bullying, depressão, etc. E esse roteiro é bem o contrário disso, sem muito cuidado com esses temas. Querendo ou não isso me incomoda muito e provavelmente incomodou outras pessoas que viram esse filme recentemente. Como um filme voltado a adolescentes, não deixa de ter seus pontos positivos também, principalmente, nas questões dentro e fora da escola. Que sim, é difícil ser jovem, mas também não é o fim do mundo, só tem que estar aberto para aprender com a vida. A atuação do Fiuk, chegou a me incomodar em um nível, que comecei a dar risada em certa altura do filme, de tanto nervoso. Destaque para a minha cena favorita do filme com Mano e Camila, quebrando os ovos. Cena linda carregada de poética já conhecida, de Denise Fraga! Gosto das questões que foram levantadas no filme, só não gosto de como elas são contadas.
Fator replay: 4/10.
Nota: 7,5.
Lady Bird: A Hora de Voar
3.8 2,1K Assista AgoraNão sei exatamente, se daqui a uns anos, esse filme vai ter a mesma relevância que ele tem agora, particularmente pra mim. Acredito que sim, pois se trata de um filme com muitos pontos positivos, assistido na época da minha formação como humana. A diretora, Greta Gerwig foi extremamente feliz com esse filme, mostrou que para fazer um bom filme, você não precisa de fatos escandalosos, nem efeitos especiais, mas sim, de uma vontade de contar histórias de pessoas comuns. Estou encantada com Christine "Lady Bird", tão bem construída por Saoirse Ronan e que me tocava de forma muito especial e delicada, principalmente quando estava em cena com Laurie Matcalf, que interpretava a sua mãe. Vi minha relação com a minha mãe, na tela de um cinema. Na adolescência é muito normal, que os adolescentes, sofram por vários fatores e se sintam muito incompreendidos e não amados. E no caso do filme, a família só complica quando tenta ajudar, tudo acaba ganhando proporções maiores do que deveria, justamente por falta de comunicação ou a falha dela. E o filme trás isso de uma forma muito divertida, mas com muita sensibilidade, também. O filme mostra, que as vezes, a gente só aprende as coisas, quando as colocamos em prática, quebrando a cara as vezes. Filme construído com o trabalho de mulheres admiráveis, que "voaram" alto!
Fator Replay: 10/10
Nota: 9.9
Frances Ha
4.1 1,5KÉ despretensioso, mas com gostinho de "aguarde meus caros"; justamente pelo mistério tanto visual, por ser um filme em preto e branco, contando uma história contemporânea e quanto, também pelos diálogos, que vai nos guiando, sutilmente.
Gosto de como a personagem Frances, foi construída e como dialoga com os outros personagens. Ela é tão real, que chegou a me incomodar, justamente por me identificar tanto com ela. Se ver, mentindo, para familiares e amigos, dizendo que não precisa de ninguém para nada, sendo que naquele momento, ela era um fiasco e estava desesperada, a ponto de ficar aliviada por ver a melhor amiga, fracassando em alguns momentos.
O que mais gosto, é que ela acaba sendo heroica, por não desistir, nem dela mesma, nem da sua arte. Ela foi ela, o tempo inteiro e teve a sua recompensa.
A Greta Gerwing, não me convenceu como dançarina, mas no geral, me encanta com a sua doação, a Frances, singela e potente.
O filme é curto, mas chega a ser um pouco cansativo, talvez pelo preto e branco e também, pelo ritmo vagaroso. É importante ou não, destacar que o filme, relembra em alguns momentos "Lady Bird", mas com problemas mais amadurecidos.
Fator replay: 6/10
Nota: 9,3
Persépolis
4.5 762Sou apaixonada pelos traços da Marjane Satrapi, gosto muito da fotografia e os movimentos da animação. O filme, comparado ao livro é fraco. O livro tem uma potência absurda, em coisas e em momentos muito sutis, que faz você pensar.
Houve atropelamentos - muita coisa importante, muitos detalhes foram deixados para trás, para que o filme não ficasse extenso e monótomo. E por esse motivo, para os que sabem toda a história de Persépolis, assistem mais pelo apego a história, do que pelo o filme em si. Mas, para aqueles que não conhece, é um filme formidável.
O interessante da história, é que ela de uma forma muito simples, conta a história da Marjane, que viu a sua vida ter reviravoltas em demasiado, mas também, nos da uma aula de história sobre o Irã, Iraque, os regimes, etc; de modo atrativo.
Essa autobiografia, é essencial, para os jovens! Particularmente, tenho muito apreço a resistência e militância, de Satapri, a vida dela tornou-se obras de inspiração para as mulheres de todo o mundo.
Fator replay: 8/10
Nota: 8,2.
Na Natureza Selvagem
4.3 4,6K Assista AgoraGosto muito da proposta do filme e da estética do diretor, é interessante e fica mais pertinente ao decorrer de cada cena. Algo que me incomodava muito no filme, era a "positividade" que a história dava ao Christopher. Ele resolveu largar tudo e viver da forma mais honesta possível na natureza, porém nada acontecia com ele, sempre escapava com maestria dos lugares, sem um arranhão, na maioria das vezes, parecia ser muito fácil, largar tudo. O filme foi me entediando. Mas, a partir do momento que ele começou a se relacionar com o casal Jan e Rainey - e com o Ron, tudo se tornou, ao meu ver: humano, sensível e palpável. Emilie Hirsch, está muito seguro no papel e defende muito bem. A fotografia é impecável, a trilha sonora, também e destaco as frases que o filme vai nos presenteando ao decorrer da história. Acredito que uma das principais proposta do filme, é que o espectador primeiro, desperte essa vontade de sair da realidade caótica que vivemos, da "civilização". E segundo, que a gente reflita, até aonde o nosso desejo é saudável e real. E filmes que nos questiona, ao meu ver, são os mais admiráveis - esse é um deles.
Fator replay: 8/10
Nota: 9,5.