Filmes baseados em fatos reais costumam mexer com o público, que vive sempre em busca de novas histórias. Assistir um filme e saber que aquilo aconteceu de verdade, dado os devidos ajustes pro formato, é totalmente diferente de ver apenas um conto criado pela mente humana. Capitão Phillips é um filme tenso, do início ao fim, à como muito não se via.
A trama gira em torno de um navio cargueiro que foi tomado por piratas somalianos, onde o capitão em questão precisa usar toda a sua experiência de vida e de profissão para tentar salvar a tripulação e a si mesmo. Uma premissa simples, mas que se desenvolve de uma maneira tão bem conduzida que fica impossível tirar os olhos da tela. Não existem heróis aqui, apenas homens tentando se manter vivos. O filme se inicia sem nenhuma trilha sonora, contando apenas com uma conversa casual entre o Phillips e sua esposa, nos brindando com sons ambientes e belas tomadas de câmera nas docas, mostrando a bela fotografia que nos espera.
A decisão de dar uma atenção maior aos piratas, mostrando um pouco dos motivos e personalidades de cada um, ajudou ainda mais a fortalecer a trama. É importante o filme ressaltar, com isso, que eles não são “vilões”, embora cometam atos muitas vezes desumanos e de terror. São pessoas, que por falta de oportunidade ou por pressão de alguém maior, acabaram pendendo pro lado “ruim” da história. A crítica à situação da pirataria em alto mar e os motivos pelas quais ela acontece, são conduzidas de forma sucinta, mas põe o dedo na ferida de uma forma exemplar.
O foco do filme é tensão. Quando ela surge, no momento em que a tripulação percebe que algumas lanchas estão se aproximando, até a invasão propriamente dita, é pra não sumir mais até que os créditos subam, fazendo você se imaginar na situação, e no que faria, sendo refém de pessoas que você nem sequer fala a mesma língua.
É ótimo ver Tom Hanks de volta, e sua atuação está excelente, sua cara de cansado, seu olhar assustado, sua forma serena de falar diante tudo o que acontece consegue transmitir a situação toda melhor do que um diálogo faria. E o que falar de Barkhad Abdi? Ótima atuação, sua face muitas vezes aterrorizante contrasta com sua estranha forma de levar a situação, bem diferente do que “esperamos” de um alguém liderando um ataque pirata, o que o faz ser talvez um dos melhores acertos do filme. Destaque também pros outros somalianos, todos no ponto e conduzindo o filme muito bem.
A trilha sonora cumpre seu papel, com uma bela pegada nos momentos de ação, mas é tímida e sem muitas novidades. Um dos únicos problemas do filme foi a pouca utilização do cargueiro em si, apesar da história não permitir muita coisa diferente daquilo, seria interessante mais algumas cenas nele.
E o final também chega a ser meio bizarro. Não conheço com detalhes o caso original, mas acho bem difícil mobilizarem aquilo tudo para um simples resgate. Caso essa questão do resgate seja realmente verídica, exclua essa parte.
No mais, Capitão Phillips é mais uma obra prima do cinema moderno, e outro acerto na brilhante carreira de Tom Hanks.
O nome faz parecer que vamos ver um grande filme ambientado no Japão, com ótimas lutas e personagens. Mas é só impressão mesmo. O filme é péssimo. A história pode ser resumida em uma batalha entre dois clãs, que viveram em guerra durante 400 anos e que, após assinar um tratado de paz, devem revoga-lo por um plano maléfico do reino vigente, para lutar entre si e se matar, já que são vistos com medo por todo mundo por conta de seus extraordinários poderes.
O filme é cheio de personagens bizarros, cada um com uma habilidade mais estranha que a outra, e o que poderia ser realmente interessante, se torna algo chato e sem sentido. O filme coloca personagens lutando com o cabelo ou soltando veneno do corpo, mas não se preocupa em nenhum momento em explicar nada sobre eles, a única coisa que sabemos são seus nomes, que o filme faz questão de repetir toda hora, com direito a sobrenome e uma exibição na tela em letras garrafais, como se isso fosse mais importante que suas motivações, suas personalidades ou histórias.
O andamento do filme é sofrível, e toda essa demora até poderia ser justificada quando as lutas começassem a acontecer, caso fossem de qualidade, mas tudo se resume a saltos gigantescos e golpes que parecem ter saído de um anime de quinta categoria. Nem socos e chutes são trocados direitos, é uma confusão tão grande que você fica pensando se aquilo são ninjas ou retardados lutando.
Outro ponto péssimo é a trilha sonora, o filme parece ter apenas uma música, que é irritante e vem com um som de “chiado meio eletrônico” de fundo toda vez que aparece. No início até achei que fosse um efeito sonoro da cena, como o barulho de uma cachoeira ou o vento, mas não, era só a música mesmo, por ai você já consegue tirar a qualidade da coisa. Eu cheguei a rir várias vezes quando apareceu o “protagonista” na tela pela primeira vez, já que ele parece o mendigo aqui da esquina.
Além de tudo isso, o final é ruim e sem sentido, com um erro de continuidade que eu não sei se foi acidente ou proposital. Fique longe dessa bomba.
Clint Eastwood conseguiu mais uma vez. Após “A Conquista da Honra”, ele nos entrega mais uma pérola. E essa com certeza consegue ser melhor que sua contraparte “americana”. Cartas de Iwo Jima é um filme gostoso de assistir, tocante, profundo. Acompanhamos aqui um soldado que só quer sair vivo daquele inferno, mesmo que isso vá contra tudo o que seu país impõe como certo. Ele é o típico soldado trapalhão e preguiçoso, e mesmo assim simpatizamos com ele desde sua primeira aparição na tela, o que contribui para o bom andamento do filme. Temos também um general colocado na boca de um vulcão em erupção, sem meios de escapar, vivido por Ken Watanabe, em mais um ótimo papel. Seguir os passos desses dois durante toda a guerra é emocionante. Acompanhamos durante toda a história diversos soldados escrevendo cartas para suas famílias, e com isso, um pouco mais de suas vidas é contada. A forma como isso é colocado, através de lembranças e pequenos diálogos, é muito bacana.
É ótimo ver o contraste entre o humor dos soldados e a tristeza daquele campo de batalha. Os pensamentos e ideologias, totalmente diferentes das tropas americanas, não muda o que eles realmente são: humanos. O filme traz muitas cenas marcantes, que trazem consigo sentimentos de ódio, indignação e tristeza, como a das granadas na caverna e a do cãozinho.
A recriação dos trajes e armas ficou perfeita, e a trilha sonora, pouco presente, faz um bom papel com a bela canção tema, que toca nos momentos propícios. E diferente de “A Conquista da Honra”, deram uma boa suavizada na violência e no sangue, o que talvez seja um dos únicos pontos ruins do filme, junto com o final “súbito” demais. É importante lembrar que a experiência só vai ser completa vendo “A Conquista da Honra”. E com a conclusão dos dois filmes, temos não só duas ótimas películas entregues, mas uma lição de que uma guerra é muito mais do que simplesmente “o lado bom contra o lado mau”.
Não deixe o nome clichê espantar você. Invocação do Mal é um dos filmes de terror mais honestos e aterrorizantes dos últimos tempos. Apesar da tríade “casa assombrada – demônios – crianças” estar presente, o filme se sustenta de outra forma. Ele não tenta te chocar ou assustar com o aumento súbito do som de forma estridente ou mesmo em tentar exibir criaturas feitas em CGI para causar algum tipo de espanto. É claro, isso está presente, mas é usado de maneira tão imperceptível que é difícil reclamar. O filme conta a história de duas famílias: um casal de demonologistas, mostrando um pouco do seu trabalho, e os acontecimentos que levaram ao caso mais aterrorizante de suas carreiras, visto pelos olhos de uma família com cinco filhas, que se muda pra uma nova casa.
O diretor soube muito bem esconder as surpresas relacionados à casa, e é isso que torna o filme tão interessante. Você até imagina o desfecho e o motivo, mas a trama é tão bem amarrada que você não se importa se tiver matado tudo logo na metade do longa. A forma como a trilha sonora foi colocada, de uma forma tímida e crescente, transforma cada momento onde acontece alguma ação em algo realmente perturbador. A casa é realmente aterrorizante, as escadas, os móveis, a decoração, tudo ali é de gelar as espinhas. Destaque para o desfecho do filme, muito bem conduzido, e para Patrick Wilson e Vera Farmiga, que roubam a cena e trazem uma bagagem ótima para seus papeis.
O grande problema do filme é a introdução da boneca Anabelle. Ela pode até ter uma face aterrorizante, mas não tem importância pra nenhum acontecimento, tendo sua ligação com a história contada por uma simples conversa, e nos poucos momentos em que é mostrada, não traz nada interessante, ficando clara a intenção de apenas aumentar uns minutinhos do filme. Isso não seria de todo mal, se ela não tivesse sido usada exaustivamente durante todo o processo de divulgação do filme, já que o caso da boneca se trata de um suposto caso real.
Eu não consigo entender o que deu pra todos esses atores aceitarem um projeto como esse. O filme é uma sequência de curtas de “humor”, costurados por uma historinha sem pé nem cabeça e bem sem graça. Dois amigos querem pregar uma peça no irmão menor de um deles, que supostamente é um gênio vivo, já que consegue invadir sistemas do FBI, CIA e afins tendo em média apenas 12 anos. E para isso, inventam uma história, dizendo que existe na internet um material chamado “vídeo 43”, que foi banido em todos os países, incluindo Amsterdã, que não é um país. O garotinho, com a curiosidade atiçada, vai atrás do vídeo pelos confins da internet, e essa é a deixa pra um dos amigos pegarem seu notebook e infestar de vírus, pregando assim, a tal peça.
E o que se sucede, é uma sequencia de vídeos exibidos em sequencia, onde cada um deles é uma tentativa de encontrar o vídeo correto. Cada um desses vídeos conta com a participação de pelo menos dois atores ou atrizes famosos, alguns até “renomados”, numa tentativa chata de fazer humor. Poucos deles são interessantes, ou mesmo arrancam algumas risadas, apelando muitas vezes pra cenas desnecessárias e sem sentido. Nem se você estivesse alterado por alguma substância iria conseguir rir de um Wolverine com os bagos no pescoço.
O destaque fica para as propagandas exibidas entre os vídeos, e um deles, os das máquinas com as crianças, me fez gargalhar de verdade. E por incrível que pareça, o único vídeo interessante foi o exibido após os créditos, com uma ideia que sem dúvidas merecia um filme a parte. A película consegue ser ruim até como besteirol, e o desfecho de toda a história é fraco e preguiçoso. Até o trio principal não convence, já vimos maconheiros e nerds adolescentes em melhor forma no cinema. O mais bizarro de tudo é a tradução do filme pro nosso país. Isso sim é engraçado.
Lembro-me de ter visto o início do filme quando criança, e pelo que me lembro, assisti até a “chocante” cena do banheiro. Aquilo tudo mexeu comigo, talvez pela pouca idade, talvez pelos diálogos, e por toda a violência psicológica que o recruta Pyle sofre. Por esse e mais alguns motivos que não me lembro, deixei de ver o filme. E hoje, anos depois, resolvi rever, e me surpreendi.
A primeira cena já te prepara pro que vai vir, mostrando faces de diversas etnias tendo o cabelo raspado. A cara de cada um, seja de espanto, de medo, de incertezas, mostra como um simples corte de cabelo pode se tornar aterrorizante, é como se todos ali tivessem sua sentença de morte aplicada a cada passar de máquina. O filme não tem um plano de fundo exato, ele simplesmente mostra todo o processo de treinamento de um novato, até a hora de apertar o gatilho nos campos de batalha de verdade, tudo mostrado pelo ponto de vista do recruta “Gaiato”. Ver um correspondente de guerra usando aquele icônico capacete e um broche da paz é magnífico. E Kubrick acerta ao colocar uma carga dramática forte e que vai acontecendo de forma tão suave que mal notamos. O humor do filme, colocado nas piadas entre os soldados, foi muito bem vindo. Todo o ato de treinamento é incrível e com certeza é o melhor do filme. Você entende porque tudo termina daquela forma, e para pra pensar se aquilo tudo é realmente necessário. A forma como a rotina dos soldados é mostrada, e a constante dúvida do porque estarem ali contribui pro tom forte do filme.
A prostituição, o racismo, o preconceito contra os repórteres e os que não participavam efetivamente das batalhas, e a vontade que os pelotões tinham de ficar famosos diante das câmeras, dão o tom do roteiro. A trilha sonora talvez seja o maior trunfo do filme, entrando em momentos exatos e fazendo toda a diferença, contando com diversos clássicos da época. E apesar de ter quase duas horas de duração, fica a impressão de estar faltando algo mais, talvez o filme fosse muito melhor como um todo se mudassem totalmente o roteiro e mantivessem o recruta Pyle nele, mas lógico, isso é algo pessoal. Muitos personagens são subutilizados, uma decisão ruim. Senti falta também de mais cenas de combate, a proposta do filme é outra, mas um filme de guerra sem combates é como tomar uma boa cerveja, mas quente. E não importa o quanto você treine para matar alguém, puxar o gatilho pela primeira vez pode ser uma das coisas mais difíceis de sua vida.
Remake do filme de 1973 de George A. Romero, Epidemia é mais um caso de mais do mesmo dentro do gênero “terror/zumbi”, que parece estar tendo dificuldades de se reinventar e entregar algo bom.
O filme todo é previsível, do início ao fim, com aquela velha história de contágio por acidente e todo o tumulto que vem após isso. Os problemas começam com o grupo de sobreviventes que acompanhamos durante o desenrolar da trama. Já é bem sabido pelos amantes do gênero que a personalidade e a construção dos personagens é o que faz com que se importemos com eles, mais do que ver mil cabeça explodindo com “gore” explícito ou cenas de ação mirabolantes. Mas o que temos aqui é uma atuação insossa de Timothy Oliphant, uma Radda Mitchel no ponto morto e coadjuvantes sem nenhum carisma. Chega a ser engraçado ver um personagem entrar em cena, de forma que fica aparente sua importância na história, sumir ou morrer de forma preguiçosa depois.
Por incrível que pareça quem rouba a cena é o parceiro do xerife da cidade, mas o que poderia ser um bom acerto cai por água abaixo, já que ele também não é bem construído e não tem a importância merecida no roteiro. Outro ponto confuso é o filme não se decidir: ora os inimigos são pessoas contagiadas com o vírus da raiva, que apenas as tornam violentas, ora são zumbis caindo aos pedaços. A cidade foi muito bem construída, porém todo aquele clima interessante do interior foi trocado por tomadas repetitivas no interior dos edifícios.
Apesar de tudo, o filme acerta ao usar um ótimo CGI e por entregar boas cenas de ação. Apesar de todos os defeitos citados, é um filme divertido de se assistir. A produção fica a cargo de George A. Romero, o que não quer dizer muito, já que o mesmo não vem entregando nada digno do seu talento há muito tempo.
Idéia muito boa, porém extremamente mal executada.
O grande problema do filme é o seu tempo de duração e o eleco estelar. É muita gente de calibre para pouco tempo na tela. Arrumaram uma ceninha para cada um, porém o foco é no Sly e no Statham. Jet Li, Gary Daniel, Mickey Rourke, todos mal aproveitados, fora que nem cito o Bruce ou o Schwarzenegger pois sei que nesse 1° eles só apareceram como homenagem mesmo, além dos problemas do governador da califórnia, que o impediam de poder atuar de verdade. Não entendi também a inclusão do Terry Crews, adoro o ator, mas ele não tinha nada haver com o filme.
A trilha sonora é fraca, os efeitos especiais são ruins, as lutas são muito mal coreografadas, e o roteiro, apesar de sempre ser o menos importante em produções do tipo, conseguiu ser mais fraco que o normal. Acho que o que realmente faltou no filme foram cenas de ação de peso, elas existem, mas nada gratificante o suficiente tendo em vista os atores que dele participam. A questão de se passar no Brasil é algo complicado, o cenário em nada lembra locação alguma daqui, mesmo sendo gravado em outro local, e a contratação da Gisele Itiê foi um tiro no pé, se a questão era beleza existem atrizes muito melhores, atuação idem.
Porém, o filme é assistível, para quem sempre gostou de ação e de clássicos dos anos 80/90, ver esses medalhões juntos trocando farpas é algo muito divertido, e embora todos os problemas, as cenas de ação entretem,
Assisti sem esperar muito, achando ser mais uma comédia adolescente americana, e de fato estava certo, porém, o filme não apela pra nenhuma putaria típica dos gênero, é mais centrado no roteiro, que achei bem interessante, e tem um humor diferenciado, que junto com uma ótima trilha sonora e uma bela mensagem, fazem desse filme uma boa pedida.
E não precisa nem falar, Emma Stone além de linda, atuou muito bem e como sempre, faz qualquer filme valer a pena.
O Destino de Júpiter
2.5 1,3K Assista AgoraAssistido no dia 09/01/2017 às 23:50. Nota - 7,0/10.
O Albergue
3.0 1,2K Assista AgoraAssistido no dia 09/01/2017 às 02:30.
Nota - 5,0/10.
Esquadrão Suicida
2.8 4,0K Assista AgoraAssistido no dia 08/01/2017 às 23:00.
Nota - 5,0/10.
Como Treinar o seu Dragão
4.2 2,4K Assista AgoraAssistido no dia 02/01/2017, às 01:00.
Nota - 6,5/10.
Capitão Phillips
4.0 1,6K Assista AgoraFilmes baseados em fatos reais costumam mexer com o público, que vive sempre em busca de novas histórias. Assistir um filme e saber que aquilo aconteceu de verdade, dado os devidos ajustes pro formato, é totalmente diferente de ver apenas um conto criado pela mente humana. Capitão Phillips é um filme tenso, do início ao fim, à como muito não se via.
A trama gira em torno de um navio cargueiro que foi tomado por piratas somalianos, onde o capitão em questão precisa usar toda a sua experiência de vida e de profissão para tentar salvar a tripulação e a si mesmo. Uma premissa simples, mas que se desenvolve de uma maneira tão bem conduzida que fica impossível tirar os olhos da tela. Não existem heróis aqui, apenas homens tentando se manter vivos. O filme se inicia sem nenhuma trilha sonora, contando apenas com uma conversa casual entre o Phillips e sua esposa, nos brindando com sons ambientes e belas tomadas de câmera nas docas, mostrando a bela fotografia que nos espera.
A decisão de dar uma atenção maior aos piratas, mostrando um pouco dos motivos e personalidades de cada um, ajudou ainda mais a fortalecer a trama. É importante o filme ressaltar, com isso, que eles não são “vilões”, embora cometam atos muitas vezes desumanos e de terror. São pessoas, que por falta de oportunidade ou por pressão de alguém maior, acabaram pendendo pro lado “ruim” da história. A crítica à situação da pirataria em alto mar e os motivos pelas quais ela acontece, são conduzidas de forma sucinta, mas põe o dedo na ferida de uma forma exemplar.
O foco do filme é tensão. Quando ela surge, no momento em que a tripulação percebe que algumas lanchas estão se aproximando, até a invasão propriamente dita, é pra não sumir mais até que os créditos subam, fazendo você se imaginar na situação, e no que faria, sendo refém de pessoas que você nem sequer fala a mesma língua.
É ótimo ver Tom Hanks de volta, e sua atuação está excelente, sua cara de cansado, seu olhar assustado, sua forma serena de falar diante tudo o que acontece consegue transmitir a situação toda melhor do que um diálogo faria. E o que falar de Barkhad Abdi? Ótima atuação, sua face muitas vezes aterrorizante contrasta com sua estranha forma de levar a situação, bem diferente do que “esperamos” de um alguém liderando um ataque pirata, o que o faz ser talvez um dos melhores acertos do filme. Destaque também pros outros somalianos, todos no ponto e conduzindo o filme muito bem.
A trilha sonora cumpre seu papel, com uma bela pegada nos momentos de ação, mas é tímida e sem muitas novidades. Um dos únicos problemas do filme foi a pouca utilização do cargueiro em si, apesar da história não permitir muita coisa diferente daquilo, seria interessante mais algumas cenas nele.
E o final também chega a ser meio bizarro. Não conheço com detalhes o caso original, mas acho bem difícil mobilizarem aquilo tudo para um simples resgate. Caso essa questão do resgate seja realmente verídica, exclua essa parte.
No mais, Capitão Phillips é mais uma obra prima do cinema moderno, e outro acerto na brilhante carreira de Tom Hanks.
Shinobi: A Batalha
3.5 69O nome faz parecer que vamos ver um grande filme ambientado no Japão, com ótimas lutas e personagens. Mas é só impressão mesmo. O filme é péssimo. A história pode ser resumida em uma batalha entre dois clãs, que viveram em guerra durante 400 anos e que, após assinar um tratado de paz, devem revoga-lo por um plano maléfico do reino vigente, para lutar entre si e se matar, já que são vistos com medo por todo mundo por conta de seus extraordinários poderes.
O filme é cheio de personagens bizarros, cada um com uma habilidade mais estranha que a outra, e o que poderia ser realmente interessante, se torna algo chato e sem sentido. O filme coloca personagens lutando com o cabelo ou soltando veneno do corpo, mas não se preocupa em nenhum momento em explicar nada sobre eles, a única coisa que sabemos são seus nomes, que o filme faz questão de repetir toda hora, com direito a sobrenome e uma exibição na tela em letras garrafais, como se isso fosse mais importante que suas motivações, suas personalidades ou histórias.
O andamento do filme é sofrível, e toda essa demora até poderia ser justificada quando as lutas começassem a acontecer, caso fossem de qualidade, mas tudo se resume a saltos gigantescos e golpes que parecem ter saído de um anime de quinta categoria. Nem socos e chutes são trocados direitos, é uma confusão tão grande que você fica pensando se aquilo são ninjas ou retardados lutando.
Outro ponto péssimo é a trilha sonora, o filme parece ter apenas uma música, que é irritante e vem com um som de “chiado meio eletrônico” de fundo toda vez que aparece. No início até achei que fosse um efeito sonoro da cena, como o barulho de uma cachoeira ou o vento, mas não, era só a música mesmo, por ai você já consegue tirar a qualidade da coisa. Eu cheguei a rir várias vezes quando apareceu o “protagonista” na tela pela primeira vez, já que ele parece o mendigo aqui da esquina.
Além de tudo isso, o final é ruim e sem sentido, com um erro de continuidade que eu não sei se foi acidente ou proposital. Fique longe dessa bomba.
Cartas de Iwo Jima
4.0 310 Assista AgoraClint Eastwood conseguiu mais uma vez. Após “A Conquista da Honra”, ele nos entrega mais uma pérola. E essa com certeza consegue ser melhor que sua contraparte “americana”. Cartas de Iwo Jima é um filme gostoso de assistir, tocante, profundo. Acompanhamos aqui um soldado que só quer sair vivo daquele inferno, mesmo que isso vá contra tudo o que seu país impõe como certo. Ele é o típico soldado trapalhão e preguiçoso, e mesmo assim simpatizamos com ele desde sua primeira aparição na tela, o que contribui para o bom andamento do filme. Temos também um general colocado na boca de um vulcão em erupção, sem meios de escapar, vivido por Ken Watanabe, em mais um ótimo papel. Seguir os passos desses dois durante toda a guerra é emocionante. Acompanhamos durante toda a história diversos soldados escrevendo cartas para suas famílias, e com isso, um pouco mais de suas vidas é contada. A forma como isso é colocado, através de lembranças e pequenos diálogos, é muito bacana.
É ótimo ver o contraste entre o humor dos soldados e a tristeza daquele campo de batalha. Os pensamentos e ideologias, totalmente diferentes das tropas americanas, não muda o que eles realmente são: humanos. O filme traz muitas cenas marcantes, que trazem consigo sentimentos de ódio, indignação e tristeza, como a das granadas na caverna e a do cãozinho.
A recriação dos trajes e armas ficou perfeita, e a trilha sonora, pouco presente, faz um bom papel com a bela canção tema, que toca nos momentos propícios. E diferente de “A Conquista da Honra”, deram uma boa suavizada na violência e no sangue, o que talvez seja um dos únicos pontos ruins do filme, junto com o final “súbito” demais. É importante lembrar que a experiência só vai ser completa vendo “A Conquista da Honra”. E com a conclusão dos dois filmes, temos não só duas ótimas películas entregues, mas uma lição de que uma guerra é muito mais do que simplesmente “o lado bom contra o lado mau”.
Invocação do Mal
3.8 3,9K Assista AgoraNão deixe o nome clichê espantar você. Invocação do Mal é um dos filmes de terror mais honestos e aterrorizantes dos últimos tempos. Apesar da tríade “casa assombrada – demônios – crianças” estar presente, o filme se sustenta de outra forma. Ele não tenta te chocar ou assustar com o aumento súbito do som de forma estridente ou mesmo em tentar exibir criaturas feitas em CGI para causar algum tipo de espanto. É claro, isso está presente, mas é usado de maneira tão imperceptível que é difícil reclamar. O filme conta a história de duas famílias: um casal de demonologistas, mostrando um pouco do seu trabalho, e os acontecimentos que levaram ao caso mais aterrorizante de suas carreiras, visto pelos olhos de uma família com cinco filhas, que se muda pra uma nova casa.
O diretor soube muito bem esconder as surpresas relacionados à casa, e é isso que torna o filme tão interessante. Você até imagina o desfecho e o motivo, mas a trama é tão bem amarrada que você não se importa se tiver matado tudo logo na metade do longa. A forma como a trilha sonora foi colocada, de uma forma tímida e crescente, transforma cada momento onde acontece alguma ação em algo realmente perturbador. A casa é realmente aterrorizante, as escadas, os móveis, a decoração, tudo ali é de gelar as espinhas. Destaque para o desfecho do filme, muito bem conduzido, e para Patrick Wilson e Vera Farmiga, que roubam a cena e trazem uma bagagem ótima para seus papeis.
O grande problema do filme é a introdução da boneca Anabelle. Ela pode até ter uma face aterrorizante, mas não tem importância pra nenhum acontecimento, tendo sua ligação com a história contada por uma simples conversa, e nos poucos momentos em que é mostrada, não traz nada interessante, ficando clara a intenção de apenas aumentar uns minutinhos do filme. Isso não seria de todo mal, se ela não tivesse sido usada exaustivamente durante todo o processo de divulgação do filme, já que o caso da boneca se trata de um suposto caso real.
Para Maiores
2.1 1,4KEu não consigo entender o que deu pra todos esses atores aceitarem um projeto como esse. O filme é uma sequência de curtas de “humor”, costurados por uma historinha sem pé nem cabeça e bem sem graça. Dois amigos querem pregar uma peça no irmão menor de um deles, que supostamente é um gênio vivo, já que consegue invadir sistemas do FBI, CIA e afins tendo em média apenas 12 anos. E para isso, inventam uma história, dizendo que existe na internet um material chamado “vídeo 43”, que foi banido em todos os países, incluindo Amsterdã, que não é um país. O garotinho, com a curiosidade atiçada, vai atrás do vídeo pelos confins da internet, e essa é a deixa pra um dos amigos pegarem seu notebook e infestar de vírus, pregando assim, a tal peça.
E o que se sucede, é uma sequencia de vídeos exibidos em sequencia, onde cada um deles é uma tentativa de encontrar o vídeo correto. Cada um desses vídeos conta com a participação de pelo menos dois atores ou atrizes famosos, alguns até “renomados”, numa tentativa chata de fazer humor. Poucos deles são interessantes, ou mesmo arrancam algumas risadas, apelando muitas vezes pra cenas desnecessárias e sem sentido. Nem se você estivesse alterado por alguma substância iria conseguir rir de um Wolverine com os bagos no pescoço.
O destaque fica para as propagandas exibidas entre os vídeos, e um deles, os das máquinas com as crianças, me fez gargalhar de verdade. E por incrível que pareça, o único vídeo interessante foi o exibido após os créditos, com uma ideia que sem dúvidas merecia um filme a parte. A película consegue ser ruim até como besteirol, e o desfecho de toda a história é fraco e preguiçoso. Até o trio principal não convence, já vimos maconheiros e nerds adolescentes em melhor forma no cinema. O mais bizarro de tudo é a tradução do filme pro nosso país. Isso sim é engraçado.
Nascido Para Matar
4.3 1,2K Assista AgoraLembro-me de ter visto o início do filme quando criança, e pelo que me lembro, assisti até a “chocante” cena do banheiro. Aquilo tudo mexeu comigo, talvez pela pouca idade, talvez pelos diálogos, e por toda a violência psicológica que o recruta Pyle sofre. Por esse e mais alguns motivos que não me lembro, deixei de ver o filme. E hoje, anos depois, resolvi rever, e me surpreendi.
A primeira cena já te prepara pro que vai vir, mostrando faces de diversas etnias tendo o cabelo raspado. A cara de cada um, seja de espanto, de medo, de incertezas, mostra como um simples corte de cabelo pode se tornar aterrorizante, é como se todos ali tivessem sua sentença de morte aplicada a cada passar de máquina.
O filme não tem um plano de fundo exato, ele simplesmente mostra todo o processo de treinamento de um novato, até a hora de apertar o gatilho nos campos de batalha de verdade, tudo mostrado pelo ponto de vista do recruta “Gaiato”. Ver um correspondente de guerra usando aquele icônico capacete e um broche da paz é magnífico. E Kubrick acerta ao colocar uma carga dramática forte e que vai acontecendo de forma tão suave que mal notamos. O humor do filme, colocado nas piadas entre os soldados, foi muito bem vindo. Todo o ato de treinamento é incrível e com certeza é o melhor do filme. Você entende porque tudo termina daquela forma, e para pra pensar se aquilo tudo é realmente necessário. A forma como a rotina dos soldados é mostrada, e a constante dúvida do porque estarem ali contribui pro tom forte do filme.
A prostituição, o racismo, o preconceito contra os repórteres e os que não participavam efetivamente das batalhas, e a vontade que os pelotões tinham de ficar famosos diante das câmeras, dão o tom do roteiro. A trilha sonora talvez seja o maior trunfo do filme, entrando em momentos exatos e fazendo toda a diferença, contando com diversos clássicos da época. E apesar de ter quase duas horas de duração, fica a impressão de estar faltando algo mais, talvez o filme fosse muito melhor como um todo se mudassem totalmente o roteiro e mantivessem o recruta Pyle nele, mas lógico, isso é algo pessoal. Muitos personagens são subutilizados, uma decisão ruim. Senti falta também de mais cenas de combate, a proposta do filme é outra, mas um filme de guerra sem combates é como tomar uma boa cerveja, mas quente. E não importa o quanto você treine para matar alguém, puxar o gatilho pela primeira vez pode ser uma das coisas mais difíceis de sua vida.
A Epidemia
3.1 719 Assista AgoraRemake do filme de 1973 de George A. Romero, Epidemia é mais um caso de mais do mesmo dentro do gênero “terror/zumbi”, que parece estar tendo dificuldades de se reinventar e entregar algo bom.
O filme todo é previsível, do início ao fim, com aquela velha história de contágio por acidente e todo o tumulto que vem após isso. Os problemas começam com o grupo de sobreviventes que acompanhamos durante o desenrolar da trama. Já é bem sabido pelos amantes do gênero que a personalidade e a construção dos personagens é o que faz com que se importemos com eles, mais do que ver mil cabeça explodindo com “gore” explícito ou cenas de ação mirabolantes. Mas o que temos aqui é uma atuação insossa de Timothy Oliphant, uma Radda Mitchel no ponto morto e coadjuvantes sem nenhum carisma. Chega a ser engraçado ver um personagem entrar em cena, de forma que fica aparente sua importância na história, sumir ou morrer de forma preguiçosa depois.
Por incrível que pareça quem rouba a cena é o parceiro do xerife da cidade, mas o que poderia ser um bom acerto cai por água abaixo, já que ele também não é bem construído e não tem a importância merecida no roteiro. Outro ponto confuso é o filme não se decidir: ora os inimigos são pessoas contagiadas com o vírus da raiva, que apenas as tornam violentas, ora são zumbis caindo aos pedaços. A cidade foi muito bem construída, porém todo aquele clima interessante do interior foi trocado por tomadas repetitivas no interior dos edifícios.
Apesar de tudo, o filme acerta ao usar um ótimo CGI e por entregar boas cenas de ação. Apesar de todos os defeitos citados, é um filme divertido de se assistir. A produção fica a cargo de George A. Romero, o que não quer dizer muito, já que o mesmo não vem entregando nada digno do seu talento há muito tempo.
Os Mercenários
3.2 1,9K Assista AgoraIdéia muito boa, porém extremamente mal executada.
O grande problema do filme é o seu tempo de duração e o eleco estelar. É muita gente de calibre para pouco tempo na tela. Arrumaram uma ceninha para cada um, porém o foco é no Sly e no Statham. Jet Li, Gary Daniel, Mickey Rourke, todos mal aproveitados, fora que nem cito o Bruce ou o Schwarzenegger pois sei que nesse 1° eles só apareceram como homenagem mesmo, além dos problemas do governador da califórnia, que o impediam de poder atuar de verdade. Não entendi também a inclusão do Terry Crews, adoro o ator, mas ele não tinha nada haver com o filme.
A trilha sonora é fraca, os efeitos especiais são ruins, as lutas são muito mal coreografadas, e o roteiro, apesar de sempre ser o menos importante em produções do tipo, conseguiu ser mais fraco que o normal. Acho que o que realmente faltou no filme foram cenas de ação de peso, elas existem, mas nada gratificante o suficiente tendo em vista os atores que dele participam. A questão de se passar no Brasil é algo complicado, o cenário em nada lembra locação alguma daqui, mesmo sendo gravado em outro local, e a contratação da Gisele Itiê foi um tiro no pé, se a questão era beleza existem atrizes muito melhores, atuação idem.
Porém, o filme é assistível, para quem sempre gostou de ação e de clássicos dos anos 80/90, ver esses medalhões juntos trocando farpas é algo muito divertido, e embora todos os problemas, as cenas de ação entretem,
ver o Sly jogando uma bala de canhão com a mão ou o Terry Crews trucidando soldados com a AA-12
A Mentira
3.6 2,2K Assista AgoraAssisti sem esperar muito, achando ser mais uma comédia adolescente americana, e de fato estava certo, porém, o filme não apela pra nenhuma putaria típica dos gênero, é mais centrado no roteiro, que achei bem interessante, e tem um humor diferenciado, que junto com uma ótima trilha sonora e uma bela mensagem, fazem desse filme uma boa pedida.
E não precisa nem falar, Emma Stone além de linda, atuou muito bem e como sempre, faz qualquer filme valer a pena.
Marte Precisa de Mães
3.1 320 Assista AgoraÓtimo filme, a animação é soberba, tem uma mensagem muito boa, porém achei o humor, característica forte em animações, fraco.