Essa primeira temporada começa com a promessa de liberdade total, mas logo deixa claro que não se sente tão confortável assim longe do próprio cânone. Fiquei com a sensação de que o multiverso infinito existe mais como discurso do que como risco real. Ainda assim, quando a série resolve não pedir desculpas — quando decide ir até o rabo da palavra — ela acerta em cheio. O episódio do Doutor Estranho é devastador justamente por não oferecer saída fácil: o “e se” vira perda, e a história aceita as consequências até o fim. Já o episódio do Ultron funciona pelo oposto, pela sensação de descontrole, de um mundo que sai dos trilhos e não tenta se recompor. Visualmente, um espetáculo, isso é inegável!
Vejo esses episódios como exceções que revelam o verdadeiro potencial da série, mas confesso que senti falta de mais capítulos realmente disruptivos (o episódio dos zumbis, por exemplo, foi um desapontamento — criei expectativa demais, culpa minha haha). No geral, What If…? prefere brincar com variações seguras. O multiverso é infinito; a ousadia, nem tanto.
Há um mundo inteiro acontecendo antes da palavra. Sons, ritmos, interações e presenças seguem em curso, alheios às nossas tentativas de descrição, classificação ou narrativa. Earthsounds entende isso: ele não traduz a natureza — ajoelha-se para ouvi-la. E, ouvindo, a gente desaprende a pressa.
Estou no penúltimo capítulo, só um pouquinho atrasado, considerando a data de lançamento hahaha. A série tem sido uma agradável surpresa, não imaginava que o MCU seria capaz de explorar de maneira tão criativa e autêntica a profundidade emocional dos personagens envolvidos! Carregados de simbolismo e subtexto, os comerciais dentro dos episódios têm sido um momento muito aguardado, fonte agridoce de pistas e (re)descobertas sobre o universo Marvel.
Já a frase dita pelo Visão foi a que mais me marcou até agora. Para mim, ela funciona como a síntese emocional e filosófica de WandaVision: condensa, em poucas palavras, o eixo central da série — o luto. Um processo nunca estático, mas vivo, caótico e multifacetado, que molda nossa percepção do mundo e as relações ao redor. A série o apresenta como uma força transformadora, capaz tanto de criar quanto de destruir, e como a origem de uma magia — literal e metafórica — que nasce de uma dor que insiste em existir porque o amor permaneceu.
Aliás, pode soar piegas, mas acredito que o amor — familiar, afetivo ou romântico — dure sim para sempre, apenas não da forma a que estávamos acostumados.
Ademais, tem sido ainda um belo estudo de personagem e de temas secundários da obra, como identidade e aprisionamento emocional. Agora só resta torcer para que o final esteja no mínimo à altura!
Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.
Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade
What If...? (1ª Temporada)
3.8 286 Assista AgoraEssa primeira temporada começa com a promessa de liberdade total, mas logo deixa claro que não se sente tão confortável assim longe do próprio cânone. Fiquei com a sensação de que o multiverso infinito existe mais como discurso do que como risco real. Ainda assim, quando a série resolve não pedir desculpas — quando decide ir até o rabo da palavra — ela acerta em cheio. O episódio do Doutor Estranho é devastador justamente por não oferecer saída fácil: o “e se” vira perda, e a história aceita as consequências até o fim. Já o episódio do Ultron funciona pelo oposto, pela sensação de descontrole, de um mundo que sai dos trilhos e não tenta se recompor. Visualmente, um espetáculo, isso é inegável!
Vejo esses episódios como exceções que revelam o verdadeiro potencial da série, mas confesso que senti falta de mais capítulos realmente disruptivos (o episódio dos zumbis, por exemplo, foi um desapontamento — criei expectativa demais, culpa minha haha). No geral, What If…? prefere brincar com variações seguras. O multiverso é infinito; a ousadia, nem tanto.
Earthsounds (1° Temporada)
4.2 2 Assista AgoraHá um mundo inteiro acontecendo antes da palavra. Sons, ritmos, interações e presenças seguem em curso, alheios às nossas tentativas de descrição, classificação ou narrativa. Earthsounds entende isso: ele não traduz a natureza — ajoelha-se para ouvi-la. E, ouvindo, a gente desaprende a pressa.
WandaVision
4.2 856 Assista Agora"What is grief, if not love persevering?"
Estou no penúltimo capítulo, só um pouquinho atrasado, considerando a data de lançamento hahaha. A série tem sido uma agradável surpresa, não imaginava que o MCU seria capaz de explorar de maneira tão criativa e autêntica a profundidade emocional dos personagens envolvidos! Carregados de simbolismo e subtexto, os comerciais dentro dos episódios têm sido um momento muito aguardado, fonte agridoce de pistas e (re)descobertas sobre o universo Marvel.
Já a frase dita pelo Visão foi a que mais me marcou até agora. Para mim, ela funciona como a síntese emocional e filosófica de WandaVision: condensa, em poucas palavras, o eixo central da série — o luto. Um processo nunca estático, mas vivo, caótico e multifacetado, que molda nossa percepção do mundo e as relações ao redor. A série o apresenta como uma força transformadora, capaz tanto de criar quanto de destruir, e como a origem de uma magia — literal e metafórica — que nasce de uma dor que insiste em existir porque o amor permaneceu.
Aliás, pode soar piegas, mas acredito que o amor — familiar, afetivo ou romântico — dure sim para sempre, apenas não da forma a que estávamos acostumados.
Ademais, tem sido ainda um belo estudo de personagem e de temas secundários da obra, como identidade e aprisionamento emocional. Agora só resta torcer para que o final esteja no mínimo à altura!