Na minha opinião é o melhor produto de Black Mirror.
A história transita de maneira fluida pelos 3 núcleos principais sem perder a urgência de sua mensagem em nenhum deles. Boas atuações, ritmo legal e a mensagem do episódio é multilateral o suficiente pra não ficar moralizante. Ápice do Charlie Brooker nessa série.
Eu, pessoalmente, acho essa a pior temporada de BM. Então vou tentar ser breve:
"Nosedive": É muito bem dirigido e tem uma direção de arte bem bonita e funcional pra proposta, mas é por episódios assim que Black Mirror caiu no estigma de "crítica social foda". Muito rasteiro. Qualquer adolescente já pensou em algo parecido. Plot meio brega e raso.
"Playtest": Muita gente não gosta desse EP. Na primeira vez que assisti eu também tinha achado tosco, mas numa segunda olhada eu reparei que ele tem uma mensagem profunda sobre família. Tentem dar uma outra chance. O ator principal é meio antipático, isso não ajuda também.
"Shut Up and Dance": Ah... difícil falar sobre esse. Pra mim é o melhor da temporada. Representa todo o esgoto que sai de dentro das pessoas quando elas estão anônimas e também tem uma reviravolta que muda a perspectiva do episódio, sendo bastante multilateral(num sentido cruel).
"San Junipero": curioso, bonitinho, fofo e ao mesmo tempo assustador e profundo. É o queridinho de todo mundo pois toca em questões bastante recentes e tem esse pano de fundo oitentista que a Netflix adora.
"Men Against Fire": É demais - no mau sentido. Crítica rasa, segmentos de ação que não precisavam ser tão longos, ritmo moroso. Abaixo da média das outras temporadas.
"Hated in the Nation": Apesar das 30 horas de duração(que ritmo problemático, ein?), saí com uma sensação positiva no final.
"Be Right Back" é tão profundo e tão bem desenvolvido que senti que tinha acabado de assistir um filme de duas horas. Atuações excelentes. Muito bem executado.
"White Bear" tem uma proposta difícil. É complicado fazer esse plot funcionar. No começo do episódio eu tava estranhando bastante. No final ele se mostra um pouco pretensioso mas ainda sim tem uma carta na manga que surpreende e dá um baque.
"The Waldo Moment" virou até um meme do quão destoante é a sua qualidade do resto dos episódios da série.
As pessoas geralmente avaliam que Black Mirror seria uma série que demoniza a tecnologia, até de uma maneira exagerada e brega, como se fosse uma "crítica social foda".
Já eu enxergo de outra maneira. A análise crítica que BM se propõe a fazer se trata - na maioria das vezes - sobre poder. Aquela coisa do "não é o poder que corrompe o homem, mas o homem que corrompe o poder".
É com essa cabeça que eu assisto os episódio e, se o material estiver trabalhado, sempre funciona pra mim.
Mas bora avaliar essa temporada:
É difícil resenhar uma série de antologia dando uma nota só pra tudo, mas essa temporada é claramente catapultada pro alto por conta do episódio "The Entire History of You". Um dos melhores da série inteira. É sutil, incisivo, surpreendente e tem um ritmo que só cresce.
"Fifteen Million Merits" se passa num futuro tão longínquo que em vários momentos cria situações de humor involuntário ou que você fica só sentindo tudo meio deslocado. Achei meio estranho e chato, mas tem uma mensagem pra passar.
"The National Anthem" é um dos episódios de BM que menos tem a tecnologia como protagonista. Bastante forte, enervante e asqueroso. A cena final diz muito.
O roteiro vai ficando meio perdido conforme a série avança e, consciente disso, tenta fazer essa confusão parecer intencional mas na verdade só fica meio avulso.
Ainda assim eu ri bastante com alguns personagens e cenas específicas. O Porta funciona bem quando se arrisca a brincar com expressões, linguagem, situações absurdas. A direção é bem efetiva pra fazer esse humor, mas senti falta de uma abordagem mais estilo The Office, talvez? Deixando o constrangimento tomar conta, sem uma edição tão frenética.
Porchat, Gregório, Camillo Borges e Rafael Infante tem as melhores atuações e os melhores personagens.
Algumas pessoas dizem que a primeira temporada é piorzinha mas eu acho ela bem redonda e tem tudo que Breaking Bad tem de melhor: direção, roteiro, atuação... todos esses elementos estão a favor da história foda e nada é gratuito.
Uma aula de narrativa audiovisual em todos os aspectos.
Black Mirror: White Christmas
4.5 458Na minha opinião é o melhor produto de Black Mirror.
A história transita de maneira fluida pelos 3 núcleos principais sem perder a urgência de sua mensagem em nenhum deles. Boas atuações, ritmo legal e a mensagem do episódio é multilateral o suficiente pra não ficar moralizante. Ápice do Charlie Brooker nessa série.
Black Mirror (3ª Temporada)
4.5 1,3K Assista AgoraEu, pessoalmente, acho essa a pior temporada de BM. Então vou tentar ser breve:
"Nosedive": É muito bem dirigido e tem uma direção de arte bem bonita e funcional pra proposta, mas é por episódios assim que Black Mirror caiu no estigma de "crítica social foda". Muito rasteiro. Qualquer adolescente já pensou em algo parecido. Plot meio brega e raso.
"Playtest": Muita gente não gosta desse EP. Na primeira vez que assisti eu também tinha achado tosco, mas numa segunda olhada eu reparei que ele tem uma mensagem profunda sobre família. Tentem dar uma outra chance. O ator principal é meio antipático, isso não ajuda também.
"Shut Up and Dance": Ah... difícil falar sobre esse. Pra mim é o melhor da temporada. Representa todo o esgoto que sai de dentro das pessoas quando elas estão anônimas e também tem uma reviravolta que muda a perspectiva do episódio, sendo bastante multilateral(num sentido cruel).
"San Junipero": curioso, bonitinho, fofo e ao mesmo tempo assustador e profundo. É o queridinho de todo mundo pois toca em questões bastante recentes e tem esse pano de fundo oitentista que a Netflix adora.
"Men Against Fire": É demais - no mau sentido. Crítica rasa, segmentos de ação que não precisavam ser tão longos, ritmo moroso. Abaixo da média das outras temporadas.
"Hated in the Nation": Apesar das 30 horas de duração(que ritmo problemático, ein?), saí com uma sensação positiva no final.
Black Mirror (2ª Temporada)
4.4 763 Assista Agora"Be Right Back" é tão profundo e tão bem desenvolvido que senti que tinha acabado de assistir um filme de duas horas. Atuações excelentes. Muito bem executado.
"White Bear" tem uma proposta difícil. É complicado fazer esse plot funcionar. No começo do episódio eu tava estranhando bastante. No final ele se mostra um pouco pretensioso mas ainda sim tem uma carta na manga que surpreende e dá um baque.
"The Waldo Moment" virou até um meme do quão destoante é a sua qualidade do resto dos episódios da série.
Black Mirror (1ª Temporada)
4.4 1,3K Assista AgoraAs pessoas geralmente avaliam que Black Mirror seria uma série que demoniza a tecnologia, até de uma maneira exagerada e brega, como se fosse uma "crítica social foda".
Já eu enxergo de outra maneira. A análise crítica que BM se propõe a fazer se trata - na maioria das vezes - sobre poder. Aquela coisa do "não é o poder que corrompe o homem, mas o homem que corrompe o poder".
É com essa cabeça que eu assisto os episódio e, se o material estiver trabalhado, sempre funciona pra mim.
Mas bora avaliar essa temporada:
É difícil resenhar uma série de antologia dando uma nota só pra tudo, mas essa temporada é claramente catapultada pro alto por conta do episódio "The Entire History of You". Um dos melhores da série inteira. É sutil, incisivo, surpreendente e tem um ritmo que só cresce.
"Fifteen Million Merits" se passa num futuro tão longínquo que em vários momentos cria situações de humor involuntário ou que você fica só sentindo tudo meio deslocado. Achei meio estranho e chato, mas tem uma mensagem pra passar.
"The National Anthem" é um dos episódios de BM que menos tem a tecnologia como protagonista. Bastante forte, enervante e asqueroso. A cena final diz muito.
O Grande Gonzalez
3.4 31O roteiro vai ficando meio perdido conforme a série avança e, consciente disso, tenta fazer essa confusão parecer intencional mas na verdade só fica meio avulso.
Ainda assim eu ri bastante com alguns personagens e cenas específicas.
O Porta funciona bem quando se arrisca a brincar com expressões, linguagem, situações absurdas.
A direção é bem efetiva pra fazer esse humor, mas senti falta de uma abordagem mais estilo The Office, talvez? Deixando o constrangimento tomar conta, sem uma edição tão frenética.
Porchat, Gregório, Camillo Borges e Rafael Infante tem as melhores atuações e os melhores personagens.
Breaking Bad (1ª Temporada)
4.5 1,4K Assista AgoraAlgumas pessoas dizem que a primeira temporada é piorzinha mas eu acho ela bem redonda e tem tudo que Breaking Bad tem de melhor: direção, roteiro, atuação... todos esses elementos estão a favor da história foda e nada é gratuito.
Uma aula de narrativa audiovisual em todos os aspectos.
Vândalo Americano (2ª Temporada)
4.2 53 Assista AgoraEssa série é absurdamente bem escrita e tem personagens carismáticos pra caramba.
(Tem uma ou duas coisas que eu mudaria, principalmente na primeira temporada, mas nada que diminua a experiência, por isso cinco estrelas).