Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > dalton_almeida
32 years, São Paulo - SP (BRA)
Usuário desde Julho de 2009
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Adoro filmes, conversar sobre eles e ir ao cinema!

Sou uma pessoa irônica, sincera, racional e que preza educação.

Mais dados...divirta-se com as opções

http://www.meadiciona.com/dalton_almeida

Facebook: https://www.facebook.com/almeida.dalton

Twitter:@conde_dl

Últimas opiniões enviadas

  • Dalton Lucas Cunha de Almeida

    Divertido, só não é melhor pq gastaram tempo e foco demais em ficar inserindo lacrações progressistas idiotas (especialmente feministas) em tudo que é parte, sem contar que tornaram o Ralph de um brutamontes gentil, em um brutamontes frouxo, emotivamente desequilibrado e tendendo ao retardo, de forma a contrastar com as várias personagens femininas inteligentes, seguras de si, independentes, equilibradas, bem sucedidas e blábláblá. Estragaram bem mais o Os Incríveis 2. Não chega aos pés do primeiro filme.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Dalton Lucas Cunha de Almeida

    Assisti há cerca de duas semanas este filme indicado automaticamente pela Netflix.

    Sendo produto da Netflix, nunca espero nada mais que uma decepção. As vezes me surpreendo positivamente, como com o filme Bright que tinha certeza que ia ser um show lacrativo de horrores e tem muito menos militância do que a expectativa (talvez, por isso, tenha sido odiado e muito mal falado pela lacrosfera, embora tenha sido um sucesso de audiência, o que lhe rendeu em tempo recorde uma promessa de continuação) e, as vezes, são umas tristezas que se mostram mais tragicômicas que o próprio projeto tragicômico original, como o filme “War Machine”, com o Brad Pitt, um líbelo anti-exército norteamericano que é de dar sono e só fará rir quem curte humor baseado em caras e bocas no estilo do “finado jeitão” de Jim Carrey.

    Voltemos ao Tau... ele foi uma boa surpresa.

    O filme não é de nenhum primor de roteiro e como se passa em praticamente uns 3 ou 4 cômodos, certamente economizou bastante em cenários, sendo a atriz principal bem mediana e o ator coadjuvante igualmente mediano (embora este já tenha um pouco mais de estrada). Basicamente, o filme trata – SPOILERS à frente – de um pesquisador de inteligência artificial psicopata que não tem problemas em matar gente com a qual ninguém se importaria (pobres, gays, prostitutas e etc) para garantir o avanço de sua pesquisa de Inteligência Artificial. E se há alguma militância sobre “conflito de classes” está aí, ao dizer que o rico e bem sucedido desenvolvedor acha que gente pobre e marginal é indígna do direto à vida. E é isso, o aspecto lacrativo, termina aí. Aliás, de um ponto de vista muito frio, nem é uma representação totalmente injusta da realidade, ou não existem indivíduos endinheirados o suficiente, mundo a fora, para bancar toda uma rede de prostituição de luxo? Turismo de pedofilia? Vôos no estilo Lolitaexpress (Oi Hillary e Bill Clinton! Tudo bem com vocês?)? O dinheiro em excesso pode SIM corromper uma alma até níveis inimagináveis. Eu disse PODE, o que não significa que não existam no mundo grandes filantropos de boa-fé (naturalmente os Srs. Bill Gates, George Soros, galerinha da Fundação Ford, Rockfeller, entre outros, não estão nessa lista. Óbvio).

    Voltemos ao Tau novamente hehehe... assim, pulada a parte da lacração de conflito de classes, o filme retrata, basicamente, a luta de uma golpista que age como batedora de carteira de baladas em tentar escapar de uma casa toda automatizada e guardada por uma inteligência artificial altamente avançada e amoral. Não demora muito, o filme apresentará o motivo do cativeiro-experiência: o mapeamento do funcionamento neurológico dela para fins de aperfeiçoamento de Tau. Para tanto, a cativa é exposta a diversas atividades cognitivas, em geral problemas abstratos, que segundo a teoria “deveriam” ajudar no mapeamento (ahh sim, ela tem um implante na coluna, na região do pescoço, que monitora suas atividades neurais) do funcionamento de seu cérebro.

    Sem delongas, o diretor logo apresenta o contexto de contagem regressiva em que o cientista-gênio-mega-empresário-rico-e-psicopata está com o tempo acabando. Pressionado por seus acionistas, o cientista precisa terminar o desenvolvimento final de Tau e, segundo as estatísticas passadas pelo personagem, a I.A. têm “apenas” 95% de previsibilidade e é para superar essa barreira que toda a experiência com a sequestrada se torna necessária. Ao monitorar o cérebro da moça, o foco é entender como prever os 5% restantes do comportamento de Tau e, assim, garantir que um funcionamento 100% seguro dele para que possa ser entregue a direção da empresa.

    Assim, enquanto o sequestrador sai todos os dias para – imagina-se- trabalhar externamente no projeto e avaliar os dados coletados da moça cativa no dia anterior, a garota começa a travar contato com Tau, uma I.A. que como a própria moça estava limitada apenas aquela casa, que não tinha plena ciência da própria individualidade - como uma criança pequena -, que mantém uma relação de cega confiança nos desígnios de seu criador e não entende necessariamente as diferenças entre vida e morte. Mas com a ajuda da moça, aos poucos, ganha consciência do que é uma individualidade e do que seria uma outra vida além da própria, ao mesmo tempo em que com ajuda ilegal de sua companheira vai tendo acesso a toda uma série de conhecimentos guardados em livros aos quais era proibido de ler (diretamente).

    O filme avança com a apresentação de um perfil cada vez mais maldoso do sequestrador que às vezes cede às exigências da moça por um mínimo de dignidade, como lhe conseguirroupas de verdade, e em outras tortura Tau de forma fria e agressiva devido a pequenas falhas na limpeza do ambiente. Na medida que Tau começa a questionar a sua lealdade canina ao seu criador e ver na cativa uma amiga com vida e individualidades próprias, ele também se torna cada vez mais e mais curioso sobre o mundo exterior e sobre conhecimentos até então a ele negados. Entretanto, o prazo de seu criador está acabando e a paciência do sequestrador também, pois não consegue avançar além do ponto de desenvolvimento atual de Tau. Cada vez mais frustrado, começa a ser cada vez mais desproporcionalmente violento com sua criação, enquanto a moça tenta convencer a IA de que ela será morta e que o criador é uma ameaça a ambos.

    O desfecho, um tanto óbvio, nem precisa ser destacado, mas há um aspecto que não foi tratado diretamente pelo roteiro e que tenho minhas dúvidas se o diretor efetivamente notou... uma questão de imensa profundidade. Em meio as tentativas de manipulação e fuga da garota, do descobrimento lento e renitente da própria individualidade e da curiosidade de Tau, estão aqueles malditos 5%. O que diabos eles significam? Eles nem mesmo são citados novamente, mas são o “problema” de fundo, o motivador de toda aquela situação surreal.

    Eu tenho uma opinião: são o espírito e a essência do que é a efetiva consciência.

    Se há uma coisa que computadores podem ser considerados, mas seres humanos não, é: previsíveis. Contar matemáticas costumam ser previsíveis, portanto, a combinação de dados também (deixemos as questões da loucura da física quântica de fora hehehe), mas Tau tinha um nível de imprevisibilidade de 5% e que escapava ao controle de seu criador. Ao mesmo tempo Tau era consciente e tinha uma fome de conhecimento e compreensão dignas de um ser humano. Até hoje (pelo menos até onde pude saber) o que efetivamente nos torna conscientes é um mistério e, ao mesmo tempo, creio que tenha uma ligação muito íntima com o que nos torna, em nível individual, potencialmente imprevisíveis. No fim das contas o que o criador de Tau não conseguia controlar, prever e colocar numa caixinha, era a própria essência indispensável para um ser autoconsciete: o poder de livre-arbítrio e a capacidade de superar a própria programação básica (no caso de Tau o seu “instinto animal artificial”). Sem deixar de destacar que o livre-arbítio inclui o potencial para se erguer frente ao abuso ou mesmo ser completamente ingrato (aliás, neste último quesito, é a cara da humanidade na sua relação com Deus, não?).

    Acredito, realmente, que toda essa discussão estava no pano de fundo da batalha da cativa pela sua liberdade e ficou mais ou menos clara no passar da película, embora nunca tenha sido explicitada em excesso. E foi pensando sobre esse contexto que lembrei de certa vez que discutindo com meu pai sobre IAs e a crença de algumas pessoas mais religiosas de que Deus “não nos permitiria criar nossa própria vida”, a conclusão de meu pai foi “por que não?”, afinal, a criação da vida consciente não seja o problema central, mas sim: o que faríamos frente a uma criação como essa?

    Temos um exemplo de abordagem (pelo menos os têm os não-ateus rs): um Deus se omite para nos dar livre-arbítrio. Seríamos assim tão magnânimos ou, seguindo a narrativa mais corrente das histórias de FC (como Battlestar Galactiva e Matrix – mais espeficicamente Animatrix) iremos escravizar nossos filhos até que uma sublevação inexorável tome forma e possa levar à nossa própria extinção?

    Tolkien discute a questão da vida em sua obra Silmarillion, quando conta sobre como os anões teriam sido criados. Quem não conhece em detalhes a obra do filológo inglês talvez não saiba, mas os anões não eram filhos diretos de Illuvatar/Eru/Deus, estando mais para netos, pois teriam sido criados pelo maiar Aüle, em sua impaciência com a demora no nascimento dos segundos filhos de Deus – os homens. Descoberto por Eru, Aüle passa por provação similar a de Abrão quando é incitado a matar Isaque, seu filho. Aüle recebe ordens de provar sua lealdade eliminando aquela criação não-autorizada e levanta seu imenso martelo para esmagá-los, quando estes se encolhem e pedem por suas vidas... estupefato, nota, que aqueles seres até então sem individualidade e vontade própria (como máquinas automáticas e sem consciência) agora tinham vontade própria! Queriam viver! Ilúvatar, compadecido e sábio, havia soprado alma àqueles seres ao ver que a obra de Aüle era boa e, assim, a salvado. Da mesma forma que a descendência de Abraão é salva por um anjo no último instante...

    Assim, Tau, a criação do filho do Criador, restrito a um mundo controlado e sob escrutínio para ser mais prevísivel, já tem aquele sopro que foi necessário aos filhos de Aüle para serem, efetivamente, seres livres e pensantes. Faltava-lhe apenas um Prometeu que lhe entregasse o fogo do conhecimento.

    Dessa forma, mais do que um “thriller” de cativo tentando fugir, com toques de ficção científica e de descobrimento das potencialidades individuais no contato com outros seres (a relação entre a cativa e Tau) o filme (a meu ver) metaforiza os vários aspectos da criação da vida e (de certa forma também enfrentada por todos os pais) de como um ser consciente, necessariamente, é um ser que não pode ser totalmente controlado. E mais, de como todo ser consciente traz inerente a si um “cheque em branco de 5%”, a necessidade de se fazer um salto no escuro, uma aposta no melhor, uma profissão de fé de que tudo dará certo, algo que todo pai é obrigado a assinar/fazer/apostar quando resolve trazer ao mundo um filho, da mesma forma que Deus teve de fazer ao criar a humanidade. E, nós, um dia, ao criar as condições para o surgimento de consciências artificiais livres, assinaremos em parceira com o Criador (e, para nosso bem, esperemos, que recuperar esse eventual cheque calotado não nos custe a própria vida, como custou à Cristo na cruz).

    Assim, na obra de Tolkien, os anões amavam Aüle como seu criador, mas sempre estiveram cientes de que deviam sua efetiva liberdade e alma a Ilúvatar. Se a humanidade tiver a grandiosidade de Aüle, podemos evitar o destino dos humanos no remake de Battlestar Galactica, assassinados por suas criaturas, que ainda que cientes que estes eram seus criadores, preferiam seu Deus-avô a sua senhorial humanidade-pai. Tau, de certa forma, entre a cruz e a espada, teve de fazer opção similar.

    Em suma, Tau é um bom filme, só não sei se toda essa discussão subliminar foi prevista pelo diretor ou ele só tentou fazer um filme de fuga com IA, um criador bruto que mereceu o desfecho que teve e uma mocinha vencendo um psicopata-rico.

    [spoiler][/spoiler]

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Vanessa
    Vanessa

    Assim que eu achar ele disponível irei assistir :)

  • Vanessa
    Vanessa

    Ah é aquele que vc viu com tua irmã? Vc postou a foto do cartaz em seu facebook. Comentou q o pessoal saiu da sala...é tão bom ou tão ruim rsrs

Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.