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A vida, a obra, a trajetória e o pensamento filosófico do guru Olavo de Carvalho, um autor, extremista e ensaísta brasileiro. Sua rotina de trabalho, com livros políticos, de filosofia e também de peças jornalísticas; além da vida com a sua família, que mora em Virgínia, nos EUA.
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O documentário é bastante peculiar, pois a produção parece ter a finalidade de apresentar a figura de um autor que se autopromove como intelectual, expondo seus hábitos, sua vida nos EUA e o seu conjunto de ideias. No entanto, o que se vê é mais uma performance coreografada do que o retrato de um pensador de fato. No fim, é uma obra que encontra ressonância apenas em uma parcela específica da sociedade e dentro de um recorte limitado do contexto político brasileiro (2014-2018). Trata-se de um filme datado, visto que parte mais de uma "projeção" teórica do próprio autor do que de um prestígio intelectual estabelecido.
Esse aí é aquele guru defunto que achava que a terra era plana e adulava político vagabundo?
grande Olavo de Cadáver
Sobre o documentário:
O documentário é muito bem bolado, a montagem ficou ótima e as cenas de filmes antigos colaboram muito no seu desenvolvimento. Embora alguns possam julga-las monótonas, acho que serviram bem ao proposito. Ele borda os fatos mais importantes do livro, embora deixe de se aprofundar em alguns pontos.
Existem dois conceitos mostrados que são fundamentais e deveriam ser ensinados a todos. Um sobre o que é a realidade no mundo e outro sobre rastrear nossas ideias: "Sempre que você tiver uma ideia procure a origem desta ideia". Quem seguir esta frase com regularidade irá certamente abrir a mente para outros horizontes. No fim, fiquei pedindo por alguns minutinhos a mais, algo sempre ideal ao assistir documentários.
Como sempre faço, a avaliação foi feita apenas no documentário, ignorando o livro apesar de ter lido.
Sobre o livro:
Li pouco da obra do autor, acho que uns 2 ou 3 livros somente, mas já o considero fenomenal. Nos Estados Unidos, onde morei a maior parte da vida, Olavo já tinha certa notoriedade, bem antes de ser notado pelo grande público brasileiro.
Não precisa ler o livro para assistir, mas quem puder recomendo que o faça. Se puder ler outros livros do autor com linguagem mais simplificada melhor, pois este é de uma fase em que o mesmo tinha menos preocupação que escrever obras para o público geral. Então, para pessoas que tiveram mais influência de outras línguas do que do português, meu caso, ou aqueles mais acostumados com a linguagem "coloquial" e sem conhecimento filosófico irão sofrer um pouco.
Há muito tempo que anseio por este filme. Sabia que o detestaria, por motivos óbvios, mas achei de péssimo tom o boicote que permitiu que ele fosse premiado num festival (bem pregado, inclusive). O diretor demonstra-se deslumbrado em relação ao seu objeto, um "autodenominado filósofo" que eventualmente propõe uma ou outra reflexão interessante, mas que é abjeto em seu polemismo gratuito e em seu jogo contínuo de tautologias visando a um falso conceito de superioridade em relação às demais pessoas. Como as entrevistas sustentaculares para este documentário aconteceram em 2016, o fedor bolsonarista não se manifesta tanto (exceto numa seqüência ofensiva sobre os clamores populares pelo 'impeachment' da Dilma Rousseff). Felizmente, o autor assume-se como um esperto cinéfilo, debatendo filmes interessantes ao longo da conversa, o que faz com que o processo de audiência não seja completamente tortuoso, já que, fora da biblioteca do finado, o diretor faça pouco mais do que utilizar 'drones' para mostrar imagens aéreas da Vírginiae de Brasília. Não senti ódio, entretanto. Discordei do personagens em muitas situações, mas defendo o dissenso, isso não depõe contra o filme em si. O problema é o discurso que lhe serve de projeto: o que veio a seguir que o diga! :( - WPC>