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Últimas opiniões enviadas

  • Diogo

    Manoel de Oliveira com seu "cinema palavra", estático e falado sempre me aborreceu. Nunca entendi como alguém que foi pilo automobilístico, apaixonado por velocidade, podia fazer filmes tão lentos. Isso começou a mudar quando vi "Non ou a Vã Glória de Mandar (1990)", um verdadeiro “anti-lusiadas”, retomando a historia nacional portuguesa através de derrotas, antítese para um povo que esta acostumada a olhar com orgulho para o próprio passado. E se tratando de derrotas, não há uma maior no imaginário português que Alcácer-Quibir, a batalha que marcou não apenas o declínio do império com a morte de D. Sebastião, mas também a necessidade de se reacender, uma brasa de grandeza que já não podiam mais. No final da batalha, a cena mais bonita do filme, um soldado moribundo se levanta pra recitar um trecho do sermão do Padre Antônio Vieira, proferido pela primeira vez quase 100 anos depois, mas aqui, passado, presente e futuro se confundem no triste epilogo sobre a derrota de um povo. “Terrível palavra é um non” ele diz, na derradeira insurreição antes de aceitar o próprio destino, manchando com uma beleza triste aquela epopeia de desgraças. A lentidão e sutileza dos movimentos aqui são de uma natureza bem diferente de boa parte do cinema contemporâneo, talvez por Oliveira ser um veterano (seu primeiro filme é de 32), as trepidações e o olhar desatento, ate vacilantes, marcas da produção de estúdio atual, dão lugar ao olhar firme e atento, necessários para capturar a grandeza de cada gesto humano. Se antes seu “quadro parado” e sua “lentidão” pareciam, na minha ingenuidade, um menosprezo ao movimento, hoje eu sei que são na verdade um entusiasmado manifesto em sua defesa.

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  • Diogo

    Quando o primeiro star wars foi lançado em 1977 o próprio George Lucas havia se “escondido” temendo pelo fracasso do filme. E reza a lenda que para muitos dos envolvidos na produção o sentimento era de que estavam trabalhando em uma peça “infantil”. O sucesso imediato do filme dissipou qualquer temor, e possíveis constrangimentos com aquela pedaço extravagante de opera espacial. O que ficou na historia foi impacto cultural causado, não apenas por ter alterado dramaticamente business dos grandes estúdios de Hollywood, mas principalmente por ter deslumbrado uma geração inteira de futuros realizadores. James Cameron o mais visionário dos realizadores industriais conta que na época era motorista de caminhão, e que largou o emprego para se dedicar ao ramo cinematográfico depois de ver o filme, Ridely Scoot foi empurrado para Alien e Blade Runner , Luc Besson, Peter Jackson, além do próprio JJ Abrams, responsável por trazer a franquia de volta em 2015 tiveram a experiência do primeiro filme como influencia para suas carreiras.
    Ao se debater Se o adjetivo “infantil” procede ou não, o fato é que a medida que a saga avançou cresceram as brigas internas pelos caminhos da trama, e os responsáveis pela aumento de substancia em Império Contra Ataca, como o produtor Gary Kurtz, claramente perderam terreno para a guinada de pro- merchandising imposta por Lucas, o que culminou em Retorno de Jedi como uma conclusão que dava marcha ré a densidade narrativa da trama, resumindo tudo a um exercício de pirotecnia. O que havia nascido como um filme (no sentido mais nobre da definição) parece ter se desfigurado em propaganda. O lançamento da nova trilogia com Ameaça Fantasma em 1999 só aprofundou o quadro, era apenas Lucas reciclando o próprio lixo.
    Despertar da Força chega aos cinemas depois de 38 anos do filme original, tempo suficiente para Lucas transformar seu universo em “terra arrasada”, achar que alguma coisa poderia crescer ali não deixava de ser um exercício de fé. Mas Ironicamente o filme é realmente um "despertar" para a franquia. Alguns poderiam apontar a ausência de Lucas, outros a presença de JJ Abrams, confirmando seu talento (ou sorte) para ressuscitar franquias. Ele vinha acumulando vitorias com seus títulos de estúdio, e parece ter como maior virtude justamente por em pratica ideias simples que funcionam. Reciclando os conceitos do primeiro episodio o que torna seu filme quase um remake, mas Justiça seja feita, ele merece alguns elogios, como o de ter repovoado aquele universo com personagens capazes cativar. O piloto carismático, o stormtrooper com consciência, a valente catadora de sucata, o que temos é um painel humanidade que a muito havia deixado aquele mundo. O Vilão, Kylo ren, é um caso aparte, sendo concebido claramente como um emulação de Darth Vader mas que sabiamente os roteiristas trouxeram essa característica como conflito psicológico do personagem, uma vez que ele é um fanboy do vilão original. Tanto que uma das sequencias mais interessantes do filme é a de kylo, rezando para o capacete deteriorado de Vader,claramente um símbolo vazio e desvirtuado por seu próprio fanatismo,ironicamente a cena é a metáfora perfeita para o que aconteceu aos filmes e seus seguidores, uma vigor fervor em nome de uma causa morta. Também O Despertar da Força também poderia ter se revelado um ato vazio de veneração por parte de JJ Abram à peça obsoleta que a franquia havia se tornado, mas alguns acertos o salvaram disso, o maior deles, foi sem duvidas fazer o caminho inverso de Lucas, ter pego uma peça publicitaria e a transformado em Filme novamente. E esse é o maior elogio que ele poderia receber no momento.
    Dividido entre um olhar saudosista para o passado e um vislumbre esperançoso para o futuro da própria saga, o novo titulo parece resgatar uma fração da magia proporcionada pela experiência de escapismo do primeiro filme em 77. Ver as salas lotadas com o publico reagindo enfurecido a cada movimento na tela me faz acreditar que a experiência de sonhar em coletivo, como só o cinema pode proporcionar, ainda tem espaço nesse mundo em ebulição. E ao que parece são filmes como este que mantem essa romântica causa viva.

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  • Diogo

    Paul W.S. Anderson não é o mais virtuoso dos diretores, mas nesse pequeno experimento de verão "catástrofe-espadas-e-romance" ele entrega um pequeno diamante bruto, uma obra que ainda brilha em meio a sua imperfeição. A metalinguagem da ultima cena é um verdadeiro síntese do que significa fazer cinema: O poder de cristalizar no tempo um olhar, um sorriso, um beijo... legar à eternidade a força de um gesto, por mais rápido que ele seja. bonito demais...

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Robinson Dias
    Robinson Dias

    Então, boa sorte com o estudo! Qualquer dia desses estaremos adicionando tuas produções na nossa estante cinematográfica...

  • Robinson Dias
    Robinson Dias

    Ei, cara. Tudo bem? Me apaixonei pelo teu histórico de filmes assistidos. Por isso, investi em compartilhar amizade.

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