Lembro da primeira temporada empolgante de The bear que parecia ter trazido algo diferente, profundo, caótico e irresistível até então. Todos esses "ingredientes" se perderam a partir da segunda temporada que teve muitos pontos positivos com a recém oscarizada Jamie Lee Curtis no papel da matriarca desequilibrada que conseguia tirar todos do sério. A boa fase da série terminou bem aí, porque depois virou uma cópia mal feita de si mesma, com situações que não agregavam nada à trama, e as atuações ficaram empobrecidas variando entre o pastelão e o idílico, não tinha meio termo. Apesar de tudo não queria desistir da série na reta final, mas não aguentava mais ver TODOS no restaurante com falsas expressões de angústia o tempo TODO diante dos grandes problemas que eles insistiam em tratar como algo maior do que realmente eram. O mesmo vale para as caretas e sons de sempre da Syd, e o Carmy um eterno deprimido e inconsolável. Acredito que o criador da série não sabia mais o que fazer com a história, e como todos têm boletos para pagar ele roeu o osso até essa péssima e esquecível quinta temporada.
Qual a necessidade de arrastar a avó com a bebê pela cidade, no meio de um dia de chuva para colocarem as duas no escritório do restaurante? Meu palpite é que queriam fazer valer cada centavo do cachê da Jamie Lee Curtis.
Rancho Dutton é o spin-off que conseguiu manter o nível da série original (Yellowstone). A trama que envolve Rip, Beth e Carter recomeçando a vida em uma cidadezinha cresce a cada episódio, com drama de família centenária e briga pelo poder. O último episódio é o melhor e trouxe um plot muito bem amarrado e que promete algo maior e mais violento para a próxima temporada. Gostei muito da maneira como se desenvolveu a ligação de afeto do Rip e Beth para com o Carter, é bem genuíno o cuidado deles para com ele. Achei compreensível a dificuldade do Carter em aceitar a nova realidade familiar, levando em consideração a história de vida dele até ser adotado por eles. A dupla principal, Cole Hauser e Kelly Reilly, continuam incríveis em seus respectivos papéis, e trazer o Ed Harris (que ator!) e Annette Bening elevou o nível das atuações para a série.
A minissérie é muito boa apesar de curta, vale a pena cada episódio que prende do início ao fim, em grande parte pela primeira cena que gera a curiosidade para descobrir o que levou até aquele dia. É uma história impactante pela violência que tem origem na intolerância e medo do desconhecido por parte da sociedade que prefere se prender a núcleos de desinformação e distorções de direitos das minorias. Grande atuação do David Morrissey que entregou um Clive com profundidade, um marido e pai amargurado com as frustrações pessoais e profissionais. A cada olhar era visível o que estava sentindo, a encarnação de um vulcão prestes a entrar em erupção.
Sobre os eventos abordados na série, não há como concordar em nada com as atitudes do Clive, mas as pessoas de fora não poderiam ter interferido daquele jeito na privacidade e questões da família, mesmo a pretexto de salvar o George, que passava pela fase de autodescoberta e saída do armário. Ele é que deveria decidir o tempo e de que forma faria isso. A pretensa ajuda apenas atrapalhou tanto a ele, quanto contribuiu para a escalada da situação do pai com o vizinho. Para a maioria das pessoas LGBTQ a relação familiar é parecida com essa e até pior, infelizmente. A lição que fica é que existem outras formas de ajudar alguém em situação semelhante sem colocar a mesma e terceiros em perigo, ou em situações que podem sair do controle.
É muito bom voltar ao universo de Yellowstone e ver aquelas paisagens montanhosas numa fotografia de tirar o fôlego, embaladas pela trilha sonora sempre apropriada para aquele ambiente grandioso e com ar milenar. Mas a beleza da série termina aí, pois, para um personagem de peso na série Yellowstone, Kayce Dutton e companhia parecem estar sempre na mesma nota, ou pesar ou ar de surpresa por algum evento que sempre se resolve de uma hora para a outra, e com isso os eventos perdem a credibilidade. A impressão que ficou é que é tudo genérico e não se preocupam com profundidade nas tramas. Infelizmente, o roteiro não ajuda e as atuações deixam a desejar. Pretendo acompanhar porque gosto muito do universo que o Taylor Sheridan construiu e que foi melhor sucedido, além da série original, nas bem mais elaboradas prequels 1883 e 1923.
Dave Filoni, eu te amo! Entregou uma das melhores animações do universo Star Wars! A série não perde o ritmo graças ao roteiro muito bem construído entregando plots surpreendentes e expandindo o arco de um dos vilões mais subestimados. SW Maul Shadow Lord entregou as lutas mais selvagens (no bom sentido) que já vi nas animações, especialmente no episódio 9! (Ainda estou em choque com as mortes mostradas de forma explícita em animação) Além de tudo, aperfeiçoou a qualidade da animação, os movimentos dos sabres, os detalhes dos cenários muito bem construídos são de encher os olhos. Ele não só resgatou o Maul como desenvolveu o arco do personagem ao longo das animações da franquia e, de certa forma, deu a ele uma espécie de redenção cheia de drama, e isso cativa o público porque mostra que ele não é apenas uma máquina de matar. Dá pra perceber o amor que o Dave Filoni tem pela franquia, nenhum outro diretor entregaria esse nível de trama se não tivesse esse tipo de relação com SW. Dito isso, Maul e Devon estou com vocês pro que der e vier! 10/10. MAY THE 4TH BE WITH YOU!
A série não é perfeita mas tem seus momentos hilários que fazem valer a pena cada episódio. Gostei da interação turbulenta entre os irmãos Nick e a Morgan e todos os absurdos que eles entregaram nas discussões. É uma comédia e, portanto, vai para os extremos com muita rapidez, e acho que é a intenção aqui, escalar os acontecimentos ao máximo e com isso
O Urso (5ª Temporada)
4.2 73 Assista AgoraLembro da primeira temporada empolgante de The bear que parecia ter trazido algo diferente, profundo, caótico e irresistível até então. Todos esses "ingredientes" se perderam a partir da segunda temporada que teve muitos pontos positivos com a recém oscarizada Jamie Lee Curtis no papel da matriarca desequilibrada que conseguia tirar todos do sério. A boa fase da série terminou bem aí, porque depois virou uma cópia mal feita de si mesma, com situações que não agregavam nada à trama, e as atuações ficaram empobrecidas variando entre o pastelão e o idílico, não tinha meio termo.
Apesar de tudo não queria desistir da série na reta final, mas não aguentava mais ver TODOS no restaurante com falsas expressões de angústia o tempo TODO diante dos grandes problemas que eles insistiam em tratar como algo maior do que realmente eram. O mesmo vale para as caretas e sons de sempre da Syd, e o Carmy um eterno deprimido e inconsolável.
Acredito que o criador da série não sabia mais o que fazer com a história, e como todos têm boletos para pagar ele roeu o osso até essa péssima e esquecível quinta temporada.
Qual a necessidade de arrastar a avó com a bebê pela cidade, no meio de um dia de chuva para colocarem as duas no escritório do restaurante? Meu palpite é que queriam fazer valer cada centavo do cachê da Jamie Lee Curtis.
Rancho Dutton (1ª Temporada)
4.2 13 Assista AgoraRancho Dutton é o spin-off que conseguiu manter o nível da série original (Yellowstone). A trama que envolve Rip, Beth e Carter recomeçando a vida em uma cidadezinha cresce a cada episódio, com drama de família centenária e briga pelo poder. O último episódio é o melhor e trouxe um plot muito bem amarrado e que promete algo maior e mais violento para a próxima temporada.
Gostei muito da maneira como se desenvolveu a ligação de afeto do Rip e Beth para com o Carter, é bem genuíno o cuidado deles para com ele. Achei compreensível a dificuldade do Carter em aceitar a nova realidade familiar, levando em consideração a história de vida dele até ser adotado por eles.
A dupla principal, Cole Hauser e Kelly Reilly, continuam incríveis em seus respectivos papéis, e trazer o Ed Harris (que ator!) e Annette Bening elevou o nível das atuações para a série.
Tip Toe
4.4 7A minissérie é muito boa apesar de curta, vale a pena cada episódio que prende do início ao fim, em grande parte pela primeira cena que gera a curiosidade para descobrir o que levou até aquele dia.
É uma história impactante pela violência que tem origem na intolerância e medo do desconhecido por parte da sociedade que prefere se prender a núcleos de desinformação e distorções de direitos das minorias.
Grande atuação do David Morrissey que entregou um Clive com profundidade, um marido e pai amargurado com as frustrações pessoais e profissionais. A cada olhar era visível o que estava sentindo, a encarnação de um vulcão prestes a entrar em erupção.
Sobre os eventos abordados na série, não há como concordar em nada com as atitudes do Clive, mas as pessoas de fora não poderiam ter interferido daquele jeito na privacidade e questões da família, mesmo a pretexto de salvar o George, que passava pela fase de autodescoberta e saída do armário. Ele é que deveria decidir o tempo e de que forma faria isso. A pretensa ajuda apenas atrapalhou tanto a ele, quanto contribuiu para a escalada da situação do pai com o vizinho.
Para a maioria das pessoas LGBTQ a relação familiar é parecida com essa e até pior, infelizmente. A lição que fica é que existem outras formas de ajudar alguém em situação semelhante sem colocar a mesma e terceiros em perigo, ou em situações que podem sair do controle.
Marshals: Uma História de Yellowstone (1ª Temporada)
3.1 13 Assista AgoraÉ muito bom voltar ao universo de Yellowstone e ver aquelas paisagens montanhosas numa fotografia de tirar o fôlego, embaladas pela trilha sonora sempre apropriada para aquele ambiente grandioso e com ar milenar. Mas a beleza da série termina aí, pois, para um personagem de peso na série Yellowstone, Kayce Dutton e companhia parecem estar sempre na mesma nota, ou pesar ou ar de surpresa por algum evento que sempre se resolve de uma hora para a outra, e com isso os eventos perdem a credibilidade. A impressão que ficou é que é tudo genérico e não se preocupam com profundidade nas tramas.
Infelizmente, o roteiro não ajuda e as atuações deixam a desejar. Pretendo acompanhar porque gosto muito do universo que o Taylor Sheridan construiu e que foi melhor sucedido, além da série original, nas bem mais elaboradas prequels 1883 e 1923.
Star Wars: Maul - Lorde das Sombras
4.0 11 Assista AgoraDave Filoni, eu te amo! Entregou uma das melhores animações do universo Star Wars! A série não perde o ritmo graças ao roteiro muito bem construído entregando plots surpreendentes e expandindo o arco de um dos vilões mais subestimados. SW Maul Shadow Lord entregou as lutas mais selvagens (no bom sentido) que já vi nas animações, especialmente no episódio 9! (Ainda estou em choque com as mortes mostradas de forma explícita em animação) Além de tudo, aperfeiçoou a qualidade da animação, os movimentos dos sabres, os detalhes dos cenários muito bem construídos são de encher os olhos. Ele não só resgatou o Maul como desenvolveu o arco do personagem ao longo das animações da franquia e, de certa forma, deu a ele uma espécie de redenção cheia de drama, e isso cativa o público porque mostra que ele não é apenas uma máquina de matar. Dá pra perceber o amor que o Dave Filoni tem pela franquia, nenhum outro diretor entregaria esse nível de trama se não tivesse esse tipo de relação com SW. Dito isso, Maul e Devon estou com vocês pro que der e vier! 10/10. MAY THE 4TH BE WITH YOU!
Erros Épicos (1ª Temporada)
3.0 9 Assista AgoraA série não é perfeita mas tem seus momentos hilários que fazem valer a pena cada episódio. Gostei da interação turbulenta entre os irmãos Nick e a Morgan e todos os absurdos que eles entregaram nas discussões. É uma comédia e, portanto, vai para os extremos com muita rapidez, e acho que é a intenção aqui, escalar os acontecimentos ao máximo e com isso
as personagens morrem e ficam pelo caminho
ele revida as agressões do Yusuf.
Aplausos para o Dan Levy!