Há uma beleza e melancolia em “On the Sea” que não poderiam ser diferentes por causa da fotografia predominante com cores frias. As relações se desenvolvem num ambiente quase inóspito e claustrofóbico onde a vida segue um ritmo predeterminado. As pessoas naquele lugar se conhecem desde sempre, sem espaço para o diferente. Mas bastou um forasteiro aparecer e as coisas começaram a mudar, particularmente para o Jack, um homem maduro que dedica a vida ao trabalho na empresa familiar e à rotina com a esposa e o filho. O encontro com Daniel trouxe uma oportunidade, mas os dois são opostos em quase tudo: a história de vida, o contexto familiar e a autoaceitação. Por esses motivos, a relação entre eles poderia não funcionar; ao contrário, funcionou para além da simples atração e eles encontram o amor um no outro. É muito bonito assistir à entrega apaixonada de Jack e Daniel nos pequenos momentos de felicidade em que estão se envolvendo e compartilhando detalhes da história de cada um até ali. É aquele encontro em que parece que tudo vai dar certo e eles começam a construir a cumplicidade de quem encontrou a pessoa certa — só faltava uma oportunidade para viverem juntos. O filme tem uma direção excelente que consegue conduzir a trama de forma quase poética, mesmo quando aumenta a tensão. O roteiro é muito bem elaborado, com diálogos e silêncios que mostram o impacto transformador do desejo correspondido e o que isso representa para aqueles dois homens. A história tem um subtexto em que os olhares e insinuações revelam mais do que é mostrado. Acho isso tão interessante porque convida o espectador a preencher esses espaços. O elenco é ótimo, mas o destaque é Barry Ward, que entrega a atuação na medida perfeita do homem que se reprimiu por toda a vida. As últimas cenas de Jack e Daniel
são a representação do significado da palavra agridoce, mas pelo menos foram emolduradas com belos diálogos de cumplicidade e imagens de amor como tem que ser. É tocante a maneira como a (ex-)esposa e o filho superam o preconceito de alguma forma e acolhem o Jack, dando a ele a chance de viver um final digno junto do homem que ama.
Na minha opinião, o filme tem as qualidades para estar entre os grandes dramas que são referência do cinema gay atual, como “Brokeback Mountain” e “God’s Own Country”.
O filme tem uma premissa interessante baseada em eventos reais. A produção é boa e o elenco tinha potencial, especialmente o ator principal (Callum Scott Howells) que se mostrou muito versátil para as extravagâncias que a personagem pedia. Apesar de tudo isso, o roteiro é fraco, apressado e irregular, não conseguindo equilibrar o drama e comédia que são apresentados de forma superficial. Senti que faltou explorar um pouco mais os eventos da história do Henry antes de chegar à ilha, além da relação dele com os moradores
Dia D criou uma expectativa muito alta por um blockbuster para os fãs do sci-fi, ainda mais com as declarações (pseudo) bombásticas do próprio Spielberg antes da estreia do filme. Infelizmente, não foi isso o que ele entregou. É um bom filme, mas longe de ser o blockbuster aguardado, e o problema está no roteiro fraco. Talvez o roteirista, e o próprio diretor, não quiseram apresentar o óbvio, sem explicar o contexto da história e dos personagens e suas motivações, e pularam para o conflito em si, com as perseguições, as tecnologias e os poderes. Faltou o básico, o preâmbulo mostrando o que era aquela empresa e o seu objetivo, quem eram aquelas pessoas, de onde vieram e o que as motivava a fazer o que precisava ser feito, especialmente o Daniel Kellner (Josh O'connor). Muito sobre tudo isso foi sendo esclarecido durante o filme, mas de uma forma que deixou o filme cansativo. O ponto positivo é o elenco que está ótimo. Gostei da escolha dos protagonistas adultos, e não adolescentes ou crianças, como o Spielberg costuma trabalhar nesse tipo de filme. Deu mais peso para a trama apesar de tudo.
O final foi o mais decepcionante para mim, o esforço de praticamente todos os personagens, inclusive o alien ao vivo, para chegar àquele ponto e o filme acabar sem entregar a mensagem que possivelmente mudaria o rumo da humanidade.
Para mim, o Spielberg errou feio e já não tinha mais o que fazer.
Lembro da primeira temporada empolgante de The bear que parecia ter trazido algo diferente, profundo, caótico e irresistível até então. Todos esses "ingredientes" se perderam a partir da segunda temporada que teve muitos pontos positivos com a recém oscarizada Jamie Lee Curtis no papel da matriarca desequilibrada que conseguia tirar todos do sério. A boa fase da série terminou bem aí, porque depois virou uma cópia mal feita de si mesma, com situações que não agregavam nada à trama, e as atuações ficaram empobrecidas variando entre o pastelão e o idílico, não tinha meio termo. Apesar de tudo não queria desistir da série na reta final, mas não aguentava mais ver TODOS no restaurante com falsas expressões de angústia o tempo TODO diante dos grandes problemas que eles insistiam em tratar como algo maior do que realmente eram. O mesmo vale para as caretas e sons de sempre da Syd, e o Carmy um eterno deprimido e inconsolável. Acredito que o criador da série não sabia mais o que fazer com a história, e como todos têm boletos para pagar ele roeu o osso até essa péssima e esquecível quinta temporada.
Qual a necessidade de arrastar a avó com a bebê pela cidade, no meio de um dia de chuva para colocarem as duas no escritório do restaurante? Meu palpite é que queriam fazer valer cada centavo do cachê da Jamie Lee Curtis.
Rancho Dutton é o spin-off que conseguiu manter o nível da série original (Yellowstone). A trama que envolve Rip, Beth e Carter recomeçando a vida em uma cidadezinha cresce a cada episódio, com drama de família centenária e briga pelo poder. O último episódio é o melhor e trouxe um plot muito bem amarrado e que promete algo maior e mais violento para a próxima temporada. Gostei muito da maneira como se desenvolveu a ligação de afeto do Rip e Beth para com o Carter, é bem genuíno o cuidado deles para com ele. Achei compreensível a dificuldade do Carter em aceitar a nova realidade familiar, levando em consideração a história de vida dele até ser adotado por eles. A dupla principal, Cole Hauser e Kelly Reilly, continuam incríveis em seus respectivos papéis, e trazer o Ed Harris (que ator!) e Annette Bening elevou o nível das atuações para a série.
Foi puro entretenimento para mim, nem vi o tempo passar de tão envolvido que fiquei com a história e o desenrolar dos eventos. Din Djarin e Grogu são a dupla de protagonistas mais carismática que SW entregou até hoje, não tem como não se emocionar com a relação pai e filho, ou mesmo discípulo e mentor entre os dois. O enredo é familiar para quem acompanha a série, e talvez por isso o filme não surpreenda mas também não decepcione. Gosto do Jon Fraveau só porque criou O mandaloriano e trouxe ao mundo o bebê Yoda Grogu. Acho que ele comanda a série e agora o filme com maestria, investiu em mais design de personagens muito criativos (os monstros em especial), e uns cenários incríveis (o interior do castelo dos gêmeos Hutt em especial). É um filme despretensioso e muito bem feito, e por isso não senti falta de estar conectado com algo além da história que começou e terminou nesse longa. Dessa vez não há mais uma conspiração imperial da qual dependa a história para mover os personagens ou mesmo acrescentar elemento ao cânone. Além disso, para fazer parte do universo de SW não necessariamente precisa ter um Jedi com um sabre de luz falando que a força esteja com você. Já vimos que isso não e sinônimo de filme bom, a última trilogia desastrosa é a prova disso. Um filme também pode ser assim, como antigamente, não precisa ser a continuação ou estar amarrado ao contexto imediato de franquia, e pode ser apenas uma aventura legal dos personagens que você gosta.
A minissérie é muito boa apesar de curta, vale a pena cada episódio que prende do início ao fim, em grande parte pela primeira cena que gera a curiosidade para descobrir o que levou até aquele dia. É uma história impactante pela violência que tem origem na intolerância e medo do desconhecido por parte da sociedade que prefere se prender a núcleos de desinformação e distorções de direitos das minorias. Grande atuação do David Morrissey que entregou um Clive com profundidade, um marido e pai amargurado com as frustrações pessoais e profissionais. A cada olhar era visível o que estava sentindo, a encarnação de um vulcão prestes a entrar em erupção.
Sobre os eventos abordados na série, não há como concordar em nada com as atitudes do Clive, mas as pessoas de fora não poderiam ter interferido daquele jeito na privacidade e questões da família, mesmo a pretexto de salvar o George, que passava pela fase de autodescoberta e saída do armário. Ele é que deveria decidir o tempo e de que forma faria isso. A pretensa ajuda apenas atrapalhou tanto a ele, quanto contribuiu para a escalada da situação do pai com o vizinho. Para a maioria das pessoas LGBTQ a relação familiar é parecida com essa e até pior, infelizmente. A lição que fica é que existem outras formas de ajudar alguém em situação semelhante sem colocar a mesma e terceiros em perigo, ou em situações que podem sair do controle.
É muito bom voltar ao universo de Yellowstone e ver aquelas paisagens montanhosas numa fotografia de tirar o fôlego, embaladas pela trilha sonora sempre apropriada para aquele ambiente grandioso e com ar milenar. Mas a beleza da série termina aí, pois, para um personagem de peso na série Yellowstone, Kayce Dutton e companhia parecem estar sempre na mesma nota, ou pesar ou ar de surpresa por algum evento que sempre se resolve de uma hora para a outra, e com isso os eventos perdem a credibilidade. A impressão que ficou é que é tudo genérico e não se preocupam com profundidade nas tramas. Infelizmente, o roteiro não ajuda e as atuações deixam a desejar. Pretendo acompanhar porque gosto muito do universo que o Taylor Sheridan construiu e que foi melhor sucedido, além da série original, nas bem mais elaboradas prequels 1883 e 1923.
Dave Filoni, eu te amo! Entregou uma das melhores animações do universo Star Wars! A série não perde o ritmo graças ao roteiro muito bem construído entregando plots surpreendentes e expandindo o arco de um dos vilões mais subestimados. SW Maul Shadow Lord entregou as lutas mais selvagens (no bom sentido) que já vi nas animações, especialmente no episódio 9! (Ainda estou em choque com as mortes mostradas de forma explícita em animação) Além de tudo, aperfeiçoou a qualidade da animação, os movimentos dos sabres, os detalhes dos cenários muito bem construídos são de encher os olhos. Ele não só resgatou o Maul como desenvolveu o arco do personagem ao longo das animações da franquia e, de certa forma, deu a ele uma espécie de redenção cheia de drama, e isso cativa o público porque mostra que ele não é apenas uma máquina de matar. Dá pra perceber o amor que o Dave Filoni tem pela franquia, nenhum outro diretor entregaria esse nível de trama se não tivesse esse tipo de relação com SW. Dito isso, Maul e Devon estou com vocês pro que der e vier! 10/10. MAY THE 4TH BE WITH YOU!
A série não é perfeita mas tem seus momentos hilários que fazem valer a pena cada episódio. Gostei da interação turbulenta entre os irmãos Nick e a Morgan e todos os absurdos que eles entregaram nas discussões. É uma comédia e, portanto, vai para os extremos com muita rapidez, e acho que é a intenção aqui, escalar os acontecimentos ao máximo e com isso
Esse é o tipo de filme que não encontrará uma grande audiência, infelizmente. A história é linda e bem desenvolvida, cheia de mini arcos que preenchem o tempo de tela de forma satisfatória, tendo como pano de fundo a Primeira Guerra e os dramas nas vidas ordinárias impactadas por aquele momento, incluindo um pequeno coral desfalcado pelos alistamentos iminentes. As atuações são perfeitas, desde as pequenas participações que compõem o cenário da cidadezinha inglesa tradicional e seus costumes, além do ambiente de medo e desconfiança que a guerra trouxe.
Mas o destaque para mim é o jovem tenor que consegue o papel principal no oratório como Gerôncio, que voz! Para quem gosta desse tipo de música, sabe que a voz daquele tenor é maravilhosa. O arco dele como o soldado que voltou ferido da guerra para, imediatamente, ter o coração partido, e que resolveu se dedicar à música como redenção foi muito bem desenvolvido. (Pode ser que ele estivesse dublando, vou tentar descobrir.)
O arco da personagem principal, vivido pelo Ralph Fiennes é puro drama, com o toque de humor inglês que dá a ele a chance de entregar mais uma atuação digna de aplausos. Ele está perfeito no papel do músico renomado, e o maestro improvável para o coral, com um pano de fundo misterioso e que o roteiro vai entregando informações a seu respeito com sutileza.
A morte do seu "amigo" alemão (como o filme trata o companheiro/marido) na explosão de um navio de guerra, trouxe um diálogo que desvendou algo importante sobre a vida do Dr. Guthrie, o fato dele ser gay. Na mesma cena, a revelação do interesse amoroso do pianista do coral, Robert, em se tornar o seu "novo amigo", mas que foi rejeitado de pronto. O filme tratou esse tema com leveza todas as vezes em que surgiu como subtexto nas interações. É tocante a delicada maneira como uma das moças lida com esse lado do Robert em certo momento, dizendo que se ele gostasse de garotas como os outros caras, talvez elas não gostassem tanto dele. Aliás, a situação do Robert não foi nada boa, rejeitado pelo crush e no final preso por não aceitar se alistar.
Esse diálogo entre os dois foi totalmente inesperado, trouxe mais carga emocional para o arco dessas personagens e, para mim, enriqueceu ainda mais esse lindo filme.
O filme é um conto digno de Tchékov, guardadas as devidas proporções, para quem gosta desse autor. Um homem comum que não sabe o sentido da sua vida lidando com as tragédias, e mesmo sem compreendê-las, reage sem a brutalidade que até seria esperada naquele contexto. Ao contrário, ele não esconde a dor e a fragilidade diante das perdas impostas pelas circunstâncias, e é impossível não sentir empatia pelo Robert e torcer para que ele encontrasse o seu lugar, graças à atuação do Joel Edgerton que entregou todas as emoções da personagem de forma honesta. Cada interação e cada diálogo são carregados pelo anseio de compreender o lugar de cada coisa e cada indivíduo na imensidão do mundo, e sua conexão com o todo, para o bem ou para o mal. De alguma forma somos convidados a participar dessas reflexões porque são questões inerentes ao ser humano, o sentido da vida, vazio existencial, autoconhecimento, luto, solidão, propósito etc. O elenco é surpreendente, mesmo nas participações menores as atuações são intensas e profundas. O ambiente e o tom do filme me transportou para aquele microuniverso e seus conflitos, crédito para o roteiro simples e delicado, e a direção que soube conduzir tudo isso e entregou um dos melhores filmes de 2025, para mim. É uma pena que o filme será ofuscado nas premiações por outros grandes, como aconteceu com First Cow, da Kelly Reichardt.
É um drama delicado e intenso por se passar no período de ditadura, muito bem produzido e com ótimas atuações. Destaque para a mudança de pb/colorido que deu um toque a mais de dramaticidade à história. O curta mereceria um investimento para um longa, tem muito a ser explorado a partir dessa premissa. Não recomendado para quem não gosta de drama e finais tristes.
Assisti pela primeira vez quando era criança, e o filme me fascina desde então a cada vez que assisto (perdi as contas). Até tive o livro em mãos, porém não lembro se cheguei a ler na época. É um épico sci-fi que se tornou referência do gênero, o design, os figurinos, a atmosfera de decadência, superlotação e abandono junto com a tecnologia de um futuro distópico, elaborados num drama com suspense. Todo o mérito para o que Ridley Scott, elenco e equipe técnica alcançaram no início da década de 80! Sean Young, que beleza estonteante! Vangelis deixou um legado incrível, que é a trilha sonora inebriante e atemporal. É um dos filmes que vou reassistir sempre que puder.
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On the Sea
3.7 6Há uma beleza e melancolia em “On the Sea” que não poderiam ser diferentes por causa da fotografia predominante com cores frias. As relações se desenvolvem num ambiente quase inóspito e claustrofóbico onde a vida segue um ritmo predeterminado. As pessoas naquele lugar se conhecem desde sempre, sem espaço para o diferente. Mas bastou um forasteiro aparecer e as coisas começaram a mudar, particularmente para o Jack, um homem maduro que dedica a vida ao trabalho na empresa familiar e à rotina com a esposa e o filho.
O encontro com Daniel trouxe uma oportunidade, mas os dois são opostos em quase tudo: a história de vida, o contexto familiar e a autoaceitação. Por esses motivos, a relação entre eles poderia não funcionar; ao contrário, funcionou para além da simples atração e eles encontram o amor um no outro. É muito bonito assistir à entrega apaixonada de Jack e Daniel nos pequenos momentos de felicidade em que estão se envolvendo e compartilhando detalhes da história de cada um até ali. É aquele encontro em que parece que tudo vai dar certo e eles começam a construir a cumplicidade de quem encontrou a pessoa certa — só faltava uma oportunidade para viverem juntos.
O filme tem uma direção excelente que consegue conduzir a trama de forma quase poética, mesmo quando aumenta a tensão. O roteiro é muito bem elaborado, com diálogos e silêncios que mostram o impacto transformador do desejo correspondido e o que isso representa para aqueles dois homens. A história tem um subtexto em que os olhares e insinuações revelam mais do que é mostrado. Acho isso tão interessante porque convida o espectador a preencher esses espaços. O elenco é ótimo, mas o destaque é Barry Ward, que entrega a atuação na medida perfeita do homem que se reprimiu por toda a vida.
As últimas cenas de Jack e Daniel
são a representação do significado da palavra agridoce, mas pelo menos foram emolduradas com belos diálogos de cumplicidade e imagens de amor como tem que ser. É tocante a maneira como a (ex-)esposa e o filho superam o preconceito de alguma forma e acolhem o Jack, dando a ele a chance de viver um final digno junto do homem que ama.
Na minha opinião, o filme tem as qualidades para estar entre os grandes dramas que são referência do cinema gay atual, como “Brokeback Mountain” e “God’s Own Country”.
Madfabulous
2.5 1O filme tem uma premissa interessante baseada em eventos reais. A produção é boa e o elenco tinha potencial, especialmente o ator principal (Callum Scott Howells) que se mostrou muito versátil para as extravagâncias que a personagem pedia. Apesar de tudo isso, o roteiro é fraco, apressado e irregular, não conseguindo equilibrar o drama e comédia que são apresentados de forma superficial. Senti que faltou explorar um pouco mais os eventos da história do Henry antes de chegar à ilha, além da relação dele com os moradores
já que ele era muito querido por eles, como falaram no final.
A questão da doença
não ficou convincente, tudo acontece de forma abrupta e achei a pior parte da história.
O final foi muito fraco e apelativo
e, por falta de coragem colocaram apenas um texto descrevendo o que realmente aconteceu ao Henry após a fuga da ilha.
Dia D
3.0 545 Assista AgoraDia D criou uma expectativa muito alta por um blockbuster para os fãs do sci-fi, ainda mais com as declarações (pseudo) bombásticas do próprio Spielberg antes da estreia do filme. Infelizmente, não foi isso o que ele entregou. É um bom filme, mas longe de ser o blockbuster aguardado, e o problema está no roteiro fraco.
Talvez o roteirista, e o próprio diretor, não quiseram apresentar o óbvio, sem explicar o contexto da história e dos personagens e suas motivações, e pularam para o conflito em si, com as perseguições, as tecnologias e os poderes. Faltou o básico, o preâmbulo mostrando o que era aquela empresa e o seu objetivo, quem eram aquelas pessoas, de onde vieram e o que as motivava a fazer o que precisava ser feito, especialmente o Daniel Kellner (Josh O'connor). Muito sobre tudo isso foi sendo esclarecido durante o filme, mas de uma forma que deixou o filme cansativo.
O ponto positivo é o elenco que está ótimo. Gostei da escolha dos protagonistas adultos, e não adolescentes ou crianças, como o Spielberg costuma trabalhar nesse tipo de filme. Deu mais peso para a trama apesar de tudo.
O final foi o mais decepcionante para mim, o esforço de praticamente todos os personagens, inclusive o alien ao vivo, para chegar àquele ponto e o filme acabar sem entregar a mensagem que possivelmente mudaria o rumo da humanidade.
O Urso (5ª Temporada)
4.2 73 Assista AgoraLembro da primeira temporada empolgante de The bear que parecia ter trazido algo diferente, profundo, caótico e irresistível até então. Todos esses "ingredientes" se perderam a partir da segunda temporada que teve muitos pontos positivos com a recém oscarizada Jamie Lee Curtis no papel da matriarca desequilibrada que conseguia tirar todos do sério. A boa fase da série terminou bem aí, porque depois virou uma cópia mal feita de si mesma, com situações que não agregavam nada à trama, e as atuações ficaram empobrecidas variando entre o pastelão e o idílico, não tinha meio termo.
Apesar de tudo não queria desistir da série na reta final, mas não aguentava mais ver TODOS no restaurante com falsas expressões de angústia o tempo TODO diante dos grandes problemas que eles insistiam em tratar como algo maior do que realmente eram. O mesmo vale para as caretas e sons de sempre da Syd, e o Carmy um eterno deprimido e inconsolável.
Acredito que o criador da série não sabia mais o que fazer com a história, e como todos têm boletos para pagar ele roeu o osso até essa péssima e esquecível quinta temporada.
Qual a necessidade de arrastar a avó com a bebê pela cidade, no meio de um dia de chuva para colocarem as duas no escritório do restaurante? Meu palpite é que queriam fazer valer cada centavo do cachê da Jamie Lee Curtis.
Rancho Dutton (1ª Temporada)
4.2 13 Assista AgoraRancho Dutton é o spin-off que conseguiu manter o nível da série original (Yellowstone). A trama que envolve Rip, Beth e Carter recomeçando a vida em uma cidadezinha cresce a cada episódio, com drama de família centenária e briga pelo poder. O último episódio é o melhor e trouxe um plot muito bem amarrado e que promete algo maior e mais violento para a próxima temporada.
Gostei muito da maneira como se desenvolveu a ligação de afeto do Rip e Beth para com o Carter, é bem genuíno o cuidado deles para com ele. Achei compreensível a dificuldade do Carter em aceitar a nova realidade familiar, levando em consideração a história de vida dele até ser adotado por eles.
A dupla principal, Cole Hauser e Kelly Reilly, continuam incríveis em seus respectivos papéis, e trazer o Ed Harris (que ator!) e Annette Bening elevou o nível das atuações para a série.
Star Wars: O Mandaloriano e Grogu
3.5 86 Assista AgoraFoi puro entretenimento para mim, nem vi o tempo passar de tão envolvido que fiquei com a história e o desenrolar dos eventos. Din Djarin e Grogu são a dupla de protagonistas mais carismática que SW entregou até hoje, não tem como não se emocionar com a relação pai e filho, ou mesmo discípulo e mentor entre os dois. O enredo é familiar para quem acompanha a série, e talvez por isso o filme não surpreenda mas também não decepcione.
Gosto do Jon Fraveau só porque criou O mandaloriano e trouxe ao mundo o bebê Yoda Grogu. Acho que ele comanda a série e agora o filme com maestria, investiu em mais design de personagens muito criativos (os monstros em especial), e uns cenários incríveis (o interior do castelo dos gêmeos Hutt em especial).
É um filme despretensioso e muito bem feito, e por isso não senti falta de estar conectado com algo além da história que começou e terminou nesse longa. Dessa vez não há mais uma conspiração imperial da qual dependa a história para mover os personagens ou mesmo acrescentar elemento ao cânone. Além disso, para fazer parte do universo de SW não necessariamente precisa ter um Jedi com um sabre de luz falando que a força esteja com você. Já vimos que isso não e sinônimo de filme bom, a última trilogia desastrosa é a prova disso.
Um filme também pode ser assim, como antigamente, não precisa ser a continuação ou estar amarrado ao contexto imediato de franquia, e pode ser apenas uma aventura legal dos personagens que você gosta.
Tip Toe
4.4 7A minissérie é muito boa apesar de curta, vale a pena cada episódio que prende do início ao fim, em grande parte pela primeira cena que gera a curiosidade para descobrir o que levou até aquele dia.
É uma história impactante pela violência que tem origem na intolerância e medo do desconhecido por parte da sociedade que prefere se prender a núcleos de desinformação e distorções de direitos das minorias.
Grande atuação do David Morrissey que entregou um Clive com profundidade, um marido e pai amargurado com as frustrações pessoais e profissionais. A cada olhar era visível o que estava sentindo, a encarnação de um vulcão prestes a entrar em erupção.
Sobre os eventos abordados na série, não há como concordar em nada com as atitudes do Clive, mas as pessoas de fora não poderiam ter interferido daquele jeito na privacidade e questões da família, mesmo a pretexto de salvar o George, que passava pela fase de autodescoberta e saída do armário. Ele é que deveria decidir o tempo e de que forma faria isso. A pretensa ajuda apenas atrapalhou tanto a ele, quanto contribuiu para a escalada da situação do pai com o vizinho.
Para a maioria das pessoas LGBTQ a relação familiar é parecida com essa e até pior, infelizmente. A lição que fica é que existem outras formas de ajudar alguém em situação semelhante sem colocar a mesma e terceiros em perigo, ou em situações que podem sair do controle.
Marshals: Uma História de Yellowstone (1ª Temporada)
3.1 13 Assista AgoraÉ muito bom voltar ao universo de Yellowstone e ver aquelas paisagens montanhosas numa fotografia de tirar o fôlego, embaladas pela trilha sonora sempre apropriada para aquele ambiente grandioso e com ar milenar. Mas a beleza da série termina aí, pois, para um personagem de peso na série Yellowstone, Kayce Dutton e companhia parecem estar sempre na mesma nota, ou pesar ou ar de surpresa por algum evento que sempre se resolve de uma hora para a outra, e com isso os eventos perdem a credibilidade. A impressão que ficou é que é tudo genérico e não se preocupam com profundidade nas tramas.
Infelizmente, o roteiro não ajuda e as atuações deixam a desejar. Pretendo acompanhar porque gosto muito do universo que o Taylor Sheridan construiu e que foi melhor sucedido, além da série original, nas bem mais elaboradas prequels 1883 e 1923.
Star Wars: Maul - Lorde das Sombras
4.0 11 Assista AgoraDave Filoni, eu te amo! Entregou uma das melhores animações do universo Star Wars! A série não perde o ritmo graças ao roteiro muito bem construído entregando plots surpreendentes e expandindo o arco de um dos vilões mais subestimados. SW Maul Shadow Lord entregou as lutas mais selvagens (no bom sentido) que já vi nas animações, especialmente no episódio 9! (Ainda estou em choque com as mortes mostradas de forma explícita em animação) Além de tudo, aperfeiçoou a qualidade da animação, os movimentos dos sabres, os detalhes dos cenários muito bem construídos são de encher os olhos. Ele não só resgatou o Maul como desenvolveu o arco do personagem ao longo das animações da franquia e, de certa forma, deu a ele uma espécie de redenção cheia de drama, e isso cativa o público porque mostra que ele não é apenas uma máquina de matar. Dá pra perceber o amor que o Dave Filoni tem pela franquia, nenhum outro diretor entregaria esse nível de trama se não tivesse esse tipo de relação com SW. Dito isso, Maul e Devon estou com vocês pro que der e vier! 10/10. MAY THE 4TH BE WITH YOU!
Erros Épicos (1ª Temporada)
3.0 9 Assista AgoraA série não é perfeita mas tem seus momentos hilários que fazem valer a pena cada episódio. Gostei da interação turbulenta entre os irmãos Nick e a Morgan e todos os absurdos que eles entregaram nas discussões. É uma comédia e, portanto, vai para os extremos com muita rapidez, e acho que é a intenção aqui, escalar os acontecimentos ao máximo e com isso
as personagens morrem e ficam pelo caminho
ele revida as agressões do Yusuf.
Aplausos para o Dan Levy!
Sinfonia de Guerra
3.3 5 Assista AgoraEsse é o tipo de filme que não encontrará uma grande audiência, infelizmente. A história é linda e bem desenvolvida, cheia de mini arcos que preenchem o tempo de tela de forma satisfatória, tendo como pano de fundo a Primeira Guerra e os dramas nas vidas ordinárias impactadas por aquele momento, incluindo um pequeno coral desfalcado pelos alistamentos iminentes.
As atuações são perfeitas, desde as pequenas participações que compõem o cenário da cidadezinha inglesa tradicional e seus costumes, além do ambiente de medo e desconfiança que a guerra trouxe.
Mas o destaque para mim é o jovem tenor que consegue o papel principal no oratório como Gerôncio, que voz! Para quem gosta desse tipo de música, sabe que a voz daquele tenor é maravilhosa. O arco dele como o soldado que voltou ferido da guerra para, imediatamente, ter o coração partido, e que resolveu se dedicar à música como redenção foi muito bem desenvolvido. (Pode ser que ele estivesse dublando, vou tentar descobrir.)
O arco da personagem principal, vivido pelo Ralph Fiennes é puro drama, com o toque de humor inglês que dá a ele a chance de entregar mais uma atuação digna de aplausos. Ele está perfeito no papel do músico renomado, e o maestro improvável para o coral, com um pano de fundo misterioso e que o roteiro vai entregando informações a seu respeito com sutileza.
A morte do seu "amigo" alemão (como o filme trata o companheiro/marido) na explosão de um navio de guerra, trouxe um diálogo que desvendou algo importante sobre a vida do Dr. Guthrie, o fato dele ser gay. Na mesma cena, a revelação do interesse amoroso do pianista do coral, Robert, em se tornar o seu "novo amigo", mas que foi rejeitado de pronto. O filme tratou esse tema com leveza todas as vezes em que surgiu como subtexto nas interações. É tocante a delicada maneira como uma das moças lida com esse lado do Robert em certo momento, dizendo que se ele gostasse de garotas como os outros caras, talvez elas não gostassem tanto dele. Aliás, a situação do Robert não foi nada boa, rejeitado pelo crush e no final preso por não aceitar se alistar.
Sonhos de Trem
3.7 362 Assista AgoraO filme é um conto digno de Tchékov, guardadas as devidas proporções, para quem gosta desse autor. Um homem comum que não sabe o sentido da sua vida lidando com as tragédias, e mesmo sem compreendê-las, reage sem a brutalidade que até seria esperada naquele contexto. Ao contrário, ele não esconde a dor e a fragilidade diante das perdas impostas pelas circunstâncias, e é impossível não sentir empatia pelo Robert e torcer para que ele encontrasse o seu lugar, graças à atuação do Joel Edgerton que entregou todas as emoções da personagem de forma honesta.
Cada interação e cada diálogo são carregados pelo anseio de compreender o lugar de cada coisa e cada indivíduo na imensidão do mundo, e sua conexão com o todo, para o bem ou para o mal. De alguma forma somos convidados a participar dessas reflexões porque são questões inerentes ao ser humano, o sentido da vida, vazio existencial, autoconhecimento, luto, solidão, propósito etc.
O elenco é surpreendente, mesmo nas participações menores as atuações são intensas e profundas. O ambiente e o tom do filme me transportou para aquele microuniverso e seus conflitos, crédito para o roteiro simples e delicado, e a direção que soube conduzir tudo isso e entregou um dos melhores filmes de 2025, para mim.
É uma pena que o filme será ofuscado nas premiações por outros grandes, como aconteceu com First Cow, da Kelly Reichardt.
Violetas
4.2 1É um drama delicado e intenso por se passar no período de ditadura, muito bem produzido e com ótimas atuações. Destaque para a mudança de pb/colorido que deu um toque a mais de dramaticidade à história. O curta mereceria um investimento para um longa, tem muito a ser explorado a partir dessa premissa. Não recomendado para quem não gosta de drama e finais tristes.
Blade Runner: O Caçador de Andróides
4.1 1,7K Assista AgoraAssisti pela primeira vez quando era criança, e o filme me fascina desde então a cada vez que assisto (perdi as contas). Até tive o livro em mãos, porém não lembro se cheguei a ler na época. É um épico sci-fi que se tornou referência do gênero, o design, os figurinos, a atmosfera de decadência, superlotação e abandono junto com a tecnologia de um futuro distópico, elaborados num drama com suspense. Todo o mérito para o que Ridley Scott, elenco e equipe técnica alcançaram no início da década de 80! Sean Young, que beleza estonteante! Vangelis deixou um legado incrível, que é a trilha sonora inebriante e atemporal. É um dos filmes que vou reassistir sempre que puder.