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Um de meus sonetos:

Outono

No outono dos corpos:
As sensações declinam
Os amores já findam
E florescem os temores!

Os casais serão sábios
Quando forem como as árvores:
Que convivem lado a lado
Em silêncio profundo!

A união é um acaso:
Uma linha tênue que separa
A identidade do ocaso!

O amor só é real
Quando a dor irreal
Já não ama o coração!

(Elias Dourado)
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Adoro música clássica, também pelo fato de que toco e estudo violino(Eugene Ysaye que o diga). Adoro pérolas do cinema mundial e uma boa literatura como James Joyce, Dino Buzzati, Jorge Luis Borges, Erich Maria Remarque, Thomas Mann, Stendhal, Velimir Khlebnikov e etc.

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Filmes que cadastrei:
Nosso Barco, Nossa Alma - http://filmow.com/nosso-barco-nossa-alma-t74871/
Duel to the death - http://filmow.com/duel-to-the-death-t74923/
Atentát - http://filmow.com/atentat-t121220/
Klabautermannen - http://filmow.com/klabautermannen-t121222/
Hør, var der ikke en som lo? - http://filmow.com/hor-var-der-ikke-en-som-lo-t121223/
Arsena Jorjiashvili - http://filmow.com/arsena-jorjiashvili-t121224/
Hipoteza - http://filmow.com/hipoteza-t121225/
Zaliczenie - http://filmow.com/zaliczenie-t121226/
Zaveshchaniye professora Douelya - http://filmow.com/zaveshchaniye-professora-douelya-t121230/
Otroki vo vselennoy - http://filmow.com/otroki-vo-vselennoy-t121228/
Moskva-Kassiopeya - http://filmow.com/moskva-kassiopeya-t121227/
Palac - http://filmow.com/palac-t121229/
Siekierezada - http://filmow.com/siekierezada-t121256/

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Diretores que cadastrei:
Leonid Menaker - http://filmow.com/leonid-menaker-a387102/
Tadeusz Junak - http://filmow.com/tadeusz-junak-a387101/
Jirí Sequens - http://filmow.com/jiri-sequens-a387094/

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Para quem tem MakingOff, minhas 59 traduções:
http://makingoff.org/forum/index.php?showuser=68437

Últimas opiniões enviadas

  • Elias Dourado

    “Não há nada para escrever. Tudo o que você precisa fazer é se sentar em frente de sua máquina de escrever e sangrar” – Ernest Hemingway.

    Quando a protagonista recebe o manuscrito de seu ex-marido, que até então ela acreditava ser um escritor que não iria para frente, ela é fisgada já nas primeiras linhas, e assim vai até o final do livro. Se antes ela achava que o ex-marido era fraco, o livro é como se fosse a confirmação do contrário. É criativo e forte. Em uma das cenas, a personagem principal (Amy Adams), diz que o ex a chamava de “Animal Noturno”, e o livro tem o título “Animais Noturnos”. Possivelmente, os animais noturnos, que são retratados como assassinos e estupradores, são a analogia daquilo que o personagem de Jake Gyllenhaal sentiu ao perder a mulher para um outro homem, dado que ele constata sob a chuva, vendo os dois em um carro. Há uma cena em que Susan (Amy Adams), diz que se arrependeria de abortar o filho de Tony (Gyllenhaal), e é justamente o momento que Tony os flagra juntos. A filha parece não ter sido abortada, vemos o momento em que Susan liga para ela, mas ela não tem conhecimento de que Tony é seu pai, assim como a figura do policial Bobby, que diz não ter esposa, mas tem uma filha que nem sabe de sua existência. Não sabendo desse fato, Tony possivelmente escreveu o livro como uma metáfora, onde sua filha foi morta e também sua mulher – a família morta é a família que Tony perdeu ao se separar da inconstante esposa.

    O resto no site: https://eliasdourado.com/animais-noturnos-2016-globo-de-o...

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  • Elias Dourado

    Em uma cidade fria, de paisagens ermas e distantes, as relações sociais seguem rumo semelhante, ríspidas e diretas, atravessam os ouvidos como o mais profundo frio. É curioso perceber como todo contraste é construído no ápice do filme, quando vemos a casa do personagem principal em chamas, momento com tons de laranja e vermelho, opõem-se diretamente ao clima central do filme, que é sumamente de tonalidade branca, gelada. São justamente as chamas de um passado distante que movem o problemático protagonista, desmotivado e provavelmente depressivo. O fogo interno que o desloca é o contraste maior da cidade natal que o consome no grosso gelo de memórias indesejáveis. "Manchester à Beira-Mar" é, substancialmente, um filme sobre a memória e a batalha que travamos contra as lembranças mais desconfortáveis.

    O resto no site: https://eliasdourado.com/manchester-beira-mar-2016-globo-...

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  • Elias Dourado

    "Remova o documento - e você remove o homem" - Mikhail Bulgakov

    Muito já foi dito sobre a burocracia no cinema. Filmes consagrados como Viver (1952) de Kurosawa ou desconhecidos como Feldobott Kö (1969) de Sándor Sára são indispensáveis para embarcar na jornada de terceiras pessoas. Como diria Alexandra Kollontai: "Terceiros cuidando da sua vida: essa é a essência da burocracia." Será essa essência a grande chave do filme? Será a mão que afaga a mesma que apedreja e confunde? Katie, a mãe solteira e com dois filhos no filme, em determinado momento da sessão, tenta se afastar de Daniel Blake, por vergonha e dignidade. Não são as conversas e situações sociais "ocultas zonas de guerra", como diria o personagem Khan de Star Trek? O medo, a subalternação e o espanto das palavras são como granadas que voam pelo front, podem explodir a qualquer momento. Em vida, a comunicação com terceiros é sumamente verbal, seria isso a síntese de uma burocracia de relações?

    Eu, Daniel Blake é mais humano que essas hipóteses, apesar de seus momentos de tristeza e horror burocrático. O que poderia vir a ser uma relação de amizade abusiva é retratada como rara ligação de altruísmo. Blake, ao mesmo tempo que é constantemente recusado pelo sistema inglês de assistência social, o que parece ser mordaz crítica ao welfare state e, de certa forma, uma metáfora do ataque que o Brexit causou, também ajuda Katie, mulher em situação parecida, em busca de auxílio monetário. O otimismo de Ken Loach não é piegas e nem exagerado, aliás, funciona tão bem no filme que o torna muito agradável de assistir. Curiosamente, quando a ajuda troca de lado, quando chega a vez de Blake ser ajudado, ele não aguenta e sofre novo ataque cardíaco. Blake é altruísta. É um filme sobre dignidade. Ele não aceita a ajuda de seu vizinho “China” e sempre ironiza a assistência social. No fundo, me pareceu um homem decidido desde o início, como se já sentisse que a morte estava próxima e agora deveria desafiar aqueles que reduzem a humanidade a documentos. A pichação no final do filme é seu grito de dignidade e possível indiferença àqueles que são indiferentes ao mundo, como os responsáveis pela burocracia. “Dignidade, sempre dignidade”, como diria Gene Kelly em Cantando na Chuva.

    O resto no site: eliasdourado.com

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Fernando A.
    Fernando A.

    MURO REMENDADO

    Alguma coisa existe que não aprecia o muro,
    Que enfia bojos de terra gelada por baixo,
    E derrama as pedras superiores ao sol,
    E faz buracos onde até dois podem passar abraçados.
    O trabalho dos caçadores é outra coisa:
    Eu cheguei depois deles e fiz a reparação
    Onde não deixaram pedra sobre pedra,
    Mas conseguiram pôr a lebre fora do esconderijo,
    Para deleitar cães latidores. As brechas, quero dizer,
    Ninguém as viu fazer ou as ouviu fazer,
    Mas na época primaveril dos arranjos encontramo-as lá,
    faço o meu vizinho saber para lá da colina;
    E um dia encontramo-nos para percorrer a linha
    E assentarmos o muro outra vez entre nós.
    Mantemos o muro entre nós enquanto avançamos.
    A cada um as pedras que caíram para cada um.
    E algumas são formas e outras são tão como bolas
    Que temos de usar um feitiço para as equilibrar:
    "Fica onde estás até voltarmos as costas!"
    Ficamos com os dedos ásperos de as manipular.
    Oh, somente outro género de jogo ao ar livre,
    Um de cada lado. Mas vai mais longe:
    Aí onde se encontra, nós não precisamos de muro:
    Ele é todo pinheiros e eu sou um pomar de maçãs.
    As minhas macieiras nunca atravessarão
    Para comer os cones sob os seus pinheiros, digo-lhe eu.
    Ele só me diz, "Boas cercas fazem bons vizinhos."
    A primavera instiga-me e pergunto-me
    Se lhe posso despertar a razão:
    "Porque razão fazem bons vizinhos? Isso não é
    Onde existem vacas? Mas aqui não há vacas.
    Antes de construir um muro eu inquiriria para saber
    O que estaria a incluir ou a excluir,
    E a quem era suposto ofender.
    Alguma coisa existe que não aprecia o muro,
    Que o quer no chão”. Poderia dizer-lhe "duendes",
    Mas não são duendes exactamente, e eu prefiro
    Que ele o diga a si próprio. Vejo-o por ali,
    A agarrar uma pedra com firmeza pelo topo
    Em cada mão, como um antigo selvagem armado de pedras.
    Move-se na escuridão e parece-me,
    Não apenas a das florestas e a da sombra das árvores.
    Ele não irá atrás do dito de seu pai,
    Gosta de ter pensado naquilo tão bem
    E diz novamente, "Boas cercas fazem bons vizinhos."

    +Poema de Robert Frost.

  • Vitor Inácio
    Vitor Inácio

    Adorei Interlúdio, apesar de achar um dos mais fracos do Hitchcock. No silêncio da noite é excelente, e Os corruptos é simplesmente foda.