Como grande admiradora de filmes de dança e musicais, eu sempre espero pelo menos uma coisa desses filmes: coreografias marcantes e uma trilha sonora envolvente. Infelizmente, "B-Girl: Dando a Volta por Cima" falha miseravelmente nesses dois pontos – e em muitos outros.
As danças são, no máximo, medianas. Nada que prenda a atenção ou que impressione de verdade. E o pior: não há sintonia entre a música e os movimentos. Para um filme que deveria celebrar a cultura do breakdance, essa falta de conexão tira completamente a energia das cenas.
O roteiro é fraco e previsível, o que é uma pena, porque a premissa tinha potencial para ser um sucesso. Mas a execução deixa a desejar em todos os aspectos. A trilha sonora também não ajuda – em vez de elevar as cenas, parece apenas um pano de fundo genérico.
Se pudesse voltar atrás, simplesmente não teria assistido. E com certeza não recomendo para ninguém. Existem filmes de dança infinitamente melhores que realmente entregam o que prometem. Esse aqui, definitivamente, não é um deles.
"Ainda Estou Aqui" é um filme que não apenas conta uma história, mas faz sentir na pele o peso da angústia e da incerteza. Ele nos lembra que a pior tortura psicológica não é apenas a perda, mas o não saber. A ausência de respostas, o vazio deixado por alguém que desaparece sem explicação, é uma dor insuportável – uma ferida aberta que nunca cicatriza.
Fernanda Torres entrega uma atuação simplesmente impecável, digna de um Oscar. Ela não precisa de palavras grandiosas ou de lágrimas excessivas para transmitir a dor de sua personagem. Tudo está nos olhos. Um olhar perdido, sufocado, carregado de emoções que parecem pesadas demais para serem ditas. Essa sutileza torna tudo ainda mais real e devastador.
O filme não apela para exageros ou sentimentalismo barato. Ele nos envolve em uma atmosfera de angústia e impotência, nos fazendo sentir na pele o que é esperar por uma resposta que talvez nunca venha. Ainda Estou Aqui não é apenas um drama – é uma experiência dolorosamente humana, um lembrete de que a incerteza pode ser mais cruel do que a própria morte.
Se eu já não gostava de Donald Trump antes, depois de assistir "O Aprendiz", passei a desprezá-lo ainda mais. O filme faz um retrato brutal e revelador de sua ascensão nos anos 70 e 80, mostrando como ele foi moldado pelo advogado Roy Cohn – um homem que já era temido nos bastidores do poder. A junção desses dois, como se fosse o próprio Diabo treinando seu sucessor, é algo assustador de se ver.
Sebastian Stan entrega uma performance digna de Oscar como Trump. Ele não apenas captou os trejeitos e a postura, mas conseguiu transmitir a essência manipuladora e oportunista do ex-presidente. E sejamos sinceros: se tem uma atuação que merece ser premiada, é essa. Ainda mais considerando que, ao aceitar esse papel, Stan colocou sua carreira em risco, dada a polarização política nos Estados Unidos. Foi uma escolha corajosa e que valeu cada segundo na tela.
Jeremy Strong, por sua vez, encarna Roy Cohn de forma impecável. O homem já era conhecido por ser uma figura sombria nos bastidores do poder, e Strong transmite isso com maestria. Ele é persuasivo, cínico e assustador ao mesmo tempo – exatamente como alguém que ensinaria Trump a ser quem ele é.
O filme não tenta humanizar Trump, o que, para mim, é um grande acerto. Ele não precisa de redenção, precisa ser exposto. Se alguém ainda simpatiza com ele, depois dessa história, só pode estar em negação. O Aprendiz é um filme necessário, impactante e extremamente bem atuado. Vale cada minuto.
"Identidade" é, sem dúvida, um dos melhores filmes de suspense psicológico que já assisti. A trama é extremamente bem desenvolvida e me fez refletir sobre cada detalhe ao longo do filme. A todo momento, tentei decifrar a história e, no início, até achei que tinha sacado o plot, mas fui surpreendida – não apenas uma, mas duas vezes. É um daqueles filmes que brincam com a percepção do espectador, e isso o torna ainda mais instigante. Para a época, considero um dos melhores dentro do gênero.
O roteiro consegue me prender do começo ao fim, tornando o filme perfeito para quem busca uma experiência envolvente e intrigante. Além disso, os personagens despertam empatia, mesmo sem um desenvolvimento profundo. As atuações são impecáveis e foi uma surpresa agradável reconhecer tantos rostos conhecidos ao longo do filme.
A direção é excelente e a estética me lembrou "O Iluminado" – mais uma vez, me pego citando esse clássico inspirado na obra de Stephen King. A ambientação sombria e o clima de tensão funcionam muito bem, contribuindo para a atmosfera misteriosa da história. Já a trilha sonora não se destaca tanto, mas cumpre bem o seu papel, sem exageros.
Então, se você busca um filme para passar o tempo, este é ideal. Considere este como uma "Sessão da Tarde".
"A Substância" é um filme que definitivamente não será esquecido. Além de ser envolvente e instigante, ele nos faz criar uma forte simpatia por Elisabeth e Sue, tornando a experiência ainda mais intensa. A atuação de Demi Moore é impecável, digna de um Oscar, trazendo uma carga dramática poderosa à história. O filme tem cenas que causam estranheza e até nojo, mas tudo isso é essencial para a narrativa, reforçando sua identidade única. E um dos maiores charmes da obra é a inspiração em O Iluminado, perceptível em vários takes, o que só adiciona mais camadas à sua estética e atmosfera perturbadora. Porém, o final deixou a desejar... Admito que eu esperava um final surpreendente.
"Os Horrores do Caddo Lake" é aquele tipo de filme que te prende do começo ao fim, mas ao mesmo tempo te deixa confuso em certos momentos – e isso faz parte do charme. O suspense é bem construído, criando uma atmosfera inquietante que me fez questionar o que era real e o que não era. A atuação de Dylan O'Brien é impecável, intensa e envolvente, dando ainda mais peso à história. É um filme doido? Com certeza. Mas, longe de ser uma perda de tempo, ele entrega uma experiência intrigante e vale a pena assistir.
"O Auto da Compadecida" é, sem dúvida, um dos melhores filmes nacionais que já vi. A comédia é inteligente, bem construída e usa o humor para retratar as dificuldades da época sem perder a leveza. João Grilo e Chicó são uma dupla perfeita – um esperto e astuto, o outro medroso e sonhador, se complementando de uma forma genial. O filme também faz algo que eu adoro: quebra estereótipos, principalmente na forma como retrata Jesus Cristo, trazendo uma visão mais humana e acolhedora. É uma obra envolvente, divertida e, ao mesmo tempo, cheia de crítica social, algo que o cinema brasileiro faz como ninguém. E o gostinho de infância é maravilhoso, passando várias e várias vezes na Sessão da Tarde.
"O Que É Isso, Companheiro?" é um filme necessário para entender o período sombrio da ditadura militar no Brasil. A história mostra a luta contra um regime opressor, mas também me faz refletir sobre as consequências dessas ações e como o país lidou (ou não) com seu passado. Não acredito que devamos seguir esquecendo os crimes cometidos ou promovendo anistias que apagam a responsabilidade dos opressores. O filme é forte, envolvente, e reforça a importância da resistência – algo que ainda precisamos lembrar e defender, principalmente pelos trabalhadores, que sempre foram os mais prejudicados. Este com toda certeza deveria ser um filme que as escolas deveriam passar para os seus alunos, ensinando bem mais sobre o seu país.
B-Girl: Dando a volta por cima
2.3 18Como grande admiradora de filmes de dança e musicais, eu sempre espero pelo menos uma coisa desses filmes: coreografias marcantes e uma trilha sonora envolvente. Infelizmente, "B-Girl: Dando a Volta por Cima" falha miseravelmente nesses dois pontos – e em muitos outros.
As danças são, no máximo, medianas. Nada que prenda a atenção ou que impressione de verdade. E o pior: não há sintonia entre a música e os movimentos. Para um filme que deveria celebrar a cultura do breakdance, essa falta de conexão tira completamente a energia das cenas.
O roteiro é fraco e previsível, o que é uma pena, porque a premissa tinha potencial para ser um sucesso. Mas a execução deixa a desejar em todos os aspectos. A trilha sonora também não ajuda – em vez de elevar as cenas, parece apenas um pano de fundo genérico.
Se pudesse voltar atrás, simplesmente não teria assistido. E com certeza não recomendo para ninguém. Existem filmes de dança infinitamente melhores que realmente entregam o que prometem. Esse aqui, definitivamente, não é um deles.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista Agora"Ainda Estou Aqui" é um filme que não apenas conta uma história, mas faz sentir na pele o peso da angústia e da incerteza. Ele nos lembra que a pior tortura psicológica não é apenas a perda, mas o não saber. A ausência de respostas, o vazio deixado por alguém que desaparece sem explicação, é uma dor insuportável – uma ferida aberta que nunca cicatriza.
Fernanda Torres entrega uma atuação simplesmente impecável, digna de um Oscar. Ela não precisa de palavras grandiosas ou de lágrimas excessivas para transmitir a dor de sua personagem. Tudo está nos olhos. Um olhar perdido, sufocado, carregado de emoções que parecem pesadas demais para serem ditas. Essa sutileza torna tudo ainda mais real e devastador.
O filme não apela para exageros ou sentimentalismo barato. Ele nos envolve em uma atmosfera de angústia e impotência, nos fazendo sentir na pele o que é esperar por uma resposta que talvez nunca venha. Ainda Estou Aqui não é apenas um drama – é uma experiência dolorosamente humana, um lembrete de que a incerteza pode ser mais cruel do que a própria morte.
O Aprendiz
3.5 202 Assista AgoraSe eu já não gostava de Donald Trump antes, depois de assistir "O Aprendiz", passei a desprezá-lo ainda mais. O filme faz um retrato brutal e revelador de sua ascensão nos anos 70 e 80, mostrando como ele foi moldado pelo advogado Roy Cohn – um homem que já era temido nos bastidores do poder. A junção desses dois, como se fosse o próprio Diabo treinando seu sucessor, é algo assustador de se ver.
Sebastian Stan entrega uma performance digna de Oscar como Trump. Ele não apenas captou os trejeitos e a postura, mas conseguiu transmitir a essência manipuladora e oportunista do ex-presidente. E sejamos sinceros: se tem uma atuação que merece ser premiada, é essa. Ainda mais considerando que, ao aceitar esse papel, Stan colocou sua carreira em risco, dada a polarização política nos Estados Unidos. Foi uma escolha corajosa e que valeu cada segundo na tela.
Jeremy Strong, por sua vez, encarna Roy Cohn de forma impecável. O homem já era conhecido por ser uma figura sombria nos bastidores do poder, e Strong transmite isso com maestria. Ele é persuasivo, cínico e assustador ao mesmo tempo – exatamente como alguém que ensinaria Trump a ser quem ele é.
O filme não tenta humanizar Trump, o que, para mim, é um grande acerto. Ele não precisa de redenção, precisa ser exposto. Se alguém ainda simpatiza com ele, depois dessa história, só pode estar em negação. O Aprendiz é um filme necessário, impactante e extremamente bem atuado. Vale cada minuto.
Identidade
3.8 901 Assista Agora"Identidade" é, sem dúvida, um dos melhores filmes de suspense psicológico que já assisti. A trama é extremamente bem desenvolvida e me fez refletir sobre cada detalhe ao longo do filme. A todo momento, tentei decifrar a história e, no início, até achei que tinha sacado o plot, mas fui surpreendida – não apenas uma, mas duas vezes. É um daqueles filmes que brincam com a percepção do espectador, e isso o torna ainda mais instigante. Para a época, considero um dos melhores dentro do gênero.
O roteiro consegue me prender do começo ao fim, tornando o filme perfeito para quem busca uma experiência envolvente e intrigante. Além disso, os personagens despertam empatia, mesmo sem um desenvolvimento profundo. As atuações são impecáveis e foi uma surpresa agradável reconhecer tantos rostos conhecidos ao longo do filme.
A direção é excelente e a estética me lembrou "O Iluminado" – mais uma vez, me pego citando esse clássico inspirado na obra de Stephen King. A ambientação sombria e o clima de tensão funcionam muito bem, contribuindo para a atmosfera misteriosa da história. Já a trilha sonora não se destaca tanto, mas cumpre bem o seu papel, sem exageros.
Então, se você busca um filme para passar o tempo, este é ideal. Considere este como uma "Sessão da Tarde".
A Substância
3.9 1,9K Assista Agora"A Substância" é um filme que definitivamente não será esquecido. Além de ser envolvente e instigante, ele nos faz criar uma forte simpatia por Elisabeth e Sue, tornando a experiência ainda mais intensa. A atuação de Demi Moore é impecável, digna de um Oscar, trazendo uma carga dramática poderosa à história. O filme tem cenas que causam estranheza e até nojo, mas tudo isso é essencial para a narrativa, reforçando sua identidade única. E um dos maiores charmes da obra é a inspiração em O Iluminado, perceptível em vários takes, o que só adiciona mais camadas à sua estética e atmosfera perturbadora. Porém, o final deixou a desejar... Admito que eu esperava um final surpreendente.
Os Horrores do Caddo Lake
3.5 326"Os Horrores do Caddo Lake" é aquele tipo de filme que te prende do começo ao fim, mas ao mesmo tempo te deixa confuso em certos momentos – e isso faz parte do charme. O suspense é bem construído, criando uma atmosfera inquietante que me fez questionar o que era real e o que não era. A atuação de Dylan O'Brien é impecável, intensa e envolvente, dando ainda mais peso à história. É um filme doido? Com certeza. Mas, longe de ser uma perda de tempo, ele entrega uma experiência intrigante e vale a pena assistir.
O Auto da Compadecida
4.3 2,3K Assista Agora"O Auto da Compadecida" é, sem dúvida, um dos melhores filmes nacionais que já vi. A comédia é inteligente, bem construída e usa o humor para retratar as dificuldades da época sem perder a leveza. João Grilo e Chicó são uma dupla perfeita – um esperto e astuto, o outro medroso e sonhador, se complementando de uma forma genial. O filme também faz algo que eu adoro: quebra estereótipos, principalmente na forma como retrata Jesus Cristo, trazendo uma visão mais humana e acolhedora. É uma obra envolvente, divertida e, ao mesmo tempo, cheia de crítica social, algo que o cinema brasileiro faz como ninguém. E o gostinho de infância é maravilhoso, passando várias e várias vezes na Sessão da Tarde.
O Que é Isso, Companheiro?
3.8 382 Assista Agora"O Que É Isso, Companheiro?" é um filme necessário para entender o período sombrio da ditadura militar no Brasil. A história mostra a luta contra um regime opressor, mas também me faz refletir sobre as consequências dessas ações e como o país lidou (ou não) com seu passado. Não acredito que devamos seguir esquecendo os crimes cometidos ou promovendo anistias que apagam a responsabilidade dos opressores. O filme é forte, envolvente, e reforça a importância da resistência – algo que ainda precisamos lembrar e defender, principalmente pelos trabalhadores, que sempre foram os mais prejudicados. Este com toda certeza deveria ser um filme que as escolas deveriam passar para os seus alunos, ensinando bem mais sobre o seu país.