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Em 1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para sequestrar o embaixador dos Estados Unidos para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.
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Com um elenco espetacular, reconstitui o ano de 1969, em plena ditadura militar, com um suspense intrigante nos bastidores da guerra política.
Extremamente bem feito, com bela fotografia e roteiro dinâmico.
Mais uma grande obra do cinema brasileiro!
Além de bem feito e bem atuado, fidedigno aos fatos.
IMPRIMATUR - visto no cinema em 1997:
A narrativa é boa e o elenco convincente, mas fica a sensação de que alguma coisa no seu todo seria falso.
Avaliação em nota: 6.4
vou ter que reassistir uma terceira vez pra formular melhor
Filme maravilhoso! Longa-metragem do gênero thriller de narrativa linear e cinematografia mais clássica.
Incrível como certos acontecimentos históricos parecem ter saídos de roteiros cinematográficos. Esse é um deles.
Jovens burgueses idealistas de esquerda juntam-se à uma brigada revolucionária e planejam sequestrar o embaixador americano como forma de libertarem presos políticos e divulgarem seu manifesto.
O filme foca na humanidade das personagens e não na simbologia histórica que cada uma carrega.
Vemos a arquitetura do plano tomar forma, o êxito e em seguida a parte mais importante do filme... "E agora?"
Os envolvidos oscilam constantemente entre o papel revolucionário e suas vidas particulares e o filme também expõe a falta de preparo de todas as partes envolvidas.
Questionamentos surgem acerca do propósito do plano, o propósito da tortura (tentativa rasa de ao menos retratar que todos possuem uma vida para além desse circo dos horrores, incluindo os militares) e o quanto um embaixador, figura de lei, representa uma posição alegórica e não está a par dos acontecimentos do país que habita (ou será que está?)
O filme é um breath of fresh air, pois o cinema histórico às vezes cai na armadilha de transformar todo mundo em símbolos:
O revolucionário vira "A Revolução".
O militar vira "A Ditadura".
O diplomata vira "O Imperialismo".
Ao invés disso, o filme retrata essas personagens como pessoas normais, dotadas de conflitos internos e vivendo aos trancos e barrancos.
Os últimos 20 minutos de filme são um choque de realidade, para um filme relativamente leve até então. Foi a constatação do diretor de: "lembram-se com o que estamos lidando?" - e o clima pesa.
Ao final, fica a constatação de que o objetivo nunca foi apenas o embaixador. Era também "fazer o mundo olhar para o Brasil."