A estética The Jungle Book somada à sonoridade indiana que lembra o Revolver, dos Beatles, me fez recuperar o fascínio que senti quando a banda surgiu lá em 2001.
— Eu sou homem de Deus, doutora. — E ela, uma criança!
Ouvir esse diálogo foi doloroso demais. Não só ele, como todas as frases que, fora do contexto do filme, podem parecer ingênuas vindo de uma criança, como “quero dormir na rede”. É sempre o msm discurso moralista pra tentar justificar o injustificável, é a busca pela religião na tentativa de alienação da realidade. As páginas sobre educação sexual grampeadas e o discurso religioso só reforçam o manto de hipocrisia que faz com que essas meninas se sintam sozinhas e desprotegidas, msm sabendo que outras tantas (e muitas das vezes, próximas) passam pela mesma situação e acabam se tornando mulheres submissas à violência. Casos como os denunciados na Ilha do Marajó, mostram que essa não é uma ficção isolada, mas uma ferida social aberta e persistente. É a realidade crua de crianças que têm a sua ingenuidade arrancada dentro da própria casa, seja pelo trabalho infantil ou pela violência silenciada. Manas leva às telas e escancara o que é naturalizado pelo patriarcado, enquanto desvela a indignação de quem decide romper com esse ciclo danoso. Fortíssimo e necessário!!
É um deleite visual do primeiro ao último minuto. Cada locação parece cuidadosamente esculpida pra câmera, as cores vibram como se tivessem vida própria e a história dentro de outra história amplia tudo para uma dimensão quase mítica. Aqui, “épico” não é exagero, é definição. Fiquei completamente hipnotizado, absorvendo cada enquadramento como se fosse um quadro em movimento, e saí emocionado não apenas pela trama, mas pela experiência visual como um todo.
E é impossível não associar essa estética ao clipe de 911, da Lady Gaga, que bebe claramente dessa fonte e entrega um visual igualmente incrível!
¡A ella le gusta la gasolina! É bizarro, mas não é marcante. A primeira parte foi frenética, enquanto a segunda, apesar de interessante, esfriou e tornou tudo tão moroso. Eu queria (e muito!) um side story do Vincent com o Ryanne (bombeiro assistente), a química entre eles merecia mais tempo de tela!
A última vez que vi Jennifer Lawrence nesse nível foi em Mother! (2017) e já comecei o filme preocupado com o bebê… Ela domina o filme com uma atuação que implode qualquer tentativa de equilíbrio, deixando os demais personagens secundários. As músicas infantis e aquele cachorro (!!!) são uma experiência sonora à parte, um ruído incômodo que vai empilhando tensão até o caos instaurado entre eles se tornar palpável e sufocante.
O embrião d'A Substância (até a cicatriz nas costas!!!). Eu nunca vi um curta-metragem de 20min tão bem aproveitado, a imersão na história faz o tempo de duração parecer maior e no fim ainda fica a sensação de querer mais! Desfecho objetivo e sensível.
Homens narigudos com pancinha são superiores ao "padrão" harmonizado.
Que grata surpresa perceber, só no meio do filme, que se tratava da história da Cinderela sob a perspectiva da meia-irmã (por mais que o título sugira isso, só fica claro assistindo)!
O roteiro me ganhou ao construir a vilã, tijolo/trauma por tijolo/trauma, enquanto desconstruía a imagem da Cinderela, mostrando que ela também não é flor que se cheire.
Além disso, tem uma atmosfera "Irmãos Grimm" e um body horror daqueles difíceis de esquecer. Destaque pra maquiagem, figurino e fotografia que estão impecáveis! Torço muito por mais adaptações ousadas como essa!
Não sustentaram nenhuma narrativa das temporadas anteriores e trouxeram tanto da atualidade e da inclusão que algumas cenas ficaram difíceis de assistir (o último episódio foi um exemplo). Pra mim, o ponto alto da série foi na primeira temporada, quando Big se foi de vez da vida da Carrie.🕊️
O final é exagerado? É. Mas não tá muito longe da realidade se repararmos nessa tendência viciosa de recorrer a procedimentos estéticos na tentativa de evitar a velhice ou qualquer "imperfeição" no corpo. Foi uma versão grotesca dessas pessoas botocadas/harmonizadas que ficam medonhas e irreconhecíveis.
Por mim a temporada poderia ter acabado no Herogasm. A cena final com a Starlight jogando toda m*rd* no ventilador seria um ótimo gancho pra próxima temporada.
"Os outros, eles vão e vêm na nossa vida, assim como as ondas vão e vêm por esse mar: elas vêm e se desfazem assim como as pessoas, que somem da nossa vida. Mas o mar, ele tá ali. Quanto mais pro fundo você for, mais solitário, mais quieto, mais silencioso ele tá. Tem que ser imenso pra saber ser sozinho."
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Gorillaz Present: The Mountain, The Moon Cave and The Sad …
4.6 2A estética The Jungle Book somada à sonoridade indiana que lembra o Revolver, dos Beatles, me fez recuperar o fascínio que senti quando a banda surgiu lá em 2001.
Manas
4.2 136 Assista Agora— Eu sou homem de Deus, doutora.
— E ela, uma criança!
Ouvir esse diálogo foi doloroso demais. Não só ele, como todas as frases que, fora do contexto do filme, podem parecer ingênuas vindo de uma criança, como “quero dormir na rede”. É sempre o msm discurso moralista pra tentar justificar o injustificável, é a busca pela religião na tentativa de alienação da realidade. As páginas sobre educação sexual grampeadas e o discurso religioso só reforçam o manto de hipocrisia que faz com que essas meninas se sintam sozinhas e desprotegidas, msm sabendo que outras tantas (e muitas das vezes, próximas) passam pela mesma situação e acabam se tornando mulheres submissas à violência. Casos como os denunciados na Ilha do Marajó, mostram que essa não é uma ficção isolada, mas uma ferida social aberta e persistente. É a realidade crua de crianças que têm a sua ingenuidade arrancada dentro da própria casa, seja pelo trabalho infantil ou pela violência silenciada. Manas leva às telas e escancara o que é naturalizado pelo patriarcado, enquanto desvela a indignação de quem decide romper com esse ciclo danoso. Fortíssimo e necessário!!
Dublê de Anjo
4.1 355 Assista AgoraÉ um deleite visual do primeiro ao último minuto. Cada locação parece cuidadosamente esculpida pra câmera, as cores vibram como se tivessem vida própria e a história dentro de outra história amplia tudo para uma dimensão quase mítica. Aqui, “épico” não é exagero, é definição. Fiquei completamente hipnotizado, absorvendo cada enquadramento como se fosse um quadro em movimento, e saí emocionado não apenas pela trama, mas pela experiência visual como um todo.
E é impossível não associar essa estética ao clipe de 911, da Lady Gaga, que bebe claramente dessa fonte e entrega um visual igualmente incrível!
Titane
3.5 433 Assista Agora¡A ella le gusta la gasolina!
É bizarro, mas não é marcante. A primeira parte foi frenética, enquanto a segunda, apesar de interessante, esfriou e tornou tudo tão moroso. Eu queria (e muito!) um side story do Vincent com o Ryanne (bombeiro assistente), a química entre eles merecia mais tempo de tela!
Morra, Amor
3.1 163 Assista AgoraA última vez que vi Jennifer Lawrence nesse nível foi em Mother! (2017) e já comecei o filme preocupado com o bebê… Ela domina o filme com uma atuação que implode qualquer tentativa de equilíbrio, deixando os demais personagens secundários. As músicas infantis e aquele cachorro (!!!) são uma experiência sonora à parte, um ruído incômodo que vai empilhando tensão até o caos instaurado entre eles se tornar palpável e sufocante.
Reality+
3.7 25 Assista AgoraO embrião d'A Substância (até a cicatriz nas costas!!!). Eu nunca vi um curta-metragem de 20min tão bem aproveitado, a imersão na história faz o tempo de duração parecer maior e no fim ainda fica a sensação de querer mais! Desfecho objetivo e sensível.
Homens narigudos com pancinha são superiores ao "padrão" harmonizado.
A Meia-Irmã Feia
3.8 427 Assista AgoraQue grata surpresa perceber, só no meio do filme, que se tratava da história da Cinderela sob a perspectiva da meia-irmã (por mais que o título sugira isso, só fica claro assistindo)!
O roteiro me ganhou ao construir a vilã, tijolo/trauma por tijolo/trauma, enquanto desconstruía a imagem da Cinderela, mostrando que ela também não é flor que se cheire.
And Just Like That... (3ª Temporada)
3.1 31 Assista AgoraSe a Kim Cattrall fosse brasileira, ela recitaria Nicole Bahls: “eu não me prestaria a esse papel, eu mostraria evolução.”
Não sustentaram nenhuma narrativa das temporadas anteriores e trouxeram tanto da atualidade e da inclusão que algumas cenas ficaram difíceis de assistir (o último episódio foi um exemplo). Pra mim, o ponto alto da série foi na primeira temporada, quando Big se foi de vez da vida da Carrie.🕊️
Asteroid City
3.1 235 Assista AgoraPode não ser um dos melhores roteiros do Wes, mas eu me diverti assistindo.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraO final é exagerado? É. Mas não tá muito longe da realidade se repararmos nessa tendência viciosa de recorrer a procedimentos estéticos na tentativa de evitar a velhice ou qualquer "imperfeição" no corpo. Foi uma versão grotesca dessas pessoas botocadas/harmonizadas que ficam medonhas e irreconhecíveis.
The Boys (3ª Temporada)
4.2 580 Assista AgoraPor mim a temporada poderia ter acabado no Herogasm. A cena final com a Starlight jogando toda m*rd* no ventilador seria um ótimo gancho pra próxima temporada.
Prova de Redenção
4.2 363 Assista AgoraA cena em que o mímico leva um tiro enquanto corre com o pai cadeirante, na minha opinião, foi a mais linda.
Mas o filme é inteiramente lindo. Incrível! Interpretações impecáveis, surpreendente mesmo!
Teus Olhos Meus
4.0 580"Os outros, eles vão e vêm na nossa vida, assim como as ondas vão e vêm por esse mar: elas vêm e se desfazem assim como as pessoas, que somem da nossa vida. Mas o mar, ele tá ali. Quanto mais pro fundo você for, mais solitário, mais quieto, mais silencioso ele tá. Tem que ser imenso pra saber ser sozinho."