Últimas opiniões enviadas
— Eu sou homem de Deus, doutora.
— E ela, uma criança!
Ouvir esse diálogo foi doloroso demais. Não só ele, como todas as frases que, fora do contexto do filme, podem parecer ingênuas vindo de uma criança, como “quero dormir na rede”. É sempre o msm discurso moralista pra tentar justificar o injustificável, é a busca pela religião na tentativa de alienação da realidade. As páginas sobre educação sexual grampeadas e o discurso religioso só reforçam o manto de hipocrisia que faz com que essas meninas se sintam sozinhas e desprotegidas, msm sabendo que outras tantas (e muitas das vezes, próximas) passam pela mesma situação e acabam se tornando mulheres submissas à violência. Casos como os denunciados na Ilha do Marajó, mostram que essa não é uma ficção isolada, mas uma ferida social aberta e persistente. É a realidade crua de crianças que têm a sua ingenuidade arrancada dentro da própria casa, seja pelo trabalho infantil ou pela violência silenciada. Manas leva às telas e escancara o que é naturalizado pelo patriarcado, enquanto desvela a indignação de quem decide romper com esse ciclo danoso. Fortíssimo e necessário!!
É um deleite visual do primeiro ao último minuto. Cada locação parece cuidadosamente esculpida pra câmera, as cores vibram como se tivessem vida própria e a história dentro de outra história amplia tudo para uma dimensão quase mítica. Aqui, “épico” não é exagero, é definição. Fiquei completamente hipnotizado, absorvendo cada enquadramento como se fosse um quadro em movimento, e saí emocionado não apenas pela trama, mas pela experiência visual como um todo.
E é impossível não associar essa estética ao clipe de 911, da Lady Gaga, que bebe claramente dessa fonte e entrega um visual igualmente incrível!
/media/accounts/photos/2026/03/04/3b5ea9516791f538b6e7f3877236f67a-1150438937.jpg)
/media/accounts/photos/2025/02/12/b5679c468aeb592f9db388992929b265-660188040.jpg)
/media/accounts/photos/2024/11/04/dfe7dca8764837bdc80663cd61eeb68d-1744557717.jpg)
/media/accounts/photos/2024/10/21/fa95a6af3e25cd96983be3237423602c-2108895835.jpg)
/media/accounts/photos/2024/10/21/2a1857d62717e462822e18b765f152ae-1704178162.jpg)
/media/accounts/photos/2024/10/21/39efc923f1d805ae9e9849a6df419049-4103129073.jpg)
A estética The Jungle Book somada à sonoridade indiana que lembra o Revolver, dos Beatles, me fez recuperar o fascínio que senti quando a banda surgiu lá em 2001.