Últimas opiniões enviadas
— Eu sou homem de Deus, doutora.
— E ela, uma criança!
Ouvir esse diálogo foi doloroso demais. Não só ele, como todas as frases que, fora do contexto do filme, podem parecer ingênuas vindo de uma criança, como “quero dormir na rede”. É sempre o msm discurso moralista pra tentar justificar o injustificável, é a busca pela religião na tentativa de alienação da realidade. As páginas sobre educação sexual grampeadas e o discurso religioso só reforçam o manto de hipocrisia que faz com que essas meninas se sintam sozinhas e desprotegidas, msm sabendo que outras tantas (e muitas das vezes, próximas) passam pela mesma situação e acabam se tornando mulheres submissas à violência. Casos como os denunciados na Ilha do Marajó, mostram que essa não é uma ficção isolada, mas uma ferida social aberta e persistente. É a realidade crua de crianças que têm a sua ingenuidade arrancada dentro da própria casa, seja pelo trabalho infantil ou pela violência silenciada. Manas leva às telas e escancara o que é naturalizado pelo patriarcado, enquanto desvela a indignação de quem decide romper com esse ciclo danoso. Fortíssimo e necessário!!
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Juju Carente, só que mais aterrorizante.