Sinto que essa temporada merecia mais episódios, com tempo pra conhecermos melhor as personagens secundárias e a mamãe de Cassandra – e por que não a relação entre as duas? Tem muita coisa que ainda pode ser abordada numa nova temporada. Fiquei com gostinho de quero mais! Mesmo curtinha, a série é marcante. Que história! Que personagens! Adorei.
O filme se torna interessante a cada minuto, porém é extremamente incômodo e problemático que as travestis da história sejam tratadas como homens. Além da artista que serve de professora para Juan, há Ignácio que, mesmo completamente mulher, ainda se apresenta no masculino e com nome masculino. Além de ter sido estuprada na Igreja, tem sua identidade apagada em casa (e no filme)... O que culmina no seu assassinato. Juan deixa bem claro que o motivo principal de matar a própria irmã foi o preconceito: “tu no sabes lo que es tener un ‘hermano’ como Ignácio e vivir en un pueblo”, diz chorando como se isso justificasse. E quanto às dores dela, que pareciam ser muitas? Em momento algum o filme nos leva a refletir sobre a travestilidade e deixa um buraco enorme sobre quem é a mulher Ignácio, com fortes doses de transfobia.
“Nós estamos rompendo a barreira da marginalidade!”, manifesta Erika Hilton ao final do documentário. Ele é sobre isso. Sobre duas diferentes trajetórias, de Erika e de Jacqueline Chanel, enquanto transvestigêneres que se unem numa mesma luta contra a marginalização da população trans. Falta muito para o ideal, mas a comunidade trans tem reunido vitórias. Documentários como esse são necessários para registrar a resistência e o avanço da luta, junto aos seus discursos contra o CIStema.
Glauber Rocha usa os bastidores da política de Eldorado, um país latinoamericano fictício, para desenvolver os padrões políticos brasileiros (por que não latinoamericanos?). Eldorado exibe muitas semelhanças com o Brasil da época de Glauber e com o de hoje, 53 anos depois: marcado pela ascenção do populista de esquerda, Felipe Vieira, e de sua queda para um direitista reacionário e conservador. Ambos hipócritas, sem compromisso em tirar o povo da miséria e abraçados pelas classes intelectual e religiosa, mas sobretudo ajoelhados ao capital internacional. Seria este um retrato de uma democracia burguesa? Não podendo esquecer o quanto a prostituição ideológica de Paulo Martins, um jornalista intelectual, simboliza o poder da mídia na construção da imagem intocável e perfeita de um líder nacional. Paulo precisa entender que não se deve suprimir a voz do povo; deve-se valorizar a voz do povo, a fim de remodelar esta democracia que só atende aos mais abastados. Terra em Transe é uma obra visceral, profunda, poética. A teoria se encontrando com a prática. Um “mundo real” num filme que trabalha com exageros simbólicos (na imagem e no áudio) e que só nos põe de frente com o Brasil aqui fora da tela, ainda mais semelhante com Eldorado que há 50 anos.
Essa obra fundamenta não somente as músicas do álbum AmarElo, de Emicida, como também a luta contra as desigualdades, ao racismo e à lgtbfobia. O caminho para um Brasil melhor está no samba; na nossa história, que é esvaziada e esquecida pelo discurso colonialista. Precisamos nos lembrar da nossa história brasileira e predominantemente negra para, então, conseguirmos exercer um enfrentamento às mazelas sociais de nosso país. Tudo isso é pra ontem.
O fim dessa série não poderia ser diferente. A falta de cuidados e atenção com Rose não poderia ter outro fim. Isso já estava na cara desde a primeira temporada. Me incomodou muito, apesar da série ser divertida, esse tratamento com ela. Sempre deixada de lado e sem companhia da família. Ah, Rose, Alan e Geoffrey são uns amores.
Esta temporada me incomodou bastante por causa do comportamento de Josh e de Tom. Josh muito insuportável, mas a série consegue humanizar todos. Achei muito cruel
Chorei de rir com o processo de saída de armário do Josh. Acontece justamente o contrário do que ele quer, mas ao final o resultado é bom! Boa temporada.
Acredito que perdi muito do ambiente por não entender as questões culturais dos coreanos. É no mínimo curioso que um coreano queira se tornar japonês ou que ame a arquitetura inglesa a ponto de renunciar a própria tradição e identidade coreana.
Muito bem produzido e atuação excelente de Wagner Moura. Infelizmente o filme se perde bastante abordando o lindo romance entre Sergio e Carolina. Acredito que seria mais coerente com a sinopse se focasse mais na trajetória política.
Obra muito necessária que merece ser reconhecida. Em uma produção bem humorada, Fábio Porchat conseguiu escrever um texto que, representada principalmente pelo movimento de auto descoberta e autocrítica do personagem Alexandre, identifica os problemas da masculinidade que permeiam os relacionamentos familiares, amorosos e fraternos. Um tema realmente urgente pelo impacto social que a pressão masculina causa. Estudos apontam que cerca de 75% dos suicídios no Brasil são de homens e 50% desses homens não procuraram ajuda psicológica. Com certeza, entre os fatores, está a nossa fragilidade masculina na necessidade de não ceder a assistências, a demonstrar invencibilidade e a um comportamento competitivo em nossos grupos de amizade.
Podemos, sim, ser sensíveis e buscar ajuda. Podemos, mais do que isso, conversar com profundidade entre nós e respeitar as mulheres e pessoas de outra sexualidade. Somos homens capazes de atingir um comportamento mais saudável, mas precisamos refletir e romper com muitos padrões de vida, tal qual Alexandre.
Na série, Porchat "soluciona" o tabu da questão masculina tomando como partida a "brochada" (sensível aos homens), assim desarmando a crítica e aprofundando no problema. Posteriormente e concomitantemente, também é didático ao falar sobre sexualidade e objetificação do corpo feminino ao passo que utiliza de seus estereótipos no trabalho de publicitário.
Revelação
4.6 57Documentário fundamental! Pretendo assistir mais vezes.
Manhãs de Setembro (1ª Temporada)
4.3 164Sinto que essa temporada merecia mais episódios, com tempo pra conhecermos melhor as personagens secundárias e a mamãe de Cassandra – e por que não a relação entre as duas? Tem muita coisa que ainda pode ser abordada numa nova temporada. Fiquei com gostinho de quero mais!
Mesmo curtinha, a série é marcante. Que história! Que personagens! Adorei.
Má Educação
4.2 1,1K Assista AgoraO filme se torna interessante a cada minuto, porém é extremamente incômodo e problemático que as travestis da história sejam tratadas como homens. Além da artista que serve de professora para Juan, há Ignácio que, mesmo completamente mulher, ainda se apresenta no masculino e com nome masculino. Além de ter sido estuprada na Igreja, tem sua identidade apagada em casa (e no filme)... O que culmina no seu assassinato. Juan deixa bem claro que o motivo principal de matar a própria irmã foi o preconceito: “tu no sabes lo que es tener un ‘hermano’ como Ignácio e vivir en un pueblo”, diz chorando como se isso justificasse. E quanto às dores dela, que pareciam ser muitas?
Em momento algum o filme nos leva a refletir sobre a travestilidade e deixa um buraco enorme sobre quem é a mulher Ignácio, com fortes doses de transfobia.
Love, Death & Robots (Volume 2)
3.8 376Pra mim, deixou muito a desejar em profundidade. Quando comparada à 1a temporada, isso fica bem claro. Fiquei frustrada.
Sense8 (2ª Temporada)
4.3 893 Assista AgoraExcelente temporada. Alguns fatos foram acelerados no final porque não continuaram a série, mas ainda continuou incrível.
Sense8 (1ª Temporada)
4.4 2,1K Assista AgoraTemporada incrível. Gosto da evolução da história.
Sagradas
4.2 1“Nós estamos rompendo a barreira da marginalidade!”, manifesta Erika Hilton ao final do documentário. Ele é sobre isso. Sobre duas diferentes trajetórias, de Erika e de Jacqueline Chanel, enquanto transvestigêneres que se unem numa mesma luta contra a marginalização da população trans. Falta muito para o ideal, mas a comunidade trans tem reunido vitórias. Documentários como esse são necessários para registrar a resistência e o avanço da luta, junto aos seus discursos contra o CIStema.
Terra em Transe
4.1 297 Assista AgoraGlauber Rocha usa os bastidores da política de Eldorado, um país latinoamericano fictício, para desenvolver os padrões políticos brasileiros (por que não latinoamericanos?). Eldorado exibe muitas semelhanças com o Brasil da época de Glauber e com o de hoje, 53 anos depois: marcado pela ascenção do populista de esquerda, Felipe Vieira, e de sua queda para um direitista reacionário e conservador. Ambos hipócritas, sem compromisso em tirar o povo da miséria e abraçados pelas classes intelectual e religiosa, mas sobretudo ajoelhados ao capital internacional. Seria este um retrato de uma democracia burguesa? Não podendo esquecer o quanto a prostituição ideológica de Paulo Martins, um jornalista intelectual, simboliza o poder da mídia na construção da imagem intocável e perfeita de um líder nacional. Paulo precisa entender que não se deve suprimir a voz do povo; deve-se valorizar a voz do povo, a fim de remodelar esta democracia que só atende aos mais abastados. Terra em Transe é uma obra visceral, profunda, poética. A teoria se encontrando com a prática. Um “mundo real” num filme que trabalha com exageros simbólicos (na imagem e no áudio) e que só nos põe de frente com o Brasil aqui fora da tela, ainda mais semelhante com Eldorado que há 50 anos.
AmarElo - É Tudo Pra Ontem
4.6 350 Assista AgoraEssa obra fundamenta não somente as músicas do álbum AmarElo, de Emicida, como também a luta contra as desigualdades, ao racismo e à lgtbfobia. O caminho para um Brasil melhor está no samba; na nossa história, que é esvaziada e esquecida pelo discurso colonialista. Precisamos nos lembrar da nossa história brasileira e predominantemente negra para, então, conseguirmos exercer um enfrentamento às mazelas sociais de nosso país. Tudo isso é pra ontem.
A Voz Humana
3.8 85 Assista AgoraSe alguém souber onde assistir esse curta, por favor comenta aqui! Obrigado <3
Dançando no Escuro
4.4 2,3K Assista AgoraNeste musical acontecem coisas ruins.
Borat: Fita de Cinema Seguinte
3.6 554 Assista AgoraPolitizado, ácido e oportuno, mas não me convenceu. Achei bem cansativo.
Enola Holmes
3.5 815 Assista AgoraMillie Bobby Brown carrega o filme nas costas.
Please Like Me (4ª Temporada)
4.4 209O fim dessa série não poderia ser diferente. A falta de cuidados e atenção com Rose não poderia ter outro fim. Isso já estava na cara desde a primeira temporada. Me incomodou muito, apesar da série ser divertida, esse tratamento com ela. Sempre deixada de lado e sem companhia da família.
Ah, Rose, Alan e Geoffrey são uns amores.
Please Like Me (2ª Temporada)
4.3 136Esta temporada me incomodou bastante por causa do comportamento de Josh e de Tom. Josh muito insuportável, mas a série consegue humanizar todos. Achei muito cruel
largar a Rose sem apoiá-la emocionalmente no hospital psiquiátrico
Please Like Me (1ª Temporada)
4.2 209Chorei de rir com o processo de saída de armário do Josh. Acontece justamente o contrário do que ele quer, mas ao final o resultado é bom! Boa temporada.
A Criada
4.4 1,4K Assista AgoraAcredito que perdi muito do ambiente por não entender as questões culturais dos coreanos. É no mínimo curioso que um coreano queira se tornar japonês ou que ame a arquitetura inglesa a ponto de renunciar a própria tradição e identidade coreana.
This Is Us (2ª Temporada)
4.7 396 Assista AgoraIncrível!
The Politician (2ª Temporada)
3.8 61Narcissists everywhere.
Sérgio
3.3 223 Assista AgoraMuito bem produzido e atuação excelente de Wagner Moura. Infelizmente o filme se perde bastante abordando o lindo romance entre Sergio e Carolina. Acredito que seria mais coerente com a sinopse se focasse mais na trajetória política.
12 Anos de Escravidão
4.3 3,0K Assista Agora"Não dizer a ninguém quem eu sou. É assim que se sobrevive? Bem, eu não quero sobreviver. Eu quero viver".
Continua atual.
Homens? (1ª Temporada)
3.7 55Obra muito necessária que merece ser reconhecida. Em uma produção bem humorada, Fábio Porchat conseguiu escrever um texto que, representada principalmente pelo movimento de auto descoberta e autocrítica do personagem Alexandre, identifica os problemas da masculinidade que permeiam os relacionamentos familiares, amorosos e fraternos. Um tema realmente urgente pelo impacto social que a pressão masculina causa. Estudos apontam que cerca de 75% dos suicídios no Brasil são de homens e 50% desses homens não procuraram ajuda psicológica. Com certeza, entre os fatores, está a nossa fragilidade masculina na necessidade de não ceder a assistências, a demonstrar invencibilidade e a um comportamento competitivo em nossos grupos de amizade.
Podemos, sim, ser sensíveis e buscar ajuda. Podemos, mais do que isso, conversar com profundidade entre nós e respeitar as mulheres e pessoas de outra sexualidade. Somos homens capazes de atingir um comportamento mais saudável, mas precisamos refletir e romper com muitos padrões de vida, tal qual Alexandre.
Na série, Porchat "soluciona" o tabu da questão masculina tomando como partida a "brochada" (sensível aos homens), assim desarmando a crítica e aprofundando no problema. Posteriormente e concomitantemente, também é didático ao falar sobre sexualidade e objetificação do corpo feminino ao passo que utiliza de seus estereótipos no trabalho de publicitário.
Love, Death & Robots (Volume 1)
4.3 678Meu top 5:
1. When the Yogurt took over
2. Zima Blue
3. Good Hunting
4. Soonie's Edge
5. Fish night
O Poço
3.7 2,1K Assista AgoraA mensagem final, ao meu ver, é de esperança.