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Últimas opiniões enviadas

  • Gustavo Broda Lóes

    O primeiro filme da minha avó Lídia Mattos, com 15 anos de idade, a 82 anos atrás!
    Do sensacional diretor e artista Raoul Roulien, é uma produção incrível!!!

    "Minha causa é a causa dessas infelizes que nasceram desgraçadas... dessas pobres 'aves sem ninho' que incessantemente voejam e rodopiam até quebrarem as azas de encontro aos vidros opacos da felicidade que nunca lhes deixaram alcançar."

    Disponível no meu canal do YouTube para assistir: youtu.be/-69nayHQjf8

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  • Gustavo Broda Lóes

    Em 1959, Joaquim Pedro de Andrade estreou como diretor de cinema filmando seu padrinho de crisma, Manuel Bandeira. O documentário exibe o homem aparentemente comum. Bandeira em casa, colocando discretamente as mãos nas costas para levantar-se, escrevendo, lendo, saindo para comprar leite. Ele está vivo.

    O homem caminha por um pedaço do Rio de Janeiro triste e sujo. As cenas em preto e branco, com planos amplos, lembram o melhor de Michelangelo Antonioni. Após uma pausa dramática, ouve-se a voz de Bandeira no primeiro poema do filme: “Belo belo minha bela. Tenho tudo que não quero. Não tenho nada que quero”.

    Nas cenas banais de uma manhã como outra qualquer, enquanto prepara o café, emerge o segundo poema, Testamento, que aos poucos convida quem vê o filme a passear pela cabeça (ou pelo coração) do poeta. Como escreveu Rachel de Queiroz na apresentação do livro Estrela da Manhã: “É engraçado – estamos aqui falando do maior poeta vivo do Brasil, aliás, segundo o nosso melhor juízo, o maior poeta do Brasil – no entanto, há qualquer coisa de homem que quase o impede – assim grande, louvado, imortal, consagrado – de ser um monumento nacional. Todos lhe reconhecemos a glória laureada – claro! claro! mas antes de o admirarmos, ou ao mesmo tempo em que o admiramos, acima de tudo e principalmente o amamos”.

    Esse amor está presente na película de Joaquim Pedro. Com suavidade, a câmera se aproxima, retrata a delicadeza de uma risada e, aos poucos, revela a intimidade do homem que, com o poema Pasárgada, resumiu o paraíso imaginário do brasileiro. Enquanto se ouve a voz que declama Vou-me embora pra Pasárgada, Bandeira caminha pela Avenida Presidente Wilson até que, como Macunaíma, vai aos céus virar estrela.

    Com roteiro do próprio poeta, retocado pelo diretor, O poeta do Castelo é um dos precursores do Cinema Novo. Repleto de externas (takes filmados a céu aberto) que exibem a cidade cruamente, com um ator-poeta que representa a si mesmo em seu cotidiano, o documentário coloca o homem no centro da trama – características que mais tarde o movimento de vanguarda do cinema brasileiro iria destacar.

    A fotografia – limpa e crua – é de Afrodísio de Castro, que assinou mais de 50 filmes, entre eles Ganga Bruta, de Humberto Mauro. Depois de O poeta do Castelo, Joaquim Pedro dirigiu curtas-metragens como Couro de gato e O mestre de Apipucos, e os longas Macunaíma, O padre e a moça, Garrincha, alegria do povo e o antropofágico Homem do Pau Brasil, entre outros. Neste documentário, o maior cineasta brasileiro conseguiu imortalizar o poeta em movimento e o eterniza em sua cidade.

    Crítica por Sylvio Rocha

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  • Gustavo Broda Lóes

    O Poeta do Castelo” é um curta-metragem de Joaquim Pedro de Andrade, um dos principais cineastas do cinema brasileiro, que nesse filme acompanha um dia de Manuel Bandeira. Originalmente montado junto com “O Mestre de Apipucos”, foi exibido na 6a Bienal de São Paulo numa sessão de curtas que também contou com “Aruanda” e “Arraial do Cabo”, entre outros. Essa mostra na Cinemateca Brasileira foi considerada o ano zero do Cinema Novo. Esses filmes rompem com o formato tradicional representado pela falida Vera Cruz, buscando um cinema nacional, mais direto e de baixo custo.

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  • Jessy In Chains
    Jessy In Chains

    Oi, Gustavo! Desculpa a demora em responder, tô entrando menos aqui no filmow e como não recebo notificações quando chega recado só vi agora tua mensagem. Pelo que vi aqui os perfis já foram editados, né? Só ficou faltando o de Sergio de Oliveira? Me diz as informações que coloco.

  • Julio Cesar
    Julio Cesar

    Valeu mano! Relaxa, obrigado por me aceitar e comentar lá! Abração

  • Jessy In Chains
    Jessy In Chains

    Olá, Gustavo! Eu vi que no perfil da sua avó Lídia Mattos só consta a Vanessa Lóes como neta dela. Como você gostaria que eu adicionasse seu nome lá? Gustavo Broda mesmo? Há nomes de outros netos ou informações que você queira que eu coloque na página dela?

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