Em todo lugar que passo por Jogos Mortais, eu comento: a franquia é boa e tem fãs fiéis, mas fico triste que um puta ator com mais de 40 anos de carreira como o Tobin Bell, que tem uma baita veia dramática e um timing cômico excelente, fique estigmatizado a fazer só esse filme ou esse tipo de filme.
A filmografia do Dora sempre entregando uma alta dose de body horror e niilismo; mas, neste aqui, ouso dizer que ainda deu pra captar uma dose mínima de sentimento - a frustração da namorada, a tristeza e o desespero da mãe ao ver o filho se entregar à doença e, finalmente, ir embora. Não há cor aqui - é tudo frio, escuro e sussurrado, e quando há ponto alto, é a mãe chorando, ou a namorada se lamentando; elas estão envolvidas emocionalmente com a dor do outro, coisa que não ocorre nos outros filmes - esse desespero, tangível, é uma via de identificação com o espectador; afinal, tudo ali é horrível e fedorento além da conta, mas há pessoas se importando como nos importaríamos. Se me pedirem pra indicar um filme do Dora, eu indico Carcinoma
Conforme o enredo vai se desenrolando, foi me dando um desespero... o que aconteceu mesmo, e o que era coisa da cabeça dele?? Só mesmo uma entidade sagrada como Anthony Hopkins pra plantar essa dúvida de uma forma tão convincente - e a gente ficar do lado dele, qualquer que seja a versão. E a Olivia Colman, maravilhosa e linda como sempre
Caraca, eu me lembro de ter assistido a esse filme quando era adolescente e achava o máximo. Fui assistir de novo pra ver se é isso mesmo ou se era a minha nostalgia me pregando uma peça. Parece que eu estava presenciando um romance do Wattpad virando filme (no fim das contas, o romance do Andrew Neiderman, no qual o filme foi baseado, se parece com isso mesmo), as referências a Satã e ao mal parecendo aquelas conversas conspiracionistas de estudantes do quinto ano sobre a loira do banheiro kkkkkkk "Uhh, olha só como eu vou lançando pistas sobre John Milton ser o diabo, vamos ver se nosso público consegue entender que ele é o diabo". Particularmente constrangedora é a cena do discurso do diabão, sério, Al Pacino? Tava devendo IPTU, fio? Me lembrou muito o Jim Carrey em Ace Ventura. Que preguiça do c4r4lh0.
Quem gosta da franquia, não pode deixar de ler o livro de Stefan Jaworzyn. Os bastidores das filmagens tanto do 1 quanto do 2 dariam um filme à parte, divertido demais da conta
Cientistas, médicos, astronautas em geral estudam tantas leis para chegarem no patamar de uma viagem espacial, pra no fim das contas a lei que prevalece é a Lei de Murphy kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Eu preferiria que esse filme tivesse sido feito nos anos 80, com um monstro bem gore e nojento feito mecanicamente - o Calvin, apesar de propiciar momentos de tensão, desliza seu CGI arrogantemente pelo cenário, pretendendo ser mais do que é - e não sendo. Mas é um bom filme, gostei. Eu só não entendi por que, no final,
quando os pescadores abriram a cápsula, o monstro tinha virado uma meleca e o Jordan ainda estava vivo. Eu pensei que o Calvin iria invadir os buracos dele, igual fez com os outros
Respeito quem gostou desse filme, mas eu achei bem ruim viu, pqp Só três pessoas ali acreditavam no que tavam fazendo - Elba, Morgan e Saldaña -, o resto entregou na mão de Satã e foi andando. Vilão escrachado de canastrão, era pra ser engraçado? E aquela cena de sexo entre o Clyde e a mocinha, os dois tinham brigado nos bastidores ou foi só mal dirigida mesmo? Ponto positivo para os brações fortes e veiúdos dos gostosos Idris e Morgan, e suas respectivas testas franzidas, aliás, o filme todo exala testosterona forçadamente, tive até a impressão de que meu buço estava mais espesso depois que assisti. Cheguei no final com muito empenho.
As gravuras que vão sendo apresentadas no decorrer do filme são espécies de spoilers do que está por acontecer, e também "roteiros" que o personagem Pelle seguiu para conseguir suas vítimas para o sacrifício - a morte dos amigos e da família de Dani, as DR com o namorado, a fura-olhice do Pelle, a ruivinha preparando bruxedos pra fisgar o Christian e os dois transando com as mulheres olhando tudo, enquanto a Dani semeia o campo - aliás, esse paralelo de "semeaduras" (Dani semeando o campo enquanto Christian "semeia" o útero da donzela) é só uma das inúmeras sutilezas que o Ari Aster vai jogando pela sua história, uma delas é começar o ciclo de estranhezas ritualísticas com o suicídio do personagem interpretado pelo ator Björn Andrejzen, que interpretou na década de 70 o "anjo da morte" no filme "Morte em Veneza". Aliás, o que mais choca nesse filme não são as cabeças explodindo na pedra ou o rapaz todo fodido pendurado no teto do galinheiro com as vísceras à mostra, ou o palhaço da turma sendo esfolado e usado como fantasia, o que choca é ver a naturalidade com que tratam tudo aquilo e como esperam que os americanos vejam a morte como uma "feliz realização" (reparem que, enquanto um dos personagens dá um tremendo piti depois que a velha pula do penhasco, uma das figurantes faz gestos de quem não entende o porquê daquele escândalo; logo a seguir, a líder afirma que os dois estavam muito felizes de encerrarem suas vidas daquela maneira ao invés de irem pra asilos, como os americanos costumam fazer; há também aquela cena em que Christian está desmaiado prestes a ser sacrificado e uma loirinha simpática o acorda dizendo que vai ficar tudo bem...) E por baixo de tudo isso ainda há a premissa de que a história é a metáfora do fim de um relacionamento, a dor que a personagem atravessa depois de se acomodar naquele relacionamento merda com um cara babaca simplesmente pela necessidade de "pertencer a alguém" mesmo que esse alguém seja um bosta: ela atravessa esse rio de merda e auto comiseração para se encontrar com aquilo que ela realmente é: lembrem-se dela feliz falando em sueco enquanto dança ao redor um mastro - ouvi algumas pessoas dizerem que esse mastro talvez simbolize um novo "pênis"na vida dela, kkkkkk, não que ela precisasse de um para ser feliz, mas precisava se livrar daquele outro que nada acrescentava e a seita a supriria naquilo que estava faltando, abraços e apoio incondicional - lembrem-se também da "florzinha" pulsando descontrolada na coroa dela depois de receber um beijo de seu novo mancebo, enquanto o Christian estava sendo levado a encerrar seu ciclo naquela história
O Ari Aster disse que esse filme foi inspirado por um rompimento amoroso, porran... Não desejo decepção amorosa pra ninguém, mas esse pé na bunda rendeu um bom fruto.
A Lolita se comporta exatamente como qualquer adolescente da idade dela. Ela ri de coisas bobas, brinca de boneca, assalta a geladeira, faz birra, se desentende com a mãe, mantém relações íntimas em nível de descoberta com o coleguinha de acampamento e, de início, acabou projetando uma imagem romântica no padrasto (reparem que no quarto de Lolita há um pôster de um ator onde ela escreve H.H. em cima, numa alusão à semelhança do Humbert com o ator que ela gostava). Reproduz com ele o que havia aprendido na inocência de sua fase de descobertas. Ele, por sua vez, sendo pedófilo, tende a sexualizá-lá em cada passo que ela dá, seja os sorrisos, a forma como estende a roupa no varal, a forma como come, como dança. Ele é doentio em sua perversão. Chega a ser perceptível o júbilo que sente em machucá-la nas relações sexuais e na forma como a manipula (como na noite em que ela está chorando pela morte da mãe e ele a força a ter relações com ele, e ela aceita pois "não tem mesmo pra onde ir"). Lolita acaba transferindo essa projeção em Clare Quilty, que se mostra para ela como uma alternativa de fuga daquela vida de abusos - o que acaba se revelando mais um engano em sua vida. Achei que o filme romantizou demais a figura do Humbert e demonizou a garota... no livro ele não era esse homem pretensamente romântico, ele era um predador com um objetivo muito evidente, extremamente sem noção, pervertido, maléfico que chegava a desejar ter filhas e netas com a Lolita para poder abusar delas também
E que personagem mais fdp esse do Michael C. Hall. Tudo bem que ele não era obrigado a ter nada com a moça, mas também não precisava chama-la pra sair e depois levar numa reunião da Hinodé (ok, não era uma reunião da Hinodé, mas a vibe foi a mesma kkkkkk)
Esse filme é muito pesado. Muito. Se você for sensível ao tema tratado nele, mantenha-se preparado antes de assistir. Eu sinto um aperto no peito cada vez que me lembro dele. A Rebecca Hall simplesmente arrasou na personagem, fez de uma forma incrivelmente realista. Quem assiste fica extremamente sem graça e chocado em se sentir na pele dela; a atmosfera deprimente é tão densa que é quase palpável.
Efeitos visuais podrérrimos que não passam verossimilhança; trama tosca; motivações tontas tanto dos personagens quanto do cineasta, que mirou em uma pretensa crítica política e acertou em "só mais um filme gore ruim". Pode ser que alguém tenha gostado, eu achei péssimo.
Li várias críticas a esse filme e não duvido que seja um portento de produção, mas como mãe, eu digo: não aguentaria assistir. E já explico por quê. Quando surgiram filmes como "A serbian film" ou "Human centipede", a recomendação era que quem tivesse filhos não os assistisse em vista do conteúdo violento envolvendo crianças; são, sem sombra de dúvidas, duas produções extremas destinadas a estômagos fortes, e eu os assisti - todavia,seus bebês de borracha e o pastiche grotesco a que se sujeitam, apesar de chocantes em um primeiro momento, não chegam nem perto do conflito presente em "Daisy diamond" - todos os dias há jovens sendo estupradas, tendo uma gravidez indesejada, sofrendo depressão pós parto. Isso é muito real, possível, e por isso, assustador. É muito próximo de nós, pobres mortais. O filme traz como um soco na cara toda a culpa materna, suas limitações, suas angústias sufocantes. É muito triste estar naquela situação, e infelizmente ela é muito real e recorrente.
"Ah, porque a Amy é manipuladora" Vem cá, e o Nick, não é manipulador não? E os pais dela, não são? E a irmãzinha do Nick, não é? Não obstante a protagonista elevar a sua obsessão à quinta potência, não tem ninguém santo ali. O Nick é um prepotente, que pensa que pode levar a mulher a abandonar a sua carreira e arrastá-la pra um fim de mundo, praticamente decidindo tudo no lugar dela. Os pais da Amy o tempo todo pressionando-a por meio daquela bobajada da personagem perfeita criada a partir dela. Dois chatos de galocha que tem aí seus 90% de culpa pela monstruosidade da filha. A irmã chatíssima do Nick, sugerindo o tempo todo que ele fosse ainda mais babaca do que já era naturalmente - no livro isso é ainda mais evidente, ela chega a sugerir que ele a agrida. E no fundo, casamento é isso, mesmo que em um grau menor em ambas as partes: a garota legal encontra o garoto legal, os dois soltam faíscas e se casam e depois de algum tempo veem que não é exatamente isso e: a) arrumam casinhos por fora, ou arrumam alguma outra forma de deixar o relacionamento em segundo plano, se chateiam um com o outro e começam uma contenda no relacionamento, como na primeira parte do filme; ou b) Se acomodam cada um na sua chatice e permanecem juntos mofando até o final, como na segunda parte do filme
Jogos Mortais X
3.4 529 Assista AgoraEm todo lugar que passo por Jogos Mortais, eu comento: a franquia é boa e tem fãs fiéis, mas fico triste que um puta ator com mais de 40 anos de carreira como o Tobin Bell, que tem uma baita veia dramática e um timing cômico excelente, fique estigmatizado a fazer só esse filme ou esse tipo de filme.
Schramm
3.0 59Efeitos práticos bons, filme chatinho
Carcinoma
3.2 25A filmografia do Dora sempre entregando uma alta dose de body horror e niilismo; mas, neste aqui, ouso dizer que ainda deu pra captar uma dose mínima de sentimento - a frustração da namorada, a tristeza e o desespero da mãe ao ver o filho se entregar à doença e, finalmente, ir embora. Não há cor aqui - é tudo frio, escuro e sussurrado, e quando há ponto alto, é a mãe chorando, ou a namorada se lamentando; elas estão envolvidas emocionalmente com a dor do outro, coisa que não ocorre nos outros filmes - esse desespero, tangível, é uma via de identificação com o espectador; afinal, tudo ali é horrível e fedorento além da conta, mas há pessoas se importando como nos importaríamos. Se me pedirem pra indicar um filme do Dora, eu indico Carcinoma
Meu Pai
4.4 1,2K Assista AgoraConforme o enredo vai se desenrolando, foi me dando um desespero... o que aconteceu mesmo, e o que era coisa da cabeça dele?? Só mesmo uma entidade sagrada como Anthony Hopkins pra plantar essa dúvida de uma forma tão convincente - e a gente ficar do lado dele, qualquer que seja a versão. E a Olivia Colman, maravilhosa e linda como sempre
Um Lugar
3.5 66Não consegui me prender no filme... Desisti antes da metade
Advogado do Diabo
4.0 1,5K Assista AgoraCaraca, eu me lembro de ter assistido a esse filme quando era adolescente e achava o máximo. Fui assistir de novo pra ver se é isso mesmo ou se era a minha nostalgia me pregando uma peça. Parece que eu estava presenciando um romance do Wattpad virando filme (no fim das contas, o romance do Andrew Neiderman, no qual o filme foi baseado, se parece com isso mesmo), as referências a Satã e ao mal parecendo aquelas conversas conspiracionistas de estudantes do quinto ano sobre a loira do banheiro kkkkkkk "Uhh, olha só como eu vou lançando pistas sobre John Milton ser o diabo, vamos ver se nosso público consegue entender que ele é o diabo". Particularmente constrangedora é a cena do discurso do diabão, sério, Al Pacino? Tava devendo IPTU, fio? Me lembrou muito o Jim Carrey em Ace Ventura. Que preguiça do c4r4lh0.
O Massacre da Serra Elétrica 2
2.8 364Quem gosta da franquia, não pode deixar de ler o livro de Stefan Jaworzyn. Os bastidores das filmagens tanto do 1 quanto do 2 dariam um filme à parte, divertido demais da conta
Vida
3.4 1,3K Assista AgoraCientistas, médicos, astronautas em geral estudam tantas leis para chegarem no patamar de uma viagem espacial, pra no fim das contas a lei que prevalece é a Lei de Murphy kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Eu preferiria que esse filme tivesse sido feito nos anos 80, com um monstro bem gore e nojento feito mecanicamente - o Calvin, apesar de propiciar momentos de tensão, desliza seu CGI arrogantemente pelo cenário, pretendendo ser mais do que é - e não sendo. Mas é um bom filme, gostei.
Eu só não entendi por que, no final,
quando os pescadores abriram a cápsula, o monstro tinha virado uma meleca e o Jordan ainda estava vivo. Eu pensei que o Calvin iria invadir os buracos dele, igual fez com os outros
A Comilança
3.7 70 Assista AgoraPor incrível que pareça, eu vi uma referência a esse filme num gibi do Tio Patinhas
Irreversível
4.0 1,8KEsse filme dá uma sensação desgraçada de tristeza e impotência, e daquelas muito difíceis de arrancar de dentro da gente
Terror no Pântano
2.9 233O filme é bom em ser ruim... Era essa a intenção, será?
Haxan: A Feitiçaria Através dos Tempos
4.2 187 Assista AgoraFoda demais <3
Os Perdedores
3.3 416 Assista AgoraRespeito quem gostou desse filme, mas eu achei bem ruim viu, pqp
Só três pessoas ali acreditavam no que tavam fazendo - Elba, Morgan e Saldaña -, o resto entregou na mão de Satã e foi andando.
Vilão escrachado de canastrão, era pra ser engraçado? E aquela cena de sexo entre o Clyde e a mocinha, os dois tinham brigado nos bastidores ou foi só mal dirigida mesmo? Ponto positivo para os brações fortes e veiúdos dos gostosos Idris e Morgan, e suas respectivas testas franzidas, aliás, o filme todo exala testosterona forçadamente, tive até a impressão de que meu buço estava mais espesso depois que assisti. Cheguei no final com muito empenho.
Possessão
2.8 1,3K Assista AgoraJD Morgan, me possua
Marido por Acaso
3.1 387Está com dificuldade de ovular? Olhe para o Jeffrey Dean Morgan kkkkk mdsssss
Filme água com açúcar, mas gostosinho de assistir em uma tarde fria.
365 Dias
1.5 880 Assista AgoraDei meia estrela pelas ZENAS DE ZÉQUIÇO, que parece ser a única coisa bem orquestrada nesse filme
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite
3.6 2,9K Assista AgoraAssisti a esse filme há umas duas semanas e estou tentando digeri-lo até agora.
As gravuras que vão sendo apresentadas no decorrer do filme são espécies de spoilers do que está por acontecer, e também "roteiros" que o personagem Pelle seguiu para conseguir suas vítimas para o sacrifício - a morte dos amigos e da família de Dani, as DR com o namorado, a fura-olhice do Pelle, a ruivinha preparando bruxedos pra fisgar o Christian e os dois transando com as mulheres olhando tudo, enquanto a Dani semeia o campo - aliás, esse paralelo de "semeaduras" (Dani semeando o campo enquanto Christian "semeia" o útero da donzela) é só uma das inúmeras sutilezas que o Ari Aster vai jogando pela sua história, uma delas é começar o ciclo de estranhezas ritualísticas com o suicídio do personagem interpretado pelo ator Björn Andrejzen, que interpretou na década de 70 o "anjo da morte" no filme "Morte em Veneza". Aliás, o que mais choca nesse filme não são as cabeças explodindo na pedra ou o rapaz todo fodido pendurado no teto do galinheiro com as vísceras à mostra, ou o palhaço da turma sendo esfolado e usado como fantasia, o que choca é ver a naturalidade com que tratam tudo aquilo e como esperam que os americanos vejam a morte como uma "feliz realização" (reparem que, enquanto um dos personagens dá um tremendo piti depois que a velha pula do penhasco, uma das figurantes faz gestos de quem não entende o porquê daquele escândalo; logo a seguir, a líder afirma que os dois estavam muito felizes de encerrarem suas vidas daquela maneira ao invés de irem pra asilos, como os americanos costumam fazer; há também aquela cena em que Christian está desmaiado prestes a ser sacrificado e uma loirinha simpática o acorda dizendo que vai ficar tudo bem...)
E por baixo de tudo isso ainda há a premissa de que a história é a metáfora do fim de um relacionamento, a dor que a personagem atravessa depois de se acomodar naquele relacionamento merda com um cara babaca simplesmente pela necessidade de "pertencer a alguém" mesmo que esse alguém seja um bosta: ela atravessa esse rio de merda e auto comiseração para se encontrar com aquilo que ela realmente é: lembrem-se dela feliz falando em sueco enquanto dança ao redor um mastro - ouvi algumas pessoas dizerem que esse mastro talvez simbolize um novo "pênis"na vida dela, kkkkkk, não que ela precisasse de um para ser feliz, mas precisava se livrar daquele outro que nada acrescentava e a seita a supriria naquilo que estava faltando, abraços e apoio incondicional - lembrem-se também da "florzinha" pulsando descontrolada na coroa dela depois de receber um beijo de seu novo mancebo, enquanto o Christian estava sendo levado a encerrar seu ciclo naquela história
O Ari Aster disse que esse filme foi inspirado por um rompimento amoroso, porran... Não desejo decepção amorosa pra ninguém, mas esse pé na bunda rendeu um bom fruto.
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite
3.6 2,9K Assista AgoraBem, eu compreendi a maior parte das camadas interpretativas do filme, mas não vi ninguém falando sobre
um "Christian" sendo queimado em um ritual pagão
Será que tem alguma coerência isso que estou considerando ou só tô viajando na maionese?
Lolita
3.7 836 Assista Agora" A jovem, por sua vez, mostra ser bastante madura para a sua idade"
NÃO. Não mesmo!
A Lolita se comporta exatamente como qualquer adolescente da idade dela. Ela ri de coisas bobas, brinca de boneca, assalta a geladeira, faz birra, se desentende com a mãe, mantém relações íntimas em nível de descoberta com o coleguinha de acampamento e, de início, acabou projetando uma imagem romântica no padrasto (reparem que no quarto de Lolita há um pôster de um ator onde ela escreve H.H. em cima, numa alusão à semelhança do Humbert com o ator que ela gostava). Reproduz com ele o que havia aprendido na inocência de sua fase de descobertas. Ele, por sua vez, sendo pedófilo, tende a sexualizá-lá em cada passo que ela dá, seja os sorrisos, a forma como estende a roupa no varal, a forma como come, como dança. Ele é doentio em sua perversão. Chega a ser perceptível o júbilo que sente em machucá-la nas relações sexuais e na forma como a manipula (como na noite em que ela está chorando pela morte da mãe e ele a força a ter relações com ele, e ela aceita pois "não tem mesmo pra onde ir"). Lolita acaba transferindo essa projeção em Clare Quilty, que se mostra para ela como uma alternativa de fuga daquela vida de abusos - o que acaba se revelando mais um engano em sua vida.
Achei que o filme romantizou demais a figura do Humbert e demonizou a garota... no livro ele não era esse homem pretensamente romântico, ele era um predador com um objetivo muito evidente, extremamente sem noção, pervertido, maléfico que chegava a desejar ter filhas e netas com a Lolita para poder abusar delas também
Christine
3.7 215E que personagem mais fdp esse do Michael C. Hall. Tudo bem que ele não era obrigado a ter nada com a moça, mas também não precisava chama-la pra sair e depois levar numa reunião da Hinodé (ok, não era uma reunião da Hinodé, mas a vibe foi a mesma kkkkkk)
Christine
3.7 215Esse filme é muito pesado. Muito. Se você for sensível ao tema tratado nele, mantenha-se preparado antes de assistir. Eu sinto um aperto no peito cada vez que me lembro dele. A Rebecca Hall simplesmente arrasou na personagem, fez de uma forma incrivelmente realista. Quem assiste fica extremamente sem graça e chocado em se sentir na pele dela; a atmosfera deprimente é tão densa que é quase palpável.
A Serbian Film: Terror Sem Limites
2.5 2,1K Assista AgoraEfeitos visuais podrérrimos que não passam verossimilhança; trama tosca; motivações tontas tanto dos personagens quanto do cineasta, que mirou em uma pretensa crítica política e acertou em "só mais um filme gore ruim". Pode ser que alguém tenha gostado, eu achei péssimo.
Daisy Diamond
3.9 129Li várias críticas a esse filme e não duvido que seja um portento de produção, mas como mãe, eu digo: não aguentaria assistir. E já explico por quê.
Quando surgiram filmes como "A serbian film" ou "Human centipede", a recomendação era que quem tivesse filhos não os assistisse em vista do conteúdo violento envolvendo crianças; são, sem sombra de dúvidas, duas produções extremas destinadas a estômagos fortes, e eu os assisti - todavia,seus bebês de borracha e o pastiche grotesco a que se sujeitam, apesar de chocantes em um primeiro momento, não chegam nem perto do conflito presente em "Daisy diamond" - todos os dias há jovens sendo estupradas, tendo uma gravidez indesejada, sofrendo depressão pós parto. Isso é muito real, possível, e por isso, assustador. É muito próximo de nós, pobres mortais. O filme traz como um soco na cara toda a culpa materna, suas limitações, suas angústias sufocantes. É muito triste estar naquela situação, e infelizmente ela é muito real e recorrente.
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista Agora"Ah, porque a Amy é manipuladora"
Vem cá, e o Nick, não é manipulador não? E os pais dela, não são? E a irmãzinha do Nick, não é?
Não obstante a protagonista elevar a sua obsessão à quinta potência, não tem ninguém santo ali.
O Nick é um prepotente, que pensa que pode levar a mulher a abandonar a sua carreira e arrastá-la pra um fim de mundo, praticamente decidindo tudo no lugar dela.
Os pais da Amy o tempo todo pressionando-a por meio daquela bobajada da personagem perfeita criada a partir dela. Dois chatos de galocha que tem aí seus 90% de culpa pela monstruosidade da filha.
A irmã chatíssima do Nick, sugerindo o tempo todo que ele fosse ainda mais babaca do que já era naturalmente - no livro isso é ainda mais evidente, ela chega a sugerir que ele a agrida.
E no fundo, casamento é isso, mesmo que em um grau menor em ambas as partes: a garota legal encontra o garoto legal, os dois soltam faíscas e se casam e depois de algum tempo veem que não é exatamente isso e: a) arrumam casinhos por fora, ou arrumam alguma outra forma de deixar o relacionamento em segundo plano, se chateiam um com o outro e começam uma contenda no relacionamento, como na primeira parte do filme; ou b) Se acomodam cada um na sua chatice e permanecem juntos mofando até o final, como na segunda parte do filme