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Data de lançamento
7 Fev. 2020Duração
Laura (Anna Maria Sieklucka) comemora seu 29º aniversário com amigos na Sicília quando é sequestrada por Massimo Toricelli (Michele Morrone), ou "Don", como é conhecido - o jovem e bonito chefe da máfia siciliana. Ele é obcecado pela moça desde que viu seu rosto anos antes durante uma experiência de quase-morte.
Ao levar a garota para seu cativeiro - sua gigantesca mansão - Massimo promete soltá-la após 365 dias, pois esse é período que ele precisa para fazer a teimosa Laura se apaixonar por ele.
Baseado no romance "365 Dni", de Blanka Lipińska.
Vale pela trilha sonora. E só!
- meldels, que monte de estrume foi esse que eu assisti?
- é um completo desserviço para a humanidade, inacreditável que fizeram uma desgraça dessa em pleno 2020
- tiveram a pachorra de fazer a mulher se apaixonar pelo próprio abusador
- atuações terríveis, o roteiro é completamente patético e sem sentido e a trilha sonora é de dar vontade de vomitar
365 DAYS
(365 dni)
Direção: Barbara Białowąs & Tomasz Mandes
Ano: 2020
Assistido em: 10/01/2026
Como eu estou constantemente ligado às notícias do cinema, não vou fingir que não conhecia a trilogia 365 Dias. Ela fez muito barulho quando começou, lá no comecinho da década, seja pela sua baixa qualidade, seja pelas cenas picantes, mas eu nunca tinha assistido e nunca tive interesse. Entretanto, no ano passado eu ganhei alguns livros usados de uma amiga, e no meio estava a trilogia na qual esses filmes são baseados. E, como eu não desperdiço livro nenhum, independentemente de gênero, eu li. E a cada virada de página, ficava mais embasbacado com a baixa qualidade do texto. Era um livro tão ruim, tão mal desenvolvido, que eu precisava saber como aquilo ia terminar.
Quando cheguei ao final da leitura do terceiro livro, por Deus, eu queria fazer uma fogueira no meu quintal e queimar os três, de preferência usando a autora, Blanka Lipinska, como lenha. Diante de tamanha ruindade, resolvi dobrar a aposta. Não conseguia imaginar esses filmes sendo tão ruins quanto os livros e decidi que era hora de assisti-los. Para minha total surpresa, sim: os filmes são tão ruins quanto os livros. A história é praticamente ipsis litteris o que está no papel. Existem pouquíssimas alterações. Então, o que é ruim aqui não é mérito da direção, não é mérito do roteiro que inclusive, a própria autora faz parte da esquipe. Tudo vem da base, e a base é horrorosa.
Laura Biel é sequestrada pelo mafioso Massimo Torricelli e levada para a Sicília, onde ele impõe que ela passe trezentos e sessenta e cinco dias ao seu lado. Presa em luxo e vigilância constante, Laura tenta preservar sua autonomia enquanto Massimo busca controlá la emocionalmente. A convivência forçada gera tensão, desejo e conflitos de poder, transformando a relação em um jogo perigoso entre submissão e resistência. Sentimentos confusos surgem misturados a medo, atração e manipulação constante durante cada novo encontro.
A protagonista dessa história, Laura Biel, é inacreditável. Uma personagem que foi muito beneficiada com o filme, porque deixaram de mostrar muitas camadas da personalidade dela que estão no livro. Aqui, não dá para perceber o quão fútil, vulgar, superficial, manipulável, influenciável, tempestuosa e precipitada essa criatura é. Ela é sequestrada e coagida a viver 365 dias em cárcere, ou seus pais irão morrer. Beleza, dá para entender. Mas, com menos de um mês, ela já está dando para o sequestrador, já se apaixona por ele, já aceita casar com o cara. Isso, em qualquer casa de internação, seria caso clínico grave.
Certa vez eu li em uma entrevista que o George Clooney deu, uma frase perfeita, que eu nunca consigo esquecer. Ele disse o seguinte: "você pode fazer um filme ruim a partir de um roteiro bom, mas você não pode fazer um filme bom a partir de um roteiro ruim". Eu vi muita gente criticando os atores protagonistas, e vou dizer uma coisa: eles são fracos, são mesmo, não têm defesa. Mas não dá para fazer nada quando a base é horrível. Pelo menos eles são bonitos, agradeçam por isso. Para as mulheres e para os gays, Michele Morrone é um espetáculo, está o tempo todo sem camisa, sensual, e a gente tem que se apegar a isso mesmo, porque, se for olhar para a história, não sobra absolutamente nada.
365 Days é aquele tipo de filme que o povo vai assistir pela putaria. Eles não estão nem aí para roteiro. E eu não vou julgar quem faz isso. Aliás, só posso dizer que essa é a estratégia correta para assistir a esse tipo de filme, porque, se você for reparar na história... que história?! Não existe história! É só uma retardada que foi sequestrada, desenvolve síndrome de Estocolmo e sai passeando e transando por aí por quase duas horas. É só isso.
Mas o livro também é só isso, então não há o que ser feito. Eu ainda vou assistir aos outros dois, porque, pelo que já ouvi falar, eles se distanciam mais da base e apresentam um pouco mais de material inédito. Se levarmos em consideração que a primeira parte é melhor dentre as três, eu ainda tenho uma mínima esperança de encontrar um desfecho menos ruim. Porque, a cada página, a cada linha que eu lia do terceiro livro, eu queria matar aqueles neandertais que pintavam nas cavernas e inventaram a comunicação escrita, só para que, no futuro, alguém como a Blanka Lipinska cometesse o crime de escrever essa atrocidade. Então, qualquer coisa que melhore esse material, para mim, já é válida. Eu sei que estou pedindo demais, mas, ainda assim, quero pagar para ver.
Não aguentei 10m que tive gatilho
O filme é bem ruim, o que é realmente bom são as cenas de sexo, são muito bem feitas, fora isso, é totalmente problemático e mal pensado. Como assim a mulher apaixona por uma pessoa que
SEQUESTROU ELA EM MENOS DE 2 MESES E QUER CASAR E QUER TER O FILHO JUNTO COM ELE SEM TER AO MENOS UMA SINDROME DE ESTOCOLMO ? TUDO PQ ELA QUE PROVOCOU DESDE O INICIO? QUEM IA PROVOCAR UM SEQUESTRADOR DESDE O INICIO DE UM SEQUESTRO, MEU PAI?
Mas é bem melhor que cinquenta tons de cinza, isso é