Dirigido por
Duração
Lothar Schramm, taxista, tem uma concepção de que trabalho é trabalho e cognac é cognac. Quando convida alguns dos seus passageiros, criteriosamente selecionados, para beber um copo, a coisa vai piorar. Schramm é um “serial killer” para quem os convidados são a matéria-prima para as suas fantasias de psicopata.
Terror alemão underground com elementos surrealistas, poderia ser melhor, tem muitos momentos malucos mas no geral compensa com boas cenas agoniantes e principalmente pelo ator que faz o lunático. A curta duração é outro ponto positivo.
"Schramm" é um filme curto (65 minutos) que já nas primeiras cenas revela seu desfecho, apostando no tom de ironia dramática. Mas a direção de Jörg Buttgereit não consegue agregar tensão ou manter o ritmo; a estética e a narrativa são frias, típicas do cinema alemão. A ausência de construção dos personagens faz com que eles não despertem relevância ou emoção, e até mesmo as cenas mais violentas e gráficas soam forçadas como material sensacionalista.
Embora se apresente como horror psicológico, o foco não está nos crimes, mas na mente de Lothar Schramm, o assassino. O filme expõe seus pesadelos, traumas, rotina banal e uma explicação simplista para seus impulsos. Opta por mostrar como experiências com mulheres de sua vida moldaram seu desprezo pelo feminino. Conhecido pela imprensa como o “assassino do batom”, ele parece padecer de certa culpa pelo que faz, expiando-a por meio da automutilação. Para ele, o sexo feminino é repulsivo e ameaçador, e essa visão distorcida talvez sustente a violência que o domina e o leva a acessar somente corpos de mulheres mortas ou inconscientes.
Em minha opinião, o mais perturbador do filme não é a solidão ou paranoia de Lothar, mas a constatação de que psicopatas podem viver como qualquer pessoa: ter vizinhos, frequentar restaurantes, dirigir táxis e até aparentar docilidade. Ainda assim, o filme não consegue transformar essa ideia em uma experiência marcante. Os efeitos especiais são fracos, a qualidade da fotografia é baixa e o final, sem ápice e quase banal, reflete a própria vida do protagonista.
Quem lê a sinopse ou vê a capa imagina gore, um doidão alemão e satanás na terra, que nada, muito longe é chato, enfadonho, cheio de cenas de maconheiro alemão, surrealismo e impressionismo, chato pacaraiii da conta, e se esqueci chato...Ainda bem que é curtissimo...
Efeitos práticos bons, filme chatinho
Ai gente, eu tentei hein... Mas não rola não! 🤷🏼♂️