Heroin(e) (ou, em português, Heroína(s)) é um documentário excelente produzido pela Netflix. É ambientado na capital norte-americana da overdose, Huntington, na Virgínia. Anteriormente, a cidade era conhecida como a capital da obesidade – tanto que, em 2008, o CDC considerou a cidade como a menos saudável do país. A taxa de overdose na cidade é dez vez maior que a média nacional americana – em um dia, por exemplo, a cidade registrou 26 overdoses. O documentário foca em três mulheres que tentam mudar a realidade da pequena cidade. As três mulheres são a chefe dos bombeiros, Jan Rader, a juíza, Patricia Keller, e a corretora de imóveis, Necia Freeman, que organiza missões. Essas mulheres tratam os adictos de maneira humanitária e amorosa, ao contrário da antiga e antiquada maneira de tratá-los como uma “escória da sociedade” - sendo a última, ineficaz e que cria uma barreira para quem sofre do problema. Diz que se tratamos essas pessoas olhando nos seus olhos e dizendo seu nome, não tratando apenas como viciados e sim como pessoas que tem um futuro, eles podem se ver dessa maneira e se tornarem cidadãos com realmente um futuro pela frente (vide Mickey). É um excelente documentário (e curto – apenas 35 minutos) que todos – como cidadãos - deveriam assistir.
É incrível como o Tim Burton consegue colocar emoção nessa sua primeira curta de apenas 6 minutos de duração. O personagem principal, Vincent Malloy, possui uma personalidade extremamente complexa, ainda mais tratando-se de um personagem infantil de 7 anos. O garoto sonha em tornar-se Vincent Price, e tem como ídolo literário ninguém menos que Edgar Allan Poe. A sua personalidade extremamente complexa e dramática – em diversas situações relativamente cotidianas, como um castigo aplicado por sua mãe visto como uma sentença de morte em um castelo macabro – pode ser associado ao próprio autor, Tim Burton, ou seja, Vincent Malloy é Tim Burton quando criança. Não é nenhuma surpresa que o autor teve como inspirações Vincent Price, o Mestre do Macabro, e Edgar Allan Poe desde cedo. Além disso, é notório a influência do Expressionismo Alemão na curta. A curta é finalizada citando um trecho do poema “O Corvo” (The Raven) do Edgar Allan Poe: “E a minha alma sai da sombra que está caída e flutua ao chão – Erguera-se nunca mais”. O interessante é que a narração da curta é feita pelo próprio Vincent Price, e se procurarem no Youtube, tem a leitura e interpretação dele do poema de Poe.
Heroína(s)
3.7 59 Assista AgoraHeroin(e) (ou, em português, Heroína(s)) é um documentário excelente produzido pela Netflix. É ambientado na capital norte-americana da overdose, Huntington, na Virgínia. Anteriormente, a cidade era conhecida como a capital da obesidade – tanto que, em 2008, o CDC considerou a cidade como a menos saudável do país.
A taxa de overdose na cidade é dez vez maior que a média nacional americana – em um dia, por exemplo, a cidade registrou 26 overdoses. O documentário foca em três mulheres que tentam mudar a realidade da pequena cidade.
As três mulheres são a chefe dos bombeiros, Jan Rader, a juíza, Patricia Keller, e a corretora de imóveis, Necia Freeman, que organiza missões. Essas mulheres tratam os adictos de maneira humanitária e amorosa, ao contrário da antiga e antiquada maneira de tratá-los como uma “escória da sociedade” - sendo a última, ineficaz e que cria uma barreira para quem sofre do problema. Diz que se tratamos essas pessoas olhando nos seus olhos e dizendo seu nome, não tratando apenas como viciados e sim como pessoas que tem um futuro, eles podem se ver dessa maneira e se tornarem cidadãos com realmente um futuro pela frente (vide Mickey).
É um excelente documentário (e curto – apenas 35 minutos) que todos – como cidadãos - deveriam assistir.
Vincent
4.5 1,0KÉ incrível como o Tim Burton consegue colocar emoção nessa sua primeira curta de apenas 6 minutos de duração. O personagem principal, Vincent Malloy, possui uma personalidade extremamente complexa, ainda mais tratando-se de um personagem infantil de 7 anos. O garoto sonha em tornar-se Vincent Price, e tem como ídolo literário ninguém menos que Edgar Allan Poe.
A sua personalidade extremamente complexa e dramática – em diversas situações relativamente cotidianas, como um castigo aplicado por sua mãe visto como uma sentença de morte em um castelo macabro – pode ser associado ao próprio autor, Tim Burton, ou seja, Vincent Malloy é Tim Burton quando criança.
Não é nenhuma surpresa que o autor teve como inspirações Vincent Price, o Mestre do Macabro, e Edgar Allan Poe desde cedo. Além disso, é notório a influência do Expressionismo Alemão na curta.
A curta é finalizada citando um trecho do poema “O Corvo” (The Raven) do Edgar Allan Poe: “E a minha alma sai da sombra que está caída e flutua ao chão – Erguera-se nunca mais”. O interessante é que a narração da curta é feita pelo próprio Vincent Price, e se procurarem no Youtube, tem a leitura e interpretação dele do poema de Poe.
Sábado
3.2 4Interessante a maneira como o autor descreve a simplicidade do cotidiano nesse curta.