Heroin(e) (ou, em português, Heroína(s)) é um documentário excelente produzido pela Netflix. É ambientado na capital norte-americana da overdose, Huntington, na Virgínia. Anteriormente, a cidade era conhecida como a capital da obesidade – tanto que, em 2008, o CDC considerou a cidade como a menos saudável do país. A taxa de overdose na cidade é dez vez maior que a média nacional americana – em um dia, por exemplo, a cidade registrou 26 overdoses. O documentário foca em três mulheres que tentam mudar a realidade da pequena cidade. As três mulheres são a chefe dos bombeiros, Jan Rader, a juíza, Patricia Keller, e a corretora de imóveis, Necia Freeman, que organiza missões. Essas mulheres tratam os adictos de maneira humanitária e amorosa, ao contrário da antiga e antiquada maneira de tratá-los como uma “escória da sociedade” - sendo a última, ineficaz e que cria uma barreira para quem sofre do problema. Diz que se tratamos essas pessoas olhando nos seus olhos e dizendo seu nome, não tratando apenas como viciados e sim como pessoas que tem um futuro, eles podem se ver dessa maneira e se tornarem cidadãos com realmente um futuro pela frente (vide Mickey). É um excelente documentário (e curto – apenas 35 minutos) que todos – como cidadãos - deveriam assistir.
Apesar de ser um filme simples com uma história bem delineada, o diretor consegue passar mensagem fortíssimas para nós, espectadores. A primeira e com certeza a mais clara é que devemos ter fé, nem que seja em nós mesmos - como diria Hashimoto. É importante frisar que o filme em nenhum momentos quer convencer o espectador que somente a fé pode ajudar - isso é mostrado principalmente nas conversas entre o pastor e Hashimoto - ou seja, o filme não tenta te catequizar de forma alguma - inclusive, dizendo que devemos ter fé em nós mesmos e, a cena, na qual um padre diz que Ben Eagle é uma fantasia, e logo em seguida, mostra imagens religiosas. A segunda, mais escondida, mostra o preconceito que os japoneses sofreram nos EUA durante a guerra. Os preconceituosos não percebiam que os nipônicos também sofreram consequências na guerra, talvez até piores que os dos americanos. Porém, ainda acho que o filme tinha que ter mostrado uma cena de maior repudio ao preconceito. Porém, é um filme descompromissado em criar uma polêmica, portanto, cumpriu bem seu propósito. O filme é um bom filme, que com certeza, recomendaria para quem não assistiu - é um filme leve, com boa levada. Os atores cumpriram muito bem o seu papel, com destaque ao garotinho Jakob Salvati. Portanto, se você ainda não assistiu, assista - você não vai se arrepender.
Baseado na história de Carl Brashear, o filme “Homens de Honra” (Men of Honor) é excelente em várias esferas. Pessoalmente, adoro ver filmes de superação/motivacionais para um dar impulso extra para atingir nossos objetivos. E esse filme veio em boa hora. Há uma crítica clara no filme que todos que lerem a sinopse conseguem já captar – o racismo. O filme não foi a primeira obra que expôs o racismo na Marinha, no Brasil mesmo, lendo “Bom Crioulo” conseguimos ver a “mesma” história – porém, com o tema da homossexualidade também.
Há diversas passagens que mostra o racismo – desde a ingressão na Marinha. Os negros iriam depois dos brancos. Além disso, quando entra no ônibus, é lhe dito que ele tinha um grande futuro. Porém, já na cozinha da Marinha, é avisado por outros colegas negros que não era bem assim. Porém, Carl Brashear quis mudar um pouco dessa ordem. E naquele dia, ele quis dar um “mergulho”, no entanto, os negros só poderiam entrar na água terça-feira, sendo aquele dia, sexta. Mas, a lembrança do ensinamento de seu pai de quebrar algumas regras, o jovem Carl pula na água, e logo mostra a sua habilidade na água. Apesar de conseguir um emprego como marujo, Brashear não queria permanecer naquela posição, e queria crescer. Depois de dois anos tentando, conseguiu uma vaga para a Escola de Mergulhadores Naval – e lá que as cenas de racismo mostram-se mais explícitas. Cenas como estudantes não quererem dormir no mesmo aposento de Carl, tentativas de expulsão da Escola (protagonizadas principalmente por Billy Sunday) e a tentativa de não graduação de Pappy. Porém, depois de vencer todas as adversidades, Carl Brashear torna-se Mergulhador Naval de elite. Em uma missão para pegar uma ogiva, acontece um acidente e Carl, na tentativa de salvar dois colegas, sofre um ferimento na perna – porém, as notícias não são boas para Carl, já que depois de um período, ele poderia recuperar um pouco o movimento das pernas e nunca mais mergulharia. Porém, graças a Billy Sunday, ele amputa sua perna para poder usar uma prótese e, assim, voltar à atividade. A recuperação não foi fácil, e mesmo tendo se recuperado, a Marinha não queria deixa-lo voltar.
O filme é excelente em diversos aspectos, a história não é lenta – tem uma boa progressão. As atuações, principalmente de Cuba Gooding Jr. e Robert DeNiro, são excelentes.
Achei “sem querer” essa série no catálogo da Netflix, e quando a encontrei fiquei surpreso com a história mostrada na sinopse, e por ser uma série brasileira (que não é comédia). Quando fui ver os episódios para saber quando tempo levaria para assistir, descobri que era uma minissérie – ou uma série curtíssima – apenas 4 episódios de 26 minutos cada. Quando assisti o primeiro capítulo, realmente fiquei surpreso com a série. Em pouco menos de meia hora, a trama chama muito a atenção – apesar de diversas pontas soltas (algo recorrente na série). O segundo capítulo não tem tanta rapidez e intensidade quanto a primeira, chegando a ser lento – a corrida pelas pedras é muito demorada, na minha opinião.
O terceiro capítulo volta a intensidade do primeiro com as cenas no hotel em Venâncio. Principalmente pela cena na qual Matheus aponta a arma para o Gomes. O quarto capítulo inicia com o rapaz quase decepando a mão de João Pedro, ou seja, já começa eletrizante – e, eu realmente estava gostando bastante da série gaúcha. Porém, depois de tudo ser resolvido, a pedra devolvida a João Pedro, começa a cair a intensidade justamente no episódio que tinha tudo para ser eletrizante. O encontro com a Mariana e a convenção de Ufologia de João Pedro foram um “fracasso”, os dois acabaram não dando certo. Outra situação que poderia ser melhor explorada pela série era a questão dos vilões, com exceção de Gomes, foram muito “normais” para uma série que tinha como premissa fugir dessa normalidade, na minha opinião.
As atuações não são dignas de Oscar, porém não deixaram a desejar – principalmente por Eduardo Cardoso (Matheus), Carlos Aleixo (João Pedro) e Marcos Contreras (Gomes). A direção é boa. O roteiro é o ponto alto da trama – consegue desenvolver bem com o pouco tempo utilizado, apesar das pontas soltas. Acredito que essas pontas soltas foram feitas de propósito para uma segunda temporada, o que seria excelente. Já que gostei bastante da série, com exceção do final, pelos motivos apresentados acima.
Sabe aquela série/filme que você vê inúmeras vezes a sinopse, e sempre que a vê, diz: vou assistir, mas escolhe uma outra opção e esse filme/série fica encalhado na sua lista por meses, é exatamente o que aconteceu comigo com a série Neighbors from Hell, eu sempre achei a história engraçada (sinopse), porém nunca assistia. Até que chegou um dia que eu finalmente disse, vou assistir essa parada para ver o que é. O primeiro episódio foi divertido, e resolvi dar chance a série para ela desenvolver. Inclusive é nesse primeiro episódio que acontece a minha cena favorita da série:
na hora de torturar, Balthazor tortura com a música da Britney Spears kkkk
. Não vou mentir aqui, e dizer que foi a melhor série/desenho que eu já assisti, porém é muito bom e recomendo a todos. O humor negro, algo que sempre me agradou, existe na série porém, ao contrário de outras “concorrentes”, não chega a ofender nem os mais politicamente corretos. O que eu achei realmente interessante é a inocência dos demônios, até mesmo de Satã. Parecia que eles eram melhores (moralmente) que as pessoas. Não é raro ver o espanto de Balthazor perante seu chefe Don Killbride ou Tina com Marjoe. Ou seja, parece que as pessoas são mais más do que os demônios. Outra crítica da série mora na xenofobia representada pelo peruano Chevdet. O chefe Don Killbride erra inúmeras vezes o país do empregado, chamado o Peru de Turquia (um trocadilho em inglês, já que Turkey em inglês significa Turquia e Peru, porém o país Peru é Peru mesmo na língua). O maltrato aos animais é visto também na série, no episódio em que Balthy e Don vão jogar golfe, e o que deixa o patrão feliz era acertar o pobre Pazuzu – personagem que é o mais engraçado, porém, infelizmente, pouco utilizado na série (principalmente no início). Portanto, é uma série bem-humorada com um “leve” humor negro e uma pitada de crítica. Realmente a recomendo para todos os fãs de séries de comédia.
Para mim, Poderoso Chefão é um dos melhores filmes já produzidos (senão, o melhor). Agora, imagina, misturar o diretor desse filme (Francis Ford Coppola) e Drácula, um dos personagens mais marcantes do terror. E é exatamente o que Drácula de Bram Stoker faz – junta os dois.
Há quem diga que o início foi mais intenso que o final – porém, a minha opinião é contrária, o filme possui a intensidade devida em cada uma de suas cenas – é impossível alguém dizer, por exemplo, que não há intensidade na cena em que Drácula transforma Mina em vampira.
Além disso, por mais que o filme seja gravado há quase 25 anos, é completamente novo. As atuações de Winona Ryder, Anthony Hopkins e, principalmente, Gary Oldman – que conseguiu humanizar, como ninguém, o vampiro. Portanto, realmente recomendo a todos assistir essa obra-prima do cinema moderno.
É incrível como o Tim Burton consegue colocar emoção nessa sua primeira curta de apenas 6 minutos de duração. O personagem principal, Vincent Malloy, possui uma personalidade extremamente complexa, ainda mais tratando-se de um personagem infantil de 7 anos. O garoto sonha em tornar-se Vincent Price, e tem como ídolo literário ninguém menos que Edgar Allan Poe. A sua personalidade extremamente complexa e dramática – em diversas situações relativamente cotidianas, como um castigo aplicado por sua mãe visto como uma sentença de morte em um castelo macabro – pode ser associado ao próprio autor, Tim Burton, ou seja, Vincent Malloy é Tim Burton quando criança. Não é nenhuma surpresa que o autor teve como inspirações Vincent Price, o Mestre do Macabro, e Edgar Allan Poe desde cedo. Além disso, é notório a influência do Expressionismo Alemão na curta. A curta é finalizada citando um trecho do poema “O Corvo” (The Raven) do Edgar Allan Poe: “E a minha alma sai da sombra que está caída e flutua ao chão – Erguera-se nunca mais”. O interessante é que a narração da curta é feita pelo próprio Vincent Price, e se procurarem no Youtube, tem a leitura e interpretação dele do poema de Poe.
Os objetivos de um cineasta, na minha opinião, ao lançar um filme são de entreter o público e tentar passar uma mensagem. Recentemente, os diretores tendem mais a agradar o público (visando o lucro) do que passar uma mensagem ao mesmo. No entanto, o filme australiano de 2014 consegue cumprir as duas principais metas.
O filme pode ser entendido de duas formas: a primeira, que é uma maneira superficial e não é assim que entendo o filme, é que o Babadook é realmente um monstro (quase um demônio) que primeiramente assombra Samuel (Noah Wiseman) e depois a sua mãe Amelia (Essie Davies). A outra, mais complexa, é que o Babadook é uma representação da depressão. A segunda interpretação faz sentido já que a mãe é cega perante sua própria depressão (causada pela perda do marido, Oskar), porém ela existe e afeta diretamente o menino desde que nasceu. Portanto, o menino também apresenta a depressão representada por um monstro. Conforme a película vai se estendendo, o menino cada dia mais fala sobre seu pai para Amelia que vê sua depressão crescendo e sendo encarnada pelo Babadook. Até que finalmente o Babadook encarna no corpo de Amelia e controla suas ações (antecipadas na leitura do livro). O filme termina com Amelia conseguindo controlar seus “demônios” internos, porém não matando-os, e sim, controlando-os. A crítica feita pelo filme é o abandono dos parentes perante a doença. A irmã de Amelia não a visitava mais com o motivo do sobrinho ser “estranho” demais.
A parte técnica do filme é excelente. As interpretações tanto de Noah Wiseman tanto de Essie Davies são fantásticas. Além da maneira como Jennifer Kent conduz o filme, lento no começo e intenso no final, sem “entregar” o filme rápido demais, além de não apelar para mortes brutais e sangue. Portanto, o filme australiano consegue se destacar por realizar os principais objetivos, que ao contrário de seus concorrentes blockbusters, nos mostra uma mensagem realmente interessante sobre como a depressão pode ser prejudicial na vida de uma pessoa e como ela afeta as pessoas próximas.
Heroína(s)
3.7 59 Assista AgoraHeroin(e) (ou, em português, Heroína(s)) é um documentário excelente produzido pela Netflix. É ambientado na capital norte-americana da overdose, Huntington, na Virgínia. Anteriormente, a cidade era conhecida como a capital da obesidade – tanto que, em 2008, o CDC considerou a cidade como a menos saudável do país.
A taxa de overdose na cidade é dez vez maior que a média nacional americana – em um dia, por exemplo, a cidade registrou 26 overdoses. O documentário foca em três mulheres que tentam mudar a realidade da pequena cidade.
As três mulheres são a chefe dos bombeiros, Jan Rader, a juíza, Patricia Keller, e a corretora de imóveis, Necia Freeman, que organiza missões. Essas mulheres tratam os adictos de maneira humanitária e amorosa, ao contrário da antiga e antiquada maneira de tratá-los como uma “escória da sociedade” - sendo a última, ineficaz e que cria uma barreira para quem sofre do problema. Diz que se tratamos essas pessoas olhando nos seus olhos e dizendo seu nome, não tratando apenas como viciados e sim como pessoas que tem um futuro, eles podem se ver dessa maneira e se tornarem cidadãos com realmente um futuro pela frente (vide Mickey).
É um excelente documentário (e curto – apenas 35 minutos) que todos – como cidadãos - deveriam assistir.
Little Boy: Além do Impossível
4.3 371Apesar de ser um filme simples com uma história bem delineada, o diretor consegue passar mensagem fortíssimas para nós, espectadores. A primeira e com certeza a mais clara é que devemos ter fé, nem que seja em nós mesmos - como diria Hashimoto. É importante frisar que o filme em nenhum momentos quer convencer o espectador que somente a fé pode ajudar - isso é mostrado principalmente nas conversas entre o pastor e Hashimoto - ou seja, o filme não tenta te catequizar de forma alguma - inclusive, dizendo que devemos ter fé em nós mesmos e, a cena, na qual um padre diz que Ben Eagle é uma fantasia, e logo em seguida, mostra imagens religiosas.
A segunda, mais escondida, mostra o preconceito que os japoneses sofreram nos EUA durante a guerra. Os preconceituosos não percebiam que os nipônicos também sofreram consequências na guerra, talvez até piores que os dos americanos. Porém, ainda acho que o filme tinha que ter mostrado uma cena de maior repudio ao preconceito.
Porém, é um filme descompromissado em criar uma polêmica, portanto, cumpriu bem seu propósito.
O filme é um bom filme, que com certeza, recomendaria para quem não assistiu - é um filme leve, com boa levada. Os atores cumpriram muito bem o seu papel, com destaque ao garotinho Jakob Salvati. Portanto, se você ainda não assistiu, assista - você não vai se arrepender.
Homens de Honra
4.2 837 Assista AgoraBaseado na história de Carl Brashear, o filme “Homens de Honra” (Men of Honor) é excelente em várias esferas. Pessoalmente, adoro ver filmes de superação/motivacionais para um dar impulso extra para atingir nossos objetivos. E esse filme veio em boa hora.
Há uma crítica clara no filme que todos que lerem a sinopse conseguem já captar – o racismo. O filme não foi a primeira obra que expôs o racismo na Marinha, no Brasil mesmo, lendo “Bom Crioulo” conseguimos ver a “mesma” história – porém, com o tema da homossexualidade também.
Há diversas passagens que mostra o racismo – desde a ingressão na Marinha. Os negros iriam depois dos brancos. Além disso, quando entra no ônibus, é lhe dito que ele tinha um grande futuro. Porém, já na cozinha da Marinha, é avisado por outros colegas negros que não era bem assim.
Porém, Carl Brashear quis mudar um pouco dessa ordem. E naquele dia, ele quis dar um “mergulho”, no entanto, os negros só poderiam entrar na água terça-feira, sendo aquele dia, sexta. Mas, a lembrança do ensinamento de seu pai de quebrar algumas regras, o jovem Carl pula na água, e logo mostra a sua habilidade na água.
Apesar de conseguir um emprego como marujo, Brashear não queria permanecer naquela posição, e queria crescer. Depois de dois anos tentando, conseguiu uma vaga para a Escola de Mergulhadores Naval – e lá que as cenas de racismo mostram-se mais explícitas.
Cenas como estudantes não quererem dormir no mesmo aposento de Carl, tentativas de expulsão da Escola (protagonizadas principalmente por Billy Sunday) e a tentativa de não graduação de Pappy. Porém, depois de vencer todas as adversidades, Carl Brashear torna-se Mergulhador Naval de elite.
Em uma missão para pegar uma ogiva, acontece um acidente e Carl, na tentativa de salvar dois colegas, sofre um ferimento na perna – porém, as notícias não são boas para Carl, já que depois de um período, ele poderia recuperar um pouco o movimento das pernas e nunca mais mergulharia.
Porém, graças a Billy Sunday, ele amputa sua perna para poder usar uma prótese e, assim, voltar à atividade. A recuperação não foi fácil, e mesmo tendo se recuperado, a Marinha não queria deixa-lo voltar.
O filme é excelente em diversos aspectos, a história não é lenta – tem uma boa progressão. As atuações, principalmente de Cuba Gooding Jr. e Robert DeNiro, são excelentes.
Horizonte B
2.9 10 Assista AgoraAchei “sem querer” essa série no catálogo da Netflix, e quando a encontrei fiquei surpreso com a história mostrada na sinopse, e por ser uma série brasileira (que não é comédia). Quando fui ver os episódios para saber quando tempo levaria para assistir, descobri que era uma minissérie – ou uma série curtíssima – apenas 4 episódios de 26 minutos cada.
Quando assisti o primeiro capítulo, realmente fiquei surpreso com a série. Em pouco menos de meia hora, a trama chama muito a atenção – apesar de diversas pontas soltas (algo recorrente na série). O segundo capítulo não tem tanta rapidez e intensidade quanto a primeira, chegando a ser lento – a corrida pelas pedras é muito demorada, na minha opinião.
O terceiro capítulo volta a intensidade do primeiro com as cenas no hotel em Venâncio. Principalmente pela cena na qual Matheus aponta a arma para o Gomes. O quarto capítulo inicia com o rapaz quase decepando a mão de João Pedro, ou seja, já começa eletrizante – e, eu realmente estava gostando bastante da série gaúcha. Porém, depois de tudo ser resolvido, a pedra devolvida a João Pedro, começa a cair a intensidade justamente no episódio que tinha tudo para ser eletrizante.
O encontro com a Mariana e a convenção de Ufologia de João Pedro foram um “fracasso”, os dois acabaram não dando certo. Outra situação que poderia ser melhor explorada pela série era a questão dos vilões, com exceção de Gomes, foram muito “normais” para uma série que tinha como premissa fugir dessa normalidade, na minha opinião.
As atuações não são dignas de Oscar, porém não deixaram a desejar – principalmente por Eduardo Cardoso (Matheus), Carlos Aleixo (João Pedro) e Marcos Contreras (Gomes). A direção é boa. O roteiro é o ponto alto da trama – consegue desenvolver bem com o pouco tempo utilizado, apesar das pontas soltas.
Acredito que essas pontas soltas foram feitas de propósito para uma segunda temporada, o que seria excelente. Já que gostei bastante da série, com exceção do final, pelos motivos apresentados acima.
Vizinhos do Inferno (1ª Temporada)
3.5 28Sabe aquela série/filme que você vê inúmeras vezes a sinopse, e sempre que a vê, diz: vou assistir, mas escolhe uma outra opção e esse filme/série fica encalhado na sua lista por meses, é exatamente o que aconteceu comigo com a série Neighbors from Hell, eu sempre achei a história engraçada (sinopse), porém nunca assistia.
Até que chegou um dia que eu finalmente disse, vou assistir essa parada para ver o que é. O primeiro episódio foi divertido, e resolvi dar chance a série para ela desenvolver. Inclusive é nesse primeiro episódio que acontece a minha cena favorita da série:
na hora de torturar, Balthazor tortura com a música da Britney Spears kkkk
Não vou mentir aqui, e dizer que foi a melhor série/desenho que eu já assisti, porém é muito bom e recomendo a todos. O humor negro, algo que sempre me agradou, existe na série porém, ao contrário de outras “concorrentes”, não chega a ofender nem os mais politicamente corretos.
O que eu achei realmente interessante é a inocência dos demônios, até mesmo de Satã. Parecia que eles eram melhores (moralmente) que as pessoas. Não é raro ver o espanto de Balthazor perante seu chefe Don Killbride ou Tina com Marjoe. Ou seja, parece que as pessoas são mais más do que os demônios.
Outra crítica da série mora na xenofobia representada pelo peruano Chevdet. O chefe Don Killbride erra inúmeras vezes o país do empregado, chamado o Peru de Turquia (um trocadilho em inglês, já que Turkey em inglês significa Turquia e Peru, porém o país Peru é Peru mesmo na língua).
O maltrato aos animais é visto também na série, no episódio em que Balthy e Don vão jogar golfe, e o que deixa o patrão feliz era acertar o pobre Pazuzu – personagem que é o mais engraçado, porém, infelizmente, pouco utilizado na série (principalmente no início).
Portanto, é uma série bem-humorada com um “leve” humor negro e uma pitada de crítica. Realmente a recomendo para todos os fãs de séries de comédia.
Drácula de Bram Stoker
4.0 1,4K Assista AgoraPara mim, Poderoso Chefão é um dos melhores filmes já produzidos (senão, o melhor). Agora, imagina, misturar o diretor desse filme (Francis Ford Coppola) e Drácula, um dos personagens mais marcantes do terror. E é exatamente o que Drácula de Bram Stoker faz – junta os dois.
Há quem diga que o início foi mais intenso que o final – porém, a minha opinião é contrária, o filme possui a intensidade devida em cada uma de suas cenas – é impossível alguém dizer, por exemplo, que não há intensidade na cena em que Drácula transforma Mina em vampira.
Além disso, por mais que o filme seja gravado há quase 25 anos, é completamente novo. As atuações de Winona Ryder, Anthony Hopkins e, principalmente, Gary Oldman – que conseguiu humanizar, como ninguém, o vampiro.
Portanto, realmente recomendo a todos assistir essa obra-prima do cinema moderno.
Vincent
4.5 1,0KÉ incrível como o Tim Burton consegue colocar emoção nessa sua primeira curta de apenas 6 minutos de duração. O personagem principal, Vincent Malloy, possui uma personalidade extremamente complexa, ainda mais tratando-se de um personagem infantil de 7 anos. O garoto sonha em tornar-se Vincent Price, e tem como ídolo literário ninguém menos que Edgar Allan Poe.
A sua personalidade extremamente complexa e dramática – em diversas situações relativamente cotidianas, como um castigo aplicado por sua mãe visto como uma sentença de morte em um castelo macabro – pode ser associado ao próprio autor, Tim Burton, ou seja, Vincent Malloy é Tim Burton quando criança.
Não é nenhuma surpresa que o autor teve como inspirações Vincent Price, o Mestre do Macabro, e Edgar Allan Poe desde cedo. Além disso, é notório a influência do Expressionismo Alemão na curta.
A curta é finalizada citando um trecho do poema “O Corvo” (The Raven) do Edgar Allan Poe: “E a minha alma sai da sombra que está caída e flutua ao chão – Erguera-se nunca mais”. O interessante é que a narração da curta é feita pelo próprio Vincent Price, e se procurarem no Youtube, tem a leitura e interpretação dele do poema de Poe.
O Babadook
3.5 2,0K Assista AgoraOs objetivos de um cineasta, na minha opinião, ao lançar um filme são de entreter o público e tentar passar uma mensagem. Recentemente, os diretores tendem mais a agradar o público (visando o lucro) do que passar uma mensagem ao mesmo. No entanto, o filme australiano de 2014 consegue cumprir as duas principais metas.
O filme pode ser entendido de duas formas: a primeira, que é uma maneira superficial e não é assim que entendo o filme, é que o Babadook é realmente um monstro (quase um demônio) que primeiramente assombra Samuel (Noah Wiseman) e depois a sua mãe Amelia (Essie Davies). A outra, mais complexa, é que o Babadook é uma representação da depressão.
A segunda interpretação faz sentido já que a mãe é cega perante sua própria depressão (causada pela perda do marido, Oskar), porém ela existe e afeta diretamente o menino desde que nasceu. Portanto, o menino também apresenta a depressão representada por um monstro.
Conforme a película vai se estendendo, o menino cada dia mais fala sobre seu pai para Amelia que vê sua depressão crescendo e sendo encarnada pelo Babadook. Até que finalmente o Babadook encarna no corpo de Amelia e controla suas ações (antecipadas na leitura do livro). O filme termina com Amelia conseguindo controlar seus “demônios” internos, porém não matando-os, e sim, controlando-os.
A crítica feita pelo filme é o abandono dos parentes perante a doença. A irmã de Amelia não a visitava mais com o motivo do sobrinho ser “estranho” demais.
A parte técnica do filme é excelente. As interpretações tanto de Noah Wiseman tanto de Essie Davies são fantásticas. Além da maneira como Jennifer Kent conduz o filme, lento no começo e intenso no final, sem “entregar” o filme rápido demais, além de não apelar para mortes brutais e sangue.
Portanto, o filme australiano consegue se destacar por realizar os principais objetivos, que ao contrário de seus concorrentes blockbusters, nos mostra uma mensagem realmente interessante sobre como a depressão pode ser prejudicial na vida de uma pessoa e como ela afeta as pessoas próximas.
O Monstro da Lagoa Negra
3.6 134Excelente filme!!!
Sábado
3.2 4Interessante a maneira como o autor descreve a simplicidade do cotidiano nesse curta.
Forrest Gump: O Contador de Histórias
4.5 3,8K Assista AgoraFilme muito bom! Run, Forrest, Run.