Estava muito empolgado com o filme , pelos elogios e pelo fato de muitos o colocarem como o filme mais assustador etc. Pois bem o filme em si trabalha bem o clima de terror e suspense , como um mockumentary (falso documentário) ele se sustenta bem nas suas primeiras horas que são arrastadas até , mais que te joga dentro das raízes da Tailândia e seus rituais. Conhecemos Nim uma xamã da ilha , ela explica que é passado de geração para geração o fardo da xamã da deusa Ba yan . Nim ficou com fardo graças a sua irmã mais velha fugir da responsabilidade. O filme foco no dia a dia e após a morte de um membro da família , o grupo de cinegrafista se dividem em documentar Nim e o restante dos parentes. Tudo começa a ficar estranho , quando a Mink filha da irmã de Nim , começa a ter comportamentos estranhos , indicando está possuída por alguma entidade . A atmosfera do filme é bem trabalhada , o terror tb é muito bem conduzido , mas não achei tão aterrorizante assim. Tem umas cenas corajosas e tenebrosas , como a do cachorro e a do bebê , mas o problema fica quando o filme tenta imitar ou homenagear filmes de terror americanos , com cenas muito parecidas a exemplo da "Bruxa de Blair" , com a cena clássica da pessoa de costas . Quando se dispões a isso , o filme perde um pouco sua identidade. The Medium é um bom filme de terror , porém peca quando tenta fugir da sua originalidade fazendo homenagens ao terror Hollywoodiano .
Chegamos a terceira temporada de Love Death + Robots , e assim como a segunda , temos menos episódios que a primeira. O ritmo e equilíbrio continuam com episódios fantásticos e outros nem tanto , vamos falar sobre cada um deles : Primeiro episódio: Os Três Robôs (Three Robots: Exit Strategies) - Abre a terceira temporada trazendo de volta os três robôs carismáticos da primeira temporada. Aqui eles brincam mais uma vez sobre os humanos e a sociedade que viveram , uma critica social bem vinda mas que se repeti nesse episódio .Nota 2,5
Apesar de ser um episódio apocalíptico , ele cria uma reflexão sobre aquela sociedade que contrasta muito com a que vivemos hoje, destaque para os humanos ricos que fugiram para o espaço e são questionados pq se tinham tanto dinheiro , pq não usaram seus recursos para ajudar a humanidade ao invés de escapar dela , sobrou para o Elon Musk.
Segundo episódio: Viagem Ruim (Bad Travelling) - Pra mim o melhor episódio da temporada , mostrando um grupo de pescadores que precisa enfrentar um mal sobrenatural sobre a forma de um Caranguejo gigante senciente , que se alimenta de carne humana e é capaz de se comunicar através de um cadáver moribundo. Nota 5,0
Episódio sobre traição e honra , que coloca sempre a tripulação em diferentes escolhas de sobrevivência, o clima tenso e incerto, e a morte que ronda a todos e o ponto alto do capitulo cheio de reviravoltas. Direção acertada de David Fincher.
Terceiro episódio: O Mesmo Pulso Da Máquina (The Very Pulse of the Machine) - Temos aqui o episódio reflexivo da temporada , colocando uma dupla de astronautas que após um acidente precisa lidar com a solidão e sobrevivência num lugar inóspito. Nota 3,5
Um episódio sobre sobrevivência , perseverança e fé ,que a medida que a Astronauta precisa carregar o falecido corpo da amiga , ela usa medicamentos que cria alucinações , nas quais ela ouve a amiga recitar poemas enquanto luta pra chegar na estação. Vida e morte como dilema se misturam.
Quarto episódio: Noite dos Minimortos (Night of the Mini Dead) - Mostra uma invasão zumbi , após um casal transar e profanar um cemitério a noite. Episódio feito todo em stop motion , com uma visão distante , sempre visto de cima , vemos os acontecimentos escalonando pra uma crise global. Nota 3,5
Episodio que é uma homenagem aos filmes de zumbi , a cada cena é tirada de algum filme especificamente , temos " Madrugada dos Mortos" , " Noite dos Mortos Vivos" entre outros .
Quinto episódio: Matança em Grupo (Kill Team Kill) - Outro episódio homenagem , já esse é sobre os filmes de ação dos anos 90 , com um grupo do exercito tendo que sobreviver a um urso cibernético assassino. O verdadeiro "tiro , porrada e bomba " da série . Nota 2,5
Episódio que faz jus ao nome , muitas mortes e uma homenagem aos filmes de ação dos anos 80 /90 , muito tiros e explosões e até frases de efeitos , " diga a minha mulher que eu a trai "
Sexto episódio: Enxame (Swarm) - Episódio que carrega sua critica social, cientista da terra Simon Afriel com a ajuda de uma raça Alien , começa a estudar um ambiente simbiótico onde uma raça vive em harmonia numa colmeia auto sustentável , em uma missão que pode levar dois anos , ele conhece a pesquisadora Galina que está a mais tempo no ambiente e passa todo seu conhecimento a ele , o problema fica quando Simon explica seu plano, e Galina resolve ajudar. Nota 4,0
Simon explica que quer usar parte da colmeia pra criar um ambiente onde os humanos possam viver , usar tal ambiente amigável para repopular a humanidade , tudo sai do controle quando Galina a pesquisadora é usada para um plano bem maior , aqui os humanos que foram sempre uma raça dominante , esbarra em outra que tem planos maiores tb de dominação , será os humanos mais fortes que a raça que vive na colmeia , uma pergunta que o episódio não te da a resposta
Sétimo Episódio: Ratos de Mason (Mason’s Rats) - Num futuro próximo , um fazendeiro escocês precisa lidar com a infestação de ratos na sua fazenda , após perder o controle da situação , ele contrata uma empresa pra dar cabo dos animais. Nota 3,0
Aqui apesar de ser o episódio com um tom mais cômico , ele serve pra refletir sobre nossas diferenças, que talvez o seu inimigo seja mais parecido com vc do que se imagina , as vezes só precisamos do dialogo ao invés da força bruta pra resolvermos nossos problemas
Oitavo Episódio: Sepultados Na Caverna (In Vaulted Halls Entombed) - Tom sobrenatural e terror toma conta , quando um grupo militar entra em uma caverna atrás dos inimigos e dos reféns que estão sendo feitos. Pra surpresa do grupo , só tem ossos e pequenas criaturas são as devoradoras de carne humana. Nota 3,5
Com um CGI de alta qualidade , temos o episódio Lovecraftiano , com direito no final até de um Cthulhu, aqui o final é bem chocante e te faz refletir até aonde vc iria pela missão e em salvar vidas.
Nono Episódio: Fazendeiro (Jibaro) - Aqui o episodio visualmente falando mais bonito e metafórico de todos. Colonos chegam a um continente e são recebidos por uma figura que parece ser uma sereia da selva coberta de ouro, conforme ela canta , todos os colonos acabam enfeitiçados e morrem a medida que caem no lago profundo , só um escapa por ele ser surdo. Nota 5,0
Aqui vc pode tirar várias conclusões , uma delas é sobre as expedições de colonos que chegavam nas terras e tomavam seus ouros , e riquezas naturais e ainda escravizavam, se aproveitando da ingenuidade dos povos. Isso é mostrado no episódio quando o rapaz surdo sobrevive e finge amar a sereia pra tomar tudo que ela tem , sangue no lago representa as incontáveis mortes causadas por esses colonos.
Love Death + Robots ainda continua sendo uma grata surpresa , mesmo com a diminuição de episódios desde da segunda temporada , ela ainda tem folego pra contar várias historias diferentes e surpreender o espectador , pra mim uma temporada superior a segunda , mas a primeira ainda é melhor.
Um filme feito para puro divertimento , não espere mais do que isso . Roland Emmerich se especializou em filmes catástrofes , depois do segundo Indepedence Day , achei que ele tinha gasto toda sua criatividade em filmar destruição. Moonfall o diretor até se esforça um pouco , mas é sentido pelo baixo orçamento tanto para filmar as tragédias , fica claro e nítido as maquetes usadas , e os pequenos cenários de estúdios pra economizar no final grandioso que ele estabeleceu. E o final por mais que seja um pouco fora da casinha , ele surpreende por ser algo que vc não espera , e vale todo caminho que vc percorreu pra chegar até lá. Moonfall é um filme para puro entretenimento , só vai lá e se divirta sem esperar muito de um filme catástrofe .
Continuamos com o erro da Sony em criar filmes genéricos dos vilões do Homem Aranha, aqui vem ladeira abaixo por usar um vilão que não tem tamanha relevância. Morbius da galeria de vilões do Aranha não fica nem no top 10 , um filme simplesmente esquecível. Pra completar tem a cena pós crédito mais bizarra e irrelevante de todos os filmes.
É sério que um vilão ( Abutre) sai de outro universo e do nada contata o Morbius pra se juntar a ele para derrotar o Homem Aranha , e ele mesmo sem conhecer o Abutre ou até mesmo o Aranha ele topas sem pensar duas vezes, quem escreveu esse roteiro, meu sobrinho de 4 anos???
O que se esperar de uma continuação de um filme que não tinha necessidade nenhuma de existir. Venom foi um erro pelo simples fato de não existir um Homem aranha. Aqui eles elevam o nível trazendo o arco do Carnificina, que pelo visto não tem nenhuma. Roteiro preguiçoso , atores no automático , Carnificina que não tem sangue e não existe , até mesmo a dinâmica Venom e Eddie que era até divertida no primeiro , aqui se perde criando uma crise besta na relação simbionte e homem. Nem o elenco salva, nem mesmo o Woody Harrelson de peruca forçando tá curtindo tudo. Venom Tempo de Carnificina é mais um erro que a Sony comete em acelerar o processo e o desespero de uma franquia do Homem Aranha começando pelos vilões , o filme é tão bom que eu esqueci até de marcar de como visto.
Um verdadeiro épico Viking , brutal , visceral e cru. Ele é mais simples , sem muito simbolismo ou de difícil entendimento , que é marca registrada do diretor , ele transforma uma história de vingança em algo pujante. Tudo muito se deve a direção e inclusive as atuações , Alexander Skarsgard é uma maquina irrefreável de matar com seu Amleth , que jura vingança pela morte do seu pai , o Rei Corvo. Eu assistindo o filme , só vinha na cabeça que o ator poderia interpretar facilmente o He-Man num live action . Seus gritos , seus olhos e selvageria se transformam em tela. O filme carrega todo o misticismo Viking e suas crenças , mas de forma bem sútil , temos Valquíria , uma espada lendária e até mesmo Odin , mas tudo de maneira condizente com a história do filme, nada é gratuito, até mesmo os rituais de sepultamento são respeitados. Temos mortes e batalhas viscerais , achei até interessante que não tem uma coreografia , como se fosse uma batalha de selvagens . A fotografia tb é linda , mescla com cores vibrantes ou simplesmente ao preto e branco usado em momentos sobrenaturais . The Northman chega pra preencher essa lacuna que andava vazia de filmes épicos , quando a cada dia vemos mais filmes de heróis , e sempre bem vindo ainda termos espaços para grandes epopeicos medievais . Pra mim um dos melhores do ano junto com The Batman.
Sabemos que assim como Roland Emmerich tem tara por fazer filmes catástrofes, Michael Bay tem por explosões e carros. E isso fica explicito nesse novo filme "Ambulância" , na qual ele preenchi todo seu tesão com cenas de câmeras rápidas , a novidade agora que ele trouxe um drone pra ter uns takes aéreos pela cidade de Los Angeles, closes nos carrões da policia e dos bandidos , e muitas , muitas , mais muitas explosões. Talvez a única coisa boa nisso tudo e que Bay adora efeitos práticos o que é legal, mas ele precisa diminuir nos exageros e trabalhar mais nos seus roteiros, pq é um roteiro preguiçoso no qual vc sabe que o plano do cara vai dar muito errado , quando ele envolve seu meio irmão aos 45 do segundo tempo. Já mostra que não teve planejamento nenhum , além dos exageros de fogo cruzado e personagens saírem ilesos , temos uma ambulância tunada pelas as ruas de Los Angeles . Se vc vir com suspensão de descrença e abraçar a ação do filme talvez vc se divirta e tenha até um bom passatempo da tarde, mas se tiver um olhar mais critico , talvez vc não consiga nem terminar o filme, boa sorte.
Bom eu nunca li o livro sobre Duna , mas quando se diz a respeito sempre vem a frase que é uma mídia quase impossível de adaptar. Tirando o livro como parâmetro , era sabido que Dennis Villeneuve teria muito trabalho pela frente, conhecendo bem os trabalhos do diretor e como fã , demorei até demais pra assistir Duna. E Villeneuve não decepciona. E admito agora que me arrependi em não ter visto numa tela gigante . Somos levados a mundos e conhecemos os Atreides , uma das casas espalhadas pelo universo , eles são escolhidos pelo Imperador em administrar um planeta desértico chamado Arrakis. Aí onde a trama se mistura a Game of Thrones , existem casas , existe uma trama de bruxas que definem um escolhido , saem os dragões e entram Vermes gigantes, morte e traição. Tudo isso muito bem explicado nas suas quase 3 horas de filme , com uma fotografia linda e efeitos especiais de primeira , o filme te ganha pela as atuações e a tramas não deixa vc piscar os olhos e quando o filme pega fogo ele termina. Duna como adaptação sem eu ter muito conhecimento sobre o livro , achei na sua forma didática pra quem nunca leu , bem dirigida , e com efeitos deslumbrantes , muito ansioso pela parte 2 , e certeza de me redimir pelo erro do primeiro , assistirei no cinema.
O filme em si não é um terror da Marvel , como pintaram e sim uma homenagem ao terror. Começando pela escolha do diretor , quem melhor para dirigir um filme onde uma pessoa é afetada pelo um livro amaldiçoado, o livro dos condenados , tal como nos filmes de Evil Dead , Sam Raimi é o cara para nos levar a essa viagem louca. Tem tudo ali , "Evil Dead" , "O Chamado" quando a Wanda saí dos espelhos, "Carrie a Estranha" quando ela persegue os heróis com a cabeça toda ensanguentada. A direção ágil do diretor nos coloca em lindos cenários e cenas completamente loucas , como uma luta de 2 Doutores Estranhos com magias em notas musicais. Mas nem tudo são flores, o roteiro tem uns furos que desmentem o Estranho , que disse que existia uma única vitória em 13 milhões de finais que ele enxergou contra o Thanos, além da forma preguiçosa como America Chavez salva o dia. De bom fica ainda a cínica interpretação de Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho e a dona da porra toda Elizabeth Olsen como uma Wanda implacável , o problema vai ficar com o que fazer com a personagem depois disso , pq a linha que ela cruzou não tem mais volta. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura diverti , mas para se ter uma experiência satisfatória e pegar todas as referencias e os Easter Eggs , você vai precisar ter visto , "Homem Aranha : Sem Volta para Casa", as séries " Wanda Vision" ," Loki " e " What If...? " e é claro o primeiro Doutor Estranho. Mas vale o ingresso e a diversão.
Achei legal o passo que o filme dá para introduzir a fase 4 da Marvel, mostrando os Illuminatis formados pela Capitã Carter (What If...?) , Reed Richards (John Krasiski) como o senhor Fantástico, Barão Mordo (do universo onde Doutor Estranho venceu Thanos usando o darkhold, desmentindo o próprio Doutor Estranho) Charles Xavier (Série animada dos X-men, até parte da música tema e tocada) ,Variante Capitã Marvel ( que agora é a Maria Rabeau) , Raio Negro ( mesmo ator que o interpretava na série Inumanos, cancelada) pena que morrem de forma rápida pela Wanda, achei legal tb o Doutor Estranho da série What If...? e sua batalha, além da cena pós crédito da Clea que é sobrinha de Dormamu , recrutando Strange sobre "Incursão" no multiverso, e a outra cena uma brincadeira com Bruce Campbell que interpretava o Ash em Evil Dead , onde Estranho hipnotiza sua mão pra ficar socando a ele mesmo , no final ela para e ele comemora por não ter que tomar a mesma atitude em Evil Dead , que acontece a mesma coisa , só que ele arranca a mão fora.
Essa com certeza é uma das séries mais diferentonas da Marvel , se vc for esperando para assistir mais ação e Cavaleiro da Lua , vai se decepcionar , ela é muito mais sobre a complexa cabeça de Marc Spector e suas personalidades. A série até começa bem , mostrando o mistério que envolve Steven Grant e seus apagões , sempre o colocando em perigo e nunca sabendo ao certo , aonde ele está , e o pq de estar no meio de uma ação . Com o passar dos episódios a ação vai ficando em segundo plano e mostra o conflito de Marc, Steven e Khonshu. Oscar Isaac brilha mostrando talento em fazer dois personagens completamente diferentes , tanto na personalidade e até mesmo no sotaque. Mas isso não ajuda muito no ritmo da série , que tem até atores coadjuvantes competentes , mas faltou um pouco mais de Cavaleiro da Lua.
A cena pós crédito além de introduzir a terceira personalidade que aflige Marc, ela consegue trazer mais complexidade com uma nova persona chamada Jack Lockley , que parece ser a mais implacável delas .
Ozark havia tomado o vazio que Breaking Bad deixou, e essa temporada encerra de forma digna a série. O legal é como a balança moral muda entre Marty e Wendy , onde em cada temporada , o gosto do poder afeta cada um deles. Wendy (Laura Linney) ganha mais camadas nessa ultima , quando ela abraça a fome do poder , tanto em livrar a família do cartel de Navarro , quando em uma batalha com o avô das crianças (seu pai) que veio pra investigar o sumiço do Ben e travar uma queda de braço com a filha. Laura Linney da um show de atuação , ela é poderosa, perigosa , astuta , fraca , dissimulada , esperançosa , chora e sorrir nas horas certas e até se humilha, uma atuação que talvez não seja esquecida por muito tempo. Em contrapartida temos um Marty mais contido , com o peso de suas escolhas em entender o quanto de mal ele já criou e ter que lidar com uma força da natureza pior que Omar. Gostei de como a série encaminha seus personagens, desde da Ruth que é ame ou odeie , até o Jonah que pra mim pega o ranço que eu tinha da Charlotte lá nas primeiras temporadas, que é transferido pra ele , e o final dos dois e meio que polemico. Ozark valeu todas as noites maratonadas , nessa ultima temporada faz uma despedida a todos os personagens, até a Rachel aparece pra fechar um arco lá da primeira temporada, e pra mim termina de forma digna , mostrando que a força maior não é o dinheiro e sim o amor pela família.
Muita gente reclamou do final da Ruth , mas achei justo por tudo que a personagem aprontou, a maioria das decisões equivocadas da série foram tomadas por ela , desde de roubar a bolsa cheia de dinheiro do Marty lá na primeira temporada, até sendo a causadora da morte de toda sua família, a ultima atitude de matar o Javi , além indiretamente de matar um dos soldados leias do Omar , selou o destino dela. E o do Jonah que só queria ouvir da mãe que era culpada por tudo, e abraça a causa eliminado a ultima ponta solta que poderia derrubar sua família, mostrando que no fim a bondade e consumida pelo poder e sobrevivência.
Morte no Nilo tem um elenco estrelar , e uma fotografia belíssima , mas quando envolve o suspense em si , ele não te surpreende , não sei ao certo , pq eu nunca li um livro da Agatha Christie , mas como o filme é baseado em sua obra , e ela foi a pioneira nesse ramo do suspense, ele não consegue te pegar desprevenido com seu desfecho e a revelação do assassino , por ser uma obra muito antiga , e ela ser a que começou tudo o que estamos acostumados a ver em matéria de suspense , vc mata o filme logo no seu inicio , é claro pra quem não leu o livro , o que é uma pena.
Found footage foi uma formula usada a exaustão , e os novos filmes depois lá do primeiro Bruxa de Blair , que é usado até uma cena em homenagem nesse, não conseguem trazer nada de novo. Pelo menos o Gonijam tenta algo , abusando das novas tecnologias de filmagem, Go pros que pegam a reação e filmam tb o que a pessoa está vendo, além de drone pra tentar algo novo. Infelizmente tudo parece repetido, e o filme demora seus 30 minutos finais pra engrenar , mas tem uma cena que da medo de um paciente que imita todos os movimentos da Charlotte que é de gelar a espinha , mas ainda sim é muito pouco pra segurar o filme, mas valeu a diversão e tentativa de trazer algo novo.
A24 acerta com seu filme slasher , "X" , que subverte de forma divertida tudo que o cinema de terror se propõe , rasgando toda sua cartilha , além de enfiar homenagens a filmes de horror dos anos 70 e 80 como "O Massacre da Serra Elétrica" , "Sexta feira 13" entre outros.
O filme cria logo um embate de gerações , um casal dos anos 30 com um grupo de visitantes dos anos 70. Um sempre foi retraído em cima dos bons costumes, o outro aprendendo com a liberdade sexual e atrás do sonho americano se enveredando para o cinema pornô com o crescimento dos VHS , de olho no que se tornaria o maior mercado Estadunidense. Esse embate mostra os desejos retraído do casal , Howie e seu problema cardíaco que impede de satisfazer a esposa e Pearl que se mostra Bissexual, que nunca tiveram essa liberdade sobre seus desejos, já o grupo que dirige o filme , com casais bem resolvidos , que não tem problemas nem mesmo de ver a esposa contracenando uma cena de sexo com outro ator. Aqui tá estampado a critica social aos costumes americanos , puritanos mas com desejos obscuros escondido na casca de verdadeiros cristãos. Legal tb a subversão do sexo , e a forma que o desejo libertinos seria uma forma de culpa e punição. Interessante tb expressar, que o conceito desses filmes de terror , o que transa morre e o que se mantém casto sobrevive, uma mensagem pra aquela geração jovem de que o sexo era errado. Aqui tudo muda , quando a primeira vitima é a que não transa , e a que tem o conceito aparentemente "correto" por não compactuar e aceitar que a namorada participe do filme. E ainda de se negar a transar com Pearl , vira logo a primeira vitima mudando todo conceito dos filmes de terror . Aqui tb tem uma mudança brusca com a "Final Girl" que carregava esses mesmos estereótipos , menina que se mantem virgem e sobrevive ao massacre, aqui ela além de transar , ela é uma viciada em cocaína e quer ser uma estrela do pornô . O filme tb fala sobre velhice , de a sociedade não aceitar e ter uma imagem da velhice como a morte , tanto que a nudez da velhinha Pearl e a transa com seu marido te choquem mais do que as cenas Gores, pq a sociedade colocou na nossa cabeça como algo errado e repulsivo, que acaba nos causando estranhamento. As cenas das mortes são muito bem feitas, e quando a gente acha o casal de velhinhos sobrenaturais por dar cabo dos jovens, eles acabam morrendo de maneira banal , um sofre ataque cardíaco e a outra se feri seriamente com o coice da 12. As homenagens ao cinema de horror são nítidas , do Massacre da Serra Elétrica e a de Sexta feira 13 , numa cena de lago , onde habita um monstro, na verdade um crocodilo , falando nessa cena que é muito bem filmada de cima , criando um clima tenso. Filme é muito bem filmado com ângulos interessantes , até a cena da morte do RJ é um pouco artística, com o sangue no farol deixando a luz avermelhada, enquanto a Pearl dança.
X não é apenas um filme de terror , ele tem umas camadas inseridas nele , que vale a pena a reflexão e a diversão , só embarca nessa viagem louca sem medo.
Esse filme só existe duas palavra para descrever ele , Brutal e Gore. Rob Jabbaz parece que leu as Hqs de Garth Ennis , roteirista polemico pelas suas obras controversas como "The Preacher" , " The Boys" e a mais polémica , que ele copiou , "Crossed" que conta a história de um vírus que assola o continente Estadunidense , que amplia os sentidos de raiva, e cria nos humanos uma liberdade incontrolável sobre esses sentimentos. Dito isso , parece que Rob Jabbaz fez o seu "Crossed" no continente asiático , e posso falar que os primeiros 20 minutos da trama são os mais tensos que eu vi de terror ultimamente. Ele é genial , por que acompanham Jim e kat no seu dia a dia , e mostra os dois pontos de vista da pandemia e como cada um tenta lidar com o surto, mostrando o lado do Jim nas ruas e o momento no qual Kat se vê no meio da epidemia dentro do metrô. A luta deles tentando sobreviver e a tentativa de se reencontrarem e bastante tensa , e vc fica sempre com muito receio , pq o cinema asiático não tem pena de ninguém e cria esse clima de que tudo pode acontecer. Nem o final meio agridoce , tira a tensão , a violência gráfica e brutal da obra , que vale a pena ser assistido, porém só pra quem tem estomago forte e não se impressiona com cenas de estupro , gore e danação extrema.
Achei legal como o vírus da raiva é mostrado , que mostra que o ódio nos torna seres irracionais ao ponto de fazer qualquer coisa , liberando a violência que a dentro de nós, estupro ,assassinato , tortura , tudo que destrói o que é humano. Achei interessante também , mostrando que alguns humanos choravam pq não tinham controle, os impulsos eram mais fortes.
007 Sem Tempo para Morrer é um bom encerramento para o Bond de Daniel Craig , que fecha os arcos de histórias iniciado lá no excelente " Cassino Royale" e terminando nesse , dando um fim literalmente ao personagem e deixando aberto para um novo ator iniciar do zero uma nova história. De ponto fraco fica o vilão que é o pior de todas as franquias , a duração do filme que não necessitava as 2h43 , apesar de apresentar novos personagens , alguns que nem conseguimos nos conectar , a exemplo da Paloma interpretada pela Ana de Armas , que poderia ser qualquer atriz , pela participação fraca e relâmpago , e até mesmo o vilão que é um desperdício do talento do Rami Malek , num personagem que não diz ao menos a que veio. 007 Sem Tempo para Morrer traz um Bond mais humanizado atrás de redenção , talvez não seja o Bond que Ian Fleming escreveu e descreve , mas ainda sim é um Bond que condiz com que tudo que o personagem passou até chegar aqui , não é o pior filme deles , eu ainda acho "Quantum of Solace" o pior deles , mas tb não é o melhor , ainda fico com "Cassino royale" e "Skyfall" .
Devorar o corpo do pai , simbolismo ao corpo de Cristo ,“Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão”. Assim como discernir o corpo de Cristo ,é uma forma de dissolver todos os pecados, o ato apaga os pecados e livra as meninas pra recomeçar uma nova vida. Ou recomeçar um novo ciclo abraçando a natureza delas assim como diz o titulo do filme.
Tinha tudo para ser um bom filme , mas a história em si em momento algum embala, monótono e entediante , nem mesmo o esforço de Hugh Jackman salva, e seu personagem um stalker que não aceitou o fim do romance tb é de doer. Colocando em risco até uma investigação em prol de um romance.
V/H/S/94 Só falha em não fazer a conexão da história principal com os vídeos , tirando isso , as histórias apresentadas até que são boas , tem pra todos os gostos, do terror simples ao gore , que diverte e entretém o espectador. A história principal : “Holy Hell” - O episodio de abertura que tenta fazer convergência com os demais , sobre uma batida policial , ela faz a ponte , pq quando eles chegam tem várias tvs ligadas e um monte de corpos que estavam assistindo essas fitas. O encerramento é fraco e a ligação com cada episódio apresentado quase não existe. Pra mim o mais fraco deles. Nota 2,0 “Storm Drain” - Seria o primeiro episódio em si , um dos que eu mais gosto , sobre uma repórter que está investigando uma lenda urbana sobre um tal de Ratman. O Found Foontage aqui combina com as cenas obscuras no esgoto , trazendo um clima de tensão e incertezas por quase não enxergar nada. O encerramento lembra muito as histórias de " the Creep Show" , misturando lenda e culto. Nota 3,5 “The Empty Wake” - Simplesmente o melhor episódio , por talvez ser o mais barato e prático e simples na sua forma. Uma agente funerária precisa fazer um funeral assistido, fazer gravação , na madrugada. Porém ela precisa ficar sozinha numa noite chuvosa , a espera de parentes que nunca chegam , e ainda ter que lidar com quedas de luz e outros imprevistos da noite. Claustrofóbico e dinâmico , ele é um episódio que gera uma tensão , e o desenrolar dele é genial. Nota 4,5 "The Subject" - É o episódio mais clean da série , por ser filmado de forma digital , acho que foi feito de maneira proposital , pra acompanhar o gore que é esse episódio. Mostrando a fuga da experiência , titulada como The Subject 2 , do laboratório de um cientista louco , que combina corpos a maquinas, tendo que encarar o que foi feito com ela , e ainda tentar sobreviver a um grupo de resgate suspeito e a maquina de matar o Subject 1 .Parece muito um jogo de terror de Shigenori Nishikawa , 'Evil Within" , até na fuga da Subject 2 perseguida pelo Subject 1. Nota 3,0 “Terror” - Episódio legal sobre um grupo de milícias que quer derrubar parte do governo americano , por acreditarem está tomando a liberdade americana. Mistura culto, terrorismo e vampiros , no que torna um episódio divertido , mas ao mesmo tempo no seu encerramento cliché, tem sempre alguém fazendo uma besteira depois de noites de bebedeira. Nota 2,5
Gosto muito do Gulhermo del Toro , mas essa obra , O beco do Pesadelo fica muito abaixo de suas outras obras. Ela só é um pouco melhor do que a Colina Escarlate , no qual eu acho um dos trabalhos mais fracos do diretor. Apesar do elenco magistral , acredito eu que poderia ter reduzido algumas horas , e algumas tramas que realmente no fim ficaram irrelevantes. Vale a pena pela ambientação e figurino , atuações de Toni Collete , com sua Zeena , no qual vc fica encantado querendo aprender mais sobre charlatanismo e Cate Balanchett sensual e mortal , que quase nunca decepciona. Enganar o público faz parte do jogo , mas jamais brinque com os mortos.
Ari Aster , mais conhecido como diretor de Hereditário e Midsomar começou com curtas . Eu assisti primeiro seus filmes e fui atrás desses trabalhos menores. E comecei logo com o perturbador "The Strange Thing About the Johnsons" . O legal do diretor que ele pega histórias trágicas que poderiam ser do cotidiano , e isso que torna a coisa assustadora. Pq suas histórias tem um pouco de realismo e poderia se tratar de uma história louca de seu vizinho, um amigo de um amigo distante . O legal é como ele subverte para contar sobre abuso, e mesmo em sua inversão ele ainda consegui chocar . E ele faz com maestria logo na sua cena inicial , que deixa constrangido e sem saber o que esperar.
O abuso contado de forma subvertida, colocando como o abusador o filho, parecia que iria causar menos impacto , por se tratar de um menino abusando de um homem que pode se defender. Porém o impacto é que independente dos casos , o abuso , continua sendo um abuso, e colocando o dessa forma parece que choca mais por vc ter um pai que não consegui entender essa relação louca. Um terror psicológico que deixa muito filme de terror no chinelo com seus apenas 30 minutos
The Strange Thing About The Johnsons é um curta perturbador que vai deixar vc pensativo e causa o mesmo impacto que me causou com Hereditário, espere uma viagem louca no universo do novo terror familiar que Ari Aster tem para proporcionar.
Filme pesado e perturbador , que começa meio arrastado e depois vai se tornando angustiante , com seus 25 minutos finais . É claro que vc precisa esquecer as atuações , pq é um filme de baixo orçamento , ele vai contando o dia a dia de Megan e Amy , duas amigas bem diferentes. Tudo é documentado pela Amy , então tem registros de festas e até relatos sobre a infância de Megan. Até a aí o filme engatinha , pra criar um apego as personagens e sua amizade , o filme melhora quando Josh , um amigo de internet é adicionado a trama. Megan is Missing serve de alerta as jovens desavisadas , que acreditam e acham que conhece o individuo que está teclando do outro lado, o filme é de 2011 , mas que ainda serve de lição.
O filme se torna perturbador , quando Megan some e começa uma caçada ao raptor, mas os 25 minutos de encerramento são angustiantes, primeiro quando mostra as fotos de Megan e depois quando Josh sequestra Amy que documentava tudo. É pura tortura mostrando o que Amy passa , desde do abuso , até ser enterrada viva com o corpo da amiga , é tão sádico que são 10 minutos de Amy implorando pra não morrer , enquanto Josh cava uma cova sem parar. Para encerrar , mostram um vídeo das amigas conversando sobre como seria seus futuros e como seria conhecer uma cara legal, triste por saber que seus sonhos foram encerrados de maneira brutal.
Fresh é o típico filme que o interessante é vc vê-lo sem ler nada e nenhuma sinopse sobre ele . Feito isso sua experiência vai ser satisfatoriamente concretizada , pq ele é um filme pesado e critico , mas logo nos seus 15 minutos iniciais vc pega as criticas logo de cara , e talvez eu entenda a revolta de alguns homens aqui no site. O filme é uma critica acida a nós homens, é um filme sobre a visão da mulher nesse universo masculino. Logo de cara temos um encontro por aplicativo , isso já mostra o quanto podemos ser diferentes daquilo que digitamos ou somos em redes sociais.
Primeiro mostra Noa em um encontro as cegas com Chad , pelas roupas toda certinha com cachecol ,vc acha que ele é uma pessoa legal, mas logo se torna um desastre quando ele reclama que Noa poderia ir mais a vontade , se mostrar mais , colocar uma maquiagem , cobranças que todas as mulheres encontram no seu cotidiano , além da conta dividida. Pra completar Chad ainda leva partes da comida da Noa , pro irmão chegando de viagem. As criticas não param por aí , abrindo o aplicativo novamente , Noa se depara com um perfil com um cachorro fofinho , que logo em seguida manda fotos de suas partes intimas do nada. Além de depois que descobrir que não tem nada na geladeira , ela vai ao mercado , logo ela se depara com um homem abrindo uma garrafa de leite e provando ali mesmo , mostrando que as vezes homens passam do limites e tentam sempre algo sem a autorização devida. A imagem dos homens praticamente como todos babacas nesse universo, muda com o encontro com Steve, bonitão , divertido e que pede seu telefone no mercado. Que chances isso aconteceria???. Existe tb uma critica sobre aparência tb , do Chad babaca ao Steve bonitão qual deles realmente apresentaria perigo ??? Achei tb a edição do filme sensacional , que depois dos 20 minutos que pareciam uma comédia romântica, somos apresentados a verdadeira face de Steve, e sobe os créditos do filme, mostrando uma mudança brusca no clima do filme. A ideia de Steve se mostrar um vendedor e fornecedor de carne humana , precisamente de partes do corpo feminina , entra em metáfora sobre redes sociais , da forma como os homens enxergam as mulheres, como carnes em vitrine , devorando até que não sobre nada. Mostrando um pouco dos consumidores , enxergamos que a indústria , empresários e a elite se beneficiam das mulheres , devorando suas carnes, mostrando que por baixo dos panos tem sempre alguém recebendo e ganhando mais em cima. A critica sobre o universo masculino não para por aí , conhecemos a esposa do Steve , após a amiga de Noa , Mollie , começar a investigar e achar estranho seu sumiço. Temos um relacionamento abusivo , mostrando que Ann foi uma de suas vitimas , pq ela não tem uma perna, talvez tenha sido devorada, mas que Steve se apaixonou por ela e acabou criando uma família . Ann é uma vitima de síndrome de Estocolmo , quando a vitima se apaixona pelo raptor. Temos tb o barman que tenta defender a qualquer custo o Steve, sobre homens que defendem homens mesmo quando é apresentado algo muito errado . Mollie só consegue algo , quando se coloca em troca , flertando em sair e elogiando o barman. Engraçado tb é o Barman que parece ser o salvador da patria , quando ele rastreia o telefone da Mollie , mas quando chega pra ajudar , ele acaba fugindo de medo , quebrando a paradigma de que não é necessário um homem pra salvar o dia. No final Mollie fala para Noa que o Steve é casado , revelando que ela sempre esteve certa quando um cara é bonito e legal , é pq é casado. Ainda tem no final o Chad , mandando mensagem se poderiam se encontrar novamente , mesmo depois do fora e ter xingado a Noa no final do encontro , genial .
Fresh é um filme pra vc se colocar na ótica feminina , entender seus dilemas , suas batalhas cotidianas e não nos colocarmos nos papéis de Chad , Steve , Cachorro fofo de aplicativo ou até mesmo na de barman.
A Médium
3.4 385 Assista AgoraEstava muito empolgado com o filme , pelos elogios e pelo fato de muitos o colocarem como o filme mais assustador etc. Pois bem o filme em si trabalha bem o clima de terror e suspense , como um mockumentary (falso documentário) ele se sustenta bem nas suas primeiras horas que são arrastadas até , mais que te joga dentro das raízes da Tailândia e seus rituais. Conhecemos Nim uma xamã da ilha , ela explica que é passado de geração para geração o fardo da xamã da deusa Ba yan . Nim ficou com fardo graças a sua irmã mais velha fugir da responsabilidade. O filme foco no dia a dia e após a morte de um membro da família , o grupo de cinegrafista se dividem em documentar Nim e o restante dos parentes. Tudo começa a ficar estranho , quando a Mink filha da irmã de Nim , começa a ter comportamentos estranhos , indicando está possuída por alguma entidade . A atmosfera do filme é bem trabalhada , o terror tb é muito bem conduzido , mas não achei tão aterrorizante assim. Tem umas cenas corajosas e tenebrosas , como a do cachorro e a do bebê , mas o problema fica quando o filme tenta imitar ou homenagear filmes de terror americanos , com cenas muito parecidas a exemplo da "Bruxa de Blair" , com a cena clássica da pessoa de costas . Quando se dispões a isso , o filme perde um pouco sua identidade. The Medium é um bom filme de terror , porém peca quando tenta fugir da sua originalidade fazendo homenagens ao terror Hollywoodiano .
Love, Death & Robots (Volume 3)
4.1 351Chegamos a terceira temporada de Love Death + Robots , e assim como a segunda , temos menos episódios que a primeira. O ritmo e equilíbrio continuam com episódios fantásticos e outros nem tanto , vamos falar sobre cada um deles :
Primeiro episódio: Os Três Robôs (Three Robots: Exit Strategies) - Abre a terceira temporada trazendo de volta os três robôs carismáticos da primeira temporada. Aqui eles brincam mais uma vez sobre os humanos e a sociedade que viveram , uma critica social bem vinda mas que se repeti nesse episódio .Nota 2,5
Apesar de ser um episódio apocalíptico , ele cria uma reflexão sobre aquela sociedade que contrasta muito com a que vivemos hoje, destaque para os humanos ricos que fugiram para o espaço e são questionados pq se tinham tanto dinheiro , pq não usaram seus recursos para ajudar a humanidade ao invés de escapar dela , sobrou para o Elon Musk.
Segundo episódio: Viagem Ruim (Bad Travelling) - Pra mim o melhor episódio da temporada , mostrando um grupo de pescadores que precisa enfrentar um mal sobrenatural sobre a forma de um Caranguejo gigante senciente , que se alimenta de carne humana e é capaz de se comunicar através de um cadáver moribundo. Nota 5,0
Episódio sobre traição e honra , que coloca sempre a tripulação em diferentes escolhas de sobrevivência, o clima tenso e incerto, e a morte que ronda a todos e o ponto alto do capitulo cheio de reviravoltas. Direção acertada de David Fincher.
Terceiro episódio: O Mesmo Pulso Da Máquina (The Very Pulse of the Machine) - Temos aqui o episódio reflexivo da temporada , colocando uma dupla de astronautas que após um acidente precisa lidar com a solidão e sobrevivência num lugar inóspito. Nota 3,5
Um episódio sobre sobrevivência , perseverança e fé ,que a medida que a Astronauta precisa carregar o falecido corpo da amiga , ela usa medicamentos que cria alucinações , nas quais ela ouve a amiga recitar poemas enquanto luta pra chegar na estação. Vida e morte como dilema se misturam.
Quarto episódio: Noite dos Minimortos (Night of the Mini Dead) - Mostra uma invasão zumbi , após um casal transar e profanar um cemitério a noite. Episódio feito todo em stop motion , com uma visão distante , sempre visto de cima , vemos os acontecimentos escalonando pra uma crise global. Nota 3,5
Episodio que é uma homenagem aos filmes de zumbi , a cada cena é tirada de algum filme especificamente , temos " Madrugada dos Mortos" , " Noite dos Mortos Vivos" entre outros .
Quinto episódio: Matança em Grupo (Kill Team Kill) - Outro episódio homenagem , já esse é sobre os filmes de ação dos anos 90 , com um grupo do exercito tendo que sobreviver a um urso cibernético assassino. O verdadeiro "tiro , porrada e bomba " da série . Nota 2,5
Episódio que faz jus ao nome , muitas mortes e uma homenagem aos filmes de ação dos anos 80 /90 , muito tiros e explosões e até frases de efeitos , " diga a minha mulher que eu a trai "
Sexto episódio: Enxame (Swarm) - Episódio que carrega sua critica social, cientista da terra Simon Afriel com a ajuda de uma raça Alien , começa a estudar um ambiente simbiótico onde uma raça vive em harmonia numa colmeia auto sustentável , em uma missão que pode levar dois anos , ele conhece a pesquisadora Galina que está a mais tempo no ambiente e passa todo seu conhecimento a ele , o problema fica quando Simon explica seu plano, e Galina resolve ajudar. Nota 4,0
Simon explica que quer usar parte da colmeia pra criar um ambiente onde os humanos possam viver , usar tal ambiente amigável para repopular a humanidade , tudo sai do controle quando Galina a pesquisadora é usada para um plano bem maior , aqui os humanos que foram sempre uma raça dominante , esbarra em outra que tem planos maiores tb de dominação , será os humanos mais fortes que a raça que vive na colmeia , uma pergunta que o episódio não te da a resposta
Sétimo Episódio: Ratos de Mason (Mason’s Rats) - Num futuro próximo , um fazendeiro escocês precisa lidar com a infestação de ratos na sua fazenda , após perder o controle da situação , ele contrata uma empresa pra dar cabo dos animais. Nota 3,0
Aqui apesar de ser o episódio com um tom mais cômico , ele serve pra refletir sobre nossas diferenças, que talvez o seu inimigo seja mais parecido com vc do que se imagina , as vezes só precisamos do dialogo ao invés da força bruta pra resolvermos nossos problemas
Oitavo Episódio: Sepultados Na Caverna (In Vaulted Halls Entombed) - Tom sobrenatural e terror toma conta , quando um grupo militar entra em uma caverna atrás dos inimigos e dos reféns que estão sendo feitos. Pra surpresa do grupo , só tem ossos e pequenas criaturas são as devoradoras de carne humana. Nota 3,5
Com um CGI de alta qualidade , temos o episódio Lovecraftiano , com direito no final até de um Cthulhu, aqui o final é bem chocante e te faz refletir até aonde vc iria pela missão e em salvar vidas.
Nono Episódio: Fazendeiro (Jibaro) - Aqui o episodio visualmente falando mais bonito e metafórico de todos. Colonos chegam a um continente e são recebidos por uma figura que parece ser uma sereia da selva coberta de ouro, conforme ela canta , todos os colonos acabam enfeitiçados e morrem a medida que caem no lago profundo , só um escapa por ele ser surdo. Nota 5,0
Aqui vc pode tirar várias conclusões , uma delas é sobre as expedições de colonos que chegavam nas terras e tomavam seus ouros , e riquezas naturais e ainda escravizavam, se aproveitando da ingenuidade dos povos. Isso é mostrado no episódio quando o rapaz surdo sobrevive e finge amar a sereia pra tomar tudo que ela tem , sangue no lago representa as incontáveis mortes causadas por esses colonos.
Love Death + Robots ainda continua sendo uma grata surpresa , mesmo com a diminuição de episódios desde da segunda temporada , ela ainda tem folego pra contar várias historias diferentes e surpreender o espectador , pra mim uma temporada superior a segunda , mas a primeira ainda é melhor.
Moonfall: Ameaça Lunar
2.4 581 Assista AgoraUm filme feito para puro divertimento , não espere mais do que isso . Roland Emmerich se especializou em filmes catástrofes , depois do segundo Indepedence Day , achei que ele tinha gasto toda sua criatividade em filmar destruição. Moonfall o diretor até se esforça um pouco , mas é sentido pelo baixo orçamento tanto para filmar as tragédias , fica claro e nítido as maquetes usadas , e os pequenos cenários de estúdios pra economizar no final grandioso que ele estabeleceu. E o final por mais que seja um pouco fora da casinha , ele surpreende por ser algo que vc não espera , e vale todo caminho que vc percorreu pra chegar até lá. Moonfall é um filme para puro entretenimento , só vai lá e se divirta sem esperar muito de um filme catástrofe .
Morbius
2.3 541Continuamos com o erro da Sony em criar filmes genéricos dos vilões do Homem Aranha, aqui vem ladeira abaixo por usar um vilão que não tem tamanha relevância. Morbius da galeria de vilões do Aranha não fica nem no top 10 , um filme simplesmente esquecível. Pra completar tem a cena pós crédito mais bizarra e irrelevante de todos os filmes.
É sério que um vilão ( Abutre) sai de outro universo e do nada contata o Morbius pra se juntar a ele para derrotar o Homem Aranha , e ele mesmo sem conhecer o Abutre ou até mesmo o Aranha ele topas sem pensar duas vezes, quem escreveu esse roteiro, meu sobrinho de 4 anos???
Venom: Tempo de Carnificina
2.7 662 Assista AgoraO que se esperar de uma continuação de um filme que não tinha necessidade nenhuma de existir. Venom foi um erro pelo simples fato de não existir um Homem aranha. Aqui eles elevam o nível trazendo o arco do Carnificina, que pelo visto não tem nenhuma. Roteiro preguiçoso , atores no automático , Carnificina que não tem sangue e não existe , até mesmo a dinâmica Venom e Eddie que era até divertida no primeiro , aqui se perde criando uma crise besta na relação simbionte e homem. Nem o elenco salva, nem mesmo o Woody Harrelson de peruca forçando tá curtindo tudo. Venom Tempo de Carnificina é mais um erro que a Sony comete em acelerar o processo e o desespero de uma franquia do Homem Aranha começando pelos vilões , o filme é tão bom que eu esqueci até de marcar de como visto.
O Homem do Norte
3.7 1,0K Assista AgoraUm verdadeiro épico Viking , brutal , visceral e cru. Ele é mais simples , sem muito simbolismo ou de difícil entendimento , que é marca registrada do diretor , ele transforma uma história de vingança em algo pujante. Tudo muito se deve a direção e inclusive as atuações , Alexander Skarsgard é uma maquina irrefreável de matar com seu Amleth , que jura vingança pela morte do seu pai , o Rei Corvo. Eu assistindo o filme , só vinha na cabeça que o ator poderia interpretar facilmente o He-Man num live action . Seus gritos , seus olhos e selvageria se transformam em tela. O filme carrega todo o misticismo Viking e suas crenças , mas de forma bem sútil , temos Valquíria , uma espada lendária e até mesmo Odin , mas tudo de maneira condizente com a história do filme, nada é gratuito, até mesmo os rituais de sepultamento são respeitados. Temos mortes e batalhas viscerais , achei até interessante que não tem uma coreografia , como se fosse uma batalha de selvagens . A fotografia tb é linda , mescla com cores vibrantes ou simplesmente ao preto e branco usado em momentos sobrenaturais . The Northman chega pra preencher essa lacuna que andava vazia de filmes épicos , quando a cada dia vemos mais filmes de heróis , e sempre bem vindo ainda termos espaços para grandes epopeicos medievais . Pra mim um dos melhores do ano junto com The Batman.
Ambulância: Um Dia de Crime
3.0 232 Assista AgoraSabemos que assim como Roland Emmerich tem tara por fazer filmes catástrofes, Michael Bay tem por explosões e carros. E isso fica explicito nesse novo filme "Ambulância" , na qual ele preenchi todo seu tesão com cenas de câmeras rápidas , a novidade agora que ele trouxe um drone pra ter uns takes aéreos pela cidade de Los Angeles, closes nos carrões da policia e dos bandidos , e muitas , muitas , mais muitas explosões. Talvez a única coisa boa nisso tudo e que Bay adora efeitos práticos o que é legal, mas ele precisa diminuir nos exageros e trabalhar mais nos seus roteiros, pq é um roteiro preguiçoso no qual vc sabe que o plano do cara vai dar muito errado , quando ele envolve seu meio irmão aos 45 do segundo tempo. Já mostra que não teve planejamento nenhum , além dos exageros de fogo cruzado e personagens saírem ilesos , temos uma ambulância tunada pelas as ruas de Los Angeles . Se vc vir com suspensão de descrença e abraçar a ação do filme talvez vc se divirta e tenha até um bom passatempo da tarde, mas se tiver um olhar mais critico , talvez vc não consiga nem terminar o filme, boa sorte.
Duna
3.8 1,7K Assista AgoraBom eu nunca li o livro sobre Duna , mas quando se diz a respeito sempre vem a frase que é uma mídia quase impossível de adaptar. Tirando o livro como parâmetro , era sabido que Dennis Villeneuve teria muito trabalho pela frente, conhecendo bem os trabalhos do diretor e como fã , demorei até demais pra assistir Duna. E Villeneuve não decepciona. E admito agora que me arrependi em não ter visto numa tela gigante . Somos levados a mundos e conhecemos os Atreides , uma das casas espalhadas pelo universo , eles são escolhidos pelo Imperador em administrar um planeta desértico chamado Arrakis. Aí onde a trama se mistura a Game of Thrones , existem casas , existe uma trama de bruxas que definem um escolhido , saem os dragões e entram Vermes gigantes, morte e traição. Tudo isso muito bem explicado nas suas quase 3 horas de filme , com uma fotografia linda e efeitos especiais de primeira , o filme te ganha pela as atuações e a tramas não deixa vc piscar os olhos e quando o filme pega fogo ele termina. Duna como adaptação sem eu ter muito conhecimento sobre o livro , achei na sua forma didática pra quem nunca leu , bem dirigida , e com efeitos deslumbrantes , muito ansioso pela parte 2 , e certeza de me redimir pelo erro do primeiro , assistirei no cinema.
Doutor Estranho no Multiverso da Loucura
3.5 1,3K Assista AgoraO filme em si não é um terror da Marvel , como pintaram e sim uma homenagem ao terror. Começando pela escolha do diretor , quem melhor para dirigir um filme onde uma pessoa é afetada pelo um livro amaldiçoado, o livro dos condenados , tal como nos filmes de Evil Dead , Sam Raimi é o cara para nos levar a essa viagem louca. Tem tudo ali , "Evil Dead" , "O Chamado" quando a Wanda saí dos espelhos, "Carrie a Estranha" quando ela persegue os heróis com a cabeça toda ensanguentada. A direção ágil do diretor nos coloca em lindos cenários e cenas completamente loucas , como uma luta de 2 Doutores Estranhos com magias em notas musicais. Mas nem tudo são flores, o roteiro tem uns furos que desmentem o Estranho , que disse que existia uma única vitória em 13 milhões de finais que ele enxergou contra o Thanos, além da forma preguiçosa como America Chavez salva o dia. De bom fica ainda a cínica interpretação de Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho e a dona da porra toda Elizabeth Olsen como uma Wanda implacável , o problema vai ficar com o que fazer com a personagem depois disso , pq a linha que ela cruzou não tem mais volta. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura diverti , mas para se ter uma experiência satisfatória e pegar todas as referencias e os Easter Eggs , você vai precisar ter visto , "Homem Aranha : Sem Volta para Casa", as séries " Wanda Vision" ," Loki " e " What If...? " e é claro o primeiro Doutor Estranho. Mas vale o ingresso e a diversão.
Achei legal o passo que o filme dá para introduzir a fase 4 da Marvel, mostrando os Illuminatis formados pela Capitã Carter (What If...?) , Reed Richards (John Krasiski) como o senhor Fantástico, Barão Mordo (do universo onde Doutor Estranho venceu Thanos usando o darkhold, desmentindo o próprio Doutor Estranho) Charles Xavier (Série animada dos X-men, até parte da música tema e tocada) ,Variante Capitã Marvel ( que agora é a Maria Rabeau) , Raio Negro ( mesmo ator que o interpretava na série Inumanos, cancelada) pena que morrem de forma rápida pela Wanda, achei legal tb o Doutor Estranho da série What If...? e sua batalha, além da cena pós crédito da Clea que é sobrinha de Dormamu , recrutando Strange sobre "Incursão" no multiverso, e a outra cena uma brincadeira com Bruce Campbell que interpretava o Ash em Evil Dead , onde Estranho hipnotiza sua mão pra ficar socando a ele mesmo , no final ela para e ele comemora por não ter que tomar a mesma atitude em Evil Dead , que acontece a mesma coisa , só que ele arranca a mão fora.
Cavaleiro da Lua
3.5 421 Assista AgoraEssa com certeza é uma das séries mais diferentonas da Marvel , se vc for esperando para assistir mais ação e Cavaleiro da Lua , vai se decepcionar , ela é muito mais sobre a complexa cabeça de Marc Spector e suas personalidades. A série até começa bem , mostrando o mistério que envolve Steven Grant e seus apagões , sempre o colocando em perigo e nunca sabendo ao certo , aonde ele está , e o pq de estar no meio de uma ação . Com o passar dos episódios a ação vai ficando em segundo plano e mostra o conflito de Marc, Steven e Khonshu. Oscar Isaac brilha mostrando talento em fazer dois personagens completamente diferentes , tanto na personalidade e até mesmo no sotaque. Mas isso não ajuda muito no ritmo da série , que tem até atores coadjuvantes competentes , mas faltou um pouco mais de Cavaleiro da Lua.
A cena pós crédito além de introduzir a terceira personalidade que aflige Marc, ela consegue trazer mais complexidade com uma nova persona chamada Jack Lockley , que parece ser a mais implacável delas .
Ozark (4ª Temporada)
4.2 292 Assista AgoraOzark havia tomado o vazio que Breaking Bad deixou, e essa temporada encerra de forma digna a série. O legal é como a balança moral muda entre Marty e Wendy , onde em cada temporada , o gosto do poder afeta cada um deles. Wendy (Laura Linney) ganha mais camadas nessa ultima , quando ela abraça a fome do poder , tanto em livrar a família do cartel de Navarro , quando em uma batalha com o avô das crianças (seu pai) que veio pra investigar o sumiço do Ben e travar uma queda de braço com a filha. Laura Linney da um show de atuação , ela é poderosa, perigosa , astuta , fraca , dissimulada , esperançosa , chora e sorrir nas horas certas e até se humilha, uma atuação que talvez não seja esquecida por muito tempo. Em contrapartida temos um Marty mais contido , com o peso de suas escolhas em entender o quanto de mal ele já criou e ter que lidar com uma força da natureza pior que Omar. Gostei de como a série encaminha seus personagens, desde da Ruth que é ame ou odeie , até o Jonah que pra mim pega o ranço que eu tinha da Charlotte lá nas primeiras temporadas, que é transferido pra ele , e o final dos dois e meio que polemico. Ozark valeu todas as noites maratonadas , nessa ultima temporada faz uma despedida a todos os personagens, até a Rachel aparece pra fechar um arco lá da primeira temporada, e pra mim termina de forma digna , mostrando que a força maior não é o dinheiro e sim o amor pela família.
Muita gente reclamou do final da Ruth , mas achei justo por tudo que a personagem aprontou, a maioria das decisões equivocadas da série foram tomadas por ela , desde de roubar a bolsa cheia de dinheiro do Marty lá na primeira temporada, até sendo a causadora da morte de toda sua família, a ultima atitude de matar o Javi , além indiretamente de matar um dos soldados leias do Omar , selou o destino dela. E o do Jonah que só queria ouvir da mãe que era culpada por tudo, e abraça a causa eliminado a ultima ponta solta que poderia derrubar sua família, mostrando que no fim a bondade e consumida pelo poder e sobrevivência.
Morte no Nilo
3.1 372 Assista AgoraMorte no Nilo tem um elenco estrelar , e uma fotografia belíssima , mas quando envolve o suspense em si , ele não te surpreende , não sei ao certo , pq eu nunca li um livro da Agatha Christie , mas como o filme é baseado em sua obra , e ela foi a pioneira nesse ramo do suspense, ele não consegue te pegar desprevenido com seu desfecho e a revelação do assassino , por ser uma obra muito antiga , e ela ser a que começou tudo o que estamos acostumados a ver em matéria de suspense , vc mata o filme logo no seu inicio , é claro pra quem não leu o livro , o que é uma pena.
Gonjiam: Manicômio Assombrado
3.0 141 Assista AgoraFound footage foi uma formula usada a exaustão , e os novos filmes depois lá do primeiro Bruxa de Blair , que é usado até uma cena em homenagem nesse, não conseguem trazer nada de novo. Pelo menos o Gonijam tenta algo , abusando das novas tecnologias de filmagem, Go pros que pegam a reação e filmam tb o que a pessoa está vendo, além de drone pra tentar algo novo. Infelizmente tudo parece repetido, e o filme demora seus 30 minutos finais pra engrenar , mas tem uma cena que da medo de um paciente que imita todos os movimentos da Charlotte que é de gelar a espinha , mas ainda sim é muito pouco pra segurar o filme, mas valeu a diversão e tentativa de trazer algo novo.
X: A Marca da Morte
3.4 1,3K Assista AgoraA24 acerta com seu filme slasher , "X" , que subverte de forma divertida tudo que o cinema de terror se propõe , rasgando toda sua cartilha , além de enfiar homenagens a filmes de horror dos anos 70 e 80 como "O Massacre da Serra Elétrica" , "Sexta feira 13" entre outros.
O filme cria logo um embate de gerações , um casal dos anos 30 com um grupo de visitantes dos anos 70. Um sempre foi retraído em cima dos bons costumes, o outro aprendendo com a liberdade sexual e atrás do sonho americano se enveredando para o cinema pornô com o crescimento dos VHS , de olho no que se tornaria o maior mercado Estadunidense. Esse embate mostra os desejos retraído do casal , Howie e seu problema cardíaco que impede de satisfazer a esposa e Pearl que se mostra Bissexual, que nunca tiveram essa liberdade sobre seus desejos, já o grupo que dirige o filme , com casais bem resolvidos , que não tem problemas nem mesmo de ver a esposa contracenando uma cena de sexo com outro ator. Aqui tá estampado a critica social aos costumes americanos , puritanos mas com desejos obscuros escondido na casca de verdadeiros cristãos. Legal tb a subversão do sexo , e a forma que o desejo libertinos seria uma forma de culpa e punição. Interessante tb expressar, que o conceito desses filmes de terror , o que transa morre e o que se mantém casto sobrevive, uma mensagem pra aquela geração jovem de que o sexo era errado. Aqui tudo muda , quando a primeira vitima é a que não transa , e a que tem o conceito aparentemente "correto" por não compactuar e aceitar que a namorada participe do filme. E ainda de se negar a transar com Pearl , vira logo a primeira vitima mudando todo conceito dos filmes de terror . Aqui tb tem uma mudança brusca com a "Final Girl" que carregava esses mesmos estereótipos , menina que se mantem virgem e sobrevive ao massacre, aqui ela além de transar , ela é uma viciada em cocaína e quer ser uma estrela do pornô . O filme tb fala sobre velhice , de a sociedade não aceitar e ter uma imagem da velhice como a morte , tanto que a nudez da velhinha Pearl e a transa com seu marido te choquem mais do que as cenas Gores, pq a sociedade colocou na nossa cabeça como algo errado e repulsivo, que acaba nos causando estranhamento. As cenas das mortes são muito bem feitas, e quando a gente acha o casal de velhinhos sobrenaturais por dar cabo dos jovens, eles acabam morrendo de maneira banal , um sofre ataque cardíaco e a outra se feri seriamente com o coice da 12. As homenagens ao cinema de horror são nítidas , do Massacre da Serra Elétrica e a de Sexta feira 13 , numa cena de lago , onde habita um monstro, na verdade um crocodilo , falando nessa cena que é muito bem filmada de cima , criando um clima tenso. Filme é muito bem filmado com ângulos interessantes , até a cena da morte do RJ é um pouco artística, com o sangue no farol deixando a luz avermelhada, enquanto a Pearl dança.
X não é apenas um filme de terror , ele tem umas camadas inseridas nele , que vale a pena a reflexão e a diversão , só embarca nessa viagem louca sem medo.
A Tristeza
3.4 263 Assista AgoraEsse filme só existe duas palavra para descrever ele , Brutal e Gore. Rob Jabbaz parece que leu as Hqs de Garth Ennis , roteirista polemico pelas suas obras controversas como "The Preacher" , " The Boys" e a mais polémica , que ele copiou , "Crossed" que conta a história de um vírus que assola o continente Estadunidense , que amplia os sentidos de raiva, e cria nos humanos uma liberdade incontrolável sobre esses sentimentos. Dito isso , parece que Rob Jabbaz fez o seu "Crossed" no continente asiático , e posso falar que os primeiros 20 minutos da trama são os mais tensos que eu vi de terror ultimamente. Ele é genial , por que acompanham Jim e kat no seu dia a dia , e mostra os dois pontos de vista da pandemia e como cada um tenta lidar com o surto, mostrando o lado do Jim nas ruas e o momento no qual Kat se vê no meio da epidemia dentro do metrô. A luta deles tentando sobreviver e a tentativa de se reencontrarem e bastante tensa , e vc fica sempre com muito receio , pq o cinema asiático não tem pena de ninguém e cria esse clima de que tudo pode acontecer. Nem o final meio agridoce , tira a tensão , a violência gráfica e brutal da obra , que vale a pena ser assistido, porém só pra quem tem estomago forte e não se impressiona com cenas de estupro , gore e danação extrema.
Achei legal como o vírus da raiva é mostrado , que mostra que o ódio nos torna seres irracionais ao ponto de fazer qualquer coisa , liberando a violência que a dentro de nós, estupro ,assassinato , tortura , tudo que destrói o que é humano. Achei interessante também , mostrando que alguns humanos choravam pq não tinham controle, os impulsos eram mais fortes.
007: Sem Tempo para Morrer
3.5 583 Assista Agora007 Sem Tempo para Morrer é um bom encerramento para o Bond de Daniel Craig , que fecha os arcos de histórias iniciado lá no excelente " Cassino Royale" e terminando nesse , dando um fim literalmente ao personagem e deixando aberto para um novo ator iniciar do zero uma nova história. De ponto fraco fica o vilão que é o pior de todas as franquias , a duração do filme que não necessitava as 2h43 , apesar de apresentar novos personagens , alguns que nem conseguimos nos conectar , a exemplo da Paloma interpretada pela Ana de Armas , que poderia ser qualquer atriz , pela participação fraca e relâmpago , e até mesmo o vilão que é um desperdício do talento do Rami Malek , num personagem que não diz ao menos a que veio.
007 Sem Tempo para Morrer traz um Bond mais humanizado atrás de redenção , talvez não seja o Bond que Ian Fleming escreveu e descreve , mas ainda sim é um Bond que condiz com que tudo que o personagem passou até chegar aqui , não é o pior filme deles , eu ainda acho "Quantum of Solace" o pior deles , mas tb não é o melhor , ainda fico com "Cassino royale" e "Skyfall" .
Somos o Que Somos
2.8 382Filme tenso que fala sobre fanatismo religioso e suas consequências.
Devorar o corpo do pai , simbolismo ao corpo de Cristo ,“Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão”. Assim como discernir o corpo de Cristo ,é uma forma de dissolver todos os pecados, o ato apaga os pecados e livra as meninas pra recomeçar uma nova vida. Ou recomeçar um novo ciclo abraçando a natureza delas assim como diz o titulo do filme.
Caminhos da Memória
2.8 229Tinha tudo para ser um bom filme , mas a história em si em momento algum embala, monótono e entediante , nem mesmo o esforço de Hugh Jackman salva, e seu personagem um stalker que não aceitou o fim do romance tb é de doer. Colocando em risco até uma investigação em prol de um romance.
C’est La Vie
3.4 1Nada como uma critica social nua e crua sobre a nossa sociedade e como vivemos , uma verdadeira aula em 8 minutos .
V/H/S/94
2.8 135 Assista AgoraV/H/S/94 Só falha em não fazer a conexão da história principal com os vídeos , tirando isso , as histórias apresentadas até que são boas , tem pra todos os gostos, do terror simples ao gore , que diverte e entretém o espectador. A história principal :
“Holy Hell” - O episodio de abertura que tenta fazer convergência com os demais , sobre uma batida policial , ela faz a ponte , pq quando eles chegam tem várias tvs ligadas e um monte de corpos que estavam assistindo essas fitas. O encerramento é fraco e a ligação com cada episódio apresentado quase não existe. Pra mim o mais fraco deles. Nota 2,0
“Storm Drain” - Seria o primeiro episódio em si , um dos que eu mais gosto , sobre uma repórter que está investigando uma lenda urbana sobre um tal de Ratman. O Found Foontage aqui combina com as cenas obscuras no esgoto , trazendo um clima de tensão e incertezas por quase não enxergar nada. O encerramento lembra muito as histórias de " the Creep Show" , misturando lenda e culto. Nota 3,5
“The Empty Wake” - Simplesmente o melhor episódio , por talvez ser o mais barato e prático e simples na sua forma. Uma agente funerária precisa fazer um funeral assistido, fazer gravação , na madrugada. Porém ela precisa ficar sozinha numa noite chuvosa , a espera de parentes que nunca chegam , e ainda ter que lidar com quedas de luz e outros imprevistos da noite. Claustrofóbico e dinâmico , ele é um episódio que gera uma tensão , e o desenrolar dele é genial. Nota 4,5
"The Subject" - É o episódio mais clean da série , por ser filmado de forma digital , acho que foi feito de maneira proposital , pra acompanhar o gore que é esse episódio. Mostrando a fuga da experiência , titulada como The Subject 2 , do laboratório de um cientista louco , que combina corpos a maquinas, tendo que encarar o que foi feito com ela , e ainda tentar sobreviver a um grupo de resgate suspeito e a maquina de matar o Subject 1 .Parece muito um jogo de terror de Shigenori Nishikawa , 'Evil Within" , até na fuga da Subject 2 perseguida pelo Subject 1. Nota 3,0
“Terror” - Episódio legal sobre um grupo de milícias que quer derrubar parte do governo americano , por acreditarem está tomando a liberdade americana. Mistura culto, terrorismo e vampiros , no que torna um episódio divertido , mas ao mesmo tempo no seu encerramento cliché, tem sempre alguém fazendo uma besteira depois de noites de bebedeira. Nota 2,5
O Beco do Pesadelo
3.5 522 Assista AgoraGosto muito do Gulhermo del Toro , mas essa obra , O beco do Pesadelo fica muito abaixo de suas outras obras. Ela só é um pouco melhor do que a Colina Escarlate , no qual eu acho um dos trabalhos mais fracos do diretor. Apesar do elenco magistral , acredito eu que poderia ter reduzido algumas horas , e algumas tramas que realmente no fim ficaram irrelevantes. Vale a pena pela ambientação e figurino , atuações de Toni Collete , com sua Zeena , no qual vc fica encantado querendo aprender mais sobre charlatanismo e Cate Balanchett sensual e mortal , que quase nunca decepciona. Enganar o público faz parte do jogo , mas jamais brinque com os mortos.
The Strange Thing About the Johnsons
3.7 207Ari Aster , mais conhecido como diretor de Hereditário e Midsomar começou com curtas . Eu assisti primeiro seus filmes e fui atrás desses trabalhos menores. E comecei logo com o perturbador "The Strange Thing About the Johnsons" . O legal do diretor que ele pega histórias trágicas que poderiam ser do cotidiano , e isso que torna a coisa assustadora. Pq suas histórias tem um pouco de realismo e poderia se tratar de uma história louca de seu vizinho, um amigo de um amigo distante . O legal é como ele subverte para contar sobre abuso, e mesmo em sua inversão ele ainda consegui chocar . E ele faz com maestria logo na sua cena inicial , que deixa constrangido e sem saber o que esperar.
O abuso contado de forma subvertida, colocando como o abusador o filho, parecia que iria causar menos impacto , por se tratar de um menino abusando de um homem que pode se defender. Porém o impacto é que independente dos casos , o abuso , continua sendo um abuso, e colocando o dessa forma parece que choca mais por vc ter um pai que não consegui entender essa relação louca. Um terror psicológico que deixa muito filme de terror no chinelo com seus apenas 30 minutos
The Strange Thing About The Johnsons é um curta perturbador que vai deixar vc pensativo e causa o mesmo impacto que me causou com Hereditário, espere uma viagem louca no universo do novo terror familiar que Ari Aster tem para proporcionar.
Onde Está Megan?
2.7 339Filme pesado e perturbador , que começa meio arrastado e depois vai se tornando angustiante , com seus 25 minutos finais . É claro que vc precisa esquecer as atuações , pq é um filme de baixo orçamento , ele vai contando o dia a dia de Megan e Amy , duas amigas bem diferentes. Tudo é documentado pela Amy , então tem registros de festas e até relatos sobre a infância de Megan. Até a aí o filme engatinha , pra criar um apego as personagens e sua amizade , o filme melhora quando Josh , um amigo de internet é adicionado a trama. Megan is Missing serve de alerta as jovens desavisadas , que acreditam e acham que conhece o individuo que está teclando do outro lado, o filme é de 2011 , mas que ainda serve de lição.
O filme se torna perturbador , quando Megan some e começa uma caçada ao raptor, mas os 25 minutos de encerramento são angustiantes, primeiro quando mostra as fotos de Megan e depois quando Josh sequestra Amy que documentava tudo. É pura tortura mostrando o que Amy passa , desde do abuso , até ser enterrada viva com o corpo da amiga , é tão sádico que são 10 minutos de Amy implorando pra não morrer , enquanto Josh cava uma cova sem parar. Para encerrar , mostram um vídeo das amigas conversando sobre como seria seus futuros e como seria conhecer uma cara legal, triste por saber que seus sonhos foram encerrados de maneira brutal.
Fresh
3.5 569 Assista AgoraFresh é o típico filme que o interessante é vc vê-lo sem ler nada e nenhuma sinopse sobre ele . Feito isso sua experiência vai ser satisfatoriamente concretizada , pq ele é um filme pesado e critico , mas logo nos seus 15 minutos iniciais vc pega as criticas logo de cara , e talvez eu entenda a revolta de alguns homens aqui no site. O filme é uma critica acida a nós homens, é um filme sobre a visão da mulher nesse universo masculino. Logo de cara temos um encontro por aplicativo , isso já mostra o quanto podemos ser diferentes daquilo que digitamos ou somos em redes sociais.
Primeiro mostra Noa em um encontro as cegas com Chad , pelas roupas toda certinha com cachecol ,vc acha que ele é uma pessoa legal, mas logo se torna um desastre quando ele reclama que Noa poderia ir mais a vontade , se mostrar mais , colocar uma maquiagem , cobranças que todas as mulheres encontram no seu cotidiano , além da conta dividida. Pra completar Chad ainda leva partes da comida da Noa , pro irmão chegando de viagem. As criticas não param por aí , abrindo o aplicativo novamente , Noa se depara com um perfil com um cachorro fofinho , que logo em seguida manda fotos de suas partes intimas do nada. Além de depois que descobrir que não tem nada na geladeira , ela vai ao mercado , logo ela se depara com um homem abrindo uma garrafa de leite e provando ali mesmo , mostrando que as vezes homens passam do limites e tentam sempre algo sem a autorização devida. A imagem dos homens praticamente como todos babacas nesse universo, muda com o encontro com Steve, bonitão , divertido e que pede seu telefone no mercado. Que chances isso aconteceria???. Existe tb uma critica sobre aparência tb , do Chad babaca ao Steve bonitão qual deles realmente apresentaria perigo ??? Achei tb a edição do filme sensacional , que depois dos 20 minutos que pareciam uma comédia romântica, somos apresentados a verdadeira face de Steve, e sobe os créditos do filme, mostrando uma mudança brusca no clima do filme. A ideia de Steve se mostrar um vendedor e fornecedor de carne humana , precisamente de partes do corpo feminina , entra em metáfora sobre redes sociais , da forma como os homens enxergam as mulheres, como carnes em vitrine , devorando até que não sobre nada. Mostrando um pouco dos consumidores , enxergamos que a indústria , empresários e a elite se beneficiam das mulheres , devorando suas carnes, mostrando que por baixo dos panos tem sempre alguém recebendo e ganhando mais em cima. A critica sobre o universo masculino não para por aí , conhecemos a esposa do Steve , após a amiga de Noa , Mollie , começar a investigar e achar estranho seu sumiço. Temos um relacionamento abusivo , mostrando que Ann foi uma de suas vitimas , pq ela não tem uma perna, talvez tenha sido devorada, mas que Steve se apaixonou por ela e acabou criando uma família . Ann é uma vitima de síndrome de Estocolmo , quando a vitima se apaixona pelo raptor. Temos tb o barman que tenta defender a qualquer custo o Steve, sobre homens que defendem homens mesmo quando é apresentado algo muito errado . Mollie só consegue algo , quando se coloca em troca , flertando em sair e elogiando o barman. Engraçado tb é o Barman que parece ser o salvador da patria , quando ele rastreia o telefone da Mollie , mas quando chega pra ajudar , ele acaba fugindo de medo , quebrando a paradigma de que não é necessário um homem pra salvar o dia. No final Mollie fala para Noa que o Steve é casado , revelando que ela sempre esteve certa quando um cara é bonito e legal , é pq é casado. Ainda tem no final o Chad , mandando mensagem se poderiam se encontrar novamente , mesmo depois do fora e ter xingado a Noa no final do encontro , genial .
Fresh é um filme pra vc se colocar na ótica feminina , entender seus dilemas , suas batalhas cotidianas e não nos colocarmos nos papéis de Chad , Steve , Cachorro fofo de aplicativo ou até mesmo na de barman.