Depois do sucesso de "La Casa de Papel", a Netflix decidiu apostar em uma nova produção espanhola: "Elite". Porém, a semelhança entre as duas estão apenas nos 3 atores que participaram de ambas: María Pedraza, Miguel Herrán e Jaime Menéndez Lorente. O que não salva a série de ser comparada com outras devido à acontecimentos parecidos com os de Gossip Girl, Pretty Little Lies, até Rebelde, entre outras... A trama conta a história de um colégio de elite que recebe três bolsistas após a escola deles ser desabada. Por serem mais humildes, ou até mesmo de outro país, como a mulçumana Nádia, os três novatos não são bem recebidos pelos alunos ricos e mimados que dominam o colégio, e nesse enredo a história segue tentando tratar de diversos assuntos como xenofobia, bullying, uso de drogas e sexualidade. O ponto principal da narrativa é o assassinato da personagem Marina, apresentado logo no primeiro episódio, onde o mistério de quem a matou segue até o último. "Elite" é carregada de clichês, como a garota rica e mimada, o valentão, a mocinha com a vida cheia de dramas, mas que de alguma forma funciona. Talvez pela carisma de alguns atores, ou até mesmo pela quantidade de informação jogada em cima de você o tempo todo, o que nem sempre é bom. O tempo todo está acontecendo algo, a série não dá muito tempo pra você respirar, mas particularmente, prefiro esse ritmo mais acelerado do que arrastado como "13 Reasons Why" por exemplo. O mal que isso causa a série, é o fato de muitas vezes você se pegar focado em alguma outra subtrama e esquecer da principal, o assassinato, que você só lembra quando é apresentado os flashforwards com os depoimentos dos suspeitos. Outro mal da série é a apelação sexual, o que faz com que a série tenha classificação para maiores de 18, o que entra em contradição, já que obviamente é uma série para adolescentes. O público mais adulto até se renderia talvez se os assuntos como corrupção, DSTs e preconceito em geral não fossem tratados tão superficialmente. No fim, "Elite" consegue prender o público mais jovem, porém não se aprofunda nos temas mais relevantes. O que salva é o mistério, que ainda assim é muitas vezes atrapalhado com tantas outras histórias para contar.
Esqueça a sitcom, a animação e os filmes da sessão da tarde. O Mundo Sombrio de Sabrina traz uma atmosfera mais voltada para os filmes de terror, sem deixar de lado o humor, mesmo que um tanto camuflado. Perto de completar 16 anos, Sabrina Spellman precisa tomar uma importante decisão na sua vida, assinar o livro do senhor das trevas e abandonar sua vida e seus amigos humanos ou não seguir a religião de suas tias e das bruxas em geral e viver a liberdade humana. Escolha difícil para uma bruxa mestiça (pai bruxo, mãe humana). Dentro desse contexto, a série trata de diversos assuntos como bullying, religião, e principalmente, empoderamento feminino, quando Sabrina questiona o por quê de ter que servir ao senhor das trevas, entre outros momentos. Com um elenco predominantemente feminino, Sabrina (Kiernan Shipka) rouba a cena toda vez que aparece, destaques também para as tias Zelda e Hilda (Miranda Otto e Lucy Davis) e também para Madam Satan (Michelle Gomez). No núcleo mais jovem, as três irmãs antagonistas até conseguem seus momentos em cena, mas na maioria um tanto caricato à la "Meninas Malvadas". Com algumas cenas dignas de filmes de terror, como bruxas enforcadas e o próprio diabo aparecendo, a série entrega uma experiência interessante, mas não muito redonda, com episódios de 50 minutos a 1 hora alguns pontos parecem soltos, algumas coisas parecem se enrolar apenas para preeencher espaço, mas nada que deixe os episódios arrastados ou que a transforme em uma série ruim. Antes mesmo da primeira temporada estrear, O Mundo Sombrio de Sabrina já havia sido renovada para a segunda temporada. Obs.: duvido você não sentir falta do Salem falante.
"Demolidor" é a prova de que uma história de super-herói não precisa de um vilão com superpoderes. Depois das coisas desandarem na segunda metade da segunda temporada com a introdução de Elektra e não se reerguer em "Os Defensores", a terceira temporada surge com os pés no chão. Dessa vez somos apresentados a um Matt Murdock sem fé, desiludido, e o mal prevalecendo. A volta de Wilson Fisk é um dos vários pontos altos da temporada, o fato de ser um vilão cujo objetivo não é dominar o mundo ou algo do tipo, causa um medo mais real, pois Fisk mostra a proporção de seu poder comprando e manipulando, inclusive agentes do FBI, o que faz com que ele passe da penitenciária para um luxuoso edifício. Tal acontecimento traz revolta à população, ameaça a várias pessoas, e com ajuda de Maggie, faz com que Matt recupere sua fé e tente deter seu inimigo. Dentre os manipulados por Fisk, somos apresentados a uma adaptação do Mercenário, um psicopata vestindo o traje do "Demolidor" e que traz um tom certeiro de medo e suspense. A maioria das cenas de violência são graças a ele, além claro, das lutas de Matt com outra cena em plano sequência tão maravilhosa quanto a da primeira temporada. Sentimos o medo real da injustiça, sentimos medo pela vida dos personagens, ainda mais quando somos apresentados aos detalhes de seus dramas, o suspense é levado a um outro nível quando não fazemos ideia de até onde Wilson Fisk pode chegar. Por fim, o realismo faz a terceira temporada de "Demolidor" ser a melhor.
Sem chão com esse cancelamento.
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Elite (1ª Temporada)
3.7 552 Assista AgoraDepois do sucesso de "La Casa de Papel", a Netflix decidiu apostar em uma nova produção espanhola: "Elite".
Porém, a semelhança entre as duas estão apenas nos 3 atores que participaram de ambas: María Pedraza, Miguel Herrán e Jaime Menéndez Lorente.
O que não salva a série de ser comparada com outras devido à acontecimentos parecidos com os de Gossip Girl, Pretty Little Lies, até Rebelde, entre outras...
A trama conta a história de um colégio de elite que recebe três bolsistas após a escola deles ser desabada. Por serem mais humildes, ou até mesmo de outro país, como a mulçumana Nádia, os três novatos não são bem recebidos pelos alunos ricos e mimados que dominam o colégio, e nesse enredo a história segue tentando tratar de diversos assuntos como xenofobia, bullying, uso de drogas e sexualidade.
O ponto principal da narrativa é o assassinato da personagem Marina, apresentado logo no primeiro episódio, onde o mistério de quem a matou segue até o último.
"Elite" é carregada de clichês, como a garota rica e mimada, o valentão, a mocinha com a vida cheia de dramas, mas que de alguma forma funciona.
Talvez pela carisma de alguns atores, ou até mesmo pela quantidade de informação jogada em cima de você o tempo todo, o que nem sempre é bom.
O tempo todo está acontecendo algo, a série não dá muito tempo pra você respirar, mas particularmente, prefiro esse ritmo mais acelerado do que arrastado como "13 Reasons Why" por exemplo.
O mal que isso causa a série, é o fato de muitas vezes você se pegar focado em alguma outra subtrama e esquecer da principal, o assassinato, que você só lembra quando é apresentado os flashforwards com os depoimentos dos suspeitos.
Outro mal da série é a apelação sexual, o que faz com que a série tenha classificação para maiores de 18, o que entra em contradição, já que obviamente é uma série para adolescentes.
O público mais adulto até se renderia talvez se os assuntos como corrupção, DSTs e preconceito em geral não fossem tratados tão superficialmente.
No fim, "Elite" consegue prender o público mais jovem, porém não se aprofunda nos temas mais relevantes. O que salva é o mistério, que ainda assim é muitas vezes atrapalhado com tantas outras histórias para contar.
O Mundo Sombrio de Sabrina (Parte 1)
4.0 641Esqueça a sitcom, a animação e os filmes da sessão da tarde. O Mundo Sombrio de Sabrina traz uma atmosfera mais voltada para os filmes de terror, sem deixar de lado o humor, mesmo que um tanto camuflado.
Perto de completar 16 anos, Sabrina Spellman precisa tomar uma importante decisão na sua vida, assinar o livro do senhor das trevas e abandonar sua vida e seus amigos humanos ou não seguir a religião de suas tias e das bruxas em geral e viver a liberdade humana. Escolha difícil para uma bruxa mestiça (pai bruxo, mãe humana).
Dentro desse contexto, a série trata de diversos assuntos como bullying, religião, e principalmente, empoderamento feminino, quando Sabrina questiona o por quê de ter que servir ao senhor das trevas, entre outros momentos.
Com um elenco predominantemente feminino, Sabrina (Kiernan Shipka) rouba a cena toda vez que aparece, destaques também para as tias Zelda e Hilda (Miranda Otto e Lucy Davis) e também para Madam Satan (Michelle Gomez).
No núcleo mais jovem, as três irmãs antagonistas até conseguem seus momentos em cena, mas na maioria um tanto caricato à la "Meninas Malvadas".
Com algumas cenas dignas de filmes de terror, como bruxas enforcadas e o próprio diabo aparecendo, a série entrega uma experiência interessante, mas não muito redonda, com episódios de 50 minutos a 1 hora alguns pontos parecem soltos, algumas coisas parecem se enrolar apenas para preeencher espaço, mas nada que deixe os episódios arrastados ou que a transforme em uma série ruim.
Antes mesmo da primeira temporada estrear, O Mundo Sombrio de Sabrina já havia sido renovada para a segunda temporada.
Obs.: duvido você não sentir falta do Salem falante.
Demolidor (3ª Temporada)
4.3 470 Assista Agora"Demolidor" é a prova de que uma história de super-herói não precisa de um vilão com superpoderes.
Depois das coisas desandarem na segunda metade da segunda temporada com a introdução de Elektra e não se reerguer em "Os Defensores", a terceira temporada surge com os pés no chão.
Dessa vez somos apresentados a um Matt Murdock sem fé, desiludido, e o mal prevalecendo.
A volta de Wilson Fisk é um dos vários pontos altos da temporada, o fato de ser um vilão cujo objetivo não é dominar o mundo ou algo do tipo, causa um medo mais real, pois Fisk mostra a proporção de seu poder comprando e manipulando, inclusive agentes do FBI, o que faz com que ele passe da penitenciária para um luxuoso edifício.
Tal acontecimento traz revolta à população, ameaça a várias pessoas, e com ajuda de Maggie, faz com que Matt recupere sua fé e tente deter seu inimigo.
Dentre os manipulados por Fisk, somos apresentados a uma adaptação do Mercenário, um psicopata vestindo o traje do "Demolidor" e que traz um tom certeiro de medo e suspense.
A maioria das cenas de violência são graças a ele, além claro, das lutas de Matt com outra cena em plano sequência tão maravilhosa quanto a da primeira temporada.
Sentimos o medo real da injustiça, sentimos medo pela vida dos personagens, ainda mais quando somos apresentados aos detalhes de seus dramas, o suspense é levado a um outro nível quando não fazemos ideia de até onde Wilson Fisk pode chegar.
Por fim, o realismo faz a terceira temporada de "Demolidor" ser a melhor.
Sem chão com esse cancelamento.