Quase tão bom quanto Mulher Maravilha, um bom protagonista e um ótimo vilão, cenas de ação fodas e uma direção do James Wan que tá de parabéns. A maioria das cenas "embaixo d'água" são de encher os olhos, enfim, o filme é ótimo, mas a trilha sonora é horrível, com exceção da sequência da batalha final e a dos créditos finais.
Depois do sucesso de "La Casa de Papel", a Netflix decidiu apostar em uma nova produção espanhola: "Elite". Porém, a semelhança entre as duas estão apenas nos 3 atores que participaram de ambas: María Pedraza, Miguel Herrán e Jaime Menéndez Lorente. O que não salva a série de ser comparada com outras devido à acontecimentos parecidos com os de Gossip Girl, Pretty Little Lies, até Rebelde, entre outras... A trama conta a história de um colégio de elite que recebe três bolsistas após a escola deles ser desabada. Por serem mais humildes, ou até mesmo de outro país, como a mulçumana Nádia, os três novatos não são bem recebidos pelos alunos ricos e mimados que dominam o colégio, e nesse enredo a história segue tentando tratar de diversos assuntos como xenofobia, bullying, uso de drogas e sexualidade. O ponto principal da narrativa é o assassinato da personagem Marina, apresentado logo no primeiro episódio, onde o mistério de quem a matou segue até o último. "Elite" é carregada de clichês, como a garota rica e mimada, o valentão, a mocinha com a vida cheia de dramas, mas que de alguma forma funciona. Talvez pela carisma de alguns atores, ou até mesmo pela quantidade de informação jogada em cima de você o tempo todo, o que nem sempre é bom. O tempo todo está acontecendo algo, a série não dá muito tempo pra você respirar, mas particularmente, prefiro esse ritmo mais acelerado do que arrastado como "13 Reasons Why" por exemplo. O mal que isso causa a série, é o fato de muitas vezes você se pegar focado em alguma outra subtrama e esquecer da principal, o assassinato, que você só lembra quando é apresentado os flashforwards com os depoimentos dos suspeitos. Outro mal da série é a apelação sexual, o que faz com que a série tenha classificação para maiores de 18, o que entra em contradição, já que obviamente é uma série para adolescentes. O público mais adulto até se renderia talvez se os assuntos como corrupção, DSTs e preconceito em geral não fossem tratados tão superficialmente. No fim, "Elite" consegue prender o público mais jovem, porém não se aprofunda nos temas mais relevantes. O que salva é o mistério, que ainda assim é muitas vezes atrapalhado com tantas outras histórias para contar.
Esqueça a sitcom, a animação e os filmes da sessão da tarde. O Mundo Sombrio de Sabrina traz uma atmosfera mais voltada para os filmes de terror, sem deixar de lado o humor, mesmo que um tanto camuflado. Perto de completar 16 anos, Sabrina Spellman precisa tomar uma importante decisão na sua vida, assinar o livro do senhor das trevas e abandonar sua vida e seus amigos humanos ou não seguir a religião de suas tias e das bruxas em geral e viver a liberdade humana. Escolha difícil para uma bruxa mestiça (pai bruxo, mãe humana). Dentro desse contexto, a série trata de diversos assuntos como bullying, religião, e principalmente, empoderamento feminino, quando Sabrina questiona o por quê de ter que servir ao senhor das trevas, entre outros momentos. Com um elenco predominantemente feminino, Sabrina (Kiernan Shipka) rouba a cena toda vez que aparece, destaques também para as tias Zelda e Hilda (Miranda Otto e Lucy Davis) e também para Madam Satan (Michelle Gomez). No núcleo mais jovem, as três irmãs antagonistas até conseguem seus momentos em cena, mas na maioria um tanto caricato à la "Meninas Malvadas". Com algumas cenas dignas de filmes de terror, como bruxas enforcadas e o próprio diabo aparecendo, a série entrega uma experiência interessante, mas não muito redonda, com episódios de 50 minutos a 1 hora alguns pontos parecem soltos, algumas coisas parecem se enrolar apenas para preeencher espaço, mas nada que deixe os episódios arrastados ou que a transforme em uma série ruim. Antes mesmo da primeira temporada estrear, O Mundo Sombrio de Sabrina já havia sido renovada para a segunda temporada. Obs.: duvido você não sentir falta do Salem falante.
"Demolidor" é a prova de que uma história de super-herói não precisa de um vilão com superpoderes. Depois das coisas desandarem na segunda metade da segunda temporada com a introdução de Elektra e não se reerguer em "Os Defensores", a terceira temporada surge com os pés no chão. Dessa vez somos apresentados a um Matt Murdock sem fé, desiludido, e o mal prevalecendo. A volta de Wilson Fisk é um dos vários pontos altos da temporada, o fato de ser um vilão cujo objetivo não é dominar o mundo ou algo do tipo, causa um medo mais real, pois Fisk mostra a proporção de seu poder comprando e manipulando, inclusive agentes do FBI, o que faz com que ele passe da penitenciária para um luxuoso edifício. Tal acontecimento traz revolta à população, ameaça a várias pessoas, e com ajuda de Maggie, faz com que Matt recupere sua fé e tente deter seu inimigo. Dentre os manipulados por Fisk, somos apresentados a uma adaptação do Mercenário, um psicopata vestindo o traje do "Demolidor" e que traz um tom certeiro de medo e suspense. A maioria das cenas de violência são graças a ele, além claro, das lutas de Matt com outra cena em plano sequência tão maravilhosa quanto a da primeira temporada. Sentimos o medo real da injustiça, sentimos medo pela vida dos personagens, ainda mais quando somos apresentados aos detalhes de seus dramas, o suspense é levado a um outro nível quando não fazemos ideia de até onde Wilson Fisk pode chegar. Por fim, o realismo faz a terceira temporada de "Demolidor" ser a melhor.
"Bohemian Rhapsody" consegue arrepiar somente nos momentos musicais, graças às músicas do Queen e a voz de Freddie Mercury.
O filme tenta contar tanto em pouco tempo que parece não contar nada, ou contar de forma superficial.
A história começa com a banda se formando, e em poucos minutos, ela já está fazendo um sucesso estrondoso. Freddie solta várias frases de efeito, um drama aqui, outra lá em meio a passagens de tempo que você não consegue sentir tanta empatia pelos acontecimentos.
Os pontos cruciais da história são tratadas friamente, como a descoberta da sexualidade e também da doença, talvez você se emocione por conhecer a realidade, saber quem foi ele e como ele morreu, mas se fosse uma história completamente fictícia sobre um personagem qualquer, duvido você sentir alguma compaixão.
Até mesmo porque, em alguns momentos Freddie Mercury é retratado como uma espécie de vilão, justamente pela "liberdade poética" do filme, que é um dos seus maiores defeitos, pois tem muita coisa distorcida, diferente do que realmente aconteceu (tô pensando em fazer um post sobre isso).
Me emocionei? Sim, principalmente nos últimos momentos do filme, onde eles retratam 15 minutos do show Live Aid, mas ainda assim, acredito que tal emoção, seja mais pela sensação de nostalgia do que por algum mérito do roteiro, por ser fã do Queen, é impossível não sentir aquele desejo de ter pertencido àquela época e ter participado daquele dia.
As interpretações mais destacadas são de Sami Malek que apesar do roteiro um tanto preguiçoso consegue entregar um Freddie Mercury digno. Lucy Boynton também brilha toda vez que aparece como Mary, também sou suspeito pra falar, pois sou fã dela desde "Sing Street" (2016).
Os demais integrantes da banda estão ali simplesmente pra serem os integrantes da banda. Não sabemos muito sobre eles, nem sobre a personalidade deles.
Talvez mais algumas horas de filme resolveria o problema, afinal a vida tanto de Freddie quanto do Queen merecia isso. Por fim, vale a experiência.
Aquaman
3.7 1,7K Assista AgoraQuase tão bom quanto Mulher Maravilha, um bom protagonista e um ótimo vilão, cenas de ação fodas e uma direção do James Wan que tá de parabéns. A maioria das cenas "embaixo d'água" são de encher os olhos, enfim, o filme é ótimo, mas a trilha sonora é horrível, com exceção da sequência da batalha final e a dos créditos finais.
Elite (1ª Temporada)
3.7 552 Assista AgoraDepois do sucesso de "La Casa de Papel", a Netflix decidiu apostar em uma nova produção espanhola: "Elite".
Porém, a semelhança entre as duas estão apenas nos 3 atores que participaram de ambas: María Pedraza, Miguel Herrán e Jaime Menéndez Lorente.
O que não salva a série de ser comparada com outras devido à acontecimentos parecidos com os de Gossip Girl, Pretty Little Lies, até Rebelde, entre outras...
A trama conta a história de um colégio de elite que recebe três bolsistas após a escola deles ser desabada. Por serem mais humildes, ou até mesmo de outro país, como a mulçumana Nádia, os três novatos não são bem recebidos pelos alunos ricos e mimados que dominam o colégio, e nesse enredo a história segue tentando tratar de diversos assuntos como xenofobia, bullying, uso de drogas e sexualidade.
O ponto principal da narrativa é o assassinato da personagem Marina, apresentado logo no primeiro episódio, onde o mistério de quem a matou segue até o último.
"Elite" é carregada de clichês, como a garota rica e mimada, o valentão, a mocinha com a vida cheia de dramas, mas que de alguma forma funciona.
Talvez pela carisma de alguns atores, ou até mesmo pela quantidade de informação jogada em cima de você o tempo todo, o que nem sempre é bom.
O tempo todo está acontecendo algo, a série não dá muito tempo pra você respirar, mas particularmente, prefiro esse ritmo mais acelerado do que arrastado como "13 Reasons Why" por exemplo.
O mal que isso causa a série, é o fato de muitas vezes você se pegar focado em alguma outra subtrama e esquecer da principal, o assassinato, que você só lembra quando é apresentado os flashforwards com os depoimentos dos suspeitos.
Outro mal da série é a apelação sexual, o que faz com que a série tenha classificação para maiores de 18, o que entra em contradição, já que obviamente é uma série para adolescentes.
O público mais adulto até se renderia talvez se os assuntos como corrupção, DSTs e preconceito em geral não fossem tratados tão superficialmente.
No fim, "Elite" consegue prender o público mais jovem, porém não se aprofunda nos temas mais relevantes. O que salva é o mistério, que ainda assim é muitas vezes atrapalhado com tantas outras histórias para contar.
O Mundo Sombrio de Sabrina (Parte 1)
4.0 641Esqueça a sitcom, a animação e os filmes da sessão da tarde. O Mundo Sombrio de Sabrina traz uma atmosfera mais voltada para os filmes de terror, sem deixar de lado o humor, mesmo que um tanto camuflado.
Perto de completar 16 anos, Sabrina Spellman precisa tomar uma importante decisão na sua vida, assinar o livro do senhor das trevas e abandonar sua vida e seus amigos humanos ou não seguir a religião de suas tias e das bruxas em geral e viver a liberdade humana. Escolha difícil para uma bruxa mestiça (pai bruxo, mãe humana).
Dentro desse contexto, a série trata de diversos assuntos como bullying, religião, e principalmente, empoderamento feminino, quando Sabrina questiona o por quê de ter que servir ao senhor das trevas, entre outros momentos.
Com um elenco predominantemente feminino, Sabrina (Kiernan Shipka) rouba a cena toda vez que aparece, destaques também para as tias Zelda e Hilda (Miranda Otto e Lucy Davis) e também para Madam Satan (Michelle Gomez).
No núcleo mais jovem, as três irmãs antagonistas até conseguem seus momentos em cena, mas na maioria um tanto caricato à la "Meninas Malvadas".
Com algumas cenas dignas de filmes de terror, como bruxas enforcadas e o próprio diabo aparecendo, a série entrega uma experiência interessante, mas não muito redonda, com episódios de 50 minutos a 1 hora alguns pontos parecem soltos, algumas coisas parecem se enrolar apenas para preeencher espaço, mas nada que deixe os episódios arrastados ou que a transforme em uma série ruim.
Antes mesmo da primeira temporada estrear, O Mundo Sombrio de Sabrina já havia sido renovada para a segunda temporada.
Obs.: duvido você não sentir falta do Salem falante.
Demolidor (3ª Temporada)
4.3 470 Assista Agora"Demolidor" é a prova de que uma história de super-herói não precisa de um vilão com superpoderes.
Depois das coisas desandarem na segunda metade da segunda temporada com a introdução de Elektra e não se reerguer em "Os Defensores", a terceira temporada surge com os pés no chão.
Dessa vez somos apresentados a um Matt Murdock sem fé, desiludido, e o mal prevalecendo.
A volta de Wilson Fisk é um dos vários pontos altos da temporada, o fato de ser um vilão cujo objetivo não é dominar o mundo ou algo do tipo, causa um medo mais real, pois Fisk mostra a proporção de seu poder comprando e manipulando, inclusive agentes do FBI, o que faz com que ele passe da penitenciária para um luxuoso edifício.
Tal acontecimento traz revolta à população, ameaça a várias pessoas, e com ajuda de Maggie, faz com que Matt recupere sua fé e tente deter seu inimigo.
Dentre os manipulados por Fisk, somos apresentados a uma adaptação do Mercenário, um psicopata vestindo o traje do "Demolidor" e que traz um tom certeiro de medo e suspense.
A maioria das cenas de violência são graças a ele, além claro, das lutas de Matt com outra cena em plano sequência tão maravilhosa quanto a da primeira temporada.
Sentimos o medo real da injustiça, sentimos medo pela vida dos personagens, ainda mais quando somos apresentados aos detalhes de seus dramas, o suspense é levado a um outro nível quando não fazemos ideia de até onde Wilson Fisk pode chegar.
Por fim, o realismo faz a terceira temporada de "Demolidor" ser a melhor.
Sem chão com esse cancelamento.
Bohemian Rhapsody
4.1 2,2K Assista AgoraBiografia pequena para a grandeza de Freddie.
"Bohemian Rhapsody" consegue arrepiar somente nos momentos musicais, graças às músicas do Queen e a voz de Freddie Mercury.
O filme tenta contar tanto em pouco tempo que parece não contar nada, ou contar de forma superficial.
A história começa com a banda se formando, e em poucos minutos, ela já está fazendo um sucesso estrondoso.
Freddie solta várias frases de efeito, um drama aqui, outra lá em meio a passagens de tempo que você não consegue sentir tanta empatia pelos acontecimentos.
Os pontos cruciais da história são tratadas friamente, como a descoberta da sexualidade e também da doença, talvez você se emocione por conhecer a realidade, saber quem foi ele e como ele morreu, mas se fosse uma história completamente fictícia sobre um personagem qualquer, duvido você sentir alguma compaixão.
Até mesmo porque, em alguns momentos Freddie Mercury é retratado como uma espécie de vilão, justamente pela "liberdade poética" do filme, que é um dos seus maiores defeitos, pois tem muita coisa distorcida, diferente do que realmente aconteceu (tô pensando em fazer um post sobre isso).
Me emocionei? Sim, principalmente nos últimos momentos do filme, onde eles retratam 15 minutos do show Live Aid, mas ainda assim, acredito que tal emoção, seja mais pela sensação de nostalgia do que por algum mérito do roteiro, por ser fã do Queen, é impossível não sentir aquele desejo de ter pertencido àquela época e ter participado daquele dia.
As interpretações mais destacadas são de Sami Malek que apesar do roteiro um tanto preguiçoso consegue entregar um Freddie Mercury digno.
Lucy Boynton também brilha toda vez que aparece como Mary, também sou suspeito pra falar, pois sou fã dela desde "Sing Street" (2016).
Os demais integrantes da banda estão ali simplesmente pra serem os integrantes da banda. Não sabemos muito sobre eles, nem sobre a personalidade deles.
Talvez mais algumas horas de filme resolveria o problema, afinal a vida tanto de Freddie quanto do Queen merecia isso.
Por fim, vale a experiência.
Cam
3.1 546Parece um episódio de Black Mirror. Vale a pena conferir.