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Data de lançamento
26 Nov. 2018Duração
O meio-humano, meio-Atlante Arthur Curry (Jason Momoa), é levado à jornada de sua vida — uma jornada que vai forçá-lo a não só encarar sua verdadeira identidade, mas também a descobrir se ele tem o que é necessário para ser… um rei.
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Um rei luta por sua nação, um herói luta por todos!
À procura de cobre, encontrou um diamante genuinamente bem lapidado. Essa é a melhor definição de Aquaman.
O que James Wan faz aqui é algo incrível. Desde a primeira cena está lá a câmera flutuando durante a luta da rainha Atlanna (Nicole Kidman), passeando sobre a ação, me lembra muito Invocação do Mal, filme dirigido pelo mesmo.
A direção brinca de planos-sequência. O diretor do “Invocaverso” e do primeiro Jogos Mortais dá aula, como na sequência que acontece na Sicília, com a câmera trocando de primeiro para segundo plano e, assim, mudando o protagonista do take. É realmente perfeito.
O roteiro é amarrado, sabe dosar o humor, não tem pudor de bater no peito e dizer “sou um filme de quadrinhos” e sabe até o momento de ser brega. Constrói muito bem a relação de Arthur (Jason Momoa) e Mera (Amber Heard). As motivações do vilão Mestre do Oceano (Patrick Wilson), que por perder sua mãe coloca toda a dor e a culpa no Aquaman, também funcionam.
E, principalmente, sabe construir a relação de Atlanna e Thomas Curry (Temuera Morrison), os pais de Arthur. São poucas cenas, mas o texto bem escrito derrama sentimentalismo. “Ele ainda vai até o final do cais, todos os dias…” Fazendo jus às palavras de Arthur, o amor deles salvou o mundo.
Se existe algum ponto frágil nesta história, é o Arraia Negra. Ele parece meio perdido na segunda metade do filme. É óbvio que amarraram a moralidade do Aquaman com a cena inicial, não ter salvado custou-lhe fazer um inimigo, e isso é debatido de forma sucinta e elegante, mas sinto que poderia ter sido melhor.
Aquaman é um daqueles filmes dos quais não se espera muita coisa e recebemos uma verdadeira história de herói dos quadrinhos. É difícil não embarcar ou se emocionar ao longo das duas horas. As atuações são contundentes e o protetor dos mares mostra que, diferente do que pensávamos, é digno de um longa-metragem.
Parabéns a todos os efeitos especiais e a toda a construção de Atlântida: ela é deslumbrante e viva em tela. Temos, sem dúvida, um grande filme da DC.
Acho que esse é um daqueles casos em que eu gostei do filme e ao mesmo tempo não gostei tanto assim. Estranho explicar. Visualmente é um espetáculo: direção de arte incrível, criaturas marinhas, reinos, figurinos e batalhas que enchem os olhos. O elenco está muito bem e as cenas de ação são excelentes. Só que, apesar de tudo isso, a história não me pegou. Não achei ruim, apenas não me envolveu tanto quanto eu esperava. No fim, admirei o filme mais do que realmente me conectei com ele.
Só eu senti que estavam querendo criar um novo "Thor" aqui? Um cara gigante, engraçadão, brincalhão, meio bobo, mas que tem um bom coração? Acho o Jason Momoa um querido, mas não pude deixar de comparar o filme com "Thor".
Quanto ao filme, achei ele bem mediano. Bem "um filme de super-herói", EXCETO pelas perucas dos atores. Meu deus! Custava ter investido 100 dólares a mais e colocar uma peruca descente?
(18/04/2026)
Meu favorito da DC.
“Aquaman” é o tipo de filme que abraça a mitologia do herói com tanta convicção que transforma o que poderia ser um caos em um espetáculo visual deslumbrante de um delírio psicodélico com peixes blindados. É um blockbuster que não tem vergonha de ser bonito, brega, exagerado e épico.
A história de Arthur Curry (Jason Momoa) segue a jornada do herói tradicional com um mergulho profundo em disputa de tronos, drama familiar, romance proibido e criaturas aquáticas que parecem saídas de um catálogo de jogos da Blizzard. O roteiro não reinventa nada, mas entrega a narrativa melodramática e cheio de discursos sobre destino, honra e o poder da união de todos pronunciados ao lado de caranguejos gigantes e armaduras fluorescentes. O diretor leva o drama de Atlantida a sério o suficiente para emocionar, mas nunca tão a sério que estrague a diversão.
A Fotografia cria um dos mundos mais vibrantes e visualmente ricos do cinema de super-heróis. Atlantida é uma explosão de neon aquático, arquitetura orgânica, criaturas que desafiam a biologia, veículos submarinos que misturam cavalo-marinho com uma BMW.
“Aquaman” é um épico corajoso, visualmente ambicioso e assumidamente grandioso. Ele não tenta ser realista, não tenta se conter, não tenta parecer “maduro”. Ele quer ser cinema espetáculo, e entrega isso com brilho e personalidade.