filmow.com/usuario/kalikowski/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > kalikowski
28 years
Usuário desde Outubro de 2013
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Últimas opiniões enviadas

  • Lucas

    Confira a crítica COM SPOILERS do Catacrese:

    "Vingadores: Guerra Infinita | Crítica

    O Império Contra-Ataca do século 21

    Dirigido por Anthony Russo e Joe Russo. Escrito por Christopher Markus e Stephen McFeely. Com Josh Brolin, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Don Cheadle, Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Chadwick Boseman, Zoe Saldana, Karen Gillan, Tom Hiddleston, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Peter Dinklage, Idris Elba, Danai Gurira, Benedict Wong, Pom Klementieff, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper, Chris Pratt.

    Em 1980, com o lançamento da sequência de Star Wars: Uma Nova Esperança (que ainda não tinha esse título), as pessoas foram pegas de surpresa saindo do cinema após um filme em que, por incrível que pareça, os mocinhos não venciam. Como pode, no fim do filme, um dos mocinhos ter o braço amputado, o outro ser congelado e a outra sequestrada? Esse sentimento de derrotismo foi essencial para que em O Retorno de Jedi o espírito de superação pudesse compensar a perda de anos atrás.

    Agora, em 2018, a história se repete em Vingadores: Guerra Infinita. O filme, prometido há mais de seis anos, é a culminação de um universo construído com zelo e planejamento desde o Homem de Ferro. Inclusive, não é exagero algum suspeitar que o filme estreou em 26 de abril, enquanto o primeiro filme de Tony Stark chegou às telonas no dia 30, há mais de dez anos.

    A trama, facilitada ao longo das dezoito películas, é muito linear: Thanos, último sobrevivente de sua raça, anseia por encontrar o equilíbrio do universo. Para isso, ele vai em busca das Joias do Infinito, não poupando esforços para encontrá-la. Para quem acompanha o universo cinematográfico da Marvel, o enredo não tem novidade alguma. Partindo do ponto em que Thor: Ragnarok terminou, o filme consegue unir os super-heróis todos de forma muito fluida e natural.

    De maneira muito inteligente, para não estragar o clímax que virá no próximo Vingadores (ainda sem título definido), os irmãos Russo optaram por dividi-los em duas equipes, com características semelhantes, a fim de deixar mais orgânico esse encontro dos Guardiões da Galáxia com os Vingadores, facilitando a troca de diálogos entre Homem de Ferro e o Senhor das Estrelas, por exemplo.

    Além disso, agora fica mais evidente ainda a importância que Taika Watiti tem para Thor. Após usar de um humor ácido e autodepreciativo em Ragnarok, a jornada do Deus do Trovão com o Rocket e o Groot é um dos pontos mais altos do filme. É muito clara a crescente que o asgardiano vem tendo desde A Era de Ultron, onde é o primeiro a mensurar o impacto das Joias do Infinito na vida de todos. Não seria de se espantar que ele fosse um dos remanescentes da equipe antiga na fatídica transição para a nova geração.

    Em termos de atuação, o blockbuster não fica com menos destaque. Em um filme em que o vilão é o protagonista, Brolin entrega uma atuação memorável no mesmo nível que Heath Ledger fez com o Coringa anos atrás. Parece que a Marvel repete o que fez com Killmonger (Pantera Negra) e constrói um vilão não-linear. Assim, ao mesmo tempo que abominamos as ações de Thanos, compreendemos seus ideais e por que ele faz o que faz.

    A superpopulação, trabalhada por Thomas Maltus (progressão aritmética dos alimentos x progressão geométrica da população) até os pensadores contemporâneos, é um dos problemas mais iminentes que estamos por enfrentar. No caso do filme, essa questão se projeta da Terra ao universo, de sorte que o vilão acha que precisa eliminar metade de suas pessoas para atingir o equilíbrio perfeito. Sem teorias de higienização ou supremacia de alguma raça, o vilão deixa muito claro que não visa eliminar ricos ou pobres, deixando eles à própria sorte. Assim, fortalecendo a máxima de que “cada vilão é o herói dentro de sua própria história” o Titã acredita ser um messias e, para isso, não poupa esforços, inclusive assumindo certos sacrifícios e se ressentindo por eles.

    Da mesma forma que o vilão, Downey Jr., o Homem de Ferro, entrega sua melhor atuação no manto do gênio, bilionário, playboy e filantropo. Sendo muito claro de que a invasão o assombra desde os eventos em Nova York, o ator é muito eficiente em tomar para si a responsabilidade de salvar o planeta.

    Com menos destaque que a equipe que luta em Titan, a equipe da Terra também tem seus bons momentos. Por mais blazé que seja o relacionamento de Wanda com Visão, isso acaba sendo uma importante engrenagem na obra, até mesmo porque o andróide é um MacGuffin* ambulante. Com menos destaque, Capitão América, Pantera Negra, Viúva Negra e outros têm muitas cenas de ação e poucos diálogos, algo que os diretores já mencionaram que não se repetirá na sequência.

    Claro, nem todas as escolhas do texto foram acertadas. Se por um lado a união dos heróis é muito natural, por outro, a Ordem Negra de Thanos (com exceção do Fauce de Ébano) é apresentada de forma displicente e descartados negligentemente. Sem impacto ou urgência, os generais de Thanos vão sendo eliminados de modo que Corvus Glaive e Estrela Negra mal falam.

    Da mesma forma, a escolha do cliffhanger nos últimos dez minutos, da forma que foi tomada, tira o impacto almejado. É admirável a coragem do roteiro em matar Loki, Heimdall, Gamora e Visão. Contudo, a força do estalar dos dedos do Thanos é subtraída quando vemos que personagens como Homem-Aranha, Dr. Estranho e Pantera Negra estão entre as baixas, por exemplo;, pois são personagens que possuem seus contratos renovados para mais um filme. Portanto, da mesma forma que toma-se um salto de coragem ao eliminar alguns heróis, usa-se de outros para que o espectador se console ao começarem os créditos.

    Vingadores: Guerra Infinita é um dos filmes mais emblemáticos do nicho que representa. Como muitos definem, trata-se de um filme-evento. Uma homenagem a todos aqueles que acompanham a saga desde sua fase embrionária, mas sem esquecer do espectador médio. Uma obra comprometida que tem o grande atributo de renovar uma categoria que estava começando a dar os primeiros traços de cansaço. E o melhor de tudo é a incerteza do futuro, já que a última frase dos créditos garante apenas que um nome vai voltar.

    Thanos.

    Nota: 6/6 (Ótimo)

    *Na ficção, MacGuffin (às vezes McGuffin ou Maguffin) é um dispositivo do enredo, na forma de algum objetivo, objeto desejado, ou outro motivador que o protagonista persegue, muitas vezes com pouca ou nenhuma explicação narrativa."

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Lucas

    Confira a crítica do Catacrese SEM SPOILERS!

    "Jessica Jones – 2ª Temporada | Crítica

    Os mesmos erros, só que maiores

    Criado por Melissa Rosenberg. Com Krysten Ritter, Rachael Taylor, Eka Darville, Carrie-Anne Moss, Janet McTeer, J.R. Ramirez, Wil Traval, Leah Gibson, Rebecca De Mornay, Terry Chen, Nichole Yannety, Callum Keith Rennie, John Ventimiglia, David Tennant.

    Uma das coisas que aprendemos na vida é que, em sagas – especialmente trilogias –, o segundo capítulo é o episódio mais sombrio. O Império Contra-Ataca, As Duas Torres, De Volta para o Futuro II e Batman – O Cavaleiro das Trevas são apenas alguns exemplos que comprovam o argumento. Lógico, existem exceções; Jessica Jones, todavia, que teve uma primeira temporada extremamente impactante mostrando o impacto dos abusos de Kilgrave em sua vida, consegue ser ainda mais melancólica.

    O enredo da série é construído a partir das lacunas deixadas pelos anos anteriores, explorando mais a história do acidente de carro na infância de Jessica (Ritter) e as experiências que acabaram deixando-a com poderes meta-humanos. Todos os elementos que cativaram tanto o público ainda estão presentes: a narrativa continua densa e a atmosfera noir ainda se faz presente, embora numa intensidade mais moderada. Nesse ritmo, a séria continua se embrenhando nos traumas da heroína, mostrando que os eventos envolvendo Kilgrave (Tennant) foram apenas uma página de uma vida de rancor.

    Novamente, nos deparamos com os mesmos problemas de tantas outras séries da Netflix. Os treze episódios facilmente poderiam ter sido simplificados a quatro, ou até mesmo a um longa-metragem, tamanha a falta de profundidade da trama. Para poder preencher a grade dos treze capítulos (e ser menos enfadonha do que já é), a série acaba lançando mão de subtramas desinteressantes e desnecessárias com Malcolm (Darville), Hogarth (Moss) e Trish (Taylor). Nenhum dos coadjuvantes se escapa, todos tem seu jeitinho especial de serem irritantes.

    Aliás, é surpreendente que uma série nos cozinhe em banho-maria, de sete a oito episódios, para definir de forma concreta um vilão. São problemas de texto que foram tão facilmente evitados na segunda temporada de Demolidor – dividir os treze episódios em dois arcos distintos e uni-los nos dois últimos episódios –, que acabam assustando o espectador os enfrenta novamente em um claro retrocesso. Por incrível que pareça, o episódio emblemático vai acontecer no 11º capítulo apenas, onde as discussões mais importantes tomam corpo, para novamente baixar a bola nos últimos dois.

    Verdade seja dita, tanto na primeira temporada quando em Os Defensores, as obras terminaram que a personagem enfim tinha aceitado seu manto de super-heroína. Agora, novamente, enfrentamos os mesmos questionamentos e as mesmas negações, um loop que aparentemente não terá fim.

    Lógico, ainda estão lá os elementos que criaram a identidade da personagem. A fotografia intercalando os tons entre o azul e púrpura, a música noir urbana e a atuação de Krysten Ritter – cada vez mais empática e cativante como heroína – são pontos fora da curva, que vai ladeira abaixo. Outra característica que revitaliza de certa forma a Marvel na televisão é que os easter-eggs são menos contidos; seja em um garotinho comparando Jessica ao Capitão-América ou na detetive brincando com a expressão “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”.

    Em um artigo, o crítico de cinema Matt Singer é muito feliz em definir uma ideia geral das séries da Netflix: "cada vez mais, quando alguém me recomenda uma séria da Netflix, basicamente a mesma observação é feita: ‘você precisa insistir na série. Os primeiros episódios são bem lentos". Mais uma vez, a empresa de streaming e produtora não nega sua imagem de falta de coesão. Infelizmente, o ápice desse problema aconteceu com uma série que teve um primeiro ano fantástico. Mais um problema a ser enfrentado pela Jessica Jones.

    Nota: 2/6 (Ruim)"

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Lucas

    Confira a crítica do Catacrese!

    "Projeto Florida | Crítica

    Banho. Perfume. Traquinice. Repetição.

    Dirigido por Sean Baker. Escrito por Sean Baker e Chris Bergoch. Com Brooklyn Prince, Christopher Rivera, Aiden Malik, Valeria Cotto, Bria Vinaite, Willem Dafoe, Mela Murder.

    Existem certas personalidades que caem nos mimos dos públicos que, por mais que se tente ver algum diferencial, não se vê nada além de uma personalidade pretensiosa. Esse é o caso de Sean Baker. Apaixonado por retratar o lado que a sociedade prefere não ver, o diretor – aclamado após Tangerina, que todos repetem incansavelmente que foi filmado integralmente em iPhones, um marketing proposital, desconfio –, volta a ser reverenciado em Projeto Florida, que mostra a periferia dos parques de Walt Disney World.

    Seria muito legal falar sobre a trama do filme, isto é, se ele tivesse alguma. Na verdade, o filme se arrasta ao longo de sua duração sem nenhum enredo aparente. Apenas o dia após dia de crianças arteiras, mães negligentes e funcionários entediados. É frustrante ver a rotina sofrível dos personagens, sem objetivos, apenas vivendo um dia após o outro.

    Assim, somos expostos a uma série de situações em que crianças, com atuações bem medíocres, ficam saçaricando de um lado para o outro, sem saber que o nome daquilo é tédio. Nos poucos momentos de lucidez, vemos uma parte da vida de Halley (Vinaite), mãe de Moonee (Prince), que precisa matar um leão por dia para poder garantir um teto para si e sua filha. Aliás, o diretor e roteirista tenta trazer de forma desastrosa certa humanidade aos personagens, o que acaba ficando forçado e desonesto. Com isso, vemos os diabretes rebolando, fazendo sinais obscenos, falando palavrões, na falha tentativa de mostrar que isso é natural a eles, mas apenas vira um fiasco.

    Com atuações ruins e regulares, não era de se espantar que Willem Dafoe fosse indicado a melhor ator coadjuvante. Com o filme nivelado por baixo, quase no chão, o experiente ator surge como um farol em meio às sombras.

    O roteiro, absolutamente vazio de engrenagens motoras, é maçante e moroso. Eivado de repetições, somos massacrados com as mesmas cenas dia após dia: é banho de banheira aqui, a mãe vendendo perfume ali, um sorvetinho lambido a mil línguas, e mais arte.

    Se por um lado grande parte do filme não funciona de forma alguma, o mesmo não pode se dizer da fotografia. Abusando de cores vibrantes e muitos contrastes, conseguimos perceber o mundo através do olhar dos diabinhos, onde qualquer banalidade pode se transformar em algo fantástico.

    Mostrando mais uma vez toda sua pretensão, Sean Baker tenta impressionar o público com a ordinariedade. Mais uma vez, não convence. Na verdade, a melhor notícia, após os longos 111 minutos de película é apenas uma: não teremos mais aquele maldito aposto “todo filmado em câmeras de iPhone”.

    Nota: 2/6 (Ruim)"

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Alex Gonçalves
    Alex Gonçalves

    Lucas, saudações cinéfilas!
    Como vai?

    Gostaria de convidar você para conhecer o meu canal no YouTube, Cine Resenhas, por Alex Gonçalves. Caso curta os vídeos, também faço o convite para se inscrever, pois o conteúdo é totalmente independente e o apoio vindo com as novas inscrições é essencial para mantê-lo.

    Link do canal: www.youtube.com/c/CineResenhas

    Obrigado pela atenção. ;-)

  • Victor
    Victor

    Olá, está aceito! :)

  • Churdan
    Churdan
    Usuário temporariamente bloqueado por infringir os termos de uso do Filmow.