Na minha visão o maior paralelo entre os anfitriões e o comportamento humano é o dispositivo cognitivo que basicamente ignora conceitos demasiadamente dolorosos para a autoconservação. No nosso caso o maior é a morte. Sabemos que vamos morrer, mas criamos religiões, missões de vida entre outras distrações para significar o tempo em que permanecemos vivos.
Uma série que começou com força total já na primeira temporada. Magnífica. O recurso único que Westworld utiliza é a meta-narrativa. De certa forma é uma história sobre contar histórias. Isso exige que ao assistir você analise ela de diversos ângulos tentando identificar o que é script do que é improvisação dos infitriões. Várias camadas de realidade, isso é banquete para nossa mente. Diálogos concisos e significativos.
Fato é que você precisa assistir agora e depois que tudo tiver sido explicado assistir de novo para juntar as peças. E quando é HBO certeza que vai ter muitos peitos de fora.
Junto com Mr Robot, Westworld é o suprasumo das séries atuais.
Uma série sobre como os EUA invadem os outros países para resolver um problema que é dos seus cidadãos. "Tem muito americado cheirando pó? Vamos invadir a Colômbia porque o problema são eles!"
Fazia muito tempo (tanto que não lembro) que eu não sentia o coração acelerar ao assistir algo. E o segundo episódio, "Fifteen Million Merits" conseguiu isso. Nâo só acelerar o coração, mas também espanto, empatia, revolta e um desolador senso de que isso já esta acontecendo.
O primeiro episódio em uma palavra: bloody. Muito, demais, oceano de sangue. Se o propósito era chocar com violência e sangue, conseguiram. Poderia facilmente ser um clipe de death metal extremo com 50 minutos de duração. Assisto Hannibal e ainda assim achei esse episódio violento demais... Me pareceu que esse primeiro episódio teve um único propósito: chocar. Porque não deu pra tirar muita coisa de história disso tudo. Uma linha base e só. Por outro lado a trilha sonora e a fotografia estão magníficas.
A estética dessa série é fenomenal. "Ethics become aestethics". Sorvendo cada episódio com muita atenção. Todas as temporadas foram ótimas. Talvez o fim seja bom para que fique essa vontade imensa de que houvesse mais. Não só honrou o peso do personagem como elevou essa mitologia aos mais altos padrões. Ganhou seu espaço entre as melhores séries já feitas.
Frank me ensinou a importância da diplomacia e aliado ao que aprendi com o Walter, que toda situação pode ser direcionada com boas argumentações. A série é o teto da qualidade de conteúdo televisivo. A trama é muito bem entrelaçada com todos os personagens ganhando seu devido espaço. Isso evita que a série sature o personagem principal. Aprendi muito sobre o funcionamento da política e relações internacionais e especialmente nesta segunda temporada, sobre administração de imagem pública. Underwood é um personagem forte, mas não único, pois representa um político ambicioso e desses existe aos montes. A história é que dá força ao personagem. O que acho estranho é ver pessoas torcendo para o sucesso do Frank. O cara é um psicopata completo, que mata, manipula e mente. É um caracter interessante de observar, agora não tem como haver empatia por uma personalidade tão doente.
Diálogos muito bem escritos e inteligentes. Apresenta psicopatas fora do eixo comum com detalhes explendidos. A construção da história, onde cada capítulo aumenta o grau de distúrbio do Will é perfeita. Lá pelo 8º episódio fica realmente assustador, principalmente se você assistir vários na sequência. E esse assustador ao que me refiro é relativo à sanidade, o que considero mais temeroso do que ver um monstrengo vindo dos infernos, pois do monstro você consegue fugir, já da sua mente... Nunca tinha assistido uma série que já na primeira temporada fosse tão densa e bem estruturada. Destaque também para a fotografia e sonoplastia (que sons perturbadores!) que casam perfeito com cada momento. Nota máxima.
Westworld (1ª Temporada)
4.5 1,3KNa minha visão o maior paralelo entre os anfitriões e o comportamento humano é o dispositivo cognitivo que basicamente ignora conceitos demasiadamente dolorosos para a autoconservação. No nosso caso o maior é a morte. Sabemos que vamos morrer, mas criamos religiões, missões de vida entre outras distrações para significar o tempo em que permanecemos vivos.
Westworld (1ª Temporada)
4.5 1,3KUma série que começou com força total já na primeira temporada. Magnífica. O recurso único que Westworld utiliza é a meta-narrativa. De certa forma é uma história sobre contar histórias. Isso exige que ao assistir você analise ela de diversos ângulos tentando identificar o que é script do que é improvisação dos infitriões. Várias camadas de realidade, isso é banquete para nossa mente. Diálogos concisos e significativos.
Fato é que você precisa assistir agora e depois que tudo tiver sido explicado assistir de novo para juntar as peças. E quando é HBO certeza que vai ter muitos peitos de fora.
Junto com Mr Robot, Westworld é o suprasumo das séries atuais.
Mr. Robot (2ª Temporada)
4.4 514Mindblowing!
Narcos (2ª Temporada)
4.4 458 Assista AgoraUma série sobre como os EUA invadem os outros países para resolver um problema que é dos seus cidadãos. "Tem muito americado cheirando pó? Vamos invadir a Colômbia porque o problema são eles!"
Black Mirror (1ª Temporada)
4.4 1,3K Assista AgoraFazia muito tempo (tanto que não lembro) que eu não sentia o coração acelerar ao assistir algo. E o segundo episódio, "Fifteen Million Merits" conseguiu isso. Nâo só acelerar o coração, mas também espanto, empatia, revolta e um desolador senso de que isso já esta acontecendo.
American Horror Story: Hotel (5ª Temporada)
3.6 987O primeiro episódio em uma palavra: bloody.
Muito, demais, oceano de sangue. Se o propósito era chocar com violência e sangue, conseguiram. Poderia facilmente ser um clipe de death metal extremo com 50 minutos de duração. Assisto Hannibal e ainda assim achei esse episódio violento demais...
Me pareceu que esse primeiro episódio teve um único propósito: chocar. Porque não deu pra tirar muita coisa de história disso tudo. Uma linha base e só.
Por outro lado a trilha sonora e a fotografia estão magníficas.
Hannibal (3ª Temporada)
4.3 764 Assista AgoraA estética dessa série é fenomenal. "Ethics become aestethics". Sorvendo cada episódio com muita atenção. Todas as temporadas foram ótimas. Talvez o fim seja bom para que fique essa vontade imensa de que houvesse mais. Não só honrou o peso do personagem como elevou essa mitologia aos mais altos padrões. Ganhou seu espaço entre as melhores séries já feitas.
House of Cards (2ª Temporada)
4.6 494Frank me ensinou a importância da diplomacia e aliado ao que aprendi com o Walter, que toda situação pode ser direcionada com boas argumentações. A série é o teto da qualidade de conteúdo televisivo.
A trama é muito bem entrelaçada com todos os personagens ganhando seu devido espaço. Isso evita que a série sature o personagem principal. Aprendi muito sobre o funcionamento da política e relações internacionais e especialmente nesta segunda temporada, sobre administração de imagem pública.
Underwood é um personagem forte, mas não único, pois representa um político ambicioso e desses existe aos montes. A história é que dá força ao personagem.
O que acho estranho é ver pessoas torcendo para o sucesso do Frank. O cara é um psicopata completo, que mata, manipula e mente. É um caracter interessante de observar, agora não tem como haver empatia por uma personalidade tão doente.
Hannibal (1ª Temporada)
4.4 995 Assista AgoraDiálogos muito bem escritos e inteligentes. Apresenta psicopatas fora do eixo comum com detalhes explendidos. A construção da história, onde cada capítulo aumenta o grau de distúrbio do Will é perfeita.
Lá pelo 8º episódio fica realmente assustador, principalmente se você assistir vários na sequência. E esse assustador ao que me refiro é relativo à sanidade, o que considero mais temeroso do que ver um monstrengo vindo dos infernos, pois do monstro você consegue fugir, já da sua mente...
Nunca tinha assistido uma série que já na primeira temporada fosse tão densa e bem estruturada. Destaque também para a fotografia e sonoplastia (que sons perturbadores!) que casam perfeito com cada momento. Nota máxima.