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Data de lançamento
4 Abril 2013Duração
Will Graham (Hugh Dancy) é um talentoso fornecedor de perfis criminosos que está em busca de um serial killer, com a ajuda do FBI. A forma única de Graham pensar dá a ele a habilidade de ter empatia com qualquer um – até mesmo psicopatas. Ele parece saber o que os afeta. Entretanto, a mente do homem procurado é muito complicada, até mesmo para Graham, portanto, ele busca pela ajuda do Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) – um dos maiores psiquiatras do país. Armado com o conhecimento do brilhante doutor, Will e Hannibal formam uma parceria brilhante, na qual nenhum vilão escapa. Mas Will não imagina os segredos sombrios escondidos pelo psiquiatra.
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23/08/26 á 25/08/26
meu maior erro foi assistir isso enquanto almoçava.
Essa primeira temporada não economiza na violência com vários momentos realmente chocantes. Hugh Dancy consegue retratar bem o declínio mental de Will Graham, embora o roteiro não ofereça outras facetas do personagem. Não há menção a seu passado por exemplo ou relacionamentos familiares ou amorosos. Já Lawrence Fishburn está apenas correto como Jack Crawford (também mais por culpa dos roteiros do que do ator). Mas pra mim o grande obstáculo da temporada foi Madds Mikkelnsen. Ele é um ótimo ator mas não consegui "ver" nele o personagem que já foi vivido por Brian Cox e Anthony Hopkins. Hannibal Lecter é um personagem falante e que gosta de demonstrar sua erudição. Mas Mikkelsen o compõem como um homem sisudo, muito introvertido, que praticamente só fala quando lhe perguntam alguma coisa. Fico na expectativa de que ele fique mais à vontade nas próximas temporadas.
Série bem lenta, mas é boa, tem momentos bem tensos. O Will e Hannibal são muito bons.
Betrayal and forgiveness are best seen as something akin to falling in love
Começando pelos pontos positivos, adorei o visual e impacto das cenas dos crimes. São exageradas, marcantes e algumas até um tanto perturbadoras. E a série já define o tom de exagero quando o protagonista usa sua intuição e "empatia" (péssimo termo que escolheram, mas tudo bem) quase como um superpoder pra desvendar os crimes. São cenas em alguns momentos até bobas, mas divertidas de se ver. Gostei também da forma como a
confusão mental do Will é mostrada, com cortes no tempo e truques de edição interessantes.
As atuações são boas também.
Porém foi meio difícil eu terminar essa temporada e definitivamente não vou pras próximas. Eu imagino que na época ela tenha funcionado bem, já que é claramente um produto feito pra passar na TV, com um assassino e caso diferente cada semana, diálogos tolos, clichês, simples e expositivos. E cada comentário engraçadinho vindo de alguém em momentos inoportunos me fazia virar o olho, é uma quebra de tom feita com mau gosto.
É curioso também como a violência extrema é aceita, mas não há menção alguma de motivações sexuais dos assassinos, como é geralmente o caso de grande parte dos serial killers (vide Mindhunter), o que é mais um indicativo do público que a série quer alcançar. Quase todos os personagens têm atitudes burras ou fazem escolhas ruins pra que a história ande, o que eu até aceito, mas quando as piores vêm do chefe do departamento de ciência comportamental do FBI, fica difícil. E eu também aceito, como já mencionei, alguns exageros em troca do entretenimento, mas não deu pra assistir
a luta do Hannibal com o violinista
Enfim, acho que essa série deve ser vista com a mente mais desligada. Vou assistir Silêncio dos Inocentes de novo com fava e um bom Chianti pra limpar o paladar.