Adoro como essa série brinca com o lúdico sem nenhuma cerimônia, lembro da primeira temporada onde a Rue e a Jules tão investigando algo e do nada corta pra elas vestidas como detetives em um filme noir kkkk
Mas o que antes era feito de forma esporádica aqui é o cerne de todo o episódio em um tom de western moderno, guardadas as devidas proporções me lembrou o que Breaking Bad fazia em certos momentos também colocando figuras excêntricas e situações absurdas, só que aqui a historia se leva menos a sério e se permite ser mais "massa véio", achei bem inventivo, a única coisa que me incomodou foi o Nate bundão, o cara era o cão chupando manga e agora parece tão pressão baixa, espero que tenham algo de bom pra ele no decorrer da série, foi um começo inesperado que pra mim foi uma boa surpresa tendo em vista como tão detonando a série nas críticas, talvez ela piore depois desse episódio, mas aqui tenho de discordar de muitos por ai, gostei bastante.
Existem duas séries aqui, um dramalhão familiar cheio de lenga lenga até o episódio 4, mas ai no 5 lembraram que era um suspense investigativo também e tocaram marcha kkkkk
A partir do episódio 5 vi tudo de uma vez, a série só engrena pra mim a partir dai, apesar de ter uns furos de roteiro aqui e ali a capacidade de prender a minha atenção com as reviravoltas se sobressaiu, achei uma boa série no geral embora tenha um tom novelesco mais carregado do que deveria o saldo ainda é positivo.
Mas a única personagem com que me importei nessa trama toda foi a
Josephine, a coitada foi massacrada pela vida até o fim, discriminada, marginalizada, vitimada, era uma pessoa maravilhosa que teve uma vida tirada aos poucos com muito sofrimento, mesmo depois de toda merda que aconteceu com ela tinha um bom coração, a cena dela no carro com o pai dizendo que ajudar alguém faria ela se sentir viva de novo ou a cena onde ela diz se conformar em perder o filho desde que ele fosse criado pela Marissa longe do Peter mostra que de longe ela era a melhor pessoa de toda essa história, morreu com a fama de maluca, sequestradora e assassina, toda vez que penso nisso me da agonia, podia ter ao menos uma cena dando a entender que um dia a Marissa contaria pro Milo a verdade, talvez no diálogo dela com o investigador quando ele assume saber de tudo, seria uma boa hora de introduzir isso, ele foi amado e protegido por duas mães, enfim, é muito triste.
Pela segunda parte a partir do episódio 5, pelo plot twist que não vi chegando apesar de montado de forma um tanto conveniente e sobretudo pela Josephine que pra mim é o coração da série eu dou uma nota maior.
Só vi o primeiro episódio, mas mesmo levando em conta que é ficção eu não consigo assimilar que uma mulher exuberante como a Ella Purnell passe por invisível, mesmo que todo o resto falhasse os olhos dela simplesmente não deixariam isso acontecer rs
Se fosse uma atriz de perfil mais normal acho que eu comprava mais essa premissa, mas agora que ela vai se emancipar e ser menos invisível ela vai ter uma aura condizente com a presença da Ella Purnel e as coisas vai se ajustar rs
Eu, você e todo mundo sabe que essa série deu voltas demais, é uma pena uma obra com um tema tão importante ter ficado refém do sucesso e por vezes ter virado uma caricatura dela mesma em nome da encheção de linguiça mercadologica pra encher os bolsos de gravatas, a June nesse vai e vem inverossímil de Gilead era enjoativo tanto quanto os diversos closes de rosto que ela tinha e agora nessa última season com direito até a uma explícita quebra da quarta parede kkkk
Mas apesar dos pesares achei um final honesto a despeito de algumas facilitações, Gilead nessa última temporada virou um
cercadinho que foi implodido por bombas que se levantaram uma explosão de 1 metro e meio foi muito, se bobear os rojões de festa junina aqui fazem mais estrago que isso rs
Foi uma temporada que demorou um pouco a engrenar, pra mim a chave virou a partir do episódio 7, ai que a série pegou embalo mesmo, episódio 8 excelente, pra mim o melhor da temporada, episódio 9 nos deu aquela
cena linda dos pedaços do avião dos comandantes caindo como estrelas cadentes, cinema demais,
e por fim episódio 10 que embora pudesse ser melhor foi um fechamento operante, vi por ai que vai ter um spin off que continuará de onde a história terminou e embora eu prefira uma obra que tenha começo, meio e fim bem definidos vou dar o benéficio da duvida pra essa série.
Agora vamos aos personagens sendo direto e reto, June, ainda boa, mas tava meio afetada pelo complexo de protagonista, se voluntariando pra fazer tudo e mais um pouco, pesaram um pouco a mão nisso, mas teve um fechamento digno, Nick pra mim sempre foi meio blasé, tava na cara que a ajuda dele
era por conta da June e mais nada, mas achei que ao menos dentro desse interesse faria algo de bom pros demais, que nada, resolveu ir pro lugar comum da maioria dos frustrados e virar um ressentido com o mundo, teve o fim que mereceu.
sofrido, aquela despedida dele pra June deu uma bad, o cara apesar de ter criado Gilead era uma alma atormentada que se redmiu como pode, a graça dele é que apesar de ajudar ele ficava naquele equilíbrio perigoso entre a solidariedade e auto preservação pisando em ovos, nem de longe era um herói, mas foi algo mais interessante que isso, foi humano no pior e no melhor, por isso dá um tristeza a partida dele, Serena deu raiva por muito tempo primeiro pela crueldade e depois pela ingenuidade, ela achando que mudaria as coisas em um mundo patriarcal conservador e totalitário daqueles, virou esposa troféu de novo, mas a semente do progressismo já tava plantada e por fim germinou, pra mim a cena final dela deveria ter sido se despedindo da June no ônibus, essa cena teve tudo que a personagem precisava, a cena no abrigo só soou redundante, tia Lydia foi outra que finalmente caiu em si, em certa altura precisou mentir tanto pra si mesma pra continuar de pé que virou personagem de uma nota só, sempre tentando se impor e sempre levando a pior, a Serena ao menos tinha a desculpa de estar iludida, agora a Lídia era o puro suco do estado de negação mesmo, dava raiva também, o Luke foi um personagem que cresceu nessa última season, enfim se impôs e mostrou o seu valor, ainda bem que souberam encerrar ele com dignidade,
no mais o resto dos personagens tiveram desfechos no geral adequados, agora a ausência da
Esther é imperdoável, deviam ter arrumado um jeito de finalizar a personagem, dizem que foi conflito de agenda da atriz, mas nem citada ela foi, na hora que a tia Lydia entrega a Janine ela podia ter falado que estava cuidando da Esther e pronto, ao menos uma informação, um ponto final por menor que fosse, uma personagem que entrou prometendo tanto terminar assim é decepcionante demais.
Mas apesar dos pesares essa temporada me fez quase maratonar os episódios de uma vez de tão engajado que fiquei depois de certo ponto da história, isso que importa no fim das contas, esse mundo e esses personagens fizeram valer a pena.
Uma porcaria total, só deixo duas estrelas porque em quesitos técnicos essa última season ainda entregou, mas mesmo assim foi cambaleando com aquela batalha final contra o rei da noite mal filmada pra cacete, nem parece a mesma produção que fez a batalha dos bastardos, é anos luz de diferença, mas a cereja no bolo de fezes foi o final de novela que essa série teve, um verdadeiro anti game of thrones, uma profanação de tudo que essa obra já foi um dia, absolutamente patético.
curtir sua colônia de férias no além da muralha, Sansa virou rainha do norte, Arya virou Cristóvão Colombo, Bran virou rei, Sam virou grande meistre, Tyrion virou mão do rei, todo mundo se acertou nessa bagaça, incrível a zona de conforto onde essa série terminou, quantas conveniencias de roteiro pra salvar a bunda desses personagens, quanta covardia, pro final de novela ficar completo só faltou casamento.
Sem contar a desgraça que fizeram com a Daenerys, transformaram ela
em vilã de um jeito patético aos 45 do segundo tempo dando um cavalo de pau na historia, e nem venham me dizer que tem subsídio pra isso, ah, mas ela fez isso antes, fez aquilo, a semente da loucura já tava plantada, meu amigo, minha amiga, isso é game of thrones, tudo que essa mulher fez era só mais um terça feira naquele mundo, isso não existe,
O Geroge Martin por não ter terminado os livros chegou pros showrunners dessa bagaça e falou o que ele tinha em mente pro final da Daenerys, mas esses dois imbecis no comando da série não tinham uma coisa que o George Martin tem, boa escrita, eles só tinham o ponto final da personagem, mas não tinham a jornada de mudança dela até aquele ponto, e como são uns incompetentes preencheram a lacuna de forma totalmente desleixada, desleixo esse que se estendeu a toda a série desde a 7° temporada, não se enganem, game of thornes só foi boa mesmo até a quinta temporada e ainda conseguiu se manter razoavelmente bem na sexta, da sétima em diante é só desgosto atrás de desgosto, os caras pra darem estofo pra mudança de chave da Daenerys tiveram a té a pachorra de deixar a personagem desgrenhada em uma cena de close de rosto parecendo uma doidinha de bairro que fala sozinha na rua
Ó lá, tá vendo agora? Olha como ela é doida, tá doida agora, doidinha doidinha kkkkkkkkkkkkkkk
Sem condições, o puro suco da decepção, o pior final de série de todos os tempos, simples assim.
Cara, ainda bem, mas ainda bem mesmo que o final deu uma salvada, mas ai podem me perguntar:
Você está louco? Vimos o mesmo final? Em primeiro lugar, eu fui uma das pessoas que saiu bufando da 2° parte dessa última temporada, da profusão de verborragia das epifanias que os personagens tinham tirando planos da bunda e dando explicações deles com trocentos diálogos expositivos, até o Steve teve um "planinho genial", o Steve, o cara que nunca passou nem perto de ser o cara dos planos, a série sempre teve momentos assim, mas nessa segunda parte a frequência que isso ocorria me deixou enjoado demais, fadigado demais, reclamei mesmo, fiquei bravo mesmo, sai achando que o último episódio ia ser o pináculo da desgraça, mas pra mim não foi.
Jogaram no seguro?
Totalmente, sem dúvida alguma.
Tem conveniência de roteiro?
Com certeza, um bando a partir da batalha final.
Então como caralhos tu ficou de boa com isso?
Simples, era o que eu já esperava, quem esperou que ia ter mortes relevantes foi inocente pra dizer o minimo, Stranger Things sempre foi uma série aventuresca de conforto amparada na dinâmica entre personagens carismáticos e fanservice de época, é isso, nunca foi mais do que isso, nunca achei Stranger Things grande coisa, o erro foi das pessoas em acharem que um dia ela seria mais do que isso, que seria ousada, drástica, a serie nunca se propôs a tal e não seria aos 45 do segundo tempo que iam fazer, quem sempre morria na série eram personagens bucha de canhão, nesse último episódio aconteceu o mesmo, um inimigo muito mais poderoso que um bando de moleques catarrentos se põe no caminho deles e mesmo assim eles ganham, desde sempre é assim, ja estou em paz com isso desde sempre, muito me admira que todos esses cacoetes estavam lá desde o início e por alguma razão que a própria razão desconhece pensaram que de uma hora pra outra a série ia "mudar o mindset" e passar a faca nos personagens.
final de game of thrones é que é totalmente imperdoável, game of thrones não é uma série de conforto aventuresca, era justamente o contrário disso, mas no final todos os principais que importavam pra história até aquele momento saíram ilesos, todos se arranjaram de alguma forma no fim, um final de novela onde só faltou casamento e mulher grávida, ah, mas teve um dos principais que morreu, sim, uma personagem que foi completamente sabotada pra ser a vilã aos 45 do segundo tempo porquê sim, melhor que tivesse ficado viva também do que fazer a desgraça que fizeram ao deturpar completamente essa personagem sem nenhum critério razoável, o pior final de todos os tempos pra uma série com sobra.
Mas é claro que esse episodio final não está livre de críticas, a batalha
da Eleven contra o Vecna dura pouco, não tem uma coreografia inspirada, é um puxa de cá e empurra dali e acabou, faltou delinear melhor a transição do Henry até chegar no Vecna, o Henry garoto pega uma pedra que lhe faz ser possuído pelo devorador de mentes e pronto, fica do mal e é isso, não tem nuance, podiam ter mostrado ele lutando contra isso e o devorador fazendo a mente dele até o Henry se convencer de que aquilo que o devorador queria era o certo já que o Henry estava ao lado do devorador por convicção.
De onde se deu essa convicção?
O que ele viu da humanidade pra abandoná-la e ficar do lado do devorador? Uma montagem de minutos com algums flashbacks bem pontuados tinha resolvido isso, não era difícil de fazer.
personagens que deveriam ter um fechamento e simplesmente sumiram no final sem mais nem menos, a tal da doutora Kay que não serviu de nada por exemplo.
E cadê o russo alívio cômico que fornece equipamento pro grupo?
Cadê o professor do Dustin?
Cadê a enfermeira namorada da Robin?
Foram completamente esquecidos no churrasco, erro bobo pra um episodio que não precisa se preocupar com tempo de duração, dava pra ter encaixado esses personagens ao lado dos outros no final.
É isso, achei um episódio final digno do que a série foi desde os seus primórdios, a cinematografia da batalha contra o devorador de mentes foi de encher os olhos, ótimos efeitos especiais, pena que não teve exibição nos cinemas daqui como foi nos EUA, a escala do confronto caberia como uma luva na maior tela possível, também foi um episódio que pegou muito pelo apelo emocional com esses personagens, ver como eles terminaram dá uma alegria no peito, essa é a alma dessa série, os personagens, e por eles valeu a pena demais.
Rapaz, mas como abusaram do recurso de epifania nessa segunda parte hein, todo mundo tendo um estalo genial sobre o que fazer quando um dilema surge, sem contar o amontoado de explicações, desenhos, analogias e etc, parece que aquela recomendação que a Netflix deu pros roteiristas de deixar tudo mastigado pro pessoal que tem o foco de um esquilo cheirado de cocaina foi seguida a risca aqui, fiquei enjoado disso, por esse motivo achei essa segunda parte inferior a primeira, isso é muito intrusivo na narrativa, toda hora acontecia, o maior destaque ainda é a dinâmica entre os personagens, a cola que junta todos eles é boa, agora é ver no que vai dar, tô achando que o final vai ser meio bunda/acovardado, mas se a batalha final for das boas vai dar uma compensada.
Foi bem até agora, a história não é nada de outro mundo assim como nas demais temporadas, mas dá pra sentir que as coisas estão mais drásticas e o ritmo está mais movimentado com o final chegando, a condução dos núcleos está boa, dessa vez não senti nenhum sendo muito melhor que o outro, cada um tem o seu papel e a dinâmica entre os personagens continua ótima, o
ressurgimento da Max na história foi bem legal pois destoa bem de todo o resto, parece um oasis em meio a um deserto, o visual do lugar em que ela está é bem vivido e colorido, dá gosto de ver, e quando o Vecna aparece é de tirar o chapéu, capricharam nos efeitos e em algumas cenas de execução dele,
agora é ver como a história se encaminha, por ser um roteiro simples só vão estragar se fizerem muita força mesmo, mas esse começo é promissor.
Bem inteior a primeira, nos quesitos técnicos ainda se mantém uma série de alto nível, mas a história nem de longe é boa como na season 1, aqui os persoangens são bem mais amenos embora alguns tenham carisma, mas a season 1 tinha um clima mais denso, os persoangens tinham mais conflitos uns com os outros, os rachas eram mais palpáveis, os embates mais contínuos e os personagens mais controversos, nessa season 2 é tudo muito novelesco e diluído, só os dois últimos episódios tem mais tensão e o fechamento é até bom, só que até chegar lá você fica vendo uma novela das 7 da globo com alto valor de produção.
Só as duas prostitutas são personagens verdadeiramente interessantes e que tem arcos de fato, não a toa a cena final dessa season é com elas, os outros meio que são caricaturas ou são só sem graça mesmo, a Tanya só deixou de ser figurante de luxo e ter relevância de verdade no último episódio, enfim, até gostei, mas passou de ano por pouco pra mim.
Uma série que é ótima em fazer nada acontece, feijoada, sério mesmo, sem ironia, fiquei imerso nesse mundinho de gente absolutamente insuportável, não é pra ser série de mistério/suspense como alguns ingenuamente acharam, é uma serie sobre desenvolvimento de personagens, da dinâmica deles uns com os outros nos seus valores, defeitos, hipocrisias e etc, é ai que tá a graça, é uma novela, só que bem escrita, enquanto as novelas ficam no superficial da coisa em uma trama mais maniqueista aqui os personagens tem facetas, hora você entende eles em alguns momentos, hora quer esganá-los, o que eu me contorci vendo essa série não é brincadeira, desconfortável demais, e isso é ótimo pois senti que era legítimo, praticamente tangível, quase todo mundo ali tem um ponto sobre como pensam o mundo e a si mesmos, mas ao mesmo tempo que existe um pingo de consciência aqui e ali tudo isso é permeado por doses mastodonticas de alienação, delírios de grandeza e auto indulgência.
Que bom que a série não foi por um caminho fácil de redenção
pra Rachel e pra Paula, que bom que investiram na hipocrisia cavalar delas, o Shame, e sim, escrevo o nome dele com M mesmo é um desgraçado de marca maior, só a cara dele já é um imã de soco, ai junta com o resto e você tem vontade de entrar na TV e matar ele, a Rachel vai definhar ao lado dele até esvair a ultima gota de personalidade merecidamente, a Paula quer pagar de justiceira, mas se fosse tão abnegada assim ela mesmo após saber a combinação do cofre inventaria um esquema pra que ela própria pegasse as joias, é fácil pagar de paladina rifando a vida dos outros no processo, mas essa ai acho que já vai estar mais aclimatada a vida de hipocrisia manifesta do que a Rachel pois não vai precisar prostituir o corpo pra isso, só o espírito rs
Pelo menos o Quinn conseguiu quebrar a corrente, mas diferente da Paula e da Rachel ele era um excluído dentro do seu círculo, ele tinha mais motivos pra romper com tudo aquilo, foi coerente ser ele a se livrar de tudo isso no fim.
Não esperava gostar tanto da série, sabia que ia me contorcer de agonia assistindo essas pessoas insuportáveis, mas é que tava a graça pra mim, quanto mais desconfortável eu ficava mais sentia que a série tinha me envolvido, muito bom rs
Acho que eu nunca odiei um personagem tão rapido quanto esse protagonista, não precisei nem de 5 minutos pra isso, até a maluca do bebê rena levou mais tempo rs
embate de duas malucas controladoras pela posse de um bananão, o cara taria ferrado independente de quem ficasse com ele no fim, por isso não me importei quando a mãe morreu, a Cherry ainda chamou a atenção do bananão de que tava afogando a mãe, fiquei até surpreso com o gesto, se não fosse isso esse lerdo tava segurando ela embaixo da água até hoje rs
Mas tenho de confessar que fiquei mais pelo lado da
Cherry, a Laura escalou a desgraça pra níveis estratosféricos quando mentiu sobre a morte do bananão, expulsou a Cherry do apartamento e ainda fez ela ser demitida, a partir dai pra mim qualquer coisa que a Cherry fizesse era chumbo trocado, ela nem queria matar a Laura no embate final, até avisou que ela tava se afogando pro bananão como falei antes, pra mim a Laura tava bem mais pirada que a Cherry,
enfim, boa série, nada muito memorável, mas boa o suficiente.
Gostei, o primeiro episódio é muito bom e embora a série vai caindo um pouco de ritmo o último episódio retoma bem apesar de alguns contras, fiquei me perguntando porque diabos o
policial aposentado foi lá na festa do prefeito sabendo o que rolava sem nenhum reforço, só com a cara e a coragem, o segundo erro foi levar o moleque só pra ele fazer merda e denunciar a posição dele.
Ai depois disso ele vai lá e conversa com o prefeito numa boa? Como assim? Não desconfiou de nada, viu aquele bando de menor de idade lá, viu o leilão das novinhas e achou que o cara tava de laranja pros bandidos e caindo no papo de surpresa do prefeito? Uma cagada atrás da outra, deu muita raiva da burrice dele, outro burro é aquele bandido que se apaixona pela Janalice, esse consegue ser ainda mais imbecil, é tanta burrada que nem perco o meu tempo descrevendo pois vou escrever uma bíblia de texto, absolutamente patético, outro contra e a Janalice atacar trocentas pessoas pra tentar fugir e nunca dá nada, sai sempre ilesa de tudo, é muito inverossímil, se não fosse um ambiente controlado de ficção já estaria morta faz tempo.
Mas embora tenha essas pisadas na bola de roteiro a série é muito bem produzida tecnicamente, muito bem filmada, ótima trilha sonora e uma montagem inspirada em algumas transições de cenas, as atuações no geral são ok e a história te prende, valeu a pena.
Melhor que a primeira temporada sobretudo por não ter romance tosco envolvendo a Wandinha, ainda bem que a Jenna Ortega como produtora conseguiu limar algumas porcarias que ela criticou na season 1 como isso e o foco exacerbado na porção high school da história, mas dito isso a primeira parte da segunda temporada é meio qualquer coisa, é uma metade que é praticamente toda de setup pro que aconteceu na segunda parte, essa sim é bem boa e acaba sobrepujasndo o todo da season 1, só da batalha final não ter aquele CGI escabroso do colono fantasma já é excelente.
Uma coisa onde a série deslanchou foram nos efeitos especiais e práticos, com o sucesso veio mais investimento e agora tá bacana, o efeito prático de maquiagem do Isaac quando ele ainda era um Zumbi ficou ótimo, dava pra notar bem a textura e nuances da carne putrefata dele.
De resto a série mantém os prós da season 1 como o bom elenco e sua atuações junto de uma direção sólida, a história não é grande coisa, mas tá dentro do que é uma serie pipoca pra adolescente, se na season 1 eu achava que a serie só fez sucesso nas costas da Jenna Ortega e Emma Myers com suas atuações e dinâmica aqui ao menos eu já acho que existem mais quesitos dignos de nota, é uma série que via sem expectativa alguma, gosto da Wandinha desde os filmes dos anos 90 e a Jenna Ortega conseguiu pegar esse tom da personagem em uma ótima atuação e isso por si só já me dá interesse em ver, mas a história deixou uns plots interessantes pra season 3, agora tenho um mínimo de expectativa do que está por vir, pra quem não esperava nada já é alguma coisa.
incorporou a Enid com perfeição, em tudo tava igual a Emma Myers, a voz foi o que mais me impressionou, tinha momentos que parecia a voz da Emma Myers falando pelo tom que a Jenna Ortega empregou, impressionante, a Emma por sua vez embora não tenha mandado mal não chegou no mesmo nível da Jenna Ortega, claramente uns dois tons abaixo por vezes parecendo mais uma imitação mesmo,
agora é ver como essa season vai acabar, esse episódio deu uma levantada de ânimos, nunca vou esperar grande coisa pois é uma série teen, mas a Jenna Ortega faz valer a pena pra mim pelo menos.
Que engraçado o pessoal aqui dizendo que essa season é inferior a primeira temporada já que eu achei a season 1 o cúmulo da mediocridade, não tem como ser pior do que aquilo, só a atuação da Jenna Ortega e Emma Myers salvaram esse início de série carregando ela nas costas com suas atuações, se não fossem por elas essa serie nunca tinha passado da primeira temporada rs
Mas enfim, dito isso achei esse início da season 2 meio manco, mas os episódios 3 e 4 me animaram, finalmente os núcleos estão se juntando mais pra afunilar a história, não esperava a volta de certos personagens da season 1, foi uma surpresa até legal, o que mais salta aos olhos é a evolução dos efeitos especiais e práticos, agora que é uma serie de sucesso investiram bem nessa parte, lembro da luta contra o colono fantasma no fim da season 1 que era escabrosa de tão ruim que era o CGI, vamos ver se a segunda parte vai ter coisas mais drásticas, o 4° episódio me deixou com alguma expectativa pelo menos.
Gostei, mas poderia ter sido bem mais, 2/3 dos episódios é um vai e vem de flashbacks que deixa tudo rebuscado desnecessariamente, só deixa a narrativa burocrática demais, quando o foco da série passa a ser o presente da história com mais constância o ritmo melhora muito, as atuações são boas, o ator do Bolaños, Ramón Valdés e Carlos Vilagrán são os destaques pra mim, esse último me surpreendeu pela semelhança com o Carlos.
Outra ressalva que eu faço é que embora as atuações dos seres humanos por trás dos personagens sejam boas quando esses atores têm de atuar como se fossem os personagens ficam devendo, falta energia pra passar aquela genuinidade que você sentia ao ver esses personagens em tela, parece que é só um arremendo, uma imitação barata sem vontade.
Enfim, é assistivel, poderia ser uma série mais densa e se beneficiária muito se fosse, mas ao adotar um tom mais fabulesco/novelesco a trama perde tração, faltou ousadia ao mostrar as controvérsias dessa história de forma mais contundente, um potencial desperdiçado.
É uma série boa o suficiente, achei melhor do que o esperado pois não tinha nenhuma expectativa, mas ela tambem não é nada de mais, é um feijão com arroz bem feito, o destaque pra mim vai pras atuações, no geral estão todos bem e isso é importante pois essa série me parece mais levada pelos personagens do que pelo roteiro de maneira geral já que a história é bem básica, espero uma segunda temporada com uma história melhor, se elevarem o patamar nesse aspecto ai tem tudo pra ser ótimo.
Rapaz, complicado hein, complicado, mas vamos ao tal do contexto, em primeiro lugar sempre achei essa serie com roteiro medíocre, vi porque achei um bom entretenimento, tem momentos de tensão bem construídos com personagens carismáticos e jogos inusitados, pra mim essa trinca é o que carrega a série, então obviamente não estava esperando um final arrebatador que me deixaria estupefato, ai quando o final veio vi coisas boas e coisas ruins.
Com isso vamos as coisas boas, acho que foi um acerto o
Gi-hun não ter final feliz, tem de ter coerência, o cara voltou pros jogos achando que ia peitar todo um sistema muito mais poderoso que ele, dane-se se ele agora tem grana e meia duzia de jagunços, essa gente tá nessa a muito tempo, são ardilosos de manter algo dessa magnitude longe de tudo e todos, se for olhar de um ponto de vista mais pragmático é ate inverossímil, mas ai não teria serie né rs
Enfim, ele foi com a cara e a coragem se meter na toca do lobo achando que todo mundo ia dormir e não perceber a armação, cortaram as asas dele no início dos jogos se desfazendo do rastreador dele e depois acabando com o levante que ele criou com o host infiltrado na fuça dele o tempo todo, quem esperou que ele fosse vencer é iludido pra dizer o mínimo, ia ser forçadaço se fizessem isso, mas ainda tinha uma jornada pro Gi-hun, ou ele se conformava com o sistema jogando o jogo e vencendo nos termos de quem criou tudo aquilo e provando o ponto deles sobre a natureza humana ou ele abdicaria da vitória mantendo os seus princípios em oposição à tudo que aquilo representava, e assim ele fez, a maior derrota pra ele não seria perder a luta armada, mas sim perder pra si mesmo, se deixar levar pelo fracasso e com isso abrir mão da sua humanidade, nisso ele venceu, foi um ser humano de valor até o fim e conquistou o respeito até do Host que achou que o Gi-hun seguiria o mesmo caminho dele, pode não ser a vitória de quem pensava o personagem com afeto, mas não dá pra dizer que não teve significância e valor no seu ato, ele foi um herói, não o herói idealizado, mas um herói possível, humano.
Agora vamos a um ponto médio, aquela mulher que salva o cara no fim, ela meio que é um espelho do Gi-Hun, se compadece do cara que jogava pra bancar o tratamento da filha e salva ele no fim, ela tambem é salva pelo Gi-Hun quando queria se matar por ter perdido a perspectiva de vida, mas ai ela viu o ato de sacrifício dele e passou a ter esperança pra seguir em frente, não achei ruim tematicamente falado, mas o desenvolvimento disso foi trôpego, atabalhoado, podia ter sido muito mais se fosse bem trabalhado.
Agora vem o ponto baixo, o policial, sai do nada e vai pra lugar nenhum, perda de tempo, se ao menos tivesse tido um embate de qualquer natureza com o irmão tava beleza, ao menos teria alguma resolução pra jornada dele, mas só foi tempo perdido, ser babá do bebê é só pra dizer que ele teve uma função no final, mas não passa de enganação.
Agora vamos falar da temática da série vs o seu fechamento, entendo que os poderosos se safarem faz parte porquê eles derrotaram o levante do Gi-Hun e o grupo do policial do lado de fora, mas parece que foi uma vitória pela vitória, algo vazio, sem um pensamento por trás, podiam ter vencido, mas que aquilo trouxesse alguma mudança no ponto de vista deles ao verem o esforço que foi feito para derrotá-los, que vencessem no fim, mas que tivessem perdido algo com essa vitória pra pensarem a respeito, mas não, foi vazio mesmo, os ricaços além de serem caricatos não tem nenhum desenvolvimento como o velho teve na season 1 ou até o host na season 2, entram a saem da série como se não fossem nada, se não estivessem ali não mudava nada na série mesmo eles sendo o motivo de tudo aquilo existir, foi tosco, o Gi-Hun perder mostra que uma mudança só pode acontecer se esse mundo podre que oprime as pessoas e faz os mais pobres literalmente lutarem pela vida não acabar nada vai mudar, é uma mudança de mentalidade geral que vai acabar com essa gente, não uma pessoa ou um grupo.
Mas com isso a série dá algum subsídio pra que ao menos se possa ver a possibilidade disso? Não falo nem de realização, falo de possibilidade ao menos, não, e aqui vem o pior aspecto desse final, a sensação de que não tem fechamento temático, você tem fechamento de arcos de personagens, mas não de temáticas, os assuntos abordados não tem desenvolvimento nem conclusão aqui mesmo sendo o final da história, todo mundo que conseguiu sobreviver se ajeitou no fim e acabou, é isso, o sistema está inabalável, tudo continuará a ser como antes, mas não porque esse é a conclusão em si, isso acontece em tropa de elite 2, o tal do sistema é foda, ali foi uma conclusão temática que teve todo um estofo pra terminar daquele jeito, aqui o sistema está de pé por pura necessidade mercadologica de explorar essa obra o quanto der, querem continuar ordenhando a vaca, é só isso, a cena da Cate Blanchett recrutando um jogador mostra bem isso, só tá ali pra fazer a ligação com a versão norte americana que vão lançar, olha gente, não acabou, tem mais viu, foi que nem o final de The Walking Dead, não é um final, é só uma vírgula, uma pausa na ordenha, mas deixa só dar um tempo da vaca produzir mais leite pessoal, depois a gente volta, ai se tira todo o peso da obra pois fica parecendo filme da Marvel onde você acaba de ver uma história, mas logo após eles já tão te condicionado a se importar mais com o que está por vir do que aquilo que você acabou de ver.
Mas você disse lá no início que essa série sempre teve roteiro medíocre, tu tava esperando o quê? Bem, isso ai que eu falei é só o mínimo, o roteiro ao menos fazia o mínimo, agora largaram mão até disso, era só dar uma continuidade coesa e fechar com dignidade, era fácil, mas o próprio criador disse que as temporadas seguintes foram feitas por motivos de grana, mas tem muitas continuações por ai feitas pelo mesmo motivo, mas que não abriram mão da qualidade, uma obra precisar ser boa de um ponto de vista financeiro e artístico, não negligênciar um aspecto em detrimento do outro, faltou carinho e empenho infelizmente, podia ser tão mais, não me sinto compelido a ver a nova série, com isso que fizeram só mostraram que vão espremer até a última gota desse material e só isso importa, não cai nessa com Third reasons why, não cai nessa em La casa de Papel, em Supernatural, em The Walking dead e por ai vai, não é agora eu vou cair.
Acabei gostando mais do que achei ser possível, o trio de atrizes é muito bom e segura bem a trama com o Kevin Bacon correndo por fora, o ator que faz o Jose também é uma peça e vale destacar rs
É uma história que tenta ser um pouco de tudo, como comédia achei até legazinho, dei umas risadas aqui e ali, a parte de suspense achei bem qualquer coisa, tem umas horas que a série parece quase flertar com o
de certa forma, não entendi o sentido pois isso não foi pra lugar nenhum, só parece jogado, poderia dizer que é um despiste pra no fim dizer que era só algo mundano mesmo e a gente que tava imaginando coisas, só que eles martelam isso com certa recorrência no decorrer da história, mas enfim, a porção de drama embora ache operante podia ser bem melhor, as vezes dá liga, as vezes parece jogado também.
Sobre o Sirens do título acho que é sobre como esse trio de mulheres se valem do "magnetismo" que tem sobre os homens pra perseverar na vida, a
Devon vai caindo de cara em cara tendo o que quiser deles, seja de sexo casual a favores, vive uma vida frustrante e usa o sexo tanto como válvula de escape quanto pra manipulação embora haja um tanto de auto destruição no que ela faz, a Michaela pra mim é a que tem menos estofo, basicamente é uma esposa troféu de ricaço que tenta de toda forma provar o seu valor para além disso, mantendo um casamento frustrado na corda bamba pois não conseguiu entre outras coisas cumprir com o seu papel de "jumenta parideira", a Simone tem um passado muito sofrido e a princípio parece estar em paz com a sua vida, mas vemos que ela está em constante processo de fulga encontrando no trabalho uma existência quase idílica, alienada do passado e deixando a família pra trás por conta disso, queria romper com tudo e ser outra pessoa,
com isso as histórias das três se convergem em uma trama que pra mim fala sobre a condição da mulher desafortunada com relação aos homens.
Michaela com a Devon onde ela diz que a Simone não é um monstro apesar de ter tirado o marido dela e de fato eu acredito nisso, ela foi muito machucada pela vida, então encontrou uma forma de recomeçar e caiu de cabeça nisso dando tudo de si no processo, ai do nada ela perde tudo por conta do patrão que tomou liberdade com ela, o cara sai ileso da situação pois a Michaela depende dele, então a punida é a Simone sendo que ela foi vítima na situação, é muito injusto, e a Michaela até sabe lá no fundo que a Simone pode estar falando a verdade, mas ela diz pra Simone que isso não importa. ela não pode fazer nada em relação ao marido, então quem cai é ela. Diante disso a Simone faz o quê?
Aí você pode falar, ah, ela podia recomeçar a vida dela de novo, ficar do lado da irmã e do pai, mas ela não gosta do pai e tem motivos pra isso de fato, ele foi um merda pra ela, é fácil pensar em um final feliz onde ela perdoa ele e tá tudo certo, mas ser humano não é uma ciência exata de onde só se espera a teoria idealizada, as pessoas reagem de formas diferentes a traumas, ela quase foi morta pela mãe e tentou auto extermínio depois pela total negligência do pai, ela já perdeu muito na vida e não acha que merece perder mais só pra sair como moralmente superior enquanto os hipócritas vivem no bem bom usando e descartando gente como ela.
Então resolveu usar e descartar também, ela ama a irmã, embora não queira ficar perto do pai parece que ela não o odeia mais, mas é isso, ela vai viver sob os termos dela, se tiver de bancar a esposa troféu manipulando o Peter que seja, é o que acha que restou pra ela ao mesmo tempo que também parece ter um quê de compensação pelo que sofreu nas mãos dele e da Michaela. Se a Michaela não pensou duas vezes em jogar a Simone as traças por quê ela deveria ter consideração? No fim ela venceu, mas foi uma vitória de Pirro, teve de abrir mão da irmã, se sujeitar a ser esposa troféu, ficar com um cara que não ama, a última cena da série com ela contemplando o horizonte em um misto de triunfo e melancolia mostra bem isso, conseguiu o possível e nada mais.
E é isso, fiquei mais investido nessa história do que pensava, a série tem um bom ritmo, 5 episódios concisos, uns persoangens legais, um humor bacananinha vez ou outra, valeu a pena dar uma chance.
Vamos lá, em primeiro lugar achei a season 1 meio qualquer coisa, sério mesmo, achei meio rushada e sem o impacto do jogo, e olha que nem morri de amores pelo primeiro jogo pois na época tava todo mundo falando que ele era revolucionário pela história sendo que eu já vi essa história trocentas vezes em outras mídias, pai abalado pela tragédia de perder um filho se fecha pro mundo, ai encontra outra figura com a qual pode exercer a paternidade, mas devido ao trauma da perda se recusa a estreitar laços com medo de se machucar, mas ai surge uma situação limite que o leva a assumir seus sentimentos e blá blá blá, gostei do jogo e da maturidade da narrativa, mas parou por ai.
Dito isso the last of us parte 2 é de longe pra mim e digo pra mim mesmo um melhor jogo que a parte 1.
Mas você não viu as inconsistências narrativas? Sim, eu vi, mas pra mim são questões periféricas na história, o tronco dela é sólido, e embora deva admitir que a parte 1 tem uma história melhor e mais consisa isso advém dela ser mais simples, o segundo jogo é composto de duas linhas narrativas que se entrelaçam de forma não linear em muitos pontos, e mais fácil escorregar nisso, mas como falei meus contras na história são questões periféricas que nem cabe discutir aqui porque história não é o que me faz preferir a parte 2 do jogo e sim uma coisa, visceralidade.
Cara, como a parte 2 é violenta, e não falo no sentido superficial do termo remetendo a violência de fato, é uma espiral de pessoas miseráveis matando umas as outras movidas pelos instintos mais primitivos, e eu adorei, eu absolutamente adorei, um jogo muito mais acachapante que o primeiro, a parte 1 é mais otimista apesar de tudo, a parte 2 é um soco no estômago, na cara, e depois te passa uma rasteira e te chuta no chão, não tem piedade pros seus afetos.
Gostou do Joel? Que pena, morreu.
Gostava da Ellie alegre e fofinha? Que pena, morreu, só restou essa ressentida sequiosa por vingança.
Gostou do Jesse? Que pena, morreu.
Gostou da Owen? Que pena, morreu.
Gostou da Dina e da família que ela constituiu com a Ellie? Que pena, a Ellie largou ela e a criança pra buscar vingança.
É só desgraça atrás de desgraça, e pro lado da Abby também, o tanto de gente que ela perdeu, tudo que ela sofreu, eu adoro uma história trágica e me senti como se alguém tivesse feito uma Disneyland virtual pra mim, uma grande atração onde eu fosse vendo gradativamente todos aqueles personagens se deformando perante a tragédia e só restando uma sombra do que já foram um dia, pra mim The Last of us é sobre o que esse mundo faz com você e se você vai se deixar levar por ele ou vai quebrar a roda.
O Joel era isso no início, motivado pela perda da filha se tornou um ser humano quase morto por dentro, vivendo um dia de cada vez e fazendo o que fosse preciso pra sobreviver mesmo que tivesse de passar por cima da sua humanidade pra isso, ai quando ele encontrou a Ellie conseguiu quebrar a roda e reencontrar sua humanidade, você sente que ele está sereno e em paz consigo mesmo no início da parte 2 apesar das desavennças com a Ellie, a Ellie na parte 2 vira o que o Joel era antes de encontrá-la, motivada pela tragédia da perda abre mão da sua humanidade e vai se tornando cada vez mais caótica e bestializada, até que no fim ela consegue se reencontrar com seus sentimentos e também quebra a roda, mas assim como aconteceu com o Joel o mundo cobrou um preço pelos atos passados da Ellie e embora ambos tenham superado seu lado ruim tiveram de pagar o preço das suas escolhas.
Enfim, feito todo esse preâmbulo colossal vou falar da segunda temporada, resumi a parte 2 do jogo a uma palavra, visceralidade, e nessa season 2 faltou isso, sinto que tudo é mais ameno e pueril, e ainda tem acontecimentos corridos, a Ellie parece menos intensa do que no jogo, no game ela é muito mais emputecida e pau no cool motivada pela vingança, agora na série por muitas vezes a Dina pareceu mais ressentida e focada em se vingar do que a própria Ellie, as vezes parecia que a Ellie só tava ali pra bater ponto, preciso me vingar porque se não vai pegar mal sabe, parecia que tava fazendo as coisas no automático e não por estar sendo levada pelo ódio como no jogo, Bella Ramsey entrega o que precisa na atuação, dane-se se ela não parece a Ellie, aparência é uma casca e se essa casca não é um complemento para o conceito da personagem então pra mim tanto faz, o que me importa é um personagem ser interessante como conceito e bem escrito, é nisso que a Ellie peca nessa season 2, ta mal escrita, irregular, nada que tenha a ver com a Bella Ramsey, e sim com quem está entre a cadeira e o teclado que digita o roteiro, a Dina ficou ótima, Isabela Merced deu um baita carisma pra ela, no jogo achei ela muito qualquer coisa na maior parte do tempo, mas na série ela cresceu, os demais personagens nem tem tanto tempo de tela pra comentar muito sobre, eles são operantes, não agregam muito, mas cumprem a função minimamente bem pelo menos.
É isso, não achei uma season ruim, mas assim como a primeira achei que ficou devendo, aqui faltou intensidade, visceralidade, uma progressão mais compassada, acertar o tom da Ellie pra deixá-la mais consistente, são questões de ajustes finos de roteiro que podem ser acertados na season 3, vamos ver se valorizam a Abby como acontece no jogo, você precisa entender o lado dela pra aceitar a moral da história, enfim, farei como foi nessa season, com certeza verei, mas sem grandes expectativas, é uma adaptação operante com bons lampejos, mas podia ser muito mais.
Serafitas, no jogo eles são apresentados de um jeito super imponente, aqui começam sendo mostrados como coitados massacrados por algum grupo da WLF, pode até ser que mostrem a porção sangue nos olhos deles depois, só que pra uma primeira impressão pra mim pegou mal essa abordagem.
No geral gostei do episódio, contextualizou bem o pós vida de todo mundo após os acontecimentos e alicerçou de forma consistente a jornada de vingança da Ellie.
Euphoria (3ª Temporada)
2.5 9 Assista AgoraSinceramente? Adorei o episódio kkkkkk
Adoro como essa série brinca com o lúdico sem nenhuma cerimônia, lembro da primeira temporada onde a Rue e a Jules tão investigando algo e do nada corta pra elas vestidas como detetives em um filme noir kkkk
Mas o que antes era feito de forma esporádica aqui é o cerne de todo o episódio em um tom de western moderno, guardadas as devidas proporções me lembrou o que Breaking Bad fazia em certos momentos também colocando figuras excêntricas e situações absurdas, só que aqui a historia se leva menos a sério e se permite ser mais "massa véio", achei bem inventivo, a única coisa que me incomodou foi o Nate bundão, o cara era o cão chupando manga e agora parece tão pressão baixa, espero que tenham algo de bom pra ele no decorrer da série, foi um começo inesperado que pra mim foi uma boa surpresa tendo em vista como tão detonando a série nas críticas, talvez ela piore depois desse episódio, mas aqui tenho de discordar de muitos por ai, gostei bastante.
Tudo Culpa Dela
4.1 301 Assista AgoraExistem duas séries aqui, um dramalhão familiar cheio de lenga lenga até o episódio 4, mas ai no 5 lembraram que era um suspense investigativo também e tocaram marcha kkkkk
A partir do episódio 5 vi tudo de uma vez, a série só engrena pra mim a partir dai, apesar de ter uns furos de roteiro aqui e ali a capacidade de prender a minha atenção com as reviravoltas se sobressaiu, achei uma boa série no geral embora tenha um tom novelesco mais carregado do que deveria o saldo ainda é positivo.
Mas a única personagem com que me importei nessa trama toda foi a
Josephine, a coitada foi massacrada pela vida até o fim, discriminada, marginalizada, vitimada, era uma pessoa maravilhosa que teve uma vida tirada aos poucos com muito sofrimento, mesmo depois de toda merda que aconteceu com ela tinha um bom coração, a cena dela no carro com o pai dizendo que ajudar alguém faria ela se sentir viva de novo ou a cena onde ela diz se conformar em perder o filho desde que ele fosse criado pela Marissa longe do Peter mostra que de longe ela era a melhor pessoa de toda essa história, morreu com a fama de maluca, sequestradora e assassina, toda vez que penso nisso me da agonia, podia ter ao menos uma cena dando a entender que um dia a Marissa contaria pro Milo a verdade, talvez no diálogo dela com o investigador quando ele assume saber de tudo, seria uma boa hora de introduzir isso, ele foi amado e protegido por duas mães, enfim, é muito triste.
Pela segunda parte a partir do episódio 5, pelo plot twist que não vi chegando apesar de montado de forma um tanto conveniente e sobretudo pela Josephine que pra mim é o coração da série eu dou uma nota maior.
Monarch: Legado de Monstros (2ª Temporada)
3.5 7 Assista AgoraConseguiram a proeza de fazer um episódio inteiro só de um monstro nadando kkkkkkkk
Sweetpea (1ª Temporada)
3.4 52 Assista AgoraSó vi o primeiro episódio, mas mesmo levando em conta que é ficção eu não consigo assimilar que uma mulher exuberante como a Ella Purnell passe por invisível, mesmo que todo o resto falhasse os olhos dela simplesmente não deixariam isso acontecer rs
Se fosse uma atriz de perfil mais normal acho que eu comprava mais essa premissa, mas agora que ela vai se emancipar e ser menos invisível ela vai ter uma aura condizente com a presença da Ella Purnel e as coisas vai se ajustar rs
O Conto da Aia (6ª Temporada)
3.6 156 Assista AgoraEu, você e todo mundo sabe que essa série deu voltas demais, é uma pena uma obra com um tema tão importante ter ficado refém do sucesso e por vezes ter virado uma caricatura dela mesma em nome da encheção de linguiça mercadologica pra encher os bolsos de gravatas, a June nesse vai e vem inverossímil de Gilead era enjoativo tanto quanto os diversos closes de rosto que ela tinha e agora nessa última season com direito até a uma explícita quebra da quarta parede kkkk
Mas apesar dos pesares achei um final honesto a despeito de algumas facilitações, Gilead nessa última temporada virou um
cercadinho que foi implodido por bombas que se levantaram uma explosão de 1 metro e meio foi muito, se bobear os rojões de festa junina aqui fazem mais estrago que isso rs
Foi uma temporada que demorou um pouco a engrenar, pra mim a chave virou a partir do episódio 7, ai que a série pegou embalo mesmo, episódio 8 excelente, pra mim o melhor da temporada, episódio 9 nos deu aquela
cena linda dos pedaços do avião dos comandantes caindo como estrelas cadentes, cinema demais,
Agora vamos aos personagens sendo direto e reto, June, ainda boa, mas tava meio afetada pelo complexo de protagonista, se voluntariando pra fazer tudo e mais um pouco, pesaram um pouco a mão nisso, mas teve um fechamento digno, Nick pra mim sempre foi meio blasé, tava na cara que a ajuda dele
era por conta da June e mais nada, mas achei que ao menos dentro desse interesse faria algo de bom pros demais, que nada, resolveu ir pro lugar comum da maioria dos frustrados e virar um ressentido com o mundo, teve o fim que mereceu.
Lawrence por outro lado foi
sofrido, aquela despedida dele pra June deu uma bad, o cara apesar de ter criado Gilead era uma alma atormentada que se redmiu como pode, a graça dele é que apesar de ajudar ele ficava naquele equilíbrio perigoso entre a solidariedade e auto preservação pisando em ovos, nem de longe era um herói, mas foi algo mais interessante que isso, foi humano no pior e no melhor, por isso dá um tristeza a partida dele, Serena deu raiva por muito tempo primeiro pela crueldade e depois pela ingenuidade, ela achando que mudaria as coisas em um mundo patriarcal conservador e totalitário daqueles, virou esposa troféu de novo, mas a semente do progressismo já tava plantada e por fim germinou, pra mim a cena final dela deveria ter sido se despedindo da June no ônibus, essa cena teve tudo que a personagem precisava, a cena no abrigo só soou redundante, tia Lydia foi outra que finalmente caiu em si, em certa altura precisou mentir tanto pra si mesma pra continuar de pé que virou personagem de uma nota só, sempre tentando se impor e sempre levando a pior, a Serena ao menos tinha a desculpa de estar iludida, agora a Lídia era o puro suco do estado de negação mesmo, dava raiva também, o Luke foi um personagem que cresceu nessa última season, enfim se impôs e mostrou o seu valor, ainda bem que souberam encerrar ele com dignidade,
Esther é imperdoável, deviam ter arrumado um jeito de finalizar a personagem, dizem que foi conflito de agenda da atriz, mas nem citada ela foi, na hora que a tia Lydia entrega a Janine ela podia ter falado que estava cuidando da Esther e pronto, ao menos uma informação, um ponto final por menor que fosse, uma personagem que entrou prometendo tanto terminar assim é decepcionante demais.
Mas apesar dos pesares essa temporada me fez quase maratonar os episódios de uma vez de tão engajado que fiquei depois de certo ponto da história, isso que importa no fim das contas, esse mundo e esses personagens fizeram valer a pena.
Game of Thrones (8ª Temporada)
3.0 2,2K Assista AgoraUma porcaria total, só deixo duas estrelas porque em quesitos técnicos essa última season ainda entregou, mas mesmo assim foi cambaleando com aquela batalha final contra o rei da noite mal filmada pra cacete, nem parece a mesma produção que fez a batalha dos bastardos, é anos luz de diferença, mas a cereja no bolo de fezes foi o final de novela que essa série teve, um verdadeiro anti game of thrones, uma profanação de tudo que essa obra já foi um dia, absolutamente patético.
John Snow foi
curtir sua colônia de férias no além da muralha, Sansa virou rainha do norte, Arya virou Cristóvão Colombo, Bran virou rei, Sam virou grande meistre, Tyrion virou mão do rei, todo mundo se acertou nessa bagaça, incrível a zona de conforto onde essa série terminou, quantas conveniencias de roteiro pra salvar a bunda desses personagens, quanta covardia, pro final de novela ficar completo só faltou casamento.
Sem contar a desgraça que fizeram com a Daenerys, transformaram ela
em vilã de um jeito patético aos 45 do segundo tempo dando um cavalo de pau na historia, e nem venham me dizer que tem subsídio pra isso, ah, mas ela fez isso antes, fez aquilo, a semente da loucura já tava plantada, meu amigo, minha amiga, isso é game of thrones, tudo que essa mulher fez era só mais um terça feira naquele mundo, isso não existe,
O Geroge Martin por não ter terminado os livros chegou pros showrunners dessa bagaça e falou o que ele tinha em mente pro final da Daenerys, mas esses dois imbecis no comando da série não tinham uma coisa que o George Martin tem, boa escrita, eles só tinham o ponto final da personagem, mas não tinham a jornada de mudança dela até aquele ponto, e como são uns incompetentes preencheram a lacuna de forma totalmente desleixada, desleixo esse que se estendeu a toda a série desde a 7° temporada, não se enganem, game of thornes só foi boa mesmo até a quinta temporada e ainda conseguiu se manter razoavelmente bem na sexta, da sétima em diante é só desgosto atrás de desgosto, os caras pra darem estofo pra mudança de chave da Daenerys tiveram a té a pachorra de deixar a personagem desgrenhada em uma cena de close de rosto parecendo uma doidinha de bairro que fala sozinha na rua
Ó lá, tá vendo agora? Olha como ela é doida, tá doida agora, doidinha doidinha kkkkkkkkkkkkkkk
Sem condições, o puro suco da decepção, o pior final de série de todos os tempos, simples assim.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 508 Assista AgoraCara, ainda bem, mas ainda bem mesmo que o final deu uma salvada, mas ai podem me perguntar:
Você está louco? Vimos o mesmo final? Em primeiro lugar, eu fui uma das pessoas que saiu bufando da 2° parte dessa última temporada, da profusão de verborragia das epifanias que os personagens tinham tirando planos da bunda e dando explicações deles com trocentos diálogos expositivos, até o Steve teve um "planinho genial", o Steve, o cara que nunca passou nem perto de ser o cara dos planos, a série sempre teve momentos assim, mas nessa segunda parte a frequência que isso ocorria me deixou enjoado demais, fadigado demais, reclamei mesmo, fiquei bravo mesmo, sai achando que o último episódio ia ser o pináculo da desgraça, mas pra mim não foi.
Jogaram no seguro?
Totalmente, sem dúvida alguma.
Tem conveniência de roteiro?
Com certeza, um bando a partir da batalha final.
Então como caralhos tu ficou de boa com isso?
Simples, era o que eu já esperava, quem esperou que ia ter mortes relevantes foi inocente pra dizer o minimo, Stranger Things sempre foi uma série aventuresca de conforto amparada na dinâmica entre personagens carismáticos e fanservice de época, é isso, nunca foi mais do que isso, nunca achei Stranger Things grande coisa, o erro foi das pessoas em acharem que um dia ela seria mais do que isso, que seria ousada, drástica, a serie nunca se propôs a tal e não seria aos 45 do segundo tempo que iam fazer, quem sempre morria na série eram personagens bucha de canhão, nesse último episódio aconteceu o mesmo, um inimigo muito mais poderoso que um bando de moleques catarrentos se põe no caminho deles e mesmo assim eles ganham, desde sempre é assim, ja estou em paz com isso desde sempre, muito me admira que todos esses cacoetes estavam lá desde o início e por alguma razão que a própria razão desconhece pensaram que de uma hora pra outra a série ia "mudar o mindset" e passar a faca nos personagens.
Isso não acontecer no
final de game of thrones é que é totalmente imperdoável, game of thrones não é uma série de conforto aventuresca, era justamente o contrário disso, mas no final todos os principais que importavam pra história até aquele momento saíram ilesos, todos se arranjaram de alguma forma no fim, um final de novela onde só faltou casamento e mulher grávida, ah, mas teve um dos principais que morreu, sim, uma personagem que foi completamente sabotada pra ser a vilã aos 45 do segundo tempo porquê sim, melhor que tivesse ficado viva também do que fazer a desgraça que fizeram ao deturpar completamente essa personagem sem nenhum critério razoável, o pior final de todos os tempos pra uma série com sobra.
Mas é claro que esse episodio final não está livre de críticas, a batalha
da Eleven contra o Vecna dura pouco, não tem uma coreografia inspirada, é um puxa de cá e empurra dali e acabou, faltou delinear melhor a transição do Henry até chegar no Vecna, o Henry garoto pega uma pedra que lhe faz ser possuído pelo devorador de mentes e pronto, fica do mal e é isso, não tem nuance, podiam ter mostrado ele lutando contra isso e o devorador fazendo a mente dele até o Henry se convencer de que aquilo que o devorador queria era o certo já que o Henry estava ao lado do devorador por convicção.
De onde se deu essa convicção?
O que ele viu da humanidade pra abandoná-la e ficar do lado do devorador? Uma montagem de minutos com algums flashbacks bem pontuados tinha resolvido isso, não era difícil de fazer.
Outro ponto baixo são
personagens que deveriam ter um fechamento e simplesmente sumiram no final sem mais nem menos, a tal da doutora Kay que não serviu de nada por exemplo.
E cadê o russo alívio cômico que fornece equipamento pro grupo?
Cadê o professor do Dustin?
Cadê a enfermeira namorada da Robin?
Foram completamente esquecidos no churrasco, erro bobo pra um episodio que não precisa se preocupar com tempo de duração, dava pra ter encaixado esses personagens ao lado dos outros no final.
É isso, achei um episódio final digno do que a série foi desde os seus primórdios, a cinematografia da batalha contra o devorador de mentes foi de encher os olhos, ótimos efeitos especiais, pena que não teve exibição nos cinemas daqui como foi nos EUA, a escala do confronto caberia como uma luva na maior tela possível, também foi um episódio que pegou muito pelo apelo emocional com esses personagens, ver como eles terminaram dá uma alegria no peito, essa é a alma dessa série, os personagens, e por eles valeu a pena demais.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 508 Assista AgoraRapaz, mas como abusaram do recurso de epifania nessa segunda parte hein, todo mundo tendo um estalo genial sobre o que fazer quando um dilema surge, sem contar o amontoado de explicações, desenhos, analogias e etc, parece que aquela recomendação que a Netflix deu pros roteiristas de deixar tudo mastigado pro pessoal que tem o foco de um esquilo cheirado de cocaina foi seguida a risca aqui, fiquei enjoado disso, por esse motivo achei essa segunda parte inferior a primeira, isso é muito intrusivo na narrativa, toda hora acontecia, o maior destaque ainda é a dinâmica entre os personagens, a cola que junta todos eles é boa, agora é ver no que vai dar, tô achando que o final vai ser meio bunda/acovardado, mas se a batalha final for das boas vai dar uma compensada.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 508 Assista AgoraFoi bem até agora, a história não é nada de outro mundo assim como nas demais temporadas, mas dá pra sentir que as coisas estão mais drásticas e o ritmo está mais movimentado com o final chegando, a condução dos núcleos está boa, dessa vez não senti nenhum sendo muito melhor que o outro, cada um tem o seu papel e a dinâmica entre os personagens continua ótima, o
ressurgimento da Max na história foi bem legal pois destoa bem de todo o resto, parece um oasis em meio a um deserto, o visual do lugar em que ela está é bem vivido e colorido, dá gosto de ver, e quando o Vecna aparece é de tirar o chapéu, capricharam nos efeitos e em algumas cenas de execução dele,
The White Lotus (2ª Temporada)
4.2 401 Assista AgoraBem inteior a primeira, nos quesitos técnicos ainda se mantém uma série de alto nível, mas a história nem de longe é boa como na season 1, aqui os persoangens são bem mais amenos embora alguns tenham carisma, mas a season 1 tinha um clima mais denso, os persoangens tinham mais conflitos uns com os outros, os rachas eram mais palpáveis, os embates mais contínuos e os personagens mais controversos, nessa season 2 é tudo muito novelesco e diluído, só os dois últimos episódios tem mais tensão e o fechamento é até bom, só que até chegar lá você fica vendo uma novela das 7 da globo com alto valor de produção.
Só as duas prostitutas são personagens verdadeiramente interessantes e que tem arcos de fato, não a toa a cena final dessa season é com elas, os outros meio que são caricaturas ou são só sem graça mesmo, a Tanya só deixou de ser figurante de luxo e ter relevância de verdade no último episódio, enfim, até gostei, mas passou de ano por pouco pra mim.
The White Lotus (1ª Temporada)
3.9 453 Assista AgoraUma série que é ótima em fazer nada acontece, feijoada, sério mesmo, sem ironia, fiquei imerso nesse mundinho de gente absolutamente insuportável, não é pra ser série de mistério/suspense como alguns ingenuamente acharam, é uma serie sobre desenvolvimento de personagens, da dinâmica deles uns com os outros nos seus valores, defeitos, hipocrisias e etc, é ai que tá a graça, é uma novela, só que bem escrita, enquanto as novelas ficam no superficial da coisa em uma trama mais maniqueista aqui os personagens tem facetas, hora você entende eles em alguns momentos, hora quer esganá-los, o que eu me contorci vendo essa série não é brincadeira, desconfortável demais, e isso é ótimo pois senti que era legítimo, praticamente tangível, quase todo mundo ali tem um ponto sobre como pensam o mundo e a si mesmos, mas ao mesmo tempo que existe um pingo de consciência aqui e ali tudo isso é permeado por doses mastodonticas de alienação, delírios de grandeza e auto indulgência.
Que bom que a série não foi por um caminho fácil de redenção
pra Rachel e pra Paula, que bom que investiram na hipocrisia cavalar delas, o Shame, e sim, escrevo o nome dele com M mesmo é um desgraçado de marca maior, só a cara dele já é um imã de soco, ai junta com o resto e você tem vontade de entrar na TV e matar ele, a Rachel vai definhar ao lado dele até esvair a ultima gota de personalidade merecidamente, a Paula quer pagar de justiceira, mas se fosse tão abnegada assim ela mesmo após saber a combinação do cofre inventaria um esquema pra que ela própria pegasse as joias, é fácil pagar de paladina rifando a vida dos outros no processo, mas essa ai acho que já vai estar mais aclimatada a vida de hipocrisia manifesta do que a Rachel pois não vai precisar prostituir o corpo pra isso, só o espírito rs
Pelo menos o Quinn conseguiu quebrar a corrente, mas diferente da Paula e da Rachel ele era um excluído dentro do seu círculo, ele tinha mais motivos pra romper com tudo aquilo, foi coerente ser ele a se livrar de tudo isso no fim.
Não esperava gostar tanto da série, sabia que ia me contorcer de agonia assistindo essas pessoas insuportáveis, mas é que tava a graça pra mim, quanto mais desconfortável eu ficava mais sentia que a série tinha me envolvido, muito bom rs
A Cadeira (1ª Temporada)
3.4 20 Assista AgoraEu não estava preparado psicologicamente pro final do episódio 5, eu sou ateu, mas vou ter que dizer, meu Deus, meu Deus kkkkkk
A Cadeira (1ª Temporada)
3.4 20 Assista AgoraAcho que eu nunca odiei um personagem tão rapido quanto esse protagonista, não precisei nem de 5 minutos pra isso, até a maluca do bebê rena levou mais tempo rs
A Namorada Ideal
3.5 74 Assista AgoraGostei mais do que pensei ser possível, é o
embate de duas malucas controladoras pela posse de um bananão, o cara taria ferrado independente de quem ficasse com ele no fim, por isso não me importei quando a mãe morreu, a Cherry ainda chamou a atenção do bananão de que tava afogando a mãe, fiquei até surpreso com o gesto, se não fosse isso esse lerdo tava segurando ela embaixo da água até hoje rs
Mas tenho de confessar que fiquei mais pelo lado da
Cherry, a Laura escalou a desgraça pra níveis estratosféricos quando mentiu sobre a morte do bananão, expulsou a Cherry do apartamento e ainda fez ela ser demitida, a partir dai pra mim qualquer coisa que a Cherry fizesse era chumbo trocado, ela nem queria matar a Laura no embate final, até avisou que ela tava se afogando pro bananão como falei antes, pra mim a Laura tava bem mais pirada que a Cherry,
Pssica
3.8 72Gostei, o primeiro episódio é muito bom e embora a série vai caindo um pouco de ritmo o último episódio retoma bem apesar de alguns contras, fiquei me perguntando porque diabos o
policial aposentado foi lá na festa do prefeito sabendo o que rolava sem nenhum reforço, só com a cara e a coragem, o segundo erro foi levar o moleque só pra ele fazer merda e denunciar a posição dele.
Ai depois disso ele vai lá e conversa com o prefeito numa boa? Como assim? Não desconfiou de nada, viu aquele bando de menor de idade lá, viu o leilão das novinhas e achou que o cara tava de laranja pros bandidos e caindo no papo de surpresa do prefeito? Uma cagada atrás da outra, deu muita raiva da burrice dele, outro burro é aquele bandido que se apaixona pela Janalice, esse consegue ser ainda mais imbecil, é tanta burrada que nem perco o meu tempo descrevendo pois vou escrever uma bíblia de texto, absolutamente patético, outro contra e a Janalice atacar trocentas pessoas pra tentar fugir e nunca dá nada, sai sempre ilesa de tudo, é muito inverossímil, se não fosse um ambiente controlado de ficção já estaria morta faz tempo.
Mas embora tenha essas pisadas na bola de roteiro a série é muito bem produzida tecnicamente, muito bem filmada, ótima trilha sonora e uma montagem inspirada em algumas transições de cenas, as atuações no geral são ok e a história te prende, valeu a pena.
Wandinha (2ª Temporada)
3.5 171 Assista AgoraMelhor que a primeira temporada sobretudo por não ter romance tosco envolvendo a Wandinha, ainda bem que a Jenna Ortega como produtora conseguiu limar algumas porcarias que ela criticou na season 1 como isso e o foco exacerbado na porção high school da história, mas dito isso a primeira parte da segunda temporada é meio qualquer coisa, é uma metade que é praticamente toda de setup pro que aconteceu na segunda parte, essa sim é bem boa e acaba sobrepujasndo o todo da season 1, só da batalha final não ter aquele CGI escabroso do colono fantasma já é excelente.
Uma coisa onde a série deslanchou foram nos efeitos especiais e práticos, com o sucesso veio mais investimento e agora tá bacana, o efeito prático de maquiagem do Isaac quando ele ainda era um Zumbi ficou ótimo, dava pra notar bem a textura e nuances da carne putrefata dele.
De resto a série mantém os prós da season 1 como o bom elenco e sua atuações junto de uma direção sólida, a história não é grande coisa, mas tá dentro do que é uma serie pipoca pra adolescente, se na season 1 eu achava que a serie só fez sucesso nas costas da Jenna Ortega e Emma Myers com suas atuações e dinâmica aqui ao menos eu já acho que existem mais quesitos dignos de nota, é uma série que via sem expectativa alguma, gosto da Wandinha desde os filmes dos anos 90 e a Jenna Ortega conseguiu pegar esse tom da personagem em uma ótima atuação e isso por si só já me dá interesse em ver, mas a história deixou uns plots interessantes pra season 3, agora tenho um mínimo de expectativa do que está por vir, pra quem não esperava nada já é alguma coisa.
Wandinha (2ª Temporada)
3.5 171 Assista AgoraTive que vir aqui falar só por conta desse episódio 6 que chancelou como a Jenna Ortega é uma ótima atriz,
incorporou a Enid com perfeição, em tudo tava igual a Emma Myers, a voz foi o que mais me impressionou, tinha momentos que parecia a voz da Emma Myers falando pelo tom que a Jenna Ortega empregou, impressionante, a Emma por sua vez embora não tenha mandado mal não chegou no mesmo nível da Jenna Ortega, claramente uns dois tons abaixo por vezes parecendo mais uma imitação mesmo,
Wandinha (2ª Temporada)
3.5 171 Assista AgoraQue engraçado o pessoal aqui dizendo que essa season é inferior a primeira temporada já que eu achei a season 1 o cúmulo da mediocridade, não tem como ser pior do que aquilo, só a atuação da Jenna Ortega e Emma Myers salvaram esse início de série carregando ela nas costas com suas atuações, se não fossem por elas essa serie nunca tinha passado da primeira temporada rs
Mas enfim, dito isso achei esse início da season 2 meio manco, mas os episódios 3 e 4 me animaram, finalmente os núcleos estão se juntando mais pra afunilar a história, não esperava a volta de certos personagens da season 1, foi uma surpresa até legal, o que mais salta aos olhos é a evolução dos efeitos especiais e práticos, agora que é uma serie de sucesso investiram bem nessa parte, lembro da luta contra o colono fantasma no fim da season 1 que era escabrosa de tão ruim que era o CGI, vamos ver se a segunda parte vai ter coisas mais drásticas, o 4° episódio me deixou com alguma expectativa pelo menos.
Chespirito: Sem Querer Querendo
3.5 109 Assista AgoraGostei, mas poderia ter sido bem mais, 2/3 dos episódios é um vai e vem de flashbacks que deixa tudo rebuscado desnecessariamente, só deixa a narrativa burocrática demais, quando o foco da série passa a ser o presente da história com mais constância o ritmo melhora muito, as atuações são boas, o ator do Bolaños, Ramón Valdés e Carlos Vilagrán são os destaques pra mim, esse último me surpreendeu pela semelhança com o Carlos.
Outra ressalva que eu faço é que embora as atuações dos seres humanos por trás dos personagens sejam boas quando esses atores têm de atuar como se fossem os personagens ficam devendo, falta energia pra passar aquela genuinidade que você sentia ao ver esses personagens em tela, parece que é só um arremendo, uma imitação barata sem vontade.
Enfim, é assistivel, poderia ser uma série mais densa e se beneficiária muito se fosse, mas ao adotar um tom mais fabulesco/novelesco a trama perde tração, faltou ousadia ao mostrar as controvérsias dessa história de forma mais contundente, um potencial desperdiçado.
O Píer (1ª Temporada)
3.5 15 Assista AgoraÉ uma série boa o suficiente, achei melhor do que o esperado pois não tinha nenhuma expectativa, mas ela tambem não é nada de mais, é um feijão com arroz bem feito, o destaque pra mim vai pras atuações, no geral estão todos bem e isso é importante pois essa série me parece mais levada pelos personagens do que pelo roteiro de maneira geral já que a história é bem básica, espero uma segunda temporada com uma história melhor, se elevarem o patamar nesse aspecto ai tem tudo pra ser ótimo.
Round 6 (3ª Temporada)
3.2 316 Assista AgoraRapaz, complicado hein, complicado, mas vamos ao tal do contexto, em primeiro lugar sempre achei essa serie com roteiro medíocre, vi porque achei um bom entretenimento, tem momentos de tensão bem construídos com personagens carismáticos e jogos inusitados, pra mim essa trinca é o que carrega a série, então obviamente não estava esperando um final arrebatador que me deixaria estupefato, ai quando o final veio vi coisas boas e coisas ruins.
Com isso vamos as coisas boas, acho que foi um acerto o
Gi-hun não ter final feliz, tem de ter coerência, o cara voltou pros jogos achando que ia peitar todo um sistema muito mais poderoso que ele, dane-se se ele agora tem grana e meia duzia de jagunços, essa gente tá nessa a muito tempo, são ardilosos de manter algo dessa magnitude longe de tudo e todos, se for olhar de um ponto de vista mais pragmático é ate inverossímil, mas ai não teria serie né rs
Enfim, ele foi com a cara e a coragem se meter na toca do lobo achando que todo mundo ia dormir e não perceber a armação, cortaram as asas dele no início dos jogos se desfazendo do rastreador dele e depois acabando com o levante que ele criou com o host infiltrado na fuça dele o tempo todo, quem esperou que ele fosse vencer é iludido pra dizer o mínimo, ia ser forçadaço se fizessem isso, mas ainda tinha uma jornada pro Gi-hun, ou ele se conformava com o sistema jogando o jogo e vencendo nos termos de quem criou tudo aquilo e provando o ponto deles sobre a natureza humana ou ele abdicaria da vitória mantendo os seus princípios em oposição à tudo que aquilo representava, e assim ele fez, a maior derrota pra ele não seria perder a luta armada, mas sim perder pra si mesmo, se deixar levar pelo fracasso e com isso abrir mão da sua humanidade, nisso ele venceu, foi um ser humano de valor até o fim e conquistou o respeito até do Host que achou que o Gi-hun seguiria o mesmo caminho dele, pode não ser a vitória de quem pensava o personagem com afeto, mas não dá pra dizer que não teve significância e valor no seu ato, ele foi um herói, não o herói idealizado, mas um herói possível, humano.
Agora vamos a um ponto médio, aquela mulher que salva o cara no fim, ela meio que é um espelho do Gi-Hun, se compadece do cara que jogava pra bancar o tratamento da filha e salva ele no fim, ela tambem é salva pelo Gi-Hun quando queria se matar por ter perdido a perspectiva de vida, mas ai ela viu o ato de sacrifício dele e passou a ter esperança pra seguir em frente, não achei ruim tematicamente falado, mas o desenvolvimento disso foi trôpego, atabalhoado, podia ter sido muito mais se fosse bem trabalhado.
Agora vem o ponto baixo, o policial, sai do nada e vai pra lugar nenhum, perda de tempo, se ao menos tivesse tido um embate de qualquer natureza com o irmão tava beleza, ao menos teria alguma resolução pra jornada dele, mas só foi tempo perdido, ser babá do bebê é só pra dizer que ele teve uma função no final, mas não passa de enganação.
Agora vamos falar da temática da série vs o seu fechamento, entendo que os poderosos se safarem faz parte porquê eles derrotaram o levante do Gi-Hun e o grupo do policial do lado de fora, mas parece que foi uma vitória pela vitória, algo vazio, sem um pensamento por trás, podiam ter vencido, mas que aquilo trouxesse alguma mudança no ponto de vista deles ao verem o esforço que foi feito para derrotá-los, que vencessem no fim, mas que tivessem perdido algo com essa vitória pra pensarem a respeito, mas não, foi vazio mesmo, os ricaços além de serem caricatos não tem nenhum desenvolvimento como o velho teve na season 1 ou até o host na season 2, entram a saem da série como se não fossem nada, se não estivessem ali não mudava nada na série mesmo eles sendo o motivo de tudo aquilo existir, foi tosco, o Gi-Hun perder mostra que uma mudança só pode acontecer se esse mundo podre que oprime as pessoas e faz os mais pobres literalmente lutarem pela vida não acabar nada vai mudar, é uma mudança de mentalidade geral que vai acabar com essa gente, não uma pessoa ou um grupo.
Mas com isso a série dá algum subsídio pra que ao menos se possa ver a possibilidade disso? Não falo nem de realização, falo de possibilidade ao menos, não, e aqui vem o pior aspecto desse final, a sensação de que não tem fechamento temático, você tem fechamento de arcos de personagens, mas não de temáticas, os assuntos abordados não tem desenvolvimento nem conclusão aqui mesmo sendo o final da história, todo mundo que conseguiu sobreviver se ajeitou no fim e acabou, é isso, o sistema está inabalável, tudo continuará a ser como antes, mas não porque esse é a conclusão em si, isso acontece em tropa de elite 2, o tal do sistema é foda, ali foi uma conclusão temática que teve todo um estofo pra terminar daquele jeito, aqui o sistema está de pé por pura necessidade mercadologica de explorar essa obra o quanto der, querem continuar ordenhando a vaca, é só isso, a cena da Cate Blanchett recrutando um jogador mostra bem isso, só tá ali pra fazer a ligação com a versão norte americana que vão lançar, olha gente, não acabou, tem mais viu, foi que nem o final de The Walking Dead, não é um final, é só uma vírgula, uma pausa na ordenha, mas deixa só dar um tempo da vaca produzir mais leite pessoal, depois a gente volta, ai se tira todo o peso da obra pois fica parecendo filme da Marvel onde você acaba de ver uma história, mas logo após eles já tão te condicionado a se importar mais com o que está por vir do que aquilo que você acabou de ver.
Mas você disse lá no início que essa série sempre teve roteiro medíocre, tu tava esperando o quê? Bem, isso ai que eu falei é só o mínimo, o roteiro ao menos fazia o mínimo, agora largaram mão até disso, era só dar uma continuidade coesa e fechar com dignidade, era fácil, mas o próprio criador disse que as temporadas seguintes foram feitas por motivos de grana, mas tem muitas continuações por ai feitas pelo mesmo motivo, mas que não abriram mão da qualidade, uma obra precisar ser boa de um ponto de vista financeiro e artístico, não negligênciar um aspecto em detrimento do outro, faltou carinho e empenho infelizmente, podia ser tão mais, não me sinto compelido a ver a nova série, com isso que fizeram só mostraram que vão espremer até a última gota desse material e só isso importa, não cai nessa com Third reasons why, não cai nessa em La casa de Papel, em Supernatural, em The Walking dead e por ai vai, não é agora eu vou cair.
Sereias
3.2 73 Assista AgoraAcabei gostando mais do que achei ser possível, o trio de atrizes é muito bom e segura bem a trama com o Kevin Bacon correndo por fora, o ator que faz o Jose também é uma peça e vale destacar rs
É uma história que tenta ser um pouco de tudo, como comédia achei até legazinho, dei umas risadas aqui e ali, a parte de suspense achei bem qualquer coisa, tem umas horas que a série parece quase flertar com o
sobrenatural
Sobre o Sirens do título acho que é sobre como esse trio de mulheres se valem do "magnetismo" que tem sobre os homens pra perseverar na vida, a
Devon vai caindo de cara em cara tendo o que quiser deles, seja de sexo casual a favores, vive uma vida frustrante e usa o sexo tanto como válvula de escape quanto pra manipulação embora haja um tanto de auto destruição no que ela faz, a Michaela pra mim é a que tem menos estofo, basicamente é uma esposa troféu de ricaço que tenta de toda forma provar o seu valor para além disso, mantendo um casamento frustrado na corda bamba pois não conseguiu entre outras coisas cumprir com o seu papel de "jumenta parideira", a Simone tem um passado muito sofrido e a princípio parece estar em paz com a sua vida, mas vemos que ela está em constante processo de fulga encontrando no trabalho uma existência quase idílica, alienada do passado e deixando a família pra trás por conta disso, queria romper com tudo e ser outra pessoa,
Tem uma diálogo da
Michaela com a Devon onde ela diz que a Simone não é um monstro apesar de ter tirado o marido dela e de fato eu acredito nisso, ela foi muito machucada pela vida, então encontrou uma forma de recomeçar e caiu de cabeça nisso dando tudo de si no processo, ai do nada ela perde tudo por conta do patrão que tomou liberdade com ela, o cara sai ileso da situação pois a Michaela depende dele, então a punida é a Simone sendo que ela foi vítima na situação, é muito injusto, e a Michaela até sabe lá no fundo que a Simone pode estar falando a verdade, mas ela diz pra Simone que isso não importa. ela não pode fazer nada em relação ao marido, então quem cai é ela. Diante disso a Simone faz o quê?
Aí você pode falar, ah, ela podia recomeçar a vida dela de novo, ficar do lado da irmã e do pai, mas ela não gosta do pai e tem motivos pra isso de fato, ele foi um merda pra ela, é fácil pensar em um final feliz onde ela perdoa ele e tá tudo certo, mas ser humano não é uma ciência exata de onde só se espera a teoria idealizada, as pessoas reagem de formas diferentes a traumas, ela quase foi morta pela mãe e tentou auto extermínio depois pela total negligência do pai, ela já perdeu muito na vida e não acha que merece perder mais só pra sair como moralmente superior enquanto os hipócritas vivem no bem bom usando e descartando gente como ela.
Então resolveu usar e descartar também, ela ama a irmã, embora não queira ficar perto do pai parece que ela não o odeia mais, mas é isso, ela vai viver sob os termos dela, se tiver de bancar a esposa troféu manipulando o Peter que seja, é o que acha que restou pra ela ao mesmo tempo que também parece ter um quê de compensação pelo que sofreu nas mãos dele e da Michaela. Se a Michaela não pensou duas vezes em jogar a Simone as traças por quê ela deveria ter consideração? No fim ela venceu, mas foi uma vitória de Pirro, teve de abrir mão da irmã, se sujeitar a ser esposa troféu, ficar com um cara que não ama, a última cena da série com ela contemplando o horizonte em um misto de triunfo e melancolia mostra bem isso, conseguiu o possível e nada mais.
E é isso, fiquei mais investido nessa história do que pensava, a série tem um bom ritmo, 5 episódios concisos, uns persoangens legais, um humor bacananinha vez ou outra, valeu a pena dar uma chance.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraVamos lá, em primeiro lugar achei a season 1 meio qualquer coisa, sério mesmo, achei meio rushada e sem o impacto do jogo, e olha que nem morri de amores pelo primeiro jogo pois na época tava todo mundo falando que ele era revolucionário pela história sendo que eu já vi essa história trocentas vezes em outras mídias, pai abalado pela tragédia de perder um filho se fecha pro mundo, ai encontra outra figura com a qual pode exercer a paternidade, mas devido ao trauma da perda se recusa a estreitar laços com medo de se machucar, mas ai surge uma situação limite que o leva a assumir seus sentimentos e blá blá blá, gostei do jogo e da maturidade da narrativa, mas parou por ai.
Dito isso the last of us parte 2 é de longe pra mim e digo pra mim mesmo um melhor jogo que a parte 1.
Mas você não viu as inconsistências narrativas? Sim, eu vi, mas pra mim são questões periféricas na história, o tronco dela é sólido, e embora deva admitir que a parte 1 tem uma história melhor e mais consisa isso advém dela ser mais simples, o segundo jogo é composto de duas linhas narrativas que se entrelaçam de forma não linear em muitos pontos, e mais fácil escorregar nisso, mas como falei meus contras na história são questões periféricas que nem cabe discutir aqui porque história não é o que me faz preferir a parte 2 do jogo e sim uma coisa, visceralidade.
Cara, como a parte 2 é violenta, e não falo no sentido superficial do termo remetendo a violência de fato, é uma espiral de pessoas miseráveis matando umas as outras movidas pelos instintos mais primitivos, e eu adorei, eu absolutamente adorei, um jogo muito mais acachapante que o primeiro, a parte 1 é mais otimista apesar de tudo, a parte 2 é um soco no estômago, na cara, e depois te passa uma rasteira e te chuta no chão, não tem piedade pros seus afetos.
Gostou do Joel? Que pena, morreu.
Gostava da Ellie alegre e fofinha? Que pena, morreu, só restou essa ressentida sequiosa por vingança.
Gostou do Jesse? Que pena, morreu.
Gostou da Owen? Que pena, morreu.
Gostou da Dina e da família que ela constituiu com a Ellie? Que pena, a Ellie largou ela e a criança pra buscar vingança.
É só desgraça atrás de desgraça, e pro lado da Abby também, o tanto de gente que ela perdeu, tudo que ela sofreu, eu adoro uma história trágica e me senti como se alguém tivesse feito uma Disneyland virtual pra mim, uma grande atração onde eu fosse vendo gradativamente todos aqueles personagens se deformando perante a tragédia e só restando uma sombra do que já foram um dia, pra mim The Last of us é sobre o que esse mundo faz com você e se você vai se deixar levar por ele ou vai quebrar a roda.
O Joel era isso no início, motivado pela perda da filha se tornou um ser humano quase morto por dentro, vivendo um dia de cada vez e fazendo o que fosse preciso pra sobreviver mesmo que tivesse de passar por cima da sua humanidade pra isso, ai quando ele encontrou a Ellie conseguiu quebrar a roda e reencontrar sua humanidade, você sente que ele está sereno e em paz consigo mesmo no início da parte 2 apesar das desavennças com a Ellie, a Ellie na parte 2 vira o que o Joel era antes de encontrá-la, motivada pela tragédia da perda abre mão da sua humanidade e vai se tornando cada vez mais caótica e bestializada, até que no fim ela consegue se reencontrar com seus sentimentos e também quebra a roda, mas assim como aconteceu com o Joel o mundo cobrou um preço pelos atos passados da Ellie e embora ambos tenham superado seu lado ruim tiveram de pagar o preço das suas escolhas.
Enfim, feito todo esse preâmbulo colossal vou falar da segunda temporada, resumi a parte 2 do jogo a uma palavra, visceralidade, e nessa season 2 faltou isso, sinto que tudo é mais ameno e pueril, e ainda tem acontecimentos corridos, a Ellie parece menos intensa do que no jogo, no game ela é muito mais emputecida e pau no cool motivada pela vingança, agora na série por muitas vezes a Dina pareceu mais ressentida e focada em se vingar do que a própria Ellie, as vezes parecia que a Ellie só tava ali pra bater ponto, preciso me vingar porque se não vai pegar mal sabe, parecia que tava fazendo as coisas no automático e não por estar sendo levada pelo ódio como no jogo, Bella Ramsey entrega o que precisa na atuação, dane-se se ela não parece a Ellie, aparência é uma casca e se essa casca não é um complemento para o conceito da personagem então pra mim tanto faz, o que me importa é um personagem ser interessante como conceito e bem escrito, é nisso que a Ellie peca nessa season 2, ta mal escrita, irregular, nada que tenha a ver com a Bella Ramsey, e sim com quem está entre a cadeira e o teclado que digita o roteiro, a Dina ficou ótima, Isabela Merced deu um baita carisma pra ela, no jogo achei ela muito qualquer coisa na maior parte do tempo, mas na série ela cresceu, os demais personagens nem tem tanto tempo de tela pra comentar muito sobre, eles são operantes, não agregam muito, mas cumprem a função minimamente bem pelo menos.
É isso, não achei uma season ruim, mas assim como a primeira achei que ficou devendo, aqui faltou intensidade, visceralidade, uma progressão mais compassada, acertar o tom da Ellie pra deixá-la mais consistente, são questões de ajustes finos de roteiro que podem ser acertados na season 3, vamos ver se valorizam a Abby como acontece no jogo, você precisa entender o lado dela pra aceitar a moral da história, enfim, farei como foi nessa season, com certeza verei, mas sem grandes expectativas, é uma adaptação operante com bons lampejos, mas podia ser muito mais.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraMelhores coisas do episódio 3
Dinâmica entre Ellie e Dina, as duas funcionam muito bem juntas.
O velho...
O velho do preconceituiches é um cara bacana!
Pior coisa
Serafitas, no jogo eles são apresentados de um jeito super imponente, aqui começam sendo mostrados como coitados massacrados por algum grupo da WLF, pode até ser que mostrem a porção sangue nos olhos deles depois, só que pra uma primeira impressão pra mim pegou mal essa abordagem.
No geral gostei do episódio, contextualizou bem o pós vida de todo mundo após os acontecimentos e alicerçou de forma consistente a jornada de vingança da Ellie.