Apesar de também achar o Wes irritante ás vezes, não consigo encontrar motivos plausíveis no desenvolvimento do personagem pra justificar tanta aversão que a maioria dos fãs sentem por ele.
Ele é o membro do 5K com maior profundidade e todas as temporadas até aqui rondaram sobre ele de alguma forma. Wes é o único personagem cujo passado nos foi mostrado, passado esse traumático pra caralho e que facilmente justifica todos os complexos dele. Ele viu a própria mãe morta depois dessa ter se suicidado, isso é suficiente para esperar que ele seja alguém com receios e conflitos internos e, apesar de isso engrandecer o personagem, acho que é o que mais irrita quem não gosta dele.
Aí se tem o Connor, por exemplo, talvez o personagem mais querido pelos fãs (entre os cinco estudantes), um personagem plano, sem profundidade. Se você tira a beleza do Jack Falahee e a homossexualidade do personagem, você acaba com o carisma dele. Connor seria um Asher menos irritante. Mas essas coisas parecem agradar mais do que toda a construção do Wes. E se estende aos outros também; são carismáticos sim, mas não possuem a mesma grandeza narrativa do Wes.
Apesar disso tudo, achei a morte dele necessária para que a série tome outro rumo. Murder tem ficado repetitiva, talvez isso ajude numa construção maior de personalidade dos personagens.
Dexter teve duas primeiras temporadas excelentes, uma terceira ofuscada por um antagonista insuportável, subiu incrivelmente de nível com uma quarta temporada excelente, e a partir da quinta só piorou. Rita morreu e a série morreu com ela.
O fato das temporadas possuírem arcos isolados quebrava totalmente a continuidade de roteiro. Plots que eram construídos durante episódios inteiros eram simplesmente jogados no lixo na temporada seguinte, com resoluções que, para os produtores, se bastavam em um diálogo (namoro de Deb e Lundy na segunda temporada, totalmente esquecido na terceira; casamento de Batista e LaGuerta acabando do nada; Nadia, a namorada stripper de Quinn, sumindo; a detetive Miller, que ganhou a promoção a sargento também sumindo).
Aos poucos a série foi se mostrando relaxada e repetindo, over and over, as mesmas situações. Dexter realmente precisava se apaixonar por alguém diferente a cada temporada? Um fucking psicopata se apaixonando? E Deb, com mais de cinco relacionamentos idiotas ou conflituosos? Sem falar nas pessoas que, para Dexter, supostamente "o entendiam e o aceitavam como ninguém antes?". Foi assim com Lila, Miguel, Lumen, Hannah. Pessoas que, segundo ele, eram especiais, não o viam como um monstro. Rostos diferentes, mesmo enredo. Cansativo.
Talvez o fundo do poço tenha sido a paixão de Deb pelo irmão. Os produtores parecem não ter confiado que o amor de irmão da Deb pelo Dexter era o suficiente para ela aceitá-lo e não entregá-lo para a polícia. Somado a todo esse mal planejamento, a lista de personagens desnecessários: Louis, Jaime, Saxon, Detetive Miller, Elway, Mike, Liddy, Cassie, Zach. Os personagens secundários aos poucos foram perdendo seu brilho, junto com a série - Batista sem rumo, as piadas do Masuka perdendo a graça, Quinn sem função.
Dexter começou como um personagem sensacional. Inteligente, manipulador, perspicaz, e acabou como um adolescente, agindo de maneira burra, de forma totalmente incoerente ao protagonista do começo da série. Ele sequer seguia mais o código de Harry, tão importante na essência do personagem.
- Hannah era INSUPORTÁVEL. E a paixonite de Dexter por ela, de dar vergonha alheia. - Filha do Masuka totalmente desnecessária, servindo pra ocupar tempo de tela. - Saxon, um personagem inexpressivo, aparecendo aos 45 do segundo tempo pra se tornar o vilão principal da temporada e acabar matando Deb? Não colou. - Dexter jogando o corpo da irmã no mesmo lugar em que jogava a escória da sociedade que passava por sua mesa? Não, please. - Abandonar Harrison com uma assassina para protegê-lo? Por que não deixar com Astor e Cody? - Sobreviver a um furacão no mar e se tornar um lenhador? Que falta de respeito com o telespectador.
Uma dica: levem a morte de Rita como o Series Finale. A série acaba ali.
Dexter vai se tornando cada vez mais cansativa e repetitiva ao longo das temporadas. É insuportável o personagem, em todas as temporadas, cair na mesma falsa ideia de ter encontrado alguém "que o aceita como ele é". Foi Lila, Miguel, Lumen, agora Hannah, e em todas ele só quebrou a cara. É o mesmo plot, repetidamente, só mudando o rosto do parceiro. Talvez esse seja o maior erro da série: usar as mesmas fórmulas de forma reciclada. E ao longo das temporadas, a qualidade só decai.
Muito, muito triste. Relacionar o depoimento dos amigos, familiares, com as imagens da pessoa ali em seus últimos momentos foi uma experiência pesada. A parte mais interessante é que o documentário é montado de tal forma que você acaba desconstruindo opiniões egoístas a respeito do assunto durante o filme; você passa a entender aquelas pessoas, a sentir alívio por elas. O suicídio se mostra como um salto para o incerto mas para a certeza do fim da dor, uma verdadeira demonstração da liberdade humana, da individualidade, do extremo que alguém pode ir por se sentir preso ao próprio corpo, com todas suas decepções pessoais. Não se pode viver pelos outros se você já não consegue viver para si. Esse filme não vai sair da minha cabeça por muito tempo
Temporada com plots muito bons. Focar na tensão Estados Unidos/Rússia foi inteligente e rendeu, principalmente com Frank encontrando alguém a sua altura. Impossível também não citar o crescimento da Claire, que muitas vezes chegou a ofuscar o próprio protagonista.
Só o drama do Doug que foi um pouco cansativo e arrastado durante toda a temporada, mas o desfecho foi digno. Cena foda! Só não precisava ter demorado tanto.
E que season finale angustiante. Contrariando todas as expectativas, o que parecia mais improvável aconteceu kkkkk Difícil agora esperar um ano
Marcante e nostálgica <3 Saudades do clima dessa temporada inicial, com os primeiros flashbacks, a gente começando a conhecer os personagens. Lost merece ainda ser tão lembrada
No cinema nacional, um dos meus filmes favoritos, e talvez o que melhor aborda a temática adolescente (talvez por ser brasileiro, cause uma identificação maior). É difícil traduzir na tela essa fase de transformações: o momento em que seu caráter se estabelece, as dúvidas aparecem, as descobertas acontecem. Normalmente filmes com essa proposta acabam caindo em estereótipos. Isso não acontece com As Melhores Coisas do Mundo, que é realista, honesto, e traz todos os elementos clichês da vida de um adolescente de um jeito crível, que te faz criar identificação, por ter passado ou estar passando por esse momento da vida. O amor platônico, a descoberta sexual, as dificuldades, preconceitos, está tudo ali e se encaixa de forma natural.
E que atuações. Tanto do elenco jovem, quanto da velha geração. Denise Fraga entrega uma interpretação maravilhosa, ambígua, conseguindo traduzir muito bem as dores de uma mãe passando por momentos turbulentos mas que tenta se manter de pé para cuidar dos filhos. Uma cena simples, como a dos ovos, deu um nó na garganta kkkkk Francisco também fez um Mano bem convincente, um adolescente como qualquer outro, vivendo seus medos e conflitos.
A trilha sonora harmoniza perfeitamente com o clima do longa. Something, As Melhores Coisas <3
Um daqueles filmes que conseguem, em pouco mais de uma hora, traduzir a adolescência muito melhor que todas as temporadas de Malhação juntas haha E uma boa dica também pra quem acha que o cinema brasileiro só vive de comédia.
Incesto deve ser um dos maiores tabus que envolvem a sexualidade. É complexo, desconcertante. O filme não convence muito, é apressado, e isso acarretou em outras falhas. Enfim, estranho
É uma daquelas experiências indescritíveis, que surgem de repente, que te tocam de uma forma que faz com que você pense no filme por muito tempo, revendo seus sentimentos, condutas. Metáfora perfeita da sociedade contemporânea, da indiferença humana, do egoísmo, da auto destruição. Tudo comove, a fotografia, trilha, os personagens apaixonantes. Uma das coisas mais lindas que já vi <3
É incrível a forma como Frank conseguiu arquitetar uma trama de vingança em que todos os pontos são interligados, aos poucos, até desembocar em algo definitivo. Os pontos positivos da série saltam da tela, desde a trilha sonora até uma perfeita química entre Kevin Spacey e Robin Wright. Eu realmente não sei quem é pior, Frank ou Claire, a cumplicidade do casal é perfeita. Michael Kelly é outro que conseguiu construir um personagem cativante, fez eu me apegar ao Doug =(
A linguagem política ás vezes parece confusa, mas de alguma forma, com o desenrolar dos plots, tudo faz sentido e a série se torna compreensível.
“Não há nenhum conforto, nem acima nem abaixo, apenas nós… pequenos, solitários, lutando, brigando uns com os outros. Eu rezo para mim mesmo e por mim mesmo.”
A morte da Zoe já me parecia certa, algumas coisas começavam a indicar isso, eu só não esperava que fosse acontecer logo na premiere. Tive que rever a cena três vezes pra ter certeza haha
Que presidente bundão! Mereceu ser passado pra trás.
Revi Felina ontem, e que desfecho sensacional! Digno, amarrado. Walter encerrou sua trajetória com perfeição, com a inteligência que sempre impressionou no personagem.
“Fiz tudo isso por mim. Eu era bom naquilo e me sentia vivo fazendo-o.” O que todo mundo já sabia e só faltava a ele admitir... sensacional.
Breaking Bad não termina com final feliz, e isso já era esperado. Skyler totalmente destruída mostra muito bem que a família White sempre vai carregar o peso das ações de Walter, e serão marcados por isso pra sempre. Seus filhos sempre vão se lembrar dele como um monstro egoísta.
E Jesse, com um final em aberto maravilhoso e merecido. Ele que nunca pode ser enxergado como mocinho e nem vilão, mas com certeza a maior vítima da história. Merece ser feliz. O choro no carro é o desabafo do personagem, que sente que finalmente está livre de tudo aquilo.
A cena final marca definitivamente o fim da história de Walter: aquele cara obcecado pelo poder, manipulador, termina no lugar que o fez se sentir realizado, vivo, e ali tem a justiça que merece. Acabou que conseguiu seu objetivo, deixando garantia financeira para a família. E morre com uma expressão de contemplação que mostra muito bem que, pra ele, tudo valeu a pena. Nesse final, Walter já nem existe mais. Ele é totalmente dominado por Heisenberg.
Gravidade é um ótimo filme no que se propõe ser. Existe um pouco de superestimação, e até um exagero em querer encarar cada cena do filme como uma grande metáfora. Pode ser que seja um filme para ser entendido nas estrelinhas, mas à primeira vista, o roteiro chega a ser superficial. Só não achei massante, como já ouvi dizerem. Teve o tempo certo, terminando em seu ápice (o que acarretou até num gostinho de quero mais).
O primor do filme está nos efeitos especiais, que merecem ser devidamente premiados, e que ofuscam qualquer outro ponto do longa, inclusive, Sandra Bullock, numa ótima atuação (muito mais digna de um Oscar que sua Leigh, de The Blind Side), mas que não chega a ser excepcional à ponto de ser merecedora do prêmio.
Trata-se de um filme sustentado no discurso, que nos faz refletir que nem tudo o que parece é, nem sempre o que é certo é tão certo e que devemos nos dar o direito a dúvida. Henry Fonda numa atuação impecável.
Extremamente pessoal, emotivo e subjetivo. Todos os elementos foram favoráveis para criar a atmofesta necessária para entrar na história e senti-la. Da narração triste e verdadeira de Petra, aos os vídeos em VHS, onde encontramos uma Elena jovem e feliz, com seus sonhos ainda não destruídos. Um contraste à mulher angustiada, que mais tarde, encontraria uma saída dolorosa para o sofrimento.
O filme explora o relacionamento das irmãs, forte, profundo, e a formação da personalidade de Petra. É nítido que Elena se tornou um modelo tão forte para a irmã mais nova, que após sua morte, em determinado momento do filme as duas se confundem. Petra, acabou se tornando, à sua própria maneira, Elena, o que está não viveu, alcançando o que esta não alcançou.
As intervenções da mãe são dilacerantes, a tentativa de encontrar palavras justas, a dor no olhar. Uma experiência melancólica, profundamente acolhedora, sensível e humana, resgata a essência do viver, transformando a dor da perda em possibilidade de ressurreição de vida. E nos traz a coragem de viver os nossos próprios lutos.
Longe de ser "o filme mais apavorante que já vi na vida". O marketing realmente é muito bom, porém o filme fica muito aquém do que promete.
O clichê "grupo de amigos esperando por seu destino" já dá um desânimo, mas é preciso dar uma chance. O filme utiliza de um dos melhores elementos para se fazer um bom filme de terror: possessão demoníaca, mas não se aproveita disso e em muitos momentos acaba ficando trash, principalmente pela falta de um forte terror psicológico. As mortes brutais ganharam um destaque maior do que o necessário para um filme que não tem Jigsaw nem Freddye Krueger entre os personagens. O roteiro também é fraco e não seguiu uma linha específica, fazendo uma preparação adequada para o que viria, causando vários erros de continuidade. Em geral, consegue arrancar alguns sustos, mais pelo mote central, que já te predispõe à uma tensão, do que o filme em si. Jane Levy é o ponto alto, uma boa atuação.
Como Defender um Assassino (3ª Temporada)
4.2 453 Assista AgoraApesar de também achar o Wes irritante ás vezes, não consigo encontrar motivos plausíveis no desenvolvimento do personagem pra justificar tanta aversão que a maioria dos fãs sentem por ele.
Ele é o membro do 5K com maior profundidade e todas as temporadas até aqui rondaram sobre ele de alguma forma. Wes é o único personagem cujo passado nos foi mostrado, passado esse traumático pra caralho e que facilmente justifica todos os complexos dele. Ele viu a própria mãe morta depois dessa ter se suicidado, isso é suficiente para esperar que ele seja alguém com receios e conflitos internos e, apesar de isso engrandecer o personagem, acho que é o que mais irrita quem não gosta dele.
Aí se tem o Connor, por exemplo, talvez o personagem mais querido pelos fãs (entre os cinco estudantes), um personagem plano, sem profundidade. Se você tira a beleza do Jack Falahee e a homossexualidade do personagem, você acaba com o carisma dele. Connor seria um Asher menos irritante. Mas essas coisas parecem agradar mais do que toda a construção do Wes. E se estende aos outros também; são carismáticos sim, mas não possuem a mesma grandeza narrativa do Wes.
Apesar disso tudo, achei a morte dele necessária para que a série tome outro rumo. Murder tem ficado repetitiva, talvez isso ajude numa construção maior de personalidade dos personagens.
RuPaul's Drag Race (5ª Temporada)
4.4 309"Hieeeeeee". Alaska <3
Dexter (8ª Temporada)
3.5 1,7K Assista AgoraSpoilers, obviamente.
Dexter teve duas primeiras temporadas excelentes, uma terceira ofuscada por um antagonista insuportável, subiu incrivelmente de nível com uma quarta temporada excelente, e a partir da quinta só piorou. Rita morreu e a série morreu com ela.
O fato das temporadas possuírem arcos isolados quebrava totalmente a continuidade de roteiro. Plots que eram construídos durante episódios inteiros eram simplesmente jogados no lixo na temporada seguinte, com resoluções que, para os produtores, se bastavam em um diálogo (namoro de Deb e Lundy na segunda temporada, totalmente esquecido na terceira; casamento de Batista e LaGuerta acabando do nada; Nadia, a namorada stripper de Quinn, sumindo; a detetive Miller, que ganhou a promoção a sargento também sumindo).
Aos poucos a série foi se mostrando relaxada e repetindo, over and over, as mesmas situações. Dexter realmente precisava se apaixonar por alguém diferente a cada temporada? Um fucking psicopata se apaixonando? E Deb, com mais de cinco relacionamentos idiotas ou conflituosos? Sem falar nas pessoas que, para Dexter, supostamente "o entendiam e o aceitavam como ninguém antes?". Foi assim com Lila, Miguel, Lumen, Hannah. Pessoas que, segundo ele, eram especiais, não o viam como um monstro. Rostos diferentes, mesmo enredo. Cansativo.
Talvez o fundo do poço tenha sido a paixão de Deb pelo irmão. Os produtores parecem não ter confiado que o amor de irmão da Deb pelo Dexter era o suficiente para ela aceitá-lo e não entregá-lo para a polícia. Somado a todo esse mal planejamento, a lista de personagens desnecessários: Louis, Jaime, Saxon, Detetive Miller, Elway, Mike, Liddy, Cassie, Zach. Os personagens secundários aos poucos foram perdendo seu brilho, junto com a série - Batista sem rumo, as piadas do Masuka perdendo a graça, Quinn sem função.
Dexter começou como um personagem sensacional. Inteligente, manipulador, perspicaz, e acabou como um adolescente, agindo de maneira burra, de forma totalmente incoerente ao protagonista do começo da série. Ele sequer seguia mais o código de Harry, tão importante na essência do personagem.
- Hannah era INSUPORTÁVEL. E a paixonite de Dexter por ela, de dar vergonha alheia.
- Filha do Masuka totalmente desnecessária, servindo pra ocupar tempo de tela.
- Saxon, um personagem inexpressivo, aparecendo aos 45 do segundo tempo pra se tornar o vilão principal da temporada e acabar matando Deb? Não colou.
- Dexter jogando o corpo da irmã no mesmo lugar em que jogava a escória da sociedade que passava por sua mesa? Não, please.
- Abandonar Harrison com uma assassina para protegê-lo? Por que não deixar com Astor e Cody?
- Sobreviver a um furacão no mar e se tornar um lenhador? Que falta de respeito com o telespectador.
Uma dica: levem a morte de Rita como o Series Finale. A série acaba ali.
Dexter (7ª Temporada)
4.1 1,1K Assista AgoraDexter vai se tornando cada vez mais cansativa e repetitiva ao longo das temporadas. É insuportável o personagem, em todas as temporadas, cair na mesma falsa ideia de ter encontrado alguém "que o aceita como ele é". Foi Lila, Miguel, Lumen, agora Hannah, e em todas ele só quebrou a cara. É o mesmo plot, repetidamente, só mudando o rosto do parceiro. Talvez esse seja o maior erro da série: usar as mesmas fórmulas de forma reciclada. E ao longo das temporadas, a qualidade só decai.
Sense8 (1ª Temporada)
4.4 2,1K Assista Agora"And I say: Hey! yeah yeaaah, Hey yeah yea. I said hey, what's going on?" <3
A Ponte
4.0 308Muito, muito triste. Relacionar o depoimento dos amigos, familiares, com as imagens da pessoa ali em seus últimos momentos foi uma experiência pesada. A parte mais interessante é que o documentário é montado de tal forma que você acaba desconstruindo opiniões egoístas a respeito do assunto durante o filme; você passa a entender aquelas pessoas, a sentir alívio por elas. O suicídio se mostra como um salto para o incerto mas para a certeza do fim da dor, uma verdadeira demonstração da liberdade humana, da individualidade, do extremo que alguém pode ir por se sentir preso ao próprio corpo, com todas suas decepções pessoais. Não se pode viver pelos outros se você já não consegue viver para si. Esse filme não vai sair da minha cabeça por muito tempo
House of Cards (3ª Temporada)
4.4 413Temporada com plots muito bons. Focar na tensão Estados Unidos/Rússia foi inteligente e rendeu, principalmente com Frank encontrando alguém a sua altura. Impossível também não citar o crescimento da Claire, que muitas vezes chegou a ofuscar o próprio protagonista.
Só o drama do Doug que foi um pouco cansativo e arrastado durante toda a temporada, mas o desfecho foi digno. Cena foda! Só não precisava ter demorado tanto.
E que season finale angustiante. Contrariando todas as expectativas, o que parecia mais improvável aconteceu kkkkk Difícil agora esperar um ano
Lost (1ª Temporada)
4.5 789 Assista AgoraMarcante e nostálgica <3 Saudades do clima dessa temporada inicial, com os primeiros flashbacks, a gente começando a conhecer os personagens. Lost merece ainda ser tão lembrada
O Jogo da Imitação
4.3 3,0K Assista Agora“Sometimes it is the people no one imagines anything of who do the things that no one can imagine.”
As Melhores Coisas do Mundo
3.4 1,5K Assista AgoraNo cinema nacional, um dos meus filmes favoritos, e talvez o que melhor aborda a temática adolescente (talvez por ser brasileiro, cause uma identificação maior). É difícil traduzir na tela essa fase de transformações: o momento em que seu caráter se estabelece, as dúvidas aparecem, as descobertas acontecem. Normalmente filmes com essa proposta acabam caindo em estereótipos. Isso não acontece com As Melhores Coisas do Mundo, que é realista, honesto, e traz todos os elementos clichês da vida de um adolescente de um jeito crível, que te faz criar identificação, por ter passado ou estar passando por esse momento da vida. O amor platônico, a descoberta sexual, as dificuldades, preconceitos, está tudo ali e se encaixa de forma natural.
E que atuações. Tanto do elenco jovem, quanto da velha geração. Denise Fraga entrega uma interpretação maravilhosa, ambígua, conseguindo traduzir muito bem as dores de uma mãe passando por momentos turbulentos mas que tenta se manter de pé para cuidar dos filhos. Uma cena simples, como a dos ovos, deu um nó na garganta kkkkk Francisco também fez um Mano bem convincente, um adolescente como qualquer outro, vivendo seus medos e conflitos.
A trilha sonora harmoniza perfeitamente com o clima do longa. Something, As Melhores Coisas <3
Um daqueles filmes que conseguem, em pouco mais de uma hora, traduzir a adolescência muito melhor que todas as temporadas de Malhação juntas haha E uma boa dica também pra quem acha que o cinema brasileiro só vive de comédia.
Starcrossed - O Amor Contra o Destino
3.3 244Incesto deve ser um dos maiores tabus que envolvem a sexualidade. É complexo, desconcertante. O filme não convence muito, é apressado, e isso acarretou em outras falhas. Enfim, estranho
Alma
4.2 773Chocante '-'
O Emprego
4.5 355=X
Estou Aqui
4.2 731É uma daquelas experiências indescritíveis, que surgem de repente, que te tocam de uma forma que faz com que você pense no filme por muito tempo, revendo seus sentimentos, condutas. Metáfora perfeita da sociedade contemporânea, da indiferença humana, do egoísmo, da auto destruição. Tudo comove, a fotografia, trilha, os personagens apaixonantes. Uma das coisas mais lindas que já vi <3
THERE ARE MANY OF US ♪
House of Cards (2ª Temporada)
4.6 497É incrível a forma como Frank conseguiu arquitetar uma trama de vingança em que todos os pontos são interligados, aos poucos, até desembocar em algo definitivo. Os pontos positivos da série saltam da tela, desde a trilha sonora até uma perfeita química entre Kevin Spacey e Robin Wright. Eu realmente não sei quem é pior, Frank ou Claire, a cumplicidade do casal é perfeita. Michael Kelly é outro que conseguiu construir um personagem cativante, fez eu me apegar ao Doug =(
A linguagem política ás vezes parece confusa, mas de alguma forma, com o desenrolar dos plots, tudo faz sentido e a série se torna compreensível.
“Não há nenhum conforto, nem acima nem abaixo, apenas nós… pequenos, solitários, lutando, brigando uns com os outros. Eu rezo para mim mesmo e por mim mesmo.”
A morte da Zoe já me parecia certa, algumas coisas começavam a indicar isso, eu só não esperava que fosse acontecer logo na premiere. Tive que rever a cena três vezes pra ter certeza haha
Que presidente bundão! Mereceu ser passado pra trás.
To shippando o trio Frank, Claire e Meechum.
O Lobo Atrás da Porta
4.0 1,3K Assista AgoraAnd the Oscars (should) goes to... LEANDRA LEAL
The Walking Dead (5ª Temporada)
4.2 1,4K Assista AgoraTo começando a me achar masoquista por gostar de TWD
Palo Alto
3.2 432Trilha sonora <3
Breaking Bad (5ª Temporada)
4.8 3,1K Assista AgoraRevi Felina ontem, e que desfecho sensacional! Digno, amarrado. Walter encerrou sua trajetória com perfeição, com a inteligência que sempre impressionou no personagem.
“Fiz tudo isso por mim. Eu era bom naquilo e me sentia vivo fazendo-o.” O que todo mundo já sabia e só faltava a ele admitir... sensacional.
Breaking Bad não termina com final feliz, e isso já era esperado. Skyler totalmente destruída mostra muito bem que a família White sempre vai carregar o peso das ações de Walter, e serão marcados por isso pra sempre. Seus filhos sempre vão se lembrar dele como um monstro egoísta.
E Jesse, com um final em aberto maravilhoso e merecido. Ele que nunca pode ser enxergado como mocinho e nem vilão, mas com certeza a maior vítima da história. Merece ser feliz. O choro no carro é o desabafo do personagem, que sente que finalmente está livre de tudo aquilo.
A cena final marca definitivamente o fim da história de Walter: aquele cara obcecado pelo poder, manipulador, termina no lugar que o fez se sentir realizado, vivo, e ali tem a justiça que merece. Acabou que conseguiu seu objetivo, deixando garantia financeira para a família. E morre com uma expressão de contemplação que mostra muito bem que, pra ele, tudo valeu a pena. Nesse final, Walter já nem existe mais. Ele é totalmente dominado por Heisenberg.
Confissões de Adolescente
3.3 656Caraca, o William Bonner e a Fátima Bernardes também trepam.
Gravidade
3.9 5,0K Assista AgoraGravidade é um ótimo filme no que se propõe ser. Existe um pouco de superestimação, e até um exagero em querer encarar cada cena do filme como uma grande metáfora. Pode ser que seja um filme para ser entendido nas estrelinhas, mas à primeira vista, o roteiro chega a ser superficial. Só não achei massante, como já ouvi dizerem. Teve o tempo certo, terminando em seu ápice (o que acarretou até num gostinho de quero mais).
O primor do filme está nos efeitos especiais, que merecem ser devidamente premiados, e que ofuscam qualquer outro ponto do longa, inclusive, Sandra Bullock, numa ótima atuação (muito mais digna de um Oscar que sua Leigh, de The Blind Side), mas que não chega a ser excepcional à ponto de ser merecedora do prêmio.
12 Homens e Uma Sentença
4.6 1,2K Assista AgoraTrata-se de um filme sustentado no discurso, que nos faz refletir que nem tudo o que parece é, nem sempre o que é certo é tão certo e que devemos nos dar o direito a dúvida. Henry Fonda numa atuação impecável.
Elena
4.2 1,3K Assista AgoraExtremamente pessoal, emotivo e subjetivo. Todos os elementos foram favoráveis para criar a atmofesta necessária para entrar na história e senti-la. Da narração triste e verdadeira de Petra, aos os vídeos em VHS, onde encontramos uma Elena jovem e feliz, com seus sonhos ainda não destruídos. Um contraste à mulher angustiada, que mais tarde, encontraria uma saída dolorosa para o sofrimento.
O filme explora o relacionamento das irmãs, forte, profundo, e a formação da personalidade de Petra. É nítido que Elena se tornou um modelo tão forte para a irmã mais nova, que após sua morte, em determinado momento do filme as duas se confundem. Petra, acabou se tornando, à sua própria maneira, Elena, o que está não viveu, alcançando o que esta não alcançou.
As intervenções da mãe são dilacerantes, a tentativa de encontrar palavras justas, a dor no olhar. Uma experiência melancólica, profundamente acolhedora, sensível e humana, resgata a essência do viver, transformando a dor da perda em possibilidade de ressurreição de vida. E nos traz a coragem de viver os nossos próprios lutos.
"IT HURTS MY FEELINGS."
A Morte do Demônio
3.2 3,9K Assista AgoraLonge de ser "o filme mais apavorante que já vi na vida". O marketing realmente é muito bom, porém o filme fica muito aquém do que promete.
O clichê "grupo de amigos esperando por seu destino" já dá um desânimo, mas é preciso dar uma chance. O filme utiliza de um dos melhores elementos para se fazer um bom filme de terror: possessão demoníaca, mas não se aproveita disso e em muitos momentos acaba ficando trash, principalmente pela falta de um forte terror psicológico. As mortes brutais ganharam um destaque maior do que o necessário para um filme que não tem Jigsaw nem Freddye Krueger entre os personagens. O roteiro também é fraco e não seguiu uma linha específica, fazendo uma preparação adequada para o que viria, causando vários erros de continuidade. Em geral, consegue arrancar alguns sustos, mais pelo mote central, que já te predispõe à uma tensão, do que o filme em si. Jane Levy é o ponto alto, uma boa atuação.
Faltou suspense e sobrou carnificina =/