Pisque, não pisque. Um simples esquecimento, minutos de desatenção e a vida muda completamente. Às vezes a dor e o acaso corrompem o ser humano de um modo que ele não pode mais retomar o que era. E é disto que o filme fala. Você não pode mais fazer o que sempre fez se
. O destino - esse vadio às vezes imoral - apresenta uma espécie de redenção ao protagonista. Mas existem cicatrizes tão grandes que, mesmo tentando ocultá-las, elas sempre estarão lá. Recomendo o drama, apesar de achar que poderiam ter trabalhado um pouco
O filme que só se assiste quando tem algo mais importante para fazer, como cortar as unhas, limpar os ouvidos ou preencher aqueles cupons promocionais do Supermercados Guanabara. A história se desenvolve de uma maneira tosca, os vilões são esquisitos e os personagens não têm nenhum brilho próprio. Gostaria de "desver" o filme, mas não é possível, infelizmente.
Solidão. Há vários sintomas, mas o pior deles, sem dúvidas, é sentir só mesmo quando há um mundo de pessoas ao seu redor. No caso do filme, ambos estão solitários à sua maneira, perdidos entre um relacionamento à deriva e pensamentos de um relacionamento que se perdeu pelo caminho. Através do aleatório universo dos encontros a partir de sites, eis que nasce a história deste casal. Diferentes um do outro à primeira vista, eles descobrem que possuem mais coisas em comum com o tempo: o despertar e a curiosidade de irem além.
O desfecho é bem fofinho, apesar de ser cinematográfico demais para parecer real. Vale a pipoca!
Ser usada. Ninguém quer ser objeto ou objetivo supérfluo de alguém que não lhe valorize por completo. A protagonista é o escarramento de um presente afetado por um passado que ainda sangra. E, numa dessas circunstâncias da vida, esbarra na coincidência que transformou parte dela naquilo que nunca imaginou que poderia modificar. O confrontamento com o passado leva à tona sinuosas atitudes que pode alterar, ainda mais, seu inconstante presente.
Acredito que a trama poderia ter se desenrolado mais entre o autor do livro e a protagonista. Parece ter faltado alguma coisa entre o meio e o fim, que desse uma liga robusta à história que gerava uma enorme expectativa, mas acabou morrendo na praia.
Olha, curti. Você se envolve com a trama na medida em que os personagens se reinventam e, até certo ponto, se redimem. Abnegação utópica e coragem na luta pela sobrevivência ditam o ritmo. O início dá uma ótica deturpada da obra, mas ela vai se ajeitando com o passar dos takes. Vale acompanhar!
Eu sou o cachorro que passa pela padaria e fica hipnotizado, num dado momento, pelo frango assando. Girando e girando, chega uma hora em que "já deu" e vou embora. O filme, porém, cria a falsa ideia de que o desfecho pode ser contumaz em algum instante, diferente do frango de padaria. Ledo engano. Vai te restar salivar e não comer absolutamente nada no final. Decepcionante.
A vitória nem sempre é o degrau mais alto. Às vezes, como o dito popular apregoa, é interessante dar passos para trás, visando avançar o dobro no futuro.
Assim, resumi-se a vida do protagonista e seus amigos. Fiéis a uma causa, lutam por ela, contra tudo e contra todos. A intenção é deveras utópica, porque são raros os casos de um sacrifício individual pelo bem coletivo.
De maneira dinâmica, o filme argumenta sobre a questão da pena de morte no Texas, grifando até ponto a a culpa e a o encerramento da vida podem ser colocados numa balança. Justiça? "Olho por olho, dente por dente" num estado comandado por homens é o mesmo que esperar que mais ninguém sofra nada com erros humanos. Belo filme!
Dá pra rir bem de leve, quase parando. Um stand up comedy sem nada muito criativo e interpretações nem um pouco carismáticas. Se o filme fosse um homem, não teria uma nova chance como o protagonista do mesmo.
Seria tão bom se todos nós pudéssemos definir o certo e o errado para os outros, mapear o caminho que devem seguir, como se nossas perspectivas fossem sempre as mais lúcidas, por mais que realmente sejam. Mas existem cruzes, histórias. A relação humana não é tão simples quanto um final feliz. O filme fala das contradições dos homens, desde a ganância até o que entendemos como bom e mau. Fazer o bem nem sempre é fazer o certo. Em outras palavras, esta obra revela um choque de pensamentos que nos leva a indagar se a justiça é, necessariamente, justa. Aliás, nos transforma em céticos quanto a isso, arremessando nossos cérebros contra um precipício conflituoso.
Desejei que o protagonista tivesse uma sorte melhor. Acho que, no fim, ele pagou o preço de ver o óbvio, enquanto a mulher que amava deixou o trauma sufocar a relação que tinham.
Lá vamos nós de novo. Bem e mal? Não existe isso! Uma pessoa qualquer, sob determinada circunstância, pode se tornar no próprio Diabo. Quando nossos interesses são postos em xeque, quando precisamos provar que nem sempre é "por favor" resolve, uma estranha energia sinistra se apossa do ser humano, fazendo-o tomar atitudes que, talvez, não tome em 99% da vida. Mas, aquele segundo, aquele minuto perdido desgarrado do restante do tempo pode ser o ponto de partida para julgamentos de outros. O filme tem uma moral bem mais intensa do que a própria história, mas vale cada segundo e coincidência. Para refletir, sobretudo se você não acredita em destino.
Parem as máquinas! As guerras do passado parecem não terem sido o bastante para frear os conflitos do hoje. Ucrânia x Rússia, Afeganistão x EUA, Israel x Faixa de Gaza. O mundo tem seus porém e senãos. E a ideologia levada de maneira extrema pode ocasionar no luto. A mente que se dissipa através do personagem principal é, ao mesmo tempo, coagida pela própria cegueira de outrora. Foi preciso analisar o contexto no olho do furacão para que chegasse ao óbvio entendimento: não adiante viver sob o domínio do ódio. Nem sempre a redenção é sinônimo de vida.
Lá vai o clichê novamente: "Os fins justificam os meios". Sinceramente, vejo poucas diferenças entre o protagonista dessa história, no que diz respeito ao lado psicológico, com o protagonista de "Fale com Ela", Pedro Almodovar. Mas, em 95% dos casos, o personagem do 72 horas vai sair com uma simpatia maior, pois a situação é mais crível - o que não significa que seja melhor. Acredito que o amor pode ser, sim, uma justificativa. Além da confiança.
Agora, colocar em risco toda uma reputação, ciclo social e, principalmente, a ideia de família, me faz ter ponderações acerca das formas como John conseguiu o que queria. Existe justiça? No fim das contas, nunca saberão sobre a inocência da mulher, apesar de terem chegado bem perto disto. Eternos fugitivos agora.
Prendeu minha atenção, mas esperava um pouco mais de reviravoltas (sou guloso). Curti!
A vida não é perfeita. Nada é perfeito. Mas existem momentos em que podemos transbordar felicidade. Falíveis e mortais, pecamos, aprendemos, nos reciclamos, repetimos. O tempo passa. A memória fica. E a brisa esvoaçante sobre as cortinas daquilo que vivemos ou deixamos de viver, perdura. O que se faz do tempo é o que se faz de você. Cada escolha, um destino. Através desse diálogo, o filme cativa o espectador. O fim, necessariamente, não precisa ser o perfeito se os meios o justificam, mesmo que de maneira torpe. Linear, a película nos convida ao painel de uma relação que só pode se consumar com a maturação dos personagens enquanto ser humanos. Vale assistir!
Amelie é insana, porque cultua o simples. Esclerosada, porque sua curiosidade e imaginação transformam pingo d'água em sêmen. Neurótica, já que se desmonta num quebra-cabeças, às vezes, desnecessário. É... essa Amelie é muito gente como a gente, por isso o filme nos surpreende pelo óbvio. Numa era onde os efeitos absurdos tomam conta do cinema, tem horas que é bom assistir apenas uma boa história, sem fogos de artifício ou teletransporte para outras galáxias.
Não interessa o que digam sobre você. Somos o que fazemos e transmitimos, não o que pensam que somos. É nessa premissa que o filme se agarra, sem perder as pitadas dos clichês das comédias americanas. Vale como entretenimento e mensagem de esperança aos mais desafortunados de beleza. Aliás, uma ressalva: "Quem ama o feio, bonito lhe parece". Amém!
O que é o ser humano? Até que ponto podemos dimensionar o certo do errado? Almovar, te odeio por me fazer cúmplice de um doente. Um filme capaz de humanizar, sem ser pedante, uma mente doentia merece todos os aplausos.
Eu absolvo o protagonista. Na minha leitura, a mulher jamais acordaria sem os cuidados dele. Talvez seja o único caso em que o estupro seja um mero detalhe. Que Deus me perdoe, mas quem vê o filme pode pensar nisto. Quer dizer, pelo menos eu pensei. E torci pelo protagonista.
Se for comparar a comédia com outros filmes americanos do gênero, está acima da média. Mas isso não quer dizer que seja boa o bastante para agradar os diretores de cinema de sofá. Acho que a construção esdrúxula dos personagens é proposital - e muitos não perceberam isso.
Ora bolas, quem conta a historia é o mais "noiado" de todos os personagens do filme. Queriam algo pertinente? Às vezes, é preciso sair da caixinha e tentar pensar na história como um todo, analisando certos detalhes. Não é um filme intelectual e nem tem essa pretensão.
Quando entretenimento, roteiro e suspense se encaixam, fica muito difícil um filme não dar certo. Obra para quem curte ser surpreendido. Bem e mal? Bom, vilões e mocinhos se confundem nesse obra. Aliás, existe vilões e mocinhos em algum canto ou tudo é apenas um ponto de vista? Apreciem!
Não se julga um livro pelo capa, muito menos uma pessoa. Não é novidade pra ninguém que as relações humanas são tão maravilhosas quanto complexas. A vida, que se expande do nada, pode sumir quando tudo é a favor. Jovens se entrelaçam nesse dilema, seja na década de 80 ou tempo atual. Além do mais, o filme em questão prova que não é preciso muito cenário e pirotécnica pata transformar o cinema em algo interessante. Basta ter bons diálogos e uma trilha sonora, mesmo que não constante, temperando a trama. Por fim, na obra,a questão abordada por Renato Russo em "Pais e Filhos" toma o caminho inverso. Aqui, é: você diz que seus filhos não lhe entendem, mas quem não os entende são vocês (pais). Indico como um bom instumento social para as gerações coca-cola.
Uma temática repetitiva, mas quase sempre tocante. É o tipo de obra que sempre nos faz pensar que a vida, de fato, é mais intensa quando assimilamos que ela vai terminar algum dia.
O cara que criou o maior cenário atual de criação de relacionamentos, seja de coleguismos, amizade, romances e etc, era um dos piores fazedores de amigos da América.
Introspectivo e soberbo, o protagonista é um ícone polêmico como tantos outros, em áreas diferentes. A história é contada numa sequência agradável, mas, por vezes, monótona. Para quem gosta de boas histórias, é um bom passatempo. Se, do contrário, preferir ir além de uma simples história, melhor ler o livro. Enquanto obra cinematográfica, é interessante na medida em que humaniza a "zueira". Ou alguém acha que o Zuckerberg não era um grande "zuam"? O maior sapeca da era moderna, com sua astúcia, criou o principal canal de intercomunicação da atualidade. É... a questão, enfim, revigora-se no pensamento: "Os fins justificam os meios"?
Poderia ser mais hollywoodiano, mas manteve a pegada que a história pedia. Faltou firmeza à alguns personagens, porém, a trama em si, era maior do que todas as inseguranças de uma ou outra atuação. Vale o cheiro e, também, a assistida.
Você trabalha o dia todo, se dedica, quer ser bem atendido, curtir os parcos momentos que lhe sobram, respirar e reparar naquilo que te cerca. Mas a pós-modernidade não é assim. Você não é dono de si, as ruas não te respeitam, o trabalho não necessariamente o dignifica. Uma hora, meu camarada, a bomba explode e salve-se quem puder (e quiser)! A temática do filme escarra, ano após ano, o cotidiano costurado em nossa face. Não é uma questão de ser vilão, mas sim se transformar num produto criado pela própria rotina do contexto. Essa rotina doentia, que suga e recompensa de forma torpe. Assim como tantas outras obras, o filme não vale um Oscar, mas é um registro importante daquilo que entendemos como sociedade e as contraindicações da mesma. Claro que com um certo exagero. Vale muito a pena assistir! Um clássico de menos de 30 anos de idade. Contrassenso? E daí? Tão paradoxal quanto a essência humana.
Manchester à Beira-Mar
3.8 1,4K Assista AgoraPisque, não pisque. Um simples esquecimento, minutos de desatenção e a vida muda completamente. Às vezes a dor e o acaso corrompem o ser humano de um modo que ele não pode mais retomar o que era. E é disto que o filme fala. Você não pode mais fazer o que sempre fez se
carrega consigo a morte de suas duas filhas.
mais a questão das filhas que morreram queimadas.
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Palhaços Infernais
2.0 70 Assista AgoraO filme que só se assiste quando tem algo mais importante para fazer, como cortar as unhas, limpar os ouvidos ou preencher aqueles cupons promocionais do Supermercados Guanabara. A história se desenvolve de uma maneira tosca, os vilões são esquisitos e os personagens não têm nenhum brilho próprio. Gostaria de "desver" o filme, mas não é possível, infelizmente.
Apenas Duas Noites
3.3 361 Assista grátisSolidão. Há vários sintomas, mas o pior deles, sem dúvidas, é sentir só mesmo quando há um mundo de pessoas ao seu redor. No caso do filme, ambos estão solitários à sua maneira, perdidos entre um relacionamento à deriva e pensamentos de um relacionamento que se perdeu pelo caminho. Através do aleatório universo dos encontros a partir de sites, eis que nasce a história deste casal. Diferentes um do outro à primeira vista, eles descobrem que possuem mais coisas em comum com o tempo: o despertar e a curiosidade de irem além.
O desfecho é bem fofinho, apesar de ser cinematográfico demais para parecer real. Vale a pipoca!
A Garota do Livro
3.1 148 Assista AgoraSer usada. Ninguém quer ser objeto ou objetivo supérfluo de alguém que não lhe valorize por completo. A protagonista é o escarramento de um presente afetado por um passado que ainda sangra. E, numa dessas circunstâncias da vida, esbarra na coincidência que transformou parte dela naquilo que nunca imaginou que poderia modificar. O confrontamento com o passado leva à tona sinuosas atitudes que pode alterar, ainda mais, seu inconstante presente.
Acredito que a trama poderia ter se desenrolado mais entre o autor do livro e a protagonista. Parece ter faltado alguma coisa entre o meio e o fim, que desse uma liga robusta à história que gerava uma enorme expectativa, mas acabou morrendo na praia.
Um Lugar Solitário para Morrer
3.0 246 Assista AgoraOlha, curti. Você se envolve com a trama na medida em que os personagens se reinventam e, até certo ponto, se redimem. Abnegação utópica e coragem na luta pela sobrevivência ditam o ritmo. O início dá uma ótica deturpada da obra, mas ela vai se ajeitando com o passar dos takes. Vale acompanhar!
Vende-se Esta Casa
1.4 991Eu sou o cachorro que passa pela padaria e fica hipnotizado, num dado momento, pelo frango assando. Girando e girando, chega uma hora em que "já deu" e vou embora. O filme, porém, cria a falsa ideia de que o desfecho pode ser contumaz em algum instante, diferente do frango de padaria. Ledo engano. Vai te restar salivar e não comer absolutamente nada no final. Decepcionante.
A Vida de David Gale
4.2 957A vitória nem sempre é o degrau mais alto. Às vezes, como o dito popular apregoa, é interessante dar passos para trás, visando avançar o dobro no futuro.
Assim, resumi-se a vida do protagonista e seus amigos. Fiéis a uma causa, lutam por ela, contra tudo e contra todos. A intenção é deveras utópica, porque são raros os casos de um sacrifício individual pelo bem coletivo.
O Céu Pode Esperar
2.9 98Dá pra rir bem de leve, quase parando. Um stand up comedy sem nada muito criativo e interpretações nem um pouco carismáticas. Se o filme fosse um homem, não teria uma nova chance como o protagonista do mesmo.
Medo da Verdade
3.7 494Seria tão bom se todos nós pudéssemos definir o certo e o errado para os outros, mapear o caminho que devem seguir, como se nossas perspectivas fossem sempre as mais lúcidas, por mais que realmente sejam. Mas existem cruzes, histórias. A relação humana não é tão simples quanto um final feliz. O filme fala das contradições dos homens, desde a ganância até o que entendemos como bom e mau. Fazer o bem nem sempre é fazer o certo. Em outras palavras, esta obra revela um choque de pensamentos que nos leva a indagar se a justiça é, necessariamente, justa. Aliás, nos transforma em céticos quanto a isso, arremessando nossos cérebros contra um precipício conflituoso.
Desejei que o protagonista tivesse uma sorte melhor. Acho que, no fim, ele pagou o preço de ver o óbvio, enquanto a mulher que amava deixou o trauma sufocar a relação que tinham.
Fora de Controle
3.1 116 Assista AgoraLá vamos nós de novo. Bem e mal? Não existe isso! Uma pessoa qualquer, sob determinada circunstância, pode se tornar no próprio Diabo. Quando nossos interesses são postos em xeque, quando precisamos provar que nem sempre é "por favor" resolve, uma estranha energia sinistra se apossa do ser humano, fazendo-o tomar atitudes que, talvez, não tome em 99% da vida. Mas, aquele segundo, aquele minuto perdido desgarrado do restante do tempo pode ser o ponto de partida para julgamentos de outros. O filme tem uma moral bem mais intensa do que a própria história, mas vale cada segundo e coincidência. Para refletir, sobretudo se você não acredita em destino.
A Outra História Americana
4.4 2,3K Assista AgoraParem as máquinas! As guerras do passado parecem não terem sido o bastante para frear os conflitos do hoje. Ucrânia x Rússia, Afeganistão x EUA, Israel x Faixa de Gaza. O mundo tem seus porém e senãos. E a ideologia levada de maneira extrema pode ocasionar no luto. A mente que se dissipa através do personagem principal é, ao mesmo tempo, coagida pela própria cegueira de outrora. Foi preciso analisar o contexto no olho do furacão para que chegasse ao óbvio entendimento: não adiante viver sob o domínio do ódio. Nem sempre a redenção é sinônimo de vida.
Vale muito a pena assistir e ser discutido!
72 Horas
3.6 840Lá vai o clichê novamente: "Os fins justificam os meios". Sinceramente, vejo poucas diferenças entre o protagonista dessa história, no que diz respeito ao lado psicológico, com o protagonista de "Fale com Ela", Pedro Almodovar. Mas, em 95% dos casos, o personagem do 72 horas vai sair com uma simpatia maior, pois a situação é mais crível - o que não significa que seja melhor. Acredito que o amor pode ser, sim, uma justificativa. Além da confiança.
Agora, colocar em risco toda uma reputação, ciclo social e, principalmente, a ideia de família, me faz ter ponderações acerca das formas como John conseguiu o que queria. Existe justiça? No fim das contas, nunca saberão sobre a inocência da mulher, apesar de terem chegado bem perto disto. Eternos fugitivos agora.
Um Dia
3.9 3,5K Assista AgoraA vida não é perfeita. Nada é perfeito. Mas existem momentos em que podemos transbordar felicidade. Falíveis e mortais, pecamos, aprendemos, nos reciclamos, repetimos. O tempo passa. A memória fica. E a brisa esvoaçante sobre as cortinas daquilo que vivemos ou deixamos de viver, perdura. O que se faz do tempo é o que se faz de você. Cada escolha, um destino. Através desse diálogo, o filme cativa o espectador. O fim, necessariamente, não precisa ser o perfeito se os meios o justificam, mesmo que de maneira torpe. Linear, a película nos convida ao painel de uma relação que só pode se consumar com a maturação dos personagens enquanto ser humanos. Vale assistir!
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
4.3 5,0KAmelie é insana, porque cultua o simples. Esclerosada, porque sua curiosidade e imaginação transformam pingo d'água em sêmen. Neurótica, já que se desmonta num quebra-cabeças, às vezes, desnecessário. É... essa Amelie é muito gente como a gente, por isso o filme nos surpreende pelo óbvio. Numa era onde os efeitos absurdos tomam conta do cinema, tem horas que é bom assistir apenas uma boa história, sem fogos de artifício ou teletransporte para outras galáxias.
Ela é Demais pra Mim
3.1 749 Assista AgoraNão interessa o que digam sobre você. Somos o que fazemos e transmitimos, não o que pensam que somos. É nessa premissa que o filme se agarra, sem perder as pitadas dos clichês das comédias americanas. Vale como entretenimento e mensagem de esperança aos mais desafortunados de beleza. Aliás, uma ressalva: "Quem ama o feio, bonito lhe parece". Amém!
Fale com Ela
4.2 1,0K Assista AgoraO que é o ser humano? Até que ponto podemos dimensionar o certo do errado? Almovar, te odeio por me fazer cúmplice de um doente. Um filme capaz de humanizar, sem ser pedante, uma mente doentia merece todos os aplausos.
Eu absolvo o protagonista. Na minha leitura, a mulher jamais acordaria sem os cuidados dele. Talvez seja o único caso em que o estupro seja um mero detalhe. Que Deus me perdoe, mas quem vê o filme pode pensar nisto. Quer dizer, pelo menos eu pensei. E torci pelo protagonista.
Caindo na Estrada
3.0 230 Assista AgoraSe for comparar a comédia com outros filmes americanos do gênero, está acima da média. Mas isso não quer dizer que seja boa o bastante para agradar os diretores de cinema de sofá. Acho que a construção esdrúxula dos personagens é proposital - e muitos não perceberam isso.
Ora bolas, quem conta a historia é o mais "noiado" de todos os personagens do filme. Queriam algo pertinente? Às vezes, é preciso sair da caixinha e tentar pensar na história como um todo, analisando certos detalhes. Não é um filme intelectual e nem tem essa pretensão.
O Grande Truque
4.2 2,0KQuando entretenimento, roteiro e suspense se encaixam, fica muito difícil um filme não dar certo. Obra para quem curte ser surpreendido. Bem e mal? Bom, vilões e mocinhos se confundem nesse obra. Aliás, existe vilões e mocinhos em algum canto ou tudo é apenas um ponto de vista? Apreciem!
Malévola
3.7 3,8K Assista AgoraHistória inventiva, instigante, mas admito que esperava um pouco mais. Até mau, dependendo do ponto de vista, pode ser bom.
Clube dos Cinco
4.2 2,7K Assista AgoraNão se julga um livro pelo capa, muito menos uma pessoa. Não é novidade pra ninguém que as relações humanas são tão maravilhosas quanto complexas. A vida, que se expande do nada, pode sumir quando tudo é a favor. Jovens se entrelaçam nesse dilema, seja na década de 80 ou tempo atual. Além do mais, o filme em questão prova que não é preciso muito cenário e pirotécnica pata transformar o cinema em algo interessante. Basta ter bons diálogos e uma trilha sonora, mesmo que não constante, temperando a trama. Por fim, na obra,a questão abordada por Renato Russo em "Pais e Filhos" toma o caminho inverso. Aqui, é: você diz que seus filhos não lhe entendem, mas quem não os entende são vocês (pais). Indico como um bom instumento social para as gerações coca-cola.
A Culpa é das Estrelas
3.7 4,0K Assista AgoraUma temática repetitiva, mas quase sempre tocante. É o tipo de obra que sempre nos faz pensar que a vida, de fato, é mais intensa quando assimilamos que ela vai terminar algum dia.
A Rede Social
3.6 3,1K Assista AgoraO cara que criou o maior cenário atual de criação de relacionamentos, seja de coleguismos, amizade, romances e etc, era um dos piores fazedores de amigos da América.
Perfume: A História de um Assassino
4.0 2,2K Assista AgoraFilme nada crível. História, incrível. O final espalhafatoso pode conturbar um pouco a mente de quem esperava por algo menos, digamos,
canibal.
[spoiler][/spoiler]
Um Dia de Fúria
3.9 942 Assista AgoraVocê trabalha o dia todo, se dedica, quer ser bem atendido, curtir os parcos momentos que lhe sobram, respirar e reparar naquilo que te cerca. Mas a pós-modernidade não é assim. Você não é dono de si, as ruas não te respeitam, o trabalho não necessariamente o dignifica. Uma hora, meu camarada, a bomba explode e salve-se quem puder (e quiser)! A temática do filme escarra, ano após ano, o cotidiano costurado em nossa face. Não é uma questão de ser vilão, mas sim se transformar num produto criado pela própria rotina do contexto. Essa rotina doentia, que suga e recompensa de forma torpe. Assim como tantas outras obras, o filme não vale um Oscar, mas é um registro importante daquilo que entendemos como sociedade e as contraindicações da mesma. Claro que com um certo exagero. Vale muito a pena assistir! Um clássico de menos de 30 anos de idade. Contrassenso? E daí? Tão paradoxal quanto a essência humana.