Filme do diretor Marc Forster (007 - Quantum of Solace - 2008, O Caçador de Pipas - 2007) que já fora nomeado ao Globo de Ouro de 2005 por Em Busca da Terra do Nunca e volta agora com a adaptação do livro Another Man's War: The True Story of One Man's Battle to Save Children in the Sudan escrita por Jason Keller, chamada Machine Gun Preacher - (Redenção, na tradução brasileira)
O filme começa lhe introduzindo ao mundo conturbado do Sudão no ano de 2003 e logo em seguida o contraste da vida de um cara que tinha tudo pra viver feliz e mesmo assim preferia jogar a vida fora. Após sair da prisão, Sam Childers (Gerard Butler - 300 - 2005, Código de Conduta - 2009) encontra sua esposa, Lynn (Michelle Monaghan - Contra o Tempo - 2011) que acabara de se converter e deixara de ser Stripper de uma boate e começou a frequentar uma igreja da região.
No inicio do filme, vemos que tem muita história à ser contada, mas é acelerada em cortes de tempo para o ponto chave do filme onde Sam, já convertido, assiste ao culto de um pastor que esteve na guerra civil do Sudão e conta sua experiência na África. Chielders decide viajar ao país para ajudar e então se depara com um caos sub-humano onde crianças são tiradas de seus pais, que na maioria das vezes são mortos, e treinadas para matar.
Agora Sam tem uma certa fidelidade com aquelas crianças e faz de tudo para ajuda-las e então pira completamente, se põe acima de seu próprio Deus e começa a fazer justiça com as próprias mãos.
O filme mantém o ritmo acelerado todo o tempo, mas não te deixa perdido, a edição fica por conta de Matt Chesse, que já foi indicado ao Oscar de 2005 também com o filme Em Busca da Terra do Nunca, tem como a principal condição de te deixar entrar na mente de Sam, e consegue, você pondera decisões junto com o protagonista, bola planos e se despedaça com as decepções.
Mixagem, que deixou a desejar ou o problema foi que eu estava em uma sala com áudio 2.0. (sala 2 do Cinemark Santa Cruz, alguém ai checa essa informação pra mim?)
As imagens são de Roverto Schawfer (007 - Quantum of Solace - 2008) e a trilha sonora de Asche & Spacer.
Mesmo como grande admirador de Gerard Butler, creio, que essa ainda não foi a vez dele, mesmo sendo o personagem principal; mas sua atuação deixa a desejar em pouquíssimos momentos, talvez pela falta de talento, que creio eu, pode muito bem ser desenvolvida com um bom diretor.
É um filme para se ver em tela grande, não deixe de fazer isso se você se interessou pela história, com certeza você se sentirá mais envolvido com o filme.
As cenas são fortes, diria realmente chocantes, e te deixam como se realmente vivesse no meio de tudo aquilo, talvez seja um filme merchandising para que você sinta vontade de ajudar a grande obra de Sam, talvez não.
Warrior, Guerreiro na sua tradução literal para o português e provavelmente o nome do filme aqui no Brasil, é um longa escrito e dirigido por Gavin O'Connor (Força Policial - 2008, Desafio no Gelo -2004) que não estreará nos cinemas por aqui mas estará em breve em dvd.
O filme nos apresenta dois irmãos separados pela vida, ou se você quiser culpar alguém: separados pelo o fato do pai ter sido um alcoólatra e destruir a família, fazendo com que sua mulher e os dois filhos Tommy Conlon (Tom Hardy - Rock'n'Rolla - 2008, A Origem - 2010, Dark Knight Rises - 2012) e Brendan Conlon (Joel Edgerton - Rei Arthur - 2004, O Enigma de Outro Mundo - 2011) fugissem para longe.
Depois de muitos anos Tommy volta a casa do pai (Nick Nolte - Cabo do Medo - 1991, Além da Linha Vermelha - 1998) e descobre um novo homem, que vai à igreja e está prestes a completar mil dias sem beber; mas o filho mais novo não quer perdoa-lo e sim, pedir para que treine-o para o torneio Sparta de MMA.
Enquanto isso o filme aborda a nova vida de Brendan, que havia fugido de casa quando mais novo com sua atual mulher e tenta, agora, salvar sua família de ser despedida dando aulas de Física e lutando em estacionamento de bares. Mas isso não soa muito bem para Zito (Kevin Dunm - Transformers - 2007, Vicky Cristina Barcelona - 2008) diretor do colégio, que o afasta de suas aulas por seis meses e o deixa sem remuneração. Brendan não vê outra solução a não ser: voltar a lutar e entrar no torneio Sparta e isso o colocará em rota de colisão com seu irmão mais novo.
O longa que tem uma ótima montagem te apresenta a história do que passou, apenas com diálogos e assim você é aprensentado à vida dos irmãos Conlon. Talvez seja aquele tipo fácil de adivinhar o filnal, e de fato é, eu consegui isso bem no começo. Mas como os fins não justificam os meios: a diferença está em como tudo se desenrola até este final e é aí que você vê o pouco uso de clichés e se surpreende.
Tommy é um grande personagem, alguém que tem muita bagagem de uma vida inteira de sofrimentos e Tom Hardy o interpreta com grande perfeição deixando bem claro que não são só seus músculos que foram contratados para o filme e sim sua atuação. Brendan, tem todo o peso de alguém que carrega a casa e a família nas costas, mas não deixa de ser forte e sorrir para vida; Joel Edgerton não fica para trás e faz uma grande atuação.
A sequências de lutas são fortes e muito bem apresentadas mas não exageradas e, ao contrario do que se vê na grande maioria dos filmes "de luta", aparecem na hora certa e te deixa com o coração acelerado seja pelo fato de ter sido tensa ou por você já estar envolvido demais e não querer ver nenhum dos Conlon perdendo.
Eu fiquei super empolgado com este filme, mas não só eu o filme está sendo bem reconhecido pelo mundo e deve concorrer ao Oscar, assim espero.
O filme se passa em Des Moines, Iowa, algumas semanas antes do partido democrata escolher seu candidato para a concorrer à presidência dos Estados Unidos e gira em torno de Stephen Myers (Ryan Gosling, A Garota Ideal - 2007, Drive - 2011), um diretor de comunicação que se mete em trapaças e artimanhas políticas para conseguir a indicação de seu candidato, Governador Mike Morris.
Com um enredo fácil de entender, mesmo para quem não entende tão bem de politica, como eu, o filme mantem um ritmo ascendente até o clímax, que demora pra chegar, mas faz todo o resto valer a pena. A parte fraca do filme é usar fatalidade como saída para resolução da falta de criatividade do escritor da trama.
Clooney mais uma vez faz uma brilhante atuação, você percebe isso em cada detalhe de tentativa para escapar de uma culpa enquanto Stephen o encara; e com boa escolha de ângulos e enquadramentos não decepciona como diretor.
Gosling não fica pra trás e faz seu jogo politico com perfeição, o que com certeza lhe renderá uma indicação ao Oscar. Você se deixa levar pelo o que Stephen está pensando e se envolve com seus planos, torce por sua carreira e cria expectativas com o personagem.
A fotografia do drama fica por conta de Phedon Papamichael e não nem muito de especial à acrescentar, ele segue seu estilo clássico e simples. A parte excepcional é da trilha sonora composta por Alexandre Desplat que, assim como em Discurso do Rei, te envolve ao som de notas suaves de seu piano usual.
Este filme provavelmente não ficará muito tempo em cartaz no Brasil, diferente de Crepusculo que já fazem semanas que não para de passar. Então corra, ou vá andando, mas não deixe de ver este filme em tela grande. Fique com o trailer e deixe seu comentário.
Definir o filme em uma frase: Guy Ritchie e Sherlock Holmes voltam melhor ainda"
Seja meu apego pelos filmes de Guy Ritchie (Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes - 1998, Snatch - 2000, Rock'n'Rolla - 2008) ou seja pela minha fascinação em Sherlock Holmes, mas o filme é incrível.
Sherlock Holmes 2 - A Game of Shadows, se passa um ano após os eventos do primeiro filme da franquia. A trama, que é narrada por John Watson, Holmes tem provas dedutivas, até então, de que o Príncipe Herdeiro da Austrália não cometeu suicídio, como afirmava Lastrade, e sim, foi assassinado – um assassinato que é apenas uma peça de um quebra-cabeça maior e muito mais portentoso, desenhado pelo professor Moriarty.
Misturando negócios com prazer, Holmes segue as pistas até um clube subterrâneo, onde ele e seu irmão, Mycroft Holmes (Stephen Fry) estão brindando a última noite de solteiro do Dr. Watson. É lá que Holmes encontra Sim (Noomi Rapace), uma cartomante cigana, que vê mais do que diz e cujo o envolvimento inconsciente no assassinato do príncipe faz com que ela seja o próximo alvo do assassino. Holmes consegue salvar sua vida e ela, com relutância, concorda em ajudá-lo em troca.
A investigação torna-se cada vez mais perigosa a medida que leva Holmes, Watson e Sim através do continente, da Inglaterra para a França, depois para a Alemanha e, finalmente, para a Suíça. Mas o astuto Moriarty está sempre um passo à frente e constroí uma teia de morte e destruição - tudo parte de um plano maior que, se bem sucedido, irá mudar o curso da história.
Filmes do Guy Ritchie quando são bons, começam com narrativa, e neste caso de Watson. O filme tem o ritmo e a astucia já vista em outros filmes do diretor, mas agora aplicadas de forma eficiente, coisa que não existia no primeiro filme da série.
Temos de volta aquelas clássicas sequências de flashback resumindo eventos passados que coincidem com os resultados do presente e te deixa de boca aberta. James Hebert volta neste longa, como editor, ele trabalha com Ritchie desde Revolver - 2005. Os dois provavelmente devem se entender muito bem, trabalhando juntos temos esse resultado fantástico!
O crédito não é todo de Ritchie, claro, a Technicolor fez um ótimo trabalho, como sempre, e junto ao grande Philippe Rousselot não havia possibilidades de ser diferente. As cores, as lentes, as câmeras e os ângulos trabalham bem individualmente, mas quando combinados à trilha sonora do mestre Hans Zimmer viram uma obra de arte completa. Zimmer da a graça do filme com o violino animado, que já virou marca registrada de seu trabalho com a franquia Sherlock Holmes.
Não podemos deixar de lado a sequência de tiros e bombas no meio de uma floresta alemã lá pro final do filme; que é um belíssimo trabalho filmado com câmeras Phanton que capturam em 1000 quadros por segundo, uma câmera convencional faz 24. Balas e bombas estourando árvores e explodindo tudo numa velocidade muitíssimo reduzida.
Robert Downey Jr. é o cara certo para interpretar o Sherlock recriado por Ritchie, parece que ele já tem aquilo no sangue. Aquela cara sarcástica e velocidade para diálogos conclusivos, são o clichê gracioso de Robert.
Jude Law com certeza não fica atrás, ele mostra ser um personagem, secundário, mas muito independente, que tanto sozinho, quanto na presença de Holmes, sabe onde ir, sabe como agir.
(Primeiro, minha revolta: -Que esse filme é muito bom, não tenho duvidas e que ele tem uma ótima imagem e qualidade inacreditável, não discordo. Mas ele não mereceu mesmo o premio de Melhor Filme de Animação do Globo de Ouro. Porque este filme não é animado, é captura de movimento e essas duas modalidades são bem diferentes.)
Tintim (Jamie Bell) é um jovem repórter, que está sempre atrás de boa matéria. Um dia, ele vê à venda na rua o modelo de um galeão antigo e resolve comprá-lo. Logo dois outros interessados o abordam, querendo adquirir o objeto, mas Tintim não o vende. Ele leva o galeão à sua casa, onde o coloca em destaque. Só que a entrada de um gato faz com que Milu, seu cachorro, o persiga dentro de casa e, por acidente, derrube o galeão. Ele fica danificado e um pequeno cilindro sai de seu interior, sem que Tintim perceba. Logo Tintim e Milu vão à biblioteca, onde tentam encontrar mais informações sobre o navio retratado no modelo. Ao retornar percebem que o galeão foi roubado. Tintim vai até a mansão recentemente comprada pelo doutor Sakharine (Daniel Craig), um dos interessados em comprar o modelo, mas nada descobre. Ao retornar ele encontra o cilindro e percebe que, dentro dele, há uma pista para um tesouro perdido. É o início de uma nova aventura, onde Tintim e Milu se juntam ao capitão Haddock (Andy Serkis) na disputa contra Sakharine para encontrar o tesouro.
Tintim é um sonho de produção, que há muito tempo era inviavel para Spielberg, seja por ser caro de se produzir ou até mesmo o maior impecilio: Tintim não é muito conhecido nos EUA e um alto investimento sempre visa um alto retorno.
Como fã maluco de animação clássica como Branca de Neve, Dumbo, entre outros, que são desenhados a mão, eu costumo não gostar de Moticap. Já havia me decepcionado muito com esta técnica de animação, assim foi com A Casa Monstro da Disney e A Lenda de Beowolf e quando fiquei sabendo que este filme também usaria esta técnica, fiquei bastante desapontado. Bom, pelo menos até ver vídeos da produção antes do lançamento e quase cair pra trás com as novas ferramentas que foram implantadas neste sistema. Sem contar, também a dedicação da equipe por trás disso tudo.
Outro detalhe que me chamou bastante atenção para assistir este filme, foi o fato de o personagem Haddock ser interpretado por Andy Serkis que é bastante chamado para este tipo de produção, assim foi com a Trilogia Senhor dos Anéis, King Kong e Planeta dos Macacos: A Origem. Andy está bem acostumado com este tipo de arte e sabe bem como atuar mesmo com toda aquela parafernália no corpo, para quem não sabe: ele é o Gollum, o próprio King Kong e Cesar.
O filme de Steven Spielberg volta às origens por ser rápido, cheio de mistérios e o ritmo intenso que estávamos acostumados a receber do diretor de E.T. Tudo no filme é fantástico e em 5 minutos de filme você esquece é computação gráfica e embarca na alucinante aventura do repórter Tintim. O roteiro de Steven Moffat, Edfar Wright e Joe Cornish teve uma ótima adaptação de Tintim: O Caranguejo das Tenazes de Ouro e O Segredo do Licorne.
As imagens em 3D são de arrepiar e deixa de ser uma mero detalhe para quem está mais interessado na história. E quando Spielberg usa o famoso "Long Take" (quando a camera não corta e a cena continua de uma única visão) no meio de toda aquela confusão com pessoas pulando de um lado para o outro, hotéis deslizando por ruas, aguias roubando pergaminhos, você se agarra a cadeira e prende a respiração querendo que aquilo não acabe mais.
Como falar de Spielberg e deixar de falar de John Williams? Seria um certo tipo de cliché ir no cinema, sabendo que o Williams vai fazer de novo uma trilha sonora fantástica? Bom, se for, é o cliché de cinema que eu mais gosto. É fato que Spielberg sem John Williams não seria nada, e é fato também que sem Williams o diretor não seria muita coisa. Os dois se completam de uma forma espetacular mais uma vez.
A mixagem do filme faz com que as dimensões aumentem de 3 para umas 5, você fazendo com que você se sinta mesmo no meio de tudo aquilo de verdade. O realismo está completo com a iluminação que o pessoal da WETA digital aplicou a este longa.
O nome original desta adaptação, dirigido por Bannett Miller, é uma expressão americana que não tem tradução literal para o nosso idioma, mas O Homem Que Mudou o Jogo, se encaixou perfeitamente. Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game, é o nome do livro de Michael Liwes que originou o roteiro do filme, conta a historória real de Billy Beane (Brad Pitt - A Árvore da Vida - 2011), o empresario do time americano de baseball, Oakland Atlethics, que se vê em desespero por ter pouco orçamento e um time fraco que tem perdido suas ultimas partidas e cria um novo sistema de avaliação de jogadores por estátistica.
Por decepção com seus olheiros contratados para encontrar bons jogadores, Billy começa a trabalhar com Peter Brand, um economista que ajuda cria um sistema baseado em cálculos estatísticos dos jogadores para contratar os melhores jogadores. Mesmo recebendo más críticas eles continuam o projeto até o fim.
O longa de 133 minutos tem um ótimo roteiro desenvolvido e editado de forma que todos possam entender e acompanhar sem conhecer o esporte, e te insere na mente de Billy Beane, Pitt o interpreta de forma excelente e sem falhas.
O filme tem previsão de estreia para 3 de Fevereiro no Brasil, mas enquanto esse dia não chega fique com o trailer.
Após perder contato com a terra, o Astronauta Lee Miller fica preso na Estação Espacial Internacional . Enquanto o tempo passa e o Sistema de Suporte de Vida diminui, Lee batalha para manter sua sanidade mental e simplesmente permanecer vivo. Ele vive uma existência claustrofóbica até fazer uma estranha descoberta abordo.
O filme não tem data e nem previsão de estreia no Brasil, mas você ja pode achar-lo em DVD no site do Angels & Airweves e iTunes Store.
Escrito e dirigido por William Euban e produzido por Tom DeLonge e os Angels and Airwaves; Love é um filme com uma fotografia excepcional e enredo de arrepiar. Você embarca em uma longa viagem com o astronauta Lee Miller que fica sem contato com a terra onde, agora, vive solitario abordo da Estação Espacial Internacional. Apesar da ideia já ter sido mostrada em outros filmes como Solaris, Moon e 2001: Uma Odisséia no Espaço; Love é um show de som e imagens que vale a pena ser assistido em alta qualidade.
J. Edgar Hoover foi o cabeça por trás do FBI durante 48 anos até morrer em 1972; antes de sua entrada era apenas Bureau of Ivestigation, então, em 1935 foi adicionado o "Federal". Sob as administrações de Coolidge, Hoover, Rossevelt, Truman, Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon, ele foi, muitos acreditam, o segundo homem mais poderoso em governo. Agora fazem 39 desde sua morte, e o que a maioria das pessoas provavelmente pensam é que ele gostava de se vestir igual mulher. Este trecho de fofocas, que nunca foi verificado, é acompanhado por detalhes de que ele nunca se casou, viveu com sua mãe até que ela morreu, e tinha uma forte amizade de longa data com Clyde Tolson, o bacharel alto e bonito que herdou sua propriedade.
É, portanto, categoricamente afirmável que Hoover era gay, o que teria sido irônico já que ele reuniu arquivos secretos sobre a vida sexual de todos proeminente na vida pública e usou para alavancar o seu trabalho durante 47 anos e aumentar o poder no FBI durante cada um deles. Era aberto contra a homossexualidade, e se recusou a permitir que gays (ou muitos negros, mulheres ou qualquer outra) para tornar-se agentes do FBI.
Hoover era um homem fechado, sua face era uma laje de petulância. Ele era tão sem carisma que é quase possível perder o brilho da atuação de Leonardo DiCaprio em "J. Edgar". É um realizamento completo, com um desempenho sutil de persuasão, sobretudo em suas cenas com Armie Martelo com Tolson. Na minha visão do filme, os dois eram homossexuais reprimidos, Hoover mais que Tolson, mas depois de um "amor a primeira vista" e um namoro curto, eles se afastaram e começaram uma vida como "companheiros de longa data"
O filme do grande Clint Eastwood é firme na sua recusa de baratear e manchar inventando cenas picantes. Eu não entendo a impressão de "J. Edgar", que tinha Eastwood particularmente a respeito de Hoover, mas eu acredito que ele respeitava sua fachada de "inflexível público". É possivelmente o desempenho ao longo da vida de Hoover, que o fascinava. Há um tema que atravessa a maioria de seus filmes desde "Bird" (1988): o homem inabalável comprometidos com sua própria idéia de si mesmo.
Como um filme de época/biográfico, J. Edgar é magestral. Poucos filmes abrangem sete décadas tão confortavelmente. Os sets, os adereços, as roupas e cada detalhe, parecem sem esforço algum certos, e observe com Estwood manipula os muitos papeis de apoio (alguns deles retratando pessoas famosas). Estes personagens menores são todos de alguma forma, relacionados a imagem formidável de Hoover público. Como pessoa ou como personagem, ele era uma estrela de palco, tela, rádio e jornais.
É um belo toque, a forma como Eastwood e DiCaprio criam um personagem que parece ser uma zona morta e fazê-lo eletrizante em fotos de outros agentes de reação.
“The Help” nome original, é uma profunda história humana, tocante e cheia de humor e de despedaçar corações, é um filme raro em qualquer época do ano, especialemente no verão. É isso que faz com que “Histórias Cruzadas” seja um baita presente para os amantes da setima arte.
Este longa poderia ter sido um completo desastre. O romance de Kathryn Stockett’s, não agradou alguns críticos. E a versão cinematográfica de The Help, dirigida e escrita - a pedido do Stockett - pelo relativamente inexperiente Tate Taylor, seu amigo, faz plena justiça a essa intenção. Curto no estilo e técnica chamativo, The Help em filme compensa com uma força emocional genuína.
Os atores são sublimes. A começar com a brilhante Viola Davis como Aibileen Clark, a governanta que ajudou a criar 17 crianças brancas para várias famílias, mas ainda está se recuperando da morte acidental de seu único filho. Aibileen morde a lingua quando sua patroa, Ahna O’Reily, ignora sua própria filhinha e os sentimentos de Aibileen quanto ela é relegada para fora do novo banheiro. Sua amiga, Minny, não será a que única a segurar a barra e é demitida ao por um ingrediente secreto na torta de seu patrão racista. Minny é obrigada a aceitar o emprego oferecido por Celia Foote, que poderia ter sido incrível, mas não interpreta com tanto calo e sentimento quanto em "The Tree of Life".
A catalisadora do filme é Eugenia “Skeeter” Phelan (Emma Stone), uma recém-graduada de Ole Miss que está querendo alavancar sua carreira como jornalista obtendo a confiança de Aibileen e Minny para que conte todos os seus sentimentos sobe como é trabalhar para famílias brancas no Sul. Skeeter é uma parte complicada - menina branca que liberta feminilidade de escravizadas negras - mas Stone, um talento excepcional, é tão é tão subtilmente eficaz em mostrar ingenuidade Skeeter.
Este é um ótimo filme, envolvente e com atuações maravilhosas. Fiquei submerso e fascinado com os ótimos personagens, embora eu estivesse ciente que era uma fabula sentir-se bem, com uma história que lida com a dor sem se importar em ser dolorosa.
Mais um exemplo de que o cinema nacional ainda não está morto e enterrado, pelo menos não o que vai a grande publico. O filme foi feito com baixo orçamento e reaproveitando cenários e figurinos de outros filmes. Gravado em 17 dias e executado entre amigos. Apesar de soar uma "produção barata" esses ingredientes dão uma outra cara ao filme e constrói um filme muito interessante. Mostrando que é suficiente inovar para contar bem uma história já bem conhecida sem fazer você dormir no filme.
Os personagens da trama são marcados pelo clima conspiratório que vivia o Brasil de 1964. Amélia Castanho (Rafaela Mandelli)e Troy Somerset (Selton Mello) são são uma espécie de representação do ponto de vista feminino e masculino da trama com um objetivo em comum: ambos não querem saber de conspirações, golpe etc; só querem a tranquilidade de poder trabalhar de pijamas e ser amado de verdade por alguém.
Enquanto isso, com a eminência do golpe de 64, Troy, agente da CIA, começa voltar sua fidelidade aos EUA, então começa a tramar contra o golpe em vez de colaborar com ele. Casado com a brasileira Leonor, Troy – com seus olhos propositalmente apertados num tom de canastrão – discorre sobre seu apego ao Brasil em alguns de seus impagáveis diálogos com o major Esdras. Aliás, esta é melhor parte do filme - diálogos no estilo Tarantino, nos fazem aguardar ansiosamente o retorno deles todas as vezes em que a história se foca nos outros personagens.
Um ponto forte, que da pra notar com facilidade no filme, é que o diretor Mauro Lima parece buscar inspiração de características de filmes non-sense e conspiratórios como Queime Depois de Ler. Outro ponto forte é a música, a trilha sonora da o ar cômico absurdo que exala por todo o filme, ficando a cargo da canção-tema, composta por Caetano Veloso especialmente para o longa, a função de cantar de maneira um pouco melancólica que todos têm algo de rei e algo de rato. Mas, em alguns momentos, os homens são mais ratos.
Todos esses aspectos desenham com tons de preto e branco e cores amareladas a história recente do Brasil, de forma que a influência norte-americana no golpe militar, a guerra fria e todas as consequências sobre as nossas vidas até hoje, parecem tão estúpidas e desumanas que nem parecem ser verdade.
Você tem que ser muito talentoso para trabalhar com Meryl Streep. Também ajuda se você souber como usa-la. “A Dama de Ferro” falha nestas duas categorias. Streep cria uma representação fantástica de primeira ministra britânica Margaret Thatcher, mas neste filme ela está completamente sem destino. O diretor Phyllida Lloyd e roteirista Abi Morgan parecem ter pouca idéia clara do que eles pensam sobre Thatcher, ou o que eles querem dizer.
Margaret Thatcher teve personalidade para tomar medidas impopulares durante a recessão econômica causada pela crise do petróleo no final da década de 1970, assim como teve personalidade para entrar na Guerra das Malvinas, indo contra a situação econômica de seu país, pois geraria muitos gastos. É interessante ver como alguém que enfrentou tantas batalhas em sua vida teve outra batalha na velhice, a de ser uma pessoa “comum”, que quer ter o direito de comprar seu próprio leite sozinha, e está é a cena de abertura de A Dama de Ferro; uma mão artrítica pega um litro de leite em uma prateleira de uma loja de esquina - imediatamente lembrando expressão "Margaret Thatcher, snatcher milk" (A Ladra de Leite) que ganhou do Secretário de Educação, pós ter abolido o leite gratuito para as crianças da escola pública.
Apesar de toda complexidade aparente, este, é um roteiro simples: uma mulher idosa vê como única solução para se livrar da iminente loucura, uma limpeza dos armários do seu marido. O incrível é como a personagem dessa amável senhora, numa narrativa bem linear, é intercalada de modo fantástico com a Dama de Ferro. Há um instigante retrato psicológico da líder do governo entranhado num outro filme que poderia ser considerado até banal.
Demorou, sim, se você pensar o quanto realmente se passou desde o lançamento de Batman Begins (2005) mas na mente de fãs maniacos da franquia, como eu sou, os dias voaram, os anos foram quase insignificantes. O primeiro filme de Batman trouxe ao publico um nome, que até então, era desconhecido; Christopher Nolan. O gênio por trás do roteiro e da direção da trilogia do Homem Morcego, mas este não foi o único nome, Christian Bale, Michael Cane, Lian Nilson, Morgan Freeman, grandes nomes que se juntaram ao elenco do primeiro filme da série inocentemente, que até este ponto, não passava de “filme de herói”, sim, estes filmes que a crítica costuma ignorar, o Oscar finge que não existe. O filme foi um sucesso de bilheterias, atraindo não só fãs do herói, mas sim, fãs de filme, fãs de cinema, fãs de ação.
Três anos depois é lançado pelo mesmo diretor O Cavaleiro das Trevas em 2008. E o sucesso foi maior que o antecessor. Deixando pra trás o paradigma de que filmes baseados em quadrinhos nunca seriam bom suficientes, menos ainda chegariam a ser tão destacado pela imprensa. O segundo filme trouxe nomes marcantes como Harvey Dent, Ramirez, Maroni e o vilão Coringa como principal (mesmo que ainda alguns não gostem de acreditar que seja) durante todo o filme. Interpretado por Heath Ledger, um nome que marcou. Depois de sua brilhante atuação no filme, Heath faleceu por abuso de calmantes, mas recebeu um Oscar póstumo por Melhor Ator Coadjuvante.
Quatro anos depois somos apresentados ao terceiro e ultimo filme da saga. Com o novo vilão de Gothan, Bane, interpretado por Tom Hardy (A Origem – 2010, Bronson – 2009) e Selina, a Mulher Gato, Anne Hathaway (Alice no País das Maravilhas – 2009, Rio – 2011). Em Gotham de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge passaram-se oito anos desde que Batman desapareceu na noite, e naquele instante passou de herói a vilão. Ao assumir a culpa pela morte do promotor Harvey Dent, o Cavaleiro das Trevas sacrificou tudo o que era importante para ele. Agora, ele terá de lidar com a chegada um ladrão muito esperto e misterioso. Muito mais perigoso, no entanto, é o aparecimento de Bane, um terrorista mascarado, cujo plano é tirar Bruce desse exílio auto-imposto.
Para amaciar a falta que Ledger fez a este filme, a saída criada por Chris, seu irmão Jonathan Nolan e o co-roteirista David Goyer foi trazer para as telas o personagem responsável por quebrar o herói nas histórias em quadrinhos, Bane. E para todos aqueles que tinham medo do vilão ser mal trabalhado no filme, Nolan deixou um grande presente. Já na primeira cena do filme vemos um sujeito enorme e frio, que tem todos os movimentos calculados como um bom enxadrista e impõe nos seus oponentes o mesmo medo que o Batman conseguiu espalhar pelo submundo de Gotham City. Tom Hardy mostra mais uma vez que não foi contratado por seus músculos e sim por sua atuação, mesmo que com aquela mascara no rosto não se de para aproveitar quase nenhuma expressão de raiva.
Sexy, ágil e dissimulada como a ladra de joias, Anne Hathaway mostra ser capaz de fazer muito homem esquecer a lambida que Michelle Pfeiffer deu em Michael Keaton no segundo longa de Batman dirigido por Tim Burton. Blake, Gordon-Levitt engrossa a voz, ganha peso e cara de homem, e comprova a posição alcançada em A Origem, como potencial astro de filmes de ação – e ser um bom ator.
Michael Cane, o Alfred, é o personagem mais emociante do filme e com as frases de maior efeito moral. Você se paga chorando ao menos duas vezes com os sermões dados pelo mordomo à Bruce Wayne.
Nolan está alcançando seu merecido lugar no Hall de Grandes Diretores, já tem meu respeito desde seu segundo filme Amnesia (2000). É incrível como tudo que este homem poem a mão se transforma em algo mágico e rico em detalhes. Christopher não tem tido trabalhado sozinho nestes filmes, Jonatham Nolan está na equipe como roteirista desde Following (1998) e tem feito um grande trabalho também.
Agora, uma das coisas que mais chama atenção no filme, é a trilha sonora. Mais uma vez temos Hans Zimmer, o grande gênio por trás de Gladiador e A Origem. Zimmer não só te faz se transportar para Gotham, mas te faz sentir, toda a anarquia, todo horror que a cidade vivia.’
Bom, é isso. Me desculpem pela falta de informações adicionais, mas foi por querer transcrever a menor quantidade de spoilers possíveis. Deixem seus comentários!
Rock ofAges é um grande tributo de amor ao Rock’n'Roll e a todos que fazem ser o que o Rock é.
Sherrie Christian é uma típica garota do interior dos Estados Unidos, que decide viajar até Hollywood para realizar seu sonho: tornar-se uma estrela da música. Infelizmente, assim que chega à cidade grande, ela tem a mala com todos os seus discos favoritos roubada.
Drew Boley, o funcionário do “Bourbon Room”, uma badalada casa de shows de Los Angeles, tenta pegar o ladrão mas falha. Ele então ajuda Sherrie a conseguir um trabalho como garçonete e os dois começam a se apaixonar.
Enquanto isso, o dono do Bourbon Room, Dennis Dupree e seu fiel escudeiro Lonny Barnett tentam encontrar um jeito de pagar os impostos atrasados do clube. Com a corda no pescoço, a salvação encontra-se em um show da banda de Stacee Jaxx, um excêntrico mega astro do rock.
Temos também a ultra conservadora esposa do prefeito, Patricia Whitmore, que está em uma cruzada pessoal de fechar o Bourbon Room para sempre. Ela alega que a música do lugar destrói a juventude… mas seria esta sua única motivação?
Sim, existem várias histórias parecidas com essa. Mesmo assim, o filme nos apresenta cada personagem de forma peculiar, e logo aprendemos a gostar de cada um.
O filme é um musical, temos o efeito “Disney” de fazer filmes, onde todos os personagens param o que estam fazendo e começam a cantar e dançar. Apesar de acontecer varias vezes ao longo do filme, o mesmo evento não deixa de empolgar cada vez que começa uma musica diferente.
Não sou muito fã do Tom Cruise, mas ele está neste longa completando excelentemente o elenco fantástico que trás o filme. Consigo sentir que os atores se divertiram no set.
Juliane Hough transmite a inocência e deslumbramento da personagem Sherrie, que junto á Diego Boneta, faz um par perfeito, pois sua interpretação de Drew como rapaz sonhador e deboa índole é impecável.
Tom Cruise entrou completamente no papel de Stacee Jaxx, que é uma caricatura da imagem que muitas pessoas tem de rockstars. Jaxx sempre parece estar em outro mundo, sempre cercado de mulhers mais do que dispostas a serem seus travesseiros e cobertores.
Cheio de tatuagens, com uma fala arrastada e um olhar distante, Jaxx só parece realmente vivo quando sobe ao palco. Mas uma entrevista com uma repórter da revista “Rolling Stone” (interpretada magnificamente por Malin Akerman) mostra que o músico tem uma personalidade muito mais complexa do que mostrado inicialmente.
Mesmo sem conhecer Adam Shankman, você consegue sentir os tons de seus filmes anteriores dançando na tela.
A trilha sonora foi muito bem escolhida e mesmo que o filmes esteja sendo mal aceito pelos críticos, acredite e olhe com bons olhos, você enxergará um grande filme.
É bem difícil falar de um filme perfeito. Gostei de tudo no longa. Desde atuações a planos sequencia que são o tipo de filmagem preferido do Wes Anderson. Fotografia apaixonante como todo filme desse grande diretor.
Fui meio ignorante ao pensar que o filme, além de estrelar, também seria dirigido pelo mestre Clint. Vi um pôster do filme antes de entrar na sala e o nome do assistente de direção de alguns dos meus filmes preferidos estava lá Robert Lorenz como diretor da obra. Não tive preconceito, mas fiquei com o pé atras, pois estava esperando outra coisa. Mas Lorenz soube estreiar, colocando tudo nos eixos. Mas da pra sentir a escola Eastwood no longa, eu digo pela demora no story-telling, mas não achei exagerado. Ficou tudo no limite correto. Apesar do roteiro não ter estrutura suficiente para se sustentar, Amy Adams e Clint fazem o ingresso do cinema valer a pena!
Redenção
3.9 525 Assista AgoraFilme do diretor Marc Forster (007 - Quantum of Solace - 2008, O Caçador de Pipas - 2007) que já fora nomeado ao Globo de Ouro de 2005 por Em Busca da Terra do Nunca e volta agora com a adaptação do livro Another Man's War: The True Story of One Man's Battle to Save Children in the Sudan escrita por Jason Keller, chamada Machine Gun Preacher - (Redenção, na tradução brasileira)
O filme começa lhe introduzindo ao mundo conturbado do Sudão no ano de 2003 e logo em seguida o contraste da vida de um cara que tinha tudo pra viver feliz e mesmo assim preferia jogar a vida fora.
Após sair da prisão, Sam Childers (Gerard Butler - 300 - 2005, Código de Conduta - 2009) encontra sua esposa, Lynn (Michelle Monaghan - Contra o Tempo - 2011) que acabara de se converter e deixara de ser Stripper de uma boate e começou a frequentar uma igreja da região.
No inicio do filme, vemos que tem muita história à ser contada, mas é acelerada em cortes de tempo para o ponto chave do filme onde Sam, já convertido, assiste ao culto de um pastor que esteve na guerra civil do Sudão e conta sua experiência na África. Chielders decide viajar ao país para ajudar e então se depara com um caos sub-humano onde crianças são tiradas de seus pais, que na maioria das vezes são mortos, e treinadas para matar.
Agora Sam tem uma certa fidelidade com aquelas crianças e faz de tudo para ajuda-las e então pira completamente, se põe acima de seu próprio Deus e começa a fazer justiça com as próprias mãos.
O filme mantém o ritmo acelerado todo o tempo, mas não te deixa perdido, a edição fica por conta de Matt Chesse, que já foi indicado ao Oscar de 2005 também com o filme Em Busca da Terra do Nunca, tem como a principal condição de te deixar entrar na mente de Sam, e consegue, você pondera decisões junto com o protagonista, bola planos e se despedaça com as decepções.
Mixagem, que deixou a desejar ou o problema foi que eu estava em uma sala com áudio 2.0. (sala 2 do Cinemark Santa Cruz, alguém ai checa essa informação pra mim?)
As imagens são de Roverto Schawfer (007 - Quantum of Solace - 2008) e a trilha sonora de Asche & Spacer.
Mesmo como grande admirador de Gerard Butler, creio, que essa ainda não foi a vez dele, mesmo sendo o personagem principal; mas sua atuação deixa a desejar em pouquíssimos momentos, talvez pela falta de talento, que creio eu, pode muito bem ser desenvolvida com um bom diretor.
É um filme para se ver em tela grande, não deixe de fazer isso se você se interessou pela história, com certeza você se sentirá mais envolvido com o filme.
As cenas são fortes, diria realmente chocantes, e te deixam como se realmente vivesse no meio de tudo aquilo, talvez seja um filme merchandising para que você sinta vontade de ajudar a grande obra de Sam, talvez não.
Guerreiro
4.0 920 Assista AgoraWarrior, Guerreiro na sua tradução literal para o português e provavelmente o nome do filme aqui no Brasil, é um longa escrito e dirigido por Gavin O'Connor (Força Policial - 2008, Desafio no Gelo -2004) que não estreará nos cinemas por aqui mas estará em breve em dvd.
O filme nos apresenta dois irmãos separados pela vida, ou se você quiser culpar alguém: separados pelo o fato do pai ter sido um alcoólatra e destruir a família, fazendo com que sua mulher e os dois filhos Tommy Conlon (Tom Hardy - Rock'n'Rolla - 2008, A Origem - 2010, Dark Knight Rises - 2012) e Brendan Conlon (Joel Edgerton - Rei Arthur - 2004, O Enigma de Outro Mundo - 2011) fugissem para longe.
Depois de muitos anos Tommy volta a casa do pai (Nick Nolte - Cabo do Medo - 1991, Além da Linha Vermelha - 1998) e descobre um novo homem, que vai à igreja e está prestes a completar mil dias sem beber; mas o filho mais novo não quer perdoa-lo e sim, pedir para que treine-o para o torneio Sparta de MMA.
Enquanto isso o filme aborda a nova vida de Brendan, que havia fugido de casa quando mais novo com sua atual mulher e tenta, agora, salvar sua família de ser despedida dando aulas de Física e lutando em estacionamento de bares. Mas isso não soa muito bem para Zito (Kevin Dunm - Transformers - 2007, Vicky Cristina Barcelona - 2008) diretor do colégio, que o afasta de suas aulas por seis meses e o deixa sem remuneração. Brendan não vê outra solução a não ser: voltar a lutar e entrar no torneio Sparta e isso o colocará em rota de colisão com seu irmão mais novo.
O longa que tem uma ótima montagem te apresenta a história do que passou, apenas com diálogos e assim você é aprensentado à vida dos irmãos Conlon. Talvez seja aquele tipo fácil de adivinhar o filnal, e de fato é, eu consegui isso bem no começo. Mas como os fins não justificam os meios: a diferença está em como tudo se desenrola até este final e é aí que você vê o pouco uso de clichés e se surpreende.
Tommy é um grande personagem, alguém que tem muita bagagem de uma vida inteira de sofrimentos e Tom Hardy o interpreta com grande perfeição deixando bem claro que não são só seus músculos que foram contratados para o filme e sim sua atuação. Brendan, tem todo o peso de alguém que carrega a casa e a família nas costas, mas não deixa de ser forte e sorrir para vida; Joel Edgerton não fica para trás e faz uma grande atuação.
A sequências de lutas são fortes e muito bem apresentadas mas não exageradas e, ao contrario do que se vê na grande maioria dos filmes "de luta", aparecem na hora certa e te deixa com o coração acelerado seja pelo fato de ter sido tensa ou por você já estar envolvido demais e não querer ver nenhum dos Conlon perdendo.
Eu fiquei super empolgado com este filme, mas não só eu o filme está sendo bem reconhecido pelo mundo e deve concorrer ao Oscar, assim espero.
Tudo pelo Poder
3.8 765 Assista AgoraO filme se passa em Des Moines, Iowa, algumas semanas antes do partido democrata escolher seu candidato para a concorrer à presidência dos Estados Unidos e gira em torno de Stephen Myers (Ryan Gosling, A Garota Ideal - 2007, Drive - 2011), um diretor de comunicação que se mete em trapaças e artimanhas políticas para conseguir a indicação de seu candidato, Governador Mike Morris.
Com um enredo fácil de entender, mesmo para quem não entende tão bem de politica, como eu, o filme mantem um ritmo ascendente até o clímax, que demora pra chegar, mas faz todo o resto valer a pena. A parte fraca do filme é usar fatalidade como saída para resolução da falta de criatividade do escritor da trama.
Clooney mais uma vez faz uma brilhante atuação, você percebe isso em cada detalhe de tentativa para escapar de uma culpa enquanto Stephen o encara; e com boa escolha de ângulos e enquadramentos não decepciona como diretor.
Gosling não fica pra trás e faz seu jogo politico com perfeição, o que com certeza lhe renderá uma indicação ao Oscar. Você se deixa levar pelo o que Stephen está pensando e se envolve com seus planos, torce por sua carreira e cria expectativas com o personagem.
A fotografia do drama fica por conta de Phedon Papamichael e não nem muito de especial à acrescentar, ele segue seu estilo clássico e simples. A parte excepcional é da trilha sonora composta por Alexandre Desplat que, assim como em Discurso do Rei, te envolve ao som de notas suaves de seu piano usual.
Este filme provavelmente não ficará muito tempo em cartaz no Brasil, diferente de Crepusculo que já fazem semanas que não para de passar. Então corra, ou vá andando, mas não deixe de ver este filme em tela grande. Fique com o trailer e deixe seu comentário.
Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras
3.8 2,2K Assista AgoraDefinir o filme em uma frase: Guy Ritchie e Sherlock Holmes voltam melhor ainda"
Seja meu apego pelos filmes de Guy Ritchie (Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes - 1998, Snatch - 2000, Rock'n'Rolla - 2008) ou seja pela minha fascinação em Sherlock Holmes, mas o filme é incrível.
Sherlock Holmes 2 - A Game of Shadows, se passa um ano após os eventos do primeiro filme da franquia. A trama, que é narrada por John Watson, Holmes tem provas dedutivas, até então, de que o Príncipe Herdeiro da Austrália não cometeu suicídio, como afirmava Lastrade, e sim, foi assassinado – um assassinato que é apenas uma peça de um quebra-cabeça maior e muito mais portentoso, desenhado pelo professor Moriarty.
Misturando negócios com prazer, Holmes segue as pistas até um clube subterrâneo, onde ele e seu irmão, Mycroft Holmes (Stephen Fry) estão brindando a última noite de solteiro do Dr. Watson. É lá que Holmes encontra Sim (Noomi Rapace), uma cartomante cigana, que vê mais do que diz e cujo o envolvimento inconsciente no assassinato do príncipe faz com que ela seja o próximo alvo do assassino. Holmes consegue salvar sua vida e ela, com relutância, concorda em ajudá-lo em troca.
A investigação torna-se cada vez mais perigosa a medida que leva Holmes, Watson e Sim através do continente, da Inglaterra para a França, depois para a Alemanha e, finalmente, para a Suíça. Mas o astuto Moriarty está sempre um passo à frente e constroí uma teia de morte e destruição - tudo parte de um plano maior que, se bem sucedido, irá mudar o curso da história.
Filmes do Guy Ritchie quando são bons, começam com narrativa, e neste caso de Watson. O filme tem o ritmo e a astucia já vista em outros filmes do diretor, mas agora aplicadas de forma eficiente, coisa que não existia no primeiro filme da série.
Temos de volta aquelas clássicas sequências de flashback resumindo eventos passados que coincidem com os resultados do presente e te deixa de boca aberta. James Hebert volta neste longa, como editor, ele trabalha com Ritchie desde Revolver - 2005. Os dois provavelmente devem se entender muito bem, trabalhando juntos temos esse resultado fantástico!
O crédito não é todo de Ritchie, claro, a Technicolor fez um ótimo trabalho, como sempre, e junto ao grande Philippe Rousselot não havia possibilidades de ser diferente. As cores, as lentes, as câmeras e os ângulos trabalham bem individualmente, mas quando combinados à trilha sonora do mestre Hans Zimmer viram uma obra de arte completa. Zimmer da a graça do filme com o violino animado, que já virou marca registrada de seu trabalho com a franquia Sherlock Holmes.
Não podemos deixar de lado a sequência de tiros e bombas no meio de uma floresta alemã lá pro final do filme; que é um belíssimo trabalho filmado com câmeras Phanton que capturam em 1000 quadros por segundo, uma câmera convencional faz 24. Balas e bombas estourando árvores e explodindo tudo numa velocidade muitíssimo reduzida.
Robert Downey Jr. é o cara certo para interpretar o Sherlock recriado por Ritchie, parece que ele já tem aquilo no sangue. Aquela cara sarcástica e velocidade para diálogos conclusivos, são o clichê gracioso de Robert.
Jude Law com certeza não fica atrás, ele mostra ser um personagem, secundário, mas muito independente, que tanto sozinho, quanto na presença de Holmes, sabe onde ir, sabe como agir.
As Aventuras de Tintim
3.7 1,8K Assista AgoraSteven Spielberg volta às origens com classe.
(Primeiro, minha revolta: -Que esse filme é muito bom, não tenho duvidas e que ele tem uma ótima imagem e qualidade inacreditável, não discordo. Mas ele não mereceu mesmo o premio de Melhor Filme de Animação do Globo de Ouro. Porque este filme não é animado, é captura de movimento e essas duas modalidades são bem diferentes.)
Tintim (Jamie Bell) é um jovem repórter, que está sempre atrás de boa matéria. Um dia, ele vê à venda na rua o modelo de um galeão antigo e resolve comprá-lo. Logo dois outros interessados o abordam, querendo adquirir o objeto, mas Tintim não o vende. Ele leva o galeão à sua casa, onde o coloca em destaque. Só que a entrada de um gato faz com que Milu, seu cachorro, o persiga dentro de casa e, por acidente, derrube o galeão. Ele fica danificado e um pequeno cilindro sai de seu interior, sem que Tintim perceba. Logo Tintim e Milu vão à biblioteca, onde tentam encontrar mais informações sobre o navio retratado no modelo.
Ao retornar percebem que o galeão foi roubado. Tintim vai até a mansão recentemente comprada pelo doutor Sakharine (Daniel Craig), um dos interessados em comprar o modelo, mas nada descobre. Ao retornar ele encontra o cilindro e percebe que, dentro dele, há uma pista para um tesouro perdido. É o início de uma nova aventura, onde Tintim e Milu se juntam ao capitão Haddock (Andy Serkis) na disputa contra Sakharine para encontrar o tesouro.
Tintim é um sonho de produção, que há muito tempo era inviavel para Spielberg, seja por ser caro de se produzir ou até mesmo o maior impecilio: Tintim não é muito conhecido nos EUA e um alto investimento sempre visa um alto retorno.
Como fã maluco de animação clássica como Branca de Neve, Dumbo, entre outros, que são desenhados a mão, eu costumo não gostar de Moticap. Já havia me decepcionado muito com esta técnica de animação, assim foi com A Casa Monstro da Disney e A Lenda de Beowolf e quando fiquei sabendo que este filme também usaria esta técnica, fiquei bastante desapontado. Bom, pelo menos até ver vídeos da produção antes do lançamento e quase cair pra trás com as novas ferramentas que foram implantadas neste sistema. Sem contar, também a dedicação da equipe por trás disso tudo.
Outro detalhe que me chamou bastante atenção para assistir este filme, foi o fato de o personagem Haddock ser interpretado por Andy Serkis que é bastante chamado para este tipo de produção, assim foi com a Trilogia Senhor dos Anéis, King Kong e Planeta dos Macacos: A Origem. Andy está bem acostumado com este tipo de arte e sabe bem como atuar mesmo com toda aquela parafernália no corpo, para quem não sabe: ele é o Gollum, o próprio King Kong e Cesar.
O filme de Steven Spielberg volta às origens por ser rápido, cheio de mistérios e o ritmo intenso que estávamos acostumados a receber do diretor de E.T. Tudo no filme é fantástico e em 5 minutos de filme você esquece é computação gráfica e embarca na alucinante aventura do repórter Tintim. O roteiro de Steven Moffat, Edfar Wright e Joe Cornish teve uma ótima adaptação de Tintim: O Caranguejo das Tenazes de Ouro e O Segredo do Licorne.
As imagens em 3D são de arrepiar e deixa de ser uma mero detalhe para quem está mais interessado na história. E quando Spielberg usa o famoso "Long Take" (quando a camera não corta e a cena continua de uma única visão) no meio de toda aquela confusão com pessoas pulando de um lado para o outro, hotéis deslizando por ruas, aguias roubando pergaminhos, você se agarra a cadeira e prende a respiração querendo que aquilo não acabe mais.
Como falar de Spielberg e deixar de falar de John Williams? Seria um certo tipo de cliché ir no cinema, sabendo que o Williams vai fazer de novo uma trilha sonora fantástica? Bom, se for, é o cliché de cinema que eu mais gosto. É fato que Spielberg sem John Williams não seria nada, e é fato também que sem Williams o diretor não seria muita coisa. Os dois se completam de uma forma espetacular mais uma vez.
A mixagem do filme faz com que as dimensões aumentem de 3 para umas 5, você fazendo com que você se sinta mesmo no meio de tudo aquilo de verdade. O realismo está completo com a iluminação que o pessoal da WETA digital aplicou a este longa.
O Homem que Mudou o Jogo
3.7 942 Assista AgoraO nome original desta adaptação, dirigido por Bannett Miller, é uma expressão americana que não tem tradução literal para o nosso idioma, mas O Homem Que Mudou o Jogo, se encaixou perfeitamente. Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game, é o nome do livro de Michael Liwes que originou o roteiro do filme, conta a historória real de Billy Beane (Brad Pitt - A Árvore da Vida - 2011), o empresario do time americano de baseball, Oakland Atlethics, que se vê em desespero por ter pouco orçamento e um time fraco que tem perdido suas ultimas partidas e cria um novo sistema de avaliação de jogadores por estátistica.
Por decepção com seus olheiros contratados para encontrar bons jogadores, Billy começa a trabalhar com Peter Brand, um economista que ajuda cria um sistema baseado em cálculos estatísticos dos jogadores para contratar os melhores jogadores. Mesmo recebendo más críticas eles continuam o projeto até o fim.
O longa de 133 minutos tem um ótimo roteiro desenvolvido e editado de forma que todos possam entender e acompanhar sem conhecer o esporte, e te insere na mente de Billy Beane, Pitt o interpreta de forma excelente e sem falhas.
O filme tem previsão de estreia para 3 de Fevereiro no Brasil, mas enquanto esse dia não chega fique com o trailer.
Love
3.1 70 Assista AgoraApós perder contato com a terra, o Astronauta Lee Miller fica preso na Estação Espacial Internacional . Enquanto o tempo passa e o Sistema de Suporte de Vida diminui, Lee batalha para manter sua sanidade mental e simplesmente permanecer vivo. Ele vive uma existência claustrofóbica até fazer uma estranha descoberta abordo.
O filme não tem data e nem previsão de estreia no Brasil, mas você ja pode achar-lo em DVD no site do Angels & Airweves e iTunes Store.
Escrito e dirigido por William Euban e produzido por Tom DeLonge e os Angels and Airwaves; Love é um filme com uma fotografia excepcional e enredo de arrepiar. Você embarca em uma longa viagem com o astronauta Lee Miller que fica sem contato com a terra onde, agora, vive solitario abordo da Estação Espacial Internacional. Apesar da ideia já ter sido mostrada em outros filmes como Solaris, Moon e 2001: Uma Odisséia no Espaço; Love é um show de som e imagens que vale a pena ser assistido em alta qualidade.
J. Edgar
3.5 646 Assista AgoraJ. Edgar Hoover foi o cabeça por trás do FBI durante 48 anos até morrer em 1972; antes de sua entrada era apenas Bureau of Ivestigation, então, em 1935 foi adicionado o "Federal". Sob as administrações de Coolidge, Hoover, Rossevelt, Truman, Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon, ele foi, muitos acreditam, o segundo homem mais poderoso em governo. Agora fazem 39 desde sua morte, e o que a maioria das pessoas provavelmente pensam é que ele gostava de se vestir igual mulher. Este trecho de fofocas, que nunca foi verificado, é acompanhado por detalhes de que ele nunca se casou, viveu com sua mãe até que ela morreu, e tinha uma forte amizade de longa data com Clyde Tolson, o bacharel alto e bonito que herdou sua propriedade.
É, portanto, categoricamente afirmável que Hoover era gay, o que teria sido irônico já que ele reuniu arquivos secretos sobre a vida sexual de todos proeminente na vida pública e usou para alavancar o seu trabalho durante 47 anos e aumentar o poder no FBI durante cada um deles. Era aberto contra a homossexualidade, e se recusou a permitir que gays (ou muitos negros, mulheres ou qualquer outra) para tornar-se agentes do FBI.
Hoover era um homem fechado, sua face era uma laje de petulância. Ele era tão sem carisma que é quase possível perder o brilho da atuação de Leonardo DiCaprio em "J. Edgar". É um realizamento completo, com um desempenho sutil de persuasão, sobretudo em suas cenas com Armie Martelo com Tolson. Na minha visão do filme, os dois eram homossexuais reprimidos, Hoover mais que Tolson, mas depois de um "amor a primeira vista" e um namoro curto, eles se afastaram e começaram uma vida como "companheiros de longa data"
O filme do grande Clint Eastwood é firme na sua recusa de baratear e manchar inventando cenas picantes. Eu não entendo a impressão de "J. Edgar", que tinha Eastwood particularmente a respeito de Hoover, mas eu acredito que ele respeitava sua fachada de "inflexível público". É possivelmente o desempenho ao longo da vida de Hoover, que o fascinava. Há um tema que atravessa a maioria de seus filmes desde "Bird" (1988): o homem inabalável comprometidos com sua própria idéia de si mesmo.
Como um filme de época/biográfico, J. Edgar é magestral. Poucos filmes abrangem sete décadas tão confortavelmente. Os sets, os adereços, as roupas e cada detalhe, parecem sem esforço algum certos, e observe com Estwood manipula os muitos papeis de apoio (alguns deles retratando pessoas famosas). Estes personagens menores são todos de alguma forma, relacionados a imagem formidável de Hoover público. Como pessoa ou como personagem, ele era uma estrela de palco, tela, rádio e jornais.
É um belo toque, a forma como Eastwood e DiCaprio criam um personagem que parece ser uma zona morta e fazê-lo eletrizante em fotos de outros agentes de reação.
Histórias Cruzadas
4.4 3,8K Assista Agora“The Help” nome original, é uma profunda história humana, tocante e cheia de humor e de despedaçar corações, é um filme raro em qualquer época do ano, especialemente no verão. É isso que faz com que “Histórias Cruzadas” seja um baita presente para os amantes da setima arte.
Este longa poderia ter sido um completo desastre. O romance de Kathryn Stockett’s, não agradou alguns críticos. E a versão cinematográfica de The Help, dirigida e escrita - a pedido do Stockett - pelo relativamente inexperiente Tate Taylor, seu amigo, faz plena justiça a essa intenção. Curto no estilo e técnica chamativo, The Help em filme compensa com uma força emocional genuína.
Os atores são sublimes. A começar com a brilhante Viola Davis como Aibileen Clark, a governanta que ajudou a criar 17 crianças brancas para várias famílias, mas ainda está se recuperando da morte acidental de seu único filho. Aibileen morde a lingua quando sua patroa, Ahna O’Reily, ignora sua própria filhinha e os sentimentos de Aibileen quanto ela é relegada para fora do novo banheiro. Sua amiga, Minny, não será a que única a segurar a barra e é demitida ao por um ingrediente secreto na torta de seu patrão racista. Minny é obrigada a aceitar o emprego oferecido por Celia Foote, que poderia ter sido incrível, mas não interpreta com tanto calo e sentimento quanto em "The Tree of Life".
A catalisadora do filme é Eugenia “Skeeter” Phelan (Emma Stone), uma recém-graduada de Ole Miss que está querendo alavancar sua carreira como jornalista obtendo a confiança de Aibileen e Minny para que conte todos os seus sentimentos sobe como é trabalhar para famílias brancas no Sul. Skeeter é uma parte complicada - menina branca que liberta feminilidade de escravizadas negras - mas Stone, um talento excepcional, é tão é tão subtilmente eficaz em mostrar ingenuidade Skeeter.
Este é um ótimo filme, envolvente e com atuações maravilhosas. Fiquei submerso e fascinado com os ótimos personagens, embora eu estivesse ciente que era uma fabula sentir-se bem, com uma história que lida com a dor sem se importar em ser dolorosa.
Reis e Ratos
2.6 258Mais um exemplo de que o cinema nacional ainda não está morto e enterrado, pelo menos não o que vai a grande publico. O filme foi feito com baixo orçamento e reaproveitando cenários e figurinos de outros filmes. Gravado em 17 dias e executado entre amigos. Apesar de soar uma "produção barata" esses ingredientes dão uma outra cara ao filme e constrói um filme muito interessante. Mostrando que é suficiente inovar para contar bem uma história já bem conhecida sem fazer você dormir no filme.
Os personagens da trama são marcados pelo clima conspiratório que vivia o Brasil de 1964. Amélia Castanho (Rafaela Mandelli)e Troy Somerset (Selton Mello) são são uma espécie de representação do ponto de vista feminino e masculino da trama com um objetivo em comum: ambos não querem saber de conspirações, golpe etc; só querem a tranquilidade de poder trabalhar de pijamas e ser amado de verdade por alguém.
Enquanto isso, com a eminência do golpe de 64, Troy, agente da CIA, começa voltar sua fidelidade aos EUA, então começa a tramar contra o golpe em vez de colaborar com ele. Casado com a brasileira Leonor, Troy – com seus olhos propositalmente apertados num tom de canastrão – discorre sobre seu apego ao Brasil em alguns de seus impagáveis diálogos com o major Esdras. Aliás, esta é melhor parte do filme - diálogos no estilo Tarantino, nos fazem aguardar ansiosamente o retorno deles todas as vezes em que a história se foca nos outros personagens.
Um ponto forte, que da pra notar com facilidade no filme, é que o diretor Mauro Lima parece buscar inspiração de características de filmes non-sense e conspiratórios como Queime Depois de Ler. Outro ponto forte é a música, a trilha sonora da o ar cômico absurdo que exala por todo o filme, ficando a cargo da canção-tema, composta por Caetano Veloso especialmente para o longa, a função de cantar de maneira um pouco melancólica que todos têm algo de rei e algo de rato. Mas, em alguns momentos, os homens são mais ratos.
Todos esses aspectos desenham com tons de preto e branco e cores amareladas a história recente do Brasil, de forma que a influência norte-americana no golpe militar, a guerra fria e todas as consequências sobre as nossas vidas até hoje, parecem tão estúpidas e desumanas que nem parecem ser verdade.
A Dama de Ferro
3.5 1,7KVocê tem que ser muito talentoso para trabalhar com Meryl Streep. Também ajuda se você souber como usa-la. “A Dama de Ferro” falha nestas duas categorias. Streep cria uma representação fantástica de primeira ministra britânica Margaret Thatcher, mas neste filme ela está completamente sem destino. O diretor Phyllida Lloyd e roteirista Abi Morgan parecem ter pouca idéia clara do que eles pensam sobre Thatcher, ou o que eles querem dizer.
Margaret Thatcher teve personalidade para tomar medidas impopulares durante a recessão econômica causada pela crise do petróleo no final da década de 1970, assim como teve personalidade para entrar na Guerra das Malvinas, indo contra a situação econômica de seu país, pois geraria muitos gastos. É interessante ver como alguém que enfrentou tantas batalhas em sua vida teve outra batalha na velhice, a de ser uma pessoa “comum”, que quer ter o direito de comprar seu próprio leite sozinha, e está é a cena de abertura de A Dama de Ferro; uma mão artrítica pega um litro de leite em uma prateleira de uma loja de esquina - imediatamente lembrando expressão "Margaret Thatcher, snatcher milk" (A Ladra de Leite) que ganhou do Secretário de Educação, pós ter abolido o leite gratuito para as crianças da escola pública.
Apesar de toda complexidade aparente, este, é um roteiro simples: uma mulher idosa vê como única solução para se livrar da iminente loucura, uma limpeza dos armários do seu marido. O incrível é como a personagem dessa amável senhora, numa narrativa bem linear, é intercalada de modo fantástico com a Dama de Ferro. Há um instigante retrato psicológico da líder do governo entranhado num outro filme que poderia ser considerado até banal.
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
4.2 6,3K Assista AgoraDemorou, sim, se você pensar o quanto realmente se passou desde o lançamento de Batman Begins (2005) mas na mente de fãs maniacos da franquia, como eu sou, os dias voaram, os anos foram quase insignificantes. O primeiro filme de Batman trouxe ao publico um nome, que até então, era desconhecido; Christopher Nolan. O gênio por trás do roteiro e da direção da trilogia do Homem Morcego, mas este não foi o único nome, Christian Bale, Michael Cane, Lian Nilson, Morgan Freeman, grandes nomes que se juntaram ao elenco do primeiro filme da série inocentemente, que até este ponto, não passava de “filme de herói”, sim, estes filmes que a crítica costuma ignorar, o Oscar finge que não existe. O filme foi um sucesso de bilheterias, atraindo não só fãs do herói, mas sim, fãs de filme, fãs de cinema, fãs de ação.
Três anos depois é lançado pelo mesmo diretor O Cavaleiro das Trevas em 2008. E o sucesso foi maior que o antecessor. Deixando pra trás o paradigma de que filmes baseados em quadrinhos nunca seriam bom suficientes, menos ainda chegariam a ser tão destacado pela imprensa. O segundo filme trouxe nomes marcantes como Harvey Dent, Ramirez, Maroni e o vilão Coringa como principal (mesmo que ainda alguns não gostem de acreditar que seja) durante todo o filme. Interpretado por Heath Ledger, um nome que marcou. Depois de sua brilhante atuação no filme, Heath faleceu por abuso de calmantes, mas recebeu um Oscar póstumo por Melhor Ator Coadjuvante.
Quatro anos depois somos apresentados ao terceiro e ultimo filme da saga. Com o novo vilão de Gothan, Bane, interpretado por Tom Hardy (A Origem – 2010, Bronson – 2009) e Selina, a Mulher Gato, Anne Hathaway (Alice no País das Maravilhas – 2009, Rio – 2011). Em Gotham de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge passaram-se oito anos desde que Batman desapareceu na noite, e naquele instante passou de herói a vilão. Ao assumir a culpa pela morte do promotor Harvey Dent, o Cavaleiro das Trevas sacrificou tudo o que era importante para ele. Agora, ele terá de lidar com a chegada um ladrão muito esperto e misterioso. Muito mais perigoso, no entanto, é o aparecimento de Bane, um terrorista mascarado, cujo plano é tirar Bruce desse exílio auto-imposto.
Para amaciar a falta que Ledger fez a este filme, a saída criada por Chris, seu irmão Jonathan Nolan e o co-roteirista David Goyer foi trazer para as telas o personagem responsável por quebrar o herói nas histórias em quadrinhos, Bane. E para todos aqueles que tinham medo do vilão ser mal trabalhado no filme, Nolan deixou um grande presente. Já na primeira cena do filme vemos um sujeito enorme e frio, que tem todos os movimentos calculados como um bom enxadrista e impõe nos seus oponentes o mesmo medo que o Batman conseguiu espalhar pelo submundo de Gotham City. Tom Hardy mostra mais uma vez que não foi contratado por seus músculos e sim por sua atuação, mesmo que com aquela mascara no rosto não se de para aproveitar quase nenhuma expressão de raiva.
Sexy, ágil e dissimulada como a ladra de joias, Anne Hathaway mostra ser capaz de fazer muito homem esquecer a lambida que Michelle Pfeiffer deu em Michael Keaton no segundo longa de Batman dirigido por Tim Burton. Blake, Gordon-Levitt engrossa a voz, ganha peso e cara de homem, e comprova a posição alcançada em A Origem, como potencial astro de filmes de ação – e ser um bom ator.
Michael Cane, o Alfred, é o personagem mais emociante do filme e com as frases de maior efeito moral. Você se paga chorando ao menos duas vezes com os sermões dados pelo mordomo à Bruce Wayne.
Nolan está alcançando seu merecido lugar no Hall de Grandes Diretores, já tem meu respeito desde seu segundo filme Amnesia (2000). É incrível como tudo que este homem poem a mão se transforma em algo mágico e rico em detalhes. Christopher não tem tido trabalhado sozinho nestes filmes, Jonatham Nolan está na equipe como roteirista desde Following (1998) e tem feito um grande trabalho também.
Agora, uma das coisas que mais chama atenção no filme, é a trilha sonora. Mais uma vez temos Hans Zimmer, o grande gênio por trás de Gladiador e A Origem. Zimmer não só te faz se transportar para Gotham, mas te faz sentir, toda a anarquia, todo horror que a cidade vivia.’
Bom, é isso. Me desculpem pela falta de informações adicionais, mas foi por querer transcrever a menor quantidade de spoilers possíveis. Deixem seus comentários!
Rock of Ages: O Filme
3.1 1,3K Assista AgoraRock ofAges é um grande tributo de amor ao Rock’n'Roll e a todos que fazem ser o que o Rock é.
Sherrie Christian é uma típica garota do interior dos Estados Unidos, que decide viajar até Hollywood para realizar seu sonho: tornar-se uma estrela da música. Infelizmente, assim que chega à cidade grande, ela tem a mala com todos os seus discos favoritos roubada.
Drew Boley, o funcionário do “Bourbon Room”, uma badalada casa de shows de Los Angeles, tenta pegar o ladrão mas falha. Ele então ajuda Sherrie a conseguir um trabalho como garçonete e os dois começam a se apaixonar.
Enquanto isso, o dono do Bourbon Room, Dennis Dupree e seu fiel escudeiro Lonny Barnett tentam encontrar um jeito de pagar os impostos atrasados do clube. Com a corda no pescoço, a salvação encontra-se em um show da banda de Stacee Jaxx, um excêntrico mega astro do rock.
Temos também a ultra conservadora esposa do prefeito, Patricia Whitmore, que está em uma cruzada pessoal de fechar o Bourbon Room para sempre. Ela alega que a música do lugar destrói a juventude… mas seria esta sua única motivação?
Sim, existem várias histórias parecidas com essa. Mesmo assim, o filme nos apresenta cada personagem de forma peculiar, e logo aprendemos a gostar de cada um.
O filme é um musical, temos o efeito “Disney” de fazer filmes, onde todos os personagens param o que estam fazendo e começam a cantar e dançar. Apesar de acontecer varias vezes ao longo do filme, o mesmo evento não deixa de empolgar cada vez que começa uma musica diferente.
Não sou muito fã do Tom Cruise, mas ele está neste longa completando excelentemente o elenco fantástico que trás o filme. Consigo sentir que os atores se divertiram no set.
Juliane Hough transmite a inocência e deslumbramento da personagem Sherrie, que junto á Diego Boneta, faz um par perfeito, pois sua interpretação de Drew como rapaz sonhador e deboa índole é impecável.
Tom Cruise entrou completamente no papel de Stacee Jaxx, que é uma caricatura da imagem que muitas pessoas tem de rockstars. Jaxx sempre parece estar em outro mundo, sempre cercado de mulhers mais do que dispostas a serem seus travesseiros e cobertores.
Cheio de tatuagens, com uma fala arrastada e um olhar distante, Jaxx só parece realmente vivo quando sobe ao palco. Mas uma entrevista com uma repórter da revista “Rolling Stone” (interpretada magnificamente por Malin Akerman) mostra que o músico tem uma personalidade muito mais complexa do que mostrado inicialmente.
Mesmo sem conhecer Adam Shankman, você consegue sentir os tons de seus filmes anteriores dançando na tela.
A trilha sonora foi muito bem escolhida e mesmo que o filmes esteja sendo mal aceito pelos críticos, acredite e olhe com bons olhos, você enxergará um grande filme.
Moonrise Kingdom
4.2 2,1K Assista AgoraÉ bem difícil falar de um filme perfeito. Gostei de tudo no longa. Desde atuações a planos sequencia que são o tipo de filmagem preferido do Wes Anderson. Fotografia apaixonante como todo filme desse grande diretor.
Curvas da Vida
3.5 377Fui meio ignorante ao pensar que o filme, além de estrelar, também seria dirigido pelo mestre Clint. Vi um pôster do filme antes de entrar na sala e o nome do assistente de direção de alguns dos meus filmes preferidos estava lá Robert Lorenz como diretor da obra. Não tive preconceito, mas fiquei com o pé atras, pois estava esperando outra coisa. Mas Lorenz soube estreiar, colocando tudo nos eixos. Mas da pra sentir a escola Eastwood no longa, eu digo pela demora no story-telling, mas não achei exagerado. Ficou tudo no limite correto. Apesar do roteiro não ter estrutura suficiente para se sustentar, Amy Adams e Clint fazem o ingresso do cinema valer a pena!
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Fúria de Titãs 2
3.0 1,7K Assista AgoraMais do mesmo, ja vimos tudo o que o filme queria mostrar no primeiro filme, realmente não precisavamos dessa sequencia!
Parabens mais uma vez para ILM!!