Desperdício do cast...Anya e Miles estão tão entrosados, mas faltou um capricho maior com o roteiro. Cliché e genérico, são algumas das palavras que me vem a mente. Não se aprofunda demais nem mesmo nas reflexões que poderiam surgir, nem nas tramas pessoais dos seus protagonistas (a personagem da Drasa é desenvolvida só o mínimo possível para que a ligação dos dois se desenvolva, mas o Levi por outro lado, nem mesmo desenvolvimento tem).
Minha impressão é a de que o budget ficou pequeno para as ideias do diretor, e aí tiveram que focar no romance para fazer o filme acontecer, mas nem o romance nem o mistério foram bem bolados, e a cena final foi de uma preguiça...repito, faltou profundidade.
Filme seco, a atuação do Nicholas Hoult é muito repetitiva, em vários papéis dele, é meio robótica, ensaiada. O dilema moral do filme é muito bom, porém "vem" em uma embalagem insossa. Diferente de Anatomia de uma queda, por exemplo, em que há muita entrega e construção nas relações dos personagens.
Gosto muito do trabalho da diretora Coralie Fargeat, principalmente no filme "Revenge", que acho que gostei mais do que esse. Ao longo da trama, senti falta de um parente, uma amiga, alguém pra chamar a Elisabeth para o "mundo real", mas pensando um pouco mais, percebi que há um personagem na trama com essa função, o suficiente pra mostrar como é a vida: sempre há dois caminhos.
Inclusive, uma das melhores cenas do filme, e o momento que marca o caminho da protagonista como "sem retorno", é o qual ela se arruma para um jantar com esse personagem. A partir daí o filme descarrilha por caminhos cada vez mais insanos e subversivos. Refletindo um pouco mais, cheguei a conclusão de que esse é um filme que deve ser visto como uma caricatura da realidade. Já é uma marca da diretora criar personagens masculinos como predadores sexuais, causando ojeriza no público utilizando comida, olhares, posturas e falas (quem não conhece um homem como aquele vizinho da Sue, hein?) e, soma-se isso aos 20 minutos finais, recheados do humor negro do filme mas elevados à décima potência e tem-se uma belíssima crítica aos padrões de beleza, que afetam sobremaneira mulheres.
Um filme que só cresce quanto mais se reflete e rende mil reflexões. Uma que eu nem tinha percebido, mas que li alguém ressaltando era o quanto a Elisabeth já estava "fora da casinha" por usar sempre aquele sobretudo chamativo amarelo em situações em que ela deveria passar despercebida, ou aquele outro momento em que ela corre de um lado para outro da casa, naquela forma X, uma ironia tão absurda que dá vontade de rir. O final então, acredito que choque tanto, que não atentamos para o fato da mensagem ser: toda tragédia alimentada pela dismorfia corporal e pela pressão estética, é esquecida. A "poeira baixa", e tudo se faz de novo, é a sociedade atual e seus espelhos. Por mais que divida opiniões, o saldo é positivo.
o plano daquele personagem tivesse dado certo e ela tivesse conseguido dar fim à perseguição, deixando de ser hospedeira, mas com a vida arruinada. Entretanto, optaram por deixar em aberto a trama pra viabilizar uma continuação do modo mais chocante possível. A impressão que tive foi que priorizaram o shock value e perderam a mão nos minutos finais.
Até parece que iam deixar AQUELA esculhambação rolar solta como foi. Chatinho. Jack O Connel no automático dele quando faz personagem instável, idêntico a outros papéis do ator. Julia Roberts não sei o que viu nessa personagem boba escorada e apaixonada no escroto do chefe. Foi o nome da Jodie Foster que chamou, certeza. Cospe algumas ideias sobre a sociedade atual e o mercado financeiro, mas não empolga.
Um FILMAÇO que prova que as vezes o público só quer um "feijão com arroz" bem feito. O que mais me admira é o quanto o filme não precisa ser pretensioso e intrincado como os antecessores Prometheus e Covenant, que transferem o protagonismo pra um personagem só (David), quando na verdade o universo que criaram é mil vezes mais interessante.
Prometheus inclusive conta com um elenco de grandes estrelas, motivo pelo qual muitas pessoas reclamaram do cast deste novo filme. Chatos, não tem outra explicação. Gente que já vai disposta a reclamar. O elenco jovem não faz feio, e Cailee Spaeny mostra que vai ser uma grande estrela de Hollywood desde sua participação brutal na série "Mare of Easttown". Isabela Merced quase rouba a cena e protagoniza as sequências mais INSANAS nos quinze minutos finais. Muito boa também.
David Jonsson uma ótima surpresa e seu personagem só cresce ao longo do filme. Li alguns reclamando do androide demonstrar "emoções", inclusive, apresentando "convulsões", mas falta um pouco de boa vontade pra lembrar que na trama, ele era um androide desatualizadíssimo, achado no lixo pelo pai da protagonista. Quando recebeu o upgrade, as atualizações foram feitas, não são convulsões, meramente. No mais, quem acompanhou um pouco das motivações do androide David em Covenant, percebeu que são seres que de certo modo conseguem criar uma personalidade própria, não estando claro se passam ser capazes de sentir ou se apenas reproduzem emoções.
Uma premissa maravilhosa desperdiçada como... sempre? desde TIME que o Shyamalan decepciona com ideias boas e execução ruim. Até o plotwist foi um grande MEH (e olha que foi o ponto alto do filme).
Depois que descobri que a cantora apresentada no filme realmente é um figura artística, além de ser filha do diretor rs tudo fez sentido. Filme pra lançar a filha em Hollywood. Ao menos ele poderia ter feito isso em um roteiro mais inspirado, a ideia era boa, mas no geral tudo é um tédio, ficamos, como espectadores, esperando uma sacada, uma catarse, que nunca chega.
Que psicopata é esse que é um animal, uma besta enjaulada, segundo todos os outros personagens, e não tem as bolas pra matar alguém e fugir? ele nem sequer é capaz de dar um soco em alguém, parecia um donzelo indefeso. Roteiro jogado pelo ralo por completo quando iniciou aquele segundo ato cheio de furos da cantora levando fã em casa pra um café da tarde.
começa muito bem no primeiro ato e depois....ladeira abaixo. decai demais com a entrada do personagem do Joseph Quinn. Vemos aqui a importância de diálogo pra estabelecer coerência entre as relações, e, apesar de existir um certo trabalho mínimo em criar um vínculo entre os personagens, é tudo muito precário, você "não compra" aquela ligação entre os dois. E no coração desses filmes estão as relações pessoais. Senti mil vezes mais a perda do primeiro personagem, amigo da protagonista, que a possibilidade de perda do segundo. E senti uma preguiça dos roteiristas em desenvolver isso, os motivos desse segundo personagem, que é MUITO mal trabalhado. Uma cena com música de drama forçada e melodrama açucarado não resolve (e, inclusive, deu vontade de revirar os olhos). Outra coisa: amo gatos, tenho dois, mas fica barra a suspensão de descrença necessária pra aturar a calma do felino depois de tudo que acontece (qualquer gato teria surtado e atacado aqueles bichos).
Não que a situação da Riley (o medo de ficar sem amigos) não seja bem comum entre jovens, mas poderia ter uma outra problemática envolvida, um jogo maior acontecendo, um problema com os pais...fizeram realmente "qualquer coisa" pois sabiam que o carisma dos personagens ia trazer o público. Gostei, mas poderia ter sido muito superior. Trama excessivamente simplista e simplória. Enquanto houve muito capricho com o interior da Riley, o externo ficou pobre
Tava indo tão bem....mas o terceiro ato é um copia e cola de Rogue One, do mesmo diretor, batido, batido. Me deu foi raiva, parecia o mesmo filme, idêntico desfecho. Quis tentar ser original com essa ideia dele, mas terminou acertando o alvo da genericidade.
O mais incrível pra mim, nesse filme, é que ao fim, se torna possível fazer um paralelo entre o final e entre a trama que a Sandra "plagiou" do marido.
Quando ela menciona que o personagem principal acorda e se descobre vivendo duas vidas: uma em que o irmão nunca morreu e uma em que ele morreu...é a mesma coisa no fim do filme. Passamos, como espectadores, a mesma posição do personagem, vivendo em um mundo em que tanto a Sandra é uma homicida, quanto o Samuel um suicida, o que eu imagino que possa ter sido proposital.
No mais, embora tenha gostado muito do filme, também achei arrastado por vezes, e não entendi ao certo a necessidade de tantas interações dúbias da Sandra com mulheres, por vezes parecia que ela sempre estava flertando. Quanto ao relacionamento que não aconteceu entre ela e o Vincent, me pareceu que na cena final ele se sentiu, talvez, usado por ela? Enfim, filme com muitas possibilidades interpretativas.
Muito interessante a premissa, original. Mas peca do meio pro fim com a pobreza do roteiro, ironicamente....fornece mil motivos para o telespectador não ficar com raiva do desfecho, que, apesar disso, é fraco, sem força, insosso. Preguiçoso também o roteiro ao não fornecer motivos para que um certo personagem tenha conseguido sobreviver, faltou uma exploração maior daquele ambiente.
Tinha potencial mas não segurou a pressão de tratar das coisas que trata do modo escrachado e psicodélico que faz por causa do roteiro meio pobre, quase uma crítica vazia. Algumas escolhas narrativas e criativas que você acha que vai entender em algum momento mas que não chegam em lugar algum.
Ex. o protagonista ser um escritor pobretão e "fracassado", usufruindo da vida luxuosa da esposa (era pra justificar o fato do perfil ser manipulável e suscetível à situações escabrosas apenas para florescer criativamente e ter inspiração?) todos os demais indivíduos envolvidos na seita de milionário maluco eram mais velhos que o protagonista e a Mia Goth, o tal país que tem uma grande facilidade em criar clones dos outros, pra citar alguns...
Parece um episódio de black mirror, mas acho que eles teriam feito uma coisa melhor com isso em menos tempo.
Que filme incrível. Visuais lindos, cheios de cores...é patente a influência do estilo de animação de homem aranha no aranhaverso. E é tão inteligente! cenas complicadas de se colocar em um filme infantil (o gato tendo um ataque de pânico e sendo acalmado pelo perrito, por ex.) são realizadas de modo tão elegante, sensível e engraçadinho, que não parecem deslocadas no contexto geral (os perfis de cada um dos personagens aparecendo dramaticamente em tela cheia quando eles estão peregrinando atrás da estrela é uma graça), e só reforçam a qualidade de toda a equipe que estava por trás. Com dois antagonistas riquíssimos e carismáticos (Lobo, interpretado em inglês pelo Wagner Moura, e a cachinhos dourados, que teve um arco surpreendente), e um mais pastelão (João), tem seu ponto alto no desenvolvimento de cada um dos personagens centrais, desenvolvimento esse que passa longe de ser bobo ou simplista pra um filme infantil, gerando empatia tanto nas crianças quanto nos adultos. A cereja do bolo é a referência à uma possível continuação de Shrek no fim. Merecia ganhar todos os prêmios, pena que vão dar pro outro que "deu mais trabalho" de fazer e tem um figurão por trás rs.
Sabe, as vezes tudo que um filme precisa pra ser considerado bom é não se levar a sério. Mas esse aqui fez justamente o oposto: Não se levou nem por um segundo a sério. Péssimo, abraçaram o trash das formas mais bestas. Ninguém queria ver aquela trama de hippie adolescente. Poderiam ter focado em uma tentativa deles irem para uma ilha, ou sei lá o que. Antes não tivessem retornado pra essa baboseira. Única personagem que funcionou pra mim como alívio cômico foi a Madison.
Li sobre o conceito de "Bestas atmosféricas", e me senti um pouco menos feita de idiota pelo roteiro deste filme. Ainda assim, acredito que Jordan Peele perca muito tempo nessas viagens conceituais dele, e cria pouca coisa concreta de fato, que faça sentido pro telespectador. Esse aqui mesmo, apesar de toda mitologia que possa ter por trás, se dissolve no seu ritmo, maçante. Fazer o oposto de um 'pipocão', um filme nada mastigado, e cheio de nuances que deixam à deriva (de um jeito ruim) a audiência, não necessariamente te faz um gênio.
Se o Arvin tivesse feito o "caminho" inverso nos acertos de contas, o pedófilo do Rob Pattinson morreu fácil demais, tinha potencial ali pra fazer uma baita perseguição, já que ele parecia ser um vilão inteligente e sociopata. Por qual razão ele simplesmente não mentiu quando foi perguntado da gravidez da irmã do protagonista? Após a morte do pastor, já se imagina o que irá acontecer em seguida e o roteiro apenas segue a tendência, restou meio jogado o assassinato do casal de serial killers e a perseguição com o policial corrupto irmão da psicopata poderia ter sido mais interessante se o Arvin descobrisse que ele estava se livrando das provas do que a irmã e o cunhado faziam, da forma como ficaram as sequências grande parte da expectativa e da tensão do expectador vai se esvaindo e perdendo força depois da morte do pastor
O que não necessariamente é bom. Cena muito forte e crível a Gudrun contando para o filho que a vida deles não era o conto de fadas que ele pensava e que o tio era um marido que o pai dele nunca foi. Desde a primeira cena (quando ao chegar o rei se limita a demonstrar afeto apenas ao filho) dava para perceber os sinais do que a mãe falava. Dá pra entender ambos os lados. Naqueles tempos a moral se dobrava em nome da sobrevivência. Senti mais empatia pelo tio que pelo pai. No entanto, Amleth deveria ter deixado ele sozinho após matar a mãe o irmão, para uma vingança posterior, o cara tava muito machucado, mas só se importava com aquilo, assim como o pai com aquele blablabla de morrer pela espada. Agora sabe se lá como a mulher vai criar dois filhos sozinha, fraco aquele argumento de que 'ele tinha parentes' em outra região.
Como muitos abaixo, senti falta apenas de um desfecho no tempo presente envolvendo o casal principal e a reação da esposa. O interessante é saber que na estória real ela permaneceu com o infiel e tiveram mais três filhos depois do ocorrido
Paul rudd não segura o personagem. Caricato demais. Não consegui acreditar em nenhuma cena que o personagem era o que era. Incomoda em alguns momentos, o personagem do Justin Theroux, principalmente. Ele sim um antagonista convincente.
Achei que estava assistindo James Bond não o novo do velozes e furiosos. Abaixíssimo do nível de skyfall e cassino royale. Mas muito abaixo mesmo. Apelam pra cenas mirabolantes de ação pra manter o público cativo no filme, senão sobra nada. Trama confusa e chata. Rami Malek mais caricato que tudo. Fora do tom. Antes continuasse de máscara. Lea Seydoux sem sal e o romance não empolga nada. Por isso tiveram que deixar bem claro que o grande amor dele era a Vesper. Difícil de competir com Eva Green. Ana de Armas só aparece pra ser bonita e some. risos. Num geral só salva por algumas sequências legais de ver e pelo Daniel Craig, que sempre foi um bom 007. Acertam em cheio com dois dos melhores filmes da franquia 007. Pena que adicionam três bombas (quantum of solace, spectre e no time to die) no rol também.
Trama 0, fanservice padrão da Marvel que eu esperava fosse entregue de forma muito melhor (desperdiçaram as melhores aparições com aqueles diálogos ridículos na sala). Motivações pífias. QUEM em sã consciência seria tão ingênuo como o Homem de ferro jr. nesse filme? uma criança de 6 anos, talvez. Brincam com a inteligência do espectador porque sabem que ele não se importará com roteiro nenhum se tiver aquilo que ele quer ver materializado em tela. E é por isso que a Marvel consegue os feitos que consegue, é impossível errar quando se está entregando tudo que o fã quer ver, mesmo que do modo mais tosco possível. Pipocão.
Se eu entendi bem, os vilões foram curados e voltaram para os respectivos universos sem precisarem morrer/serem presos nas mãos do homem aranha. E quem garante que não virarão vilões de novo? o Duende por exemplo, sem família e sem dinheiro, iria fazer o que? o Eletro, novamente um outsider, não iria voltar a querer ter poder e ser reconhecido? Parece pouco crível que caras assim iriam simplesmente seguir uma nova vida
Lendo a entrevista de uma das meia irmãs das meninas, nela, diz ser "ultrajante" o título de 'Rei' e o filme em homenagem à um homem que, anteriormente ao segundo casamento, abandonou ela, seus outros três irmãos e a primeira esposa, um dos filhos tendo até então apenas meses de vida. Segundo ela Richard saiu de casa em meados dos anos 60 dizendo que ia comprar uma bicicleta e nunca mais voltou, vindo a se casar com uma segunda mulher e tendo as meninas Serena e Venus. Se antes de saber da polêmica toda já achava o filme pretensioso e excessivamente focado na figura menos interessante da história, agora tenho certeza de que é uma produção, independentemente do aval ou do apoio de quem quer que seja, equivocada. Realmente é ultrajante.
Entre Montanhas
3.2 318Desperdício do cast...Anya e Miles estão tão entrosados, mas faltou um capricho maior com o roteiro. Cliché e genérico, são algumas das palavras que me vem a mente. Não se aprofunda demais nem mesmo nas reflexões que poderiam surgir, nem nas tramas pessoais dos seus protagonistas (a personagem da Drasa é desenvolvida só o mínimo possível para que a ligação dos dois se desenvolva, mas o Levi por outro lado, nem mesmo desenvolvimento tem).
Minha impressão é a de que o budget ficou pequeno para as ideias do diretor, e aí tiveram que focar no romance para fazer o filme acontecer, mas nem o romance nem o mistério foram bem bolados, e a cena final foi de uma preguiça...repito, faltou profundidade.
Jurado Nº 2
3.6 459 Assista AgoraFilme seco, a atuação do Nicholas Hoult é muito repetitiva, em vários papéis dele, é meio robótica, ensaiada. O dilema moral do filme é muito bom, porém "vem" em uma embalagem insossa. Diferente de Anatomia de uma queda, por exemplo, em que há muita entrega e construção nas relações dos personagens.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraGosto muito do trabalho da diretora Coralie Fargeat, principalmente no filme "Revenge", que acho que gostei mais do que esse. Ao longo da trama, senti falta de um parente, uma amiga, alguém pra chamar a Elisabeth para o "mundo real", mas pensando um pouco mais, percebi que há um personagem na trama com essa função, o suficiente pra mostrar como é a vida: sempre há dois caminhos.
Inclusive, uma das melhores cenas do filme, e o momento que marca o caminho da protagonista como "sem retorno", é o qual ela se arruma para um jantar com esse personagem. A partir daí o filme descarrilha por caminhos cada vez mais insanos e subversivos. Refletindo um pouco mais, cheguei a conclusão de que esse é um filme que deve ser visto como uma caricatura da realidade. Já é uma marca da diretora criar personagens masculinos como predadores sexuais, causando ojeriza no público utilizando comida, olhares, posturas e falas (quem não conhece um homem como aquele vizinho da Sue, hein?) e, soma-se isso aos 20 minutos finais, recheados do humor negro do filme mas elevados à décima potência e tem-se uma belíssima crítica aos padrões de beleza, que afetam sobremaneira mulheres.
Um filme que só cresce quanto mais se reflete e rende mil reflexões. Uma que eu nem tinha percebido, mas que li alguém ressaltando era o quanto a Elisabeth já estava "fora da casinha" por usar sempre aquele sobretudo chamativo amarelo em situações em que ela deveria passar despercebida, ou aquele outro momento em que ela corre de um lado para outro da casa, naquela forma X, uma ironia tão absurda que dá vontade de rir. O final então, acredito que choque tanto, que não atentamos para o fato da mensagem ser: toda tragédia alimentada pela dismorfia corporal e pela pressão estética, é esquecida. A "poeira baixa", e tudo se faz de novo, é a sociedade atual e seus espelhos. Por mais que divida opiniões, o saldo é positivo.
Sorria 2
3.3 606 Assista Agoraacho que teria sido uma escolha de roteiro mais satisfatória se
o plano daquele personagem tivesse dado certo e ela tivesse conseguido dar fim à perseguição, deixando de ser hospedeira, mas com a vida arruinada. Entretanto, optaram por deixar em aberto a trama pra viabilizar uma continuação do modo mais chocante possível. A impressão que tive foi que priorizaram o shock value e perderam a mão nos minutos finais.
Jogo do Dinheiro
3.4 415 Assista AgoraAté parece que iam deixar AQUELA esculhambação rolar solta como foi. Chatinho.
Jack O Connel no automático dele quando faz personagem instável, idêntico a outros papéis do ator. Julia Roberts não sei o que viu nessa personagem boba escorada e apaixonada no escroto do chefe. Foi o nome da Jodie Foster que chamou, certeza. Cospe algumas ideias sobre a sociedade atual e o mercado financeiro, mas não empolga.
Alien: Romulus
3.7 760 Assista AgoraUm FILMAÇO que prova que as vezes o público só quer um "feijão com arroz" bem feito. O que mais me admira é o quanto o filme não precisa ser pretensioso e intrincado como os antecessores Prometheus e Covenant, que transferem o protagonismo pra um personagem só (David), quando na verdade o universo que criaram é mil vezes mais interessante.
Prometheus inclusive conta com um elenco de grandes estrelas, motivo pelo qual muitas pessoas reclamaram do cast deste novo filme. Chatos, não tem outra explicação. Gente que já vai disposta a reclamar. O elenco jovem não faz feio, e Cailee Spaeny mostra que vai ser uma grande estrela de Hollywood desde sua participação brutal na série "Mare of Easttown". Isabela Merced quase rouba a cena e protagoniza as sequências mais INSANAS nos quinze minutos finais. Muito boa também.
David Jonsson uma ótima surpresa e seu personagem só cresce ao longo do filme. Li alguns reclamando do androide demonstrar "emoções", inclusive, apresentando "convulsões", mas falta um pouco de boa vontade pra lembrar que na trama, ele era um androide desatualizadíssimo, achado no lixo pelo pai da protagonista. Quando recebeu o upgrade, as atualizações foram feitas, não são convulsões, meramente. No mais, quem acompanhou um pouco das motivações do androide David em Covenant, percebeu que são seres que de certo modo conseguem criar uma personalidade própria, não estando claro se passam ser capazes de sentir ou se apenas reproduzem emoções.
Filme forte que definitivamente se sustenta sozinho e possui cenas memoráveis, como aquela do ácido e o nascimento do híbrido.
Armadilha
2.7 873 Assista AgoraUma premissa maravilhosa desperdiçada como... sempre?
desde TIME que o Shyamalan decepciona com ideias boas e execução ruim. Até o plotwist foi um grande MEH (e olha que foi o ponto alto do filme).
Depois que descobri que a cantora apresentada no filme realmente é um figura artística, além de ser filha do diretor rs tudo fez sentido. Filme pra lançar a filha em Hollywood. Ao menos ele poderia ter feito isso em um roteiro mais inspirado, a ideia era boa, mas no geral tudo é um tédio, ficamos, como espectadores, esperando uma sacada, uma catarse, que nunca chega.
Que psicopata é esse que é um animal, uma besta enjaulada, segundo todos os outros personagens, e não tem as bolas pra matar alguém e fugir? ele nem sequer é capaz de dar um soco em alguém, parecia um donzelo indefeso. Roteiro jogado pelo ralo por completo quando iniciou aquele segundo ato cheio de furos da cantora levando fã em casa pra um café da tarde.
Um Lugar Silencioso: Dia Um
3.3 805começa muito bem no primeiro ato e depois....ladeira abaixo.
decai demais com a entrada do personagem do Joseph Quinn. Vemos aqui a importância de diálogo pra estabelecer coerência entre as relações, e, apesar de existir um certo trabalho mínimo em criar um vínculo entre os personagens, é tudo muito precário, você "não compra" aquela ligação entre os dois. E no coração desses filmes estão as relações pessoais. Senti mil vezes mais a perda do primeiro personagem, amigo da protagonista, que a possibilidade de perda do segundo. E senti uma preguiça dos roteiristas em desenvolver isso, os motivos desse segundo personagem, que é MUITO mal trabalhado. Uma cena com música de drama forçada e melodrama açucarado não resolve (e, inclusive, deu vontade de revirar os olhos). Outra coisa: amo gatos, tenho dois, mas fica barra a suspensão de descrença necessária pra aturar a calma do felino depois de tudo que acontece (qualquer gato teria surtado e atacado aqueles bichos).
Divertida Mente 2
4.0 645 Assista AgoraNão que a situação da Riley (o medo de ficar sem amigos) não seja bem comum entre jovens, mas poderia ter uma outra problemática envolvida, um jogo maior acontecendo, um problema com os pais...fizeram realmente "qualquer coisa" pois sabiam que o carisma dos personagens ia trazer o público. Gostei, mas poderia ter sido muito superior. Trama excessivamente simplista e simplória. Enquanto houve muito capricho com o interior da Riley, o externo ficou pobre
Resistência
3.3 305 Assista AgoraTava indo tão bem....mas o terceiro ato é um copia e cola de Rogue One, do mesmo diretor, batido, batido. Me deu foi raiva, parecia o mesmo filme, idêntico desfecho. Quis tentar ser original com essa ideia dele, mas terminou acertando o alvo da genericidade.
Anatomia de uma Queda
4.0 978 Assista AgoraO mais incrível pra mim, nesse filme, é que ao fim, se torna possível fazer um paralelo entre o final e entre a trama que a Sandra "plagiou" do marido.
Quando ela menciona que o personagem principal acorda e se descobre vivendo duas vidas: uma em que o irmão nunca morreu e uma em que ele morreu...é a mesma coisa no fim do filme. Passamos, como espectadores, a mesma posição do personagem, vivendo em um mundo em que tanto a Sandra é uma homicida, quanto o Samuel um suicida, o que eu imagino que possa ter sido proposital.
No mais, embora tenha gostado muito do filme, também achei arrastado por vezes, e não entendi ao certo a necessidade de tantas interações dúbias da Sandra com mulheres, por vezes parecia que ela sempre estava flertando. Quanto ao relacionamento que não aconteceu entre ela e o Vincent, me pareceu que na cena final ele se sentiu, talvez, usado por ela? Enfim, filme com muitas possibilidades interpretativas.
Synchronic
2.8 185 Assista AgoraMuito interessante a premissa, original. Mas peca do meio pro fim com a pobreza do roteiro, ironicamente....fornece mil motivos para o telespectador não ficar com raiva do desfecho, que, apesar disso, é fraco, sem força, insosso. Preguiçoso também o roteiro ao não fornecer motivos para que um certo personagem tenha conseguido sobreviver, faltou uma exploração maior daquele ambiente.
Piscina Infinita
3.0 450 Assista AgoraTinha potencial mas não segurou a pressão de tratar das coisas que trata do modo escrachado e psicodélico que faz por causa do roteiro meio pobre, quase uma crítica vazia. Algumas escolhas narrativas e criativas que você acha que vai entender em algum momento mas que não chegam em lugar algum.
Ex. o protagonista ser um escritor pobretão e "fracassado", usufruindo da vida luxuosa da esposa (era pra justificar o fato do perfil ser manipulável e suscetível à situações escabrosas apenas para florescer criativamente e ter inspiração?) todos os demais indivíduos envolvidos na seita de milionário maluco eram mais velhos que o protagonista e a Mia Goth, o tal país que tem uma grande facilidade em criar clones dos outros, pra citar alguns...
Gato de Botas 2: O Último Pedido
4.1 483 Assista AgoraQue filme incrível. Visuais lindos, cheios de cores...é patente a influência do estilo de animação de homem aranha no aranhaverso. E é tão inteligente! cenas complicadas de se colocar em um filme infantil (o gato tendo um ataque de pânico e sendo acalmado pelo perrito, por ex.) são realizadas de modo tão elegante, sensível e engraçadinho, que não parecem deslocadas no contexto geral (os perfis de cada um dos personagens aparecendo dramaticamente em tela cheia quando eles estão peregrinando atrás da estrela é uma graça), e só reforçam a qualidade de toda a equipe que estava por trás. Com dois antagonistas riquíssimos e carismáticos (Lobo, interpretado em inglês pelo Wagner Moura, e a cachinhos dourados, que teve um arco surpreendente), e um mais pastelão (João), tem seu ponto alto no desenvolvimento de cada um dos personagens centrais, desenvolvimento esse que passa longe de ser bobo ou simplista pra um filme infantil, gerando empatia tanto nas crianças quanto nos adultos. A cereja do bolo é a referência à uma possível continuação de Shrek no fim. Merecia ganhar todos os prêmios, pena que vão dar pro outro que "deu mais trabalho" de fazer e tem um figurão por trás rs.
A Mulher Rei
4.0 532 Assista AgoraRIP Izogue - Lashana Lynch é carisma puro, não atoa tem conseguido bons papéis, ainda que como 007 tenham desperdiçado ela
Zumbilândia: Atire Duas Vezes
3.3 622 Assista AgoraSabe, as vezes tudo que um filme precisa pra ser considerado bom é não se levar a sério. Mas esse aqui fez justamente o oposto: Não se levou nem por um segundo a sério. Péssimo, abraçaram o trash das formas mais bestas. Ninguém queria ver aquela trama de hippie adolescente. Poderiam ter focado em uma tentativa deles irem para uma ilha, ou sei lá o que. Antes não tivessem retornado pra essa baboseira. Única personagem que funcionou pra mim como alívio cômico foi a Madison.
Não! Não Olhe!
3.5 1,4K Assista AgoraLi sobre o conceito de "Bestas atmosféricas", e me senti um pouco menos feita de idiota pelo roteiro deste filme. Ainda assim, acredito que Jordan Peele perca muito tempo nessas viagens conceituais dele, e cria pouca coisa concreta de fato, que faça sentido pro telespectador. Esse aqui mesmo, apesar de toda mitologia que possa ter por trás, se dissolve no seu ritmo, maçante. Fazer o oposto de um 'pipocão', um filme nada mastigado, e cheio de nuances que deixam à deriva (de um jeito ruim) a audiência, não necessariamente te faz um gênio.
Tivesse focado no macaco seria melhor, cena assustadora.
O Diabo de Cada Dia
3.8 1,1K Assista Agoranão sei se o livro era isso aí e seguiram a risca mas tinha potencial pra ser muito mais.
Se o Arvin tivesse feito o "caminho" inverso nos acertos de contas, o pedófilo do Rob Pattinson morreu fácil demais, tinha potencial ali pra fazer uma baita perseguição, já que ele parecia ser um vilão inteligente e sociopata. Por qual razão ele simplesmente não mentiu quando foi perguntado da gravidez da irmã do protagonista? Após a morte do pastor, já se imagina o que irá acontecer em seguida e o roteiro apenas segue a tendência, restou meio jogado o assassinato do casal de serial killers e a perseguição com o policial corrupto irmão da psicopata poderia ter sido mais interessante se o Arvin descobrisse que ele estava se livrando das provas do que a irmã e o cunhado faziam, da forma como ficaram as sequências grande parte da expectativa e da tensão do expectador vai se esvaindo e perdendo força depois da morte do pastor
O Homem do Norte
3.7 1,0K Assista AgoraA mãe do Amleth e o Fjolnir estavam certos no fim das contas...ele era igualzinho ao pai.
O que não necessariamente é bom. Cena muito forte e crível a Gudrun contando para o filho que a vida deles não era o conto de fadas que ele pensava e que o tio era um marido que o pai dele nunca foi. Desde a primeira cena (quando ao chegar o rei se limita a demonstrar afeto apenas ao filho) dava para perceber os sinais do que a mãe falava. Dá pra entender ambos os lados. Naqueles tempos a moral se dobrava em nome da sobrevivência. Senti mais empatia pelo tio que pelo pai. No entanto, Amleth deveria ter deixado ele sozinho após matar a mãe o irmão, para uma vingança posterior, o cara tava muito machucado, mas só se importava com aquilo, assim como o pai com aquele blablabla de morrer pela espada. Agora sabe se lá como a mulher vai criar dois filhos sozinha, fraco aquele argumento de que 'ele tinha parentes' em outra região.
O Lobo Atrás da Porta
4.0 1,3K Assista Agorapesado, visceral, não atoa está na lista da abraccine dos 100 melhores filmes brasileiros já feitos.
Como muitos abaixo, senti falta apenas de um desfecho no tempo presente envolvendo o casal principal e a reação da esposa. O interessante é saber que na estória real ela permaneceu com o infiel e tiveram mais três filhos depois do ocorrido
Mudo
2.6 242 Assista AgoraPaul rudd não segura o personagem. Caricato demais. Não consegui acreditar em nenhuma cena que o personagem era o que era.
Incomoda em alguns momentos, o personagem do Justin Theroux, principalmente. Ele sim um antagonista convincente.
pedófilo imundo
Muito arrastado, mas tem um visual bem interessante. O fechamento do arco principal é um alívio.
007: Sem Tempo para Morrer
3.5 583 Assista AgoraAchei que estava assistindo James Bond não o novo do velozes e furiosos.
Abaixíssimo do nível de skyfall e cassino royale. Mas muito abaixo mesmo. Apelam pra cenas mirabolantes de ação pra manter o público cativo no filme, senão sobra nada. Trama confusa e chata.
Rami Malek mais caricato que tudo. Fora do tom. Antes continuasse de máscara.
Lea Seydoux sem sal e o romance não empolga nada. Por isso tiveram que deixar bem claro que o grande amor dele era a Vesper. Difícil de competir com Eva Green.
Ana de Armas só aparece pra ser bonita e some. risos.
Num geral só salva por algumas sequências legais de ver e pelo Daniel Craig, que sempre foi um bom 007.
Acertam em cheio com dois dos melhores filmes da franquia 007. Pena que adicionam três bombas (quantum of solace, spectre e no time to die) no rol também.
Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa
4.2 1,8K Assista AgoraTrama 0, fanservice padrão da Marvel que eu esperava fosse entregue de forma muito melhor (desperdiçaram as melhores aparições com aqueles diálogos ridículos na sala). Motivações pífias. QUEM em sã consciência seria tão ingênuo como o Homem de ferro jr. nesse filme? uma criança de 6 anos, talvez. Brincam com a inteligência do espectador porque sabem que ele não se importará com roteiro nenhum se tiver aquilo que ele quer ver materializado em tela.
E é por isso que a Marvel consegue os feitos que consegue, é impossível errar quando se está entregando tudo que o fã quer ver, mesmo que do modo mais tosco possível. Pipocão.
Willen Dafoe e Andrew Garfield roubam todas as cenas em que aparecem. Deem um alien para este Homem Aranha!
Se eu entendi bem, os vilões foram curados e voltaram para os respectivos universos sem precisarem morrer/serem presos nas mãos do homem aranha. E quem garante que não virarão vilões de novo? o Duende por exemplo, sem família e sem dinheiro, iria fazer o que? o Eletro, novamente um outsider, não iria voltar a querer ter poder e ser reconhecido? Parece pouco crível que caras assim iriam simplesmente seguir uma nova vida
King Richard: Criando Campeãs
3.8 419Lendo a entrevista de uma das meia irmãs das meninas, nela, diz ser "ultrajante" o título de 'Rei' e o filme em homenagem à um homem que, anteriormente ao segundo casamento, abandonou ela, seus outros três irmãos e a primeira esposa, um dos filhos tendo até então apenas meses de vida.
Segundo ela Richard saiu de casa em meados dos anos 60 dizendo que ia comprar uma bicicleta e nunca mais voltou, vindo a se casar com uma segunda mulher e tendo as meninas Serena e Venus.
Se antes de saber da polêmica toda já achava o filme pretensioso e excessivamente focado na figura menos interessante da história, agora tenho certeza de que é uma produção, independentemente do aval ou do apoio de quem quer que seja, equivocada.
Realmente é ultrajante.