O aspecto “saga” que teve nessa temporada foi um ponto bastante positivo, pois é o que, de fato, nos liga à história. Não duelos apenas por lutar, só para ver quem é o mais forte, ao estilo Street Fighter, por mais interessante que sejam as lutas, se não tiver um background interessante, fica enfadonho (vi agora que realmente mudei, quando era guri só via os filmes de kung-fu apenas pelas lutas mesmo). Vimos Baki quebrar a rotina e aqueles ciclos de duelos aleatórios, fazendo algo inédito, planejando sua prisão, cometendo um crime de assalto proposital, apenas para ficar no mesmo ambiente de Biscuit Oliva, o homem mais forte dos Estados Unidos, que diga-se de passagem, fala um japonês bem arretado (é cada uma). Uma temporada excelente, bem superior às anteriores.
Praticamente toda a temporada foi baseada em duelos no lendário torneio chinês que acontece a cada 100 anos, em que o último vencedor, o supremo mestre do Kenpo chinês, Kaku Kaioh, ainda está vivo com seus incríveis 147 anos. O background dos personagens foi interessante, como do Kaku Kaioh, mostrando sua renúncia e extrema dedicação ao autoaperfeiçoamento. Muhammad Alai Jr foi, sem dúvidas, o “antagonista” que mais nos provocou com seu comportamento desconcertante, duvidoso, irreverante, típico de um playboy. Porém, isso é desfeito com o passar dos episódio, mostrando que ele tem fibra, sendo resiliente e de certa forma, sincero, pois ele “jogou limpo”, nunca escondeu do Baki suas intenções com a Kozue. Imagino que esse comentário sobre o caráter do Alai Jr vai gerar uma certa revolta, dizendo que o Jr é um talarico, e de fato, um tremendo FDP, mas eu gostei que ele não escondeu suas intenções, ficando de falsidade.
Há muitos detalhes a serem comentados, sobre a fidelidade, amizade, admiração que o Retsu Kaioh tem pelo Baki, que mesmo debilitado, o considerou digno de participar do torneio, isso é de uma consideração indescritível, tenha um amigo como Retsu Kaioh. A personalidade da Kozue é outra questão também a ser debatida, quais são as reais intenções dela com o Baki, será que, de fato, gosta dele? A humanidade de Yujiro, largando um pouco aquele lado brutal, sádico, impiedoso que foi nos arcos passados, dentro dos padrões do ogro, enfiar os dedos por baixo da pele de tua cara e sugerir que não se mova, é misericórdia. Entre vários outros temas dentro dessa temporada.
Baki é bastante visceral naquilo que se propõe, duelo entre os mais fortes, sangue, violência, torções, fraturas e tudo aquilo que arrisca a vida. Personagens insanos que vão ao limite dos extremos em busca da perfeição, de uma força maior, pela vitória. Apesar de ser fã de todo esse universo de desafios que envolvem lutas, coisa de macho mesmo, confesso que essa temporada teve probleminhas de ritmo e desenvolvimento. Aqueles que estão começando por aqui, vão ver o protagonista como um “bundão” que não faz nada e só quer saber da namorada. Vejo que isso é um erro, apesar dessa temporada ser feita também para quem não conhece nada de Baki, recomendo que não caiam nessa. Assistam primeiro “Baki – The Grappler”, que conta a história de Baki adolescente marrento.
Como se a produção do mangá / anime de Frieren estivesse dizendo: “Não tenho a menor preocupação agora de hypar, de forçar a barra para que vocês mantenham o interesse em mim, sou o que sou, goste quem gostar.” Isso é de uma ousadia e vemos escancarada nos episódios tão contemplativos. Embora o anime cumpra o seu papel em aquecer nosso coração e paz de espírito, também queremos irregularidades e desafios, como foi na primeira temporada. No mais, uma boa temporada, com uma trama doce, reflexiva, uma abertura e encerramento lindos demais, de lacrimejar, apesar de morna e sem fazer questão de esquentar. Continuo nessa viagem com Frieren até o fim. Ah, não esquecendo, o velho Tengen hypou muito nesse final.
A primeira impressão que dá ao começar com essa temporada é a perda da identidade daquele Jujutsu alegre, intenso e não menos inteligente, como nas temporadas passadas. Tinham uma marca única que podíamos carimbar como JJK. Essa Season seguiu uma formatação diferente, como se a 1 e 2 tivessem cores vivas e intensas, já a 3 morna e sem cor, embora bastante competente, cult, cinema. Confesso que esse arco começou de um jeito que não me agradou nem um pouco, mesmo que o mangá fosse a mesma coisa provavelmente não gostaria, pois nem nos dá o gosto de terminar com hombridade toda loucura que foi aquele final, deixando uma lacuna gigantesca e nos teletransportando sem paraquedas para um outro evento. Meu destaque vai para Yuta Okkotsu, que brilhou demais, estava muito ansioso pela aparição dele.
Temporada extremamente crucial e com uma virada de chave muito marcante, embora ofuscada pela intensidade das anteriores, caracterizando uma injustiça. Sejamos sinceros na análise, tivemos batalhas épicas, desenvolvimento de personagens importantes e com excelentes flashbacks, cargas emocionais ao nível de Kimetsu, vemos que não só a animação é uma das melhores do mercado, também a dublagem japonesa, sendo até premiada no “Oscar da Dublagem”.
Talvez o que pegou foi aquela sensação de “mais do mesmo”, de “saturação”, “espera um pouco, já vimos isso” e principalmente a “forçação de barra” para o protagonista, sim, meus amigos, tivemos isso. Gosto demais do Tanjiro, só que não posso passar pano, isso é tão notório, que os próprios Hashiras parecem que viram inúteis quando ele está em cena. OS PRÓPRIOS HASHIRAS. De fato, o principal é espetacular e provavelmente se tornará um lendário Hashira, no entanto, não precisa apelar tanto. Os momentos finais que realmente salvam, revelam que nada foi em vão, plantando novas sementes de sentido para o anime, nos “hypando” ansiosamente para o próximo arco.
A tamanha variação de sentimentos que tive ao ver esse último episódio não era brincadeira, de êxtase, alegria, muita raiva (põe raiva nisso) e o choro de felicidade compensando tudo.
“Não é possível que chegamos até aqui para perdermos a Nezuko, a nossa maior jóia da obra, por uma situação tão patética e, de certa forma, pela burrice do Tanjiro. Justamente um personagem que sempre tomou as melhores decisões em momentos críticos, ficar na dúvida entre salvar à irmã e os ferreiros, soou forçada demais, ficou escancarada a intenção de causar emoção intensa nos espectadores. Primeiro, o Oni iria morrer de qualquer maneira por causa do sol, a prioridade tinha que ser a Nezuko, ponto final. Aí vem o flashback do oni “quero saber de porra de flashback, não, quero saber da Nezuko”. Entretanto, por causa dessa atrapalhada, o milagre aconteceu, salvando o episódio e a temporada inteira.”
Não há palavras que descrevam com precisão o impacto desta temporada. É uma explosão de intensidade — tiro, porrada e bomba — que se traduz em arte primorosa, capaz de unir emoção, beleza gráfica, adrenalina, desespero, choro, felicidade e alívio em um só arco.
Claro, há defeitos. No início, o Hashira Tengen Uzui me pareceu arrogante e de comportamento duvidoso. Mas é justamente aí que reside a magia de Kimetsu no Yaiba: a capacidade de encantar, transformar percepções e até gerar identificação com os próprios Onis. A narrativa começa polêmica e desconcertante, mas logo se encontra, se corrige e dispara como um foguete até um ápice eletrizante de descarga emocional.
Tanjiro, Nezuko, Zenitsu, Inosuke, Tengen e até a memória heroica de Rengoku se unem como uma verdadeira família, irmãos de guerra. A batalha deste arco é tão intensa que nos deixa ajoelhados, rezando por um milagre para escapar do pesadelo. O resultado é uma produção feita com alma, que transcende o entretenimento e se torna uma experiência visceral.
Esperava muito mais desse anime, que se apresentou bastante raso em diversas situações, explorou bem pouco o mundo fantasia, perdeu uma grande oportunidade disso, de fazer uma obra-prima. Ah, isso nas mãos de Hayao Miyazaki, enfim. Personagens fortes e marcantes como Jinnai e Shayla-Shayla ficam até meio que apagados com o decorrer da aventura. Tentaram fazer do Makoto uma espécie de Tenchi de Tenchi Muyo, ou seja, o "pica de mel" que todas se apaixonam, esse amor do Makoto e princesa Rune ficou superficial demais, faltou construção. O tema principal de abertura tem um valor nostálgico e emocional muito forte, só ele vale o anime inteiro, ou melhor, só a música é melhor que todo o anime, pesado, porém, verdade.
5º Episódio (First Battle: The Struggle for Trost, Part 1) / Nota 10
Sem palavras para comentar a loucura que foi esse episódio. Não esperava de jeito nenhum um desenrolar como esse, da forma como aconteceu e com tamanha agilidade. Tão intenso como Game of Thrones, impossível não fazer essa referência.
Eu já estava mesmo me preparando para a morte do Eren, se isso realmente aconteceu, seria algo até mesmo mais ousado que GOT. Imagine só, fazermos nos apegar a uma personagem, o protagonista motivado, muito mesmo antes dele cumprir com sua meta, ser morto dessa forma tão ordinária. Seria algo muito sombrio e diferenciado.
A surpresa do episódio é: “Como assim que o Titã aparece do nada e ninguém percebe?” De início achei que fosse forçação de barra para assustar, todavia, no episódio seguinte esse fato é destacado por Eren, mostrando que os Titãs tem mesmo essa capacidade e aparecer e sumir do nada. Que terrível isso.
3º Episódio (A Dim Light Amid Despair: Humanity's Comeback, Part 1) / Nota 8,5
Compreensivo uma redução de ritmo porque entrou no quesito muito importante da história: o início do treino deles e todo o suporte para o combate com os Titãs. Tem sim aqueles clichês típicos de animes shonen, protagonista cabeça dura, altamente motivado e personalidade forte. Todavia, logo de início estou conseguindo ver algum diferencial em Shingeki. Aliás, o anime é Seinen, né? Mesmo que seja, ainda assim tem características Shonen, pelo menos no início.
2º Episódio (That Day: The Fall of Shiganshina, Part 2) / Nota 9,5 E a tensão só aumenta. É bastante compreensivo a motivação do Eren, quando ele lembrou da família e disse “por que os últimos momentos foram só de discussões inúteis?”, tive que chorar um pouco. Quem já perdeu uma mãe sabe que é muito duro, agora imagina ver a pessoa que você mais ama ser morta daquele jeito. Impossível não se identificar. Mais um episódio magistral. Agora a pergunta que fiz desde o início: Qual é a origem desses Titãs? Outra coisa, tem um probleminha na cronologia do tempo, fiquei confuso sobre o tempo que passou, pois eles pareciam um tanto grandes.
1º Episódio (To You, sdad in 2000 Years: The Fall of Shiganshina, Part 1) / Nota 9
Finalmente chegou a hora de conhecer esse tão aclamado anime, tive conhecimento dele em 2014, todavia, somente em pleno 2021 que estou começando a dá partida. A primeira impressão que tive foi ótima, gráficos ótimos (aliás, essa foi a primeira característica que me maravilhou desde 2014) e a história tem cara de ser bem construída, densa e triste, talvez um “Game of Thrones”, espero uma pura carnificina. Esse final doeu minha alma. Que essas pobres pessoas consigam vencer.
P.S.: Aceitaria de boa que a produtora de Shingeki transformasse Vagabond em anime.
Demorei para perceber que era o David. Realmente a idade chega e toda a vitalidade vai embora, porém, ele viveu até o fim fazendo aquilo que queria, e em puro luxo. Minha única ressalva com ele foi o fato dele ter se aliado aos nazistas anos atrás, mesmo que ele tivesse argumentos e razões para isso. Está ao lado de nazistas é imperdoável.
Ok, Charles. Claramente um rapaz sem sal e virjão, vai ser feito de gato e sapato por essa mulher, pelo que parece. Aliás, princesa Diana vai aparecer quando mesmo?
7º Episódio (Moondust) / Nota 10 Gostei demais da maneira como esse episódio foi conduzido, captou totalmente a essência da situação, de modo magistral, como é de costume.
O contraste da empolgação do Philip com a decepção iminente.
De fato, o evento foi mesmo histórico para a humanidade, qualquer ser com um mínimo de interesse em ciência e avanço, teria um surto com esse episódio. O problema foi desprezar coisas aparentemente “menores” em prol de algo grande e supostamente ilusório.
Os 3 astronautas eram apenas pessoas singelas e com interesses do senso comum, Philip os pintou como filósofos abissais, possuidores da verdade absoluta e quebrou a cara, rs.
Mesmo sendo um episódio praticamente focado no Philip e mesmo que muita gente não goste dele, devemos admitir que foi mais um episódio perfeito de “The Crown”. Impossível avaliar com uma nota menor que 10.
Metáfora perfeita da lua, de longe, do nosso planeta, ela é luminosa, misteriosa e bela, de perto é só um deserto vazio e sem graça. Ressaltando, “sem graça” dependendo do ponto de vista da pessoa que a enxerga.
6º Episódio (Tywysog Cymru) / Nota 9 Um grande episódio, contudo, o mais devagar até então. Embora seja gratificante saber mais da vida pessoal do príncipe Charles e todo o seu dilema entre ser uma pessoa comum, com opiniões e ser um símbolo da Coroa. Olha, espelha até um tipo de vida niilista, sem sentido, que apenas segue o que é imposto porque assim deve ser. A Realeza não é fácil. Mais uma vez, a qualidade técnica e das atuações continuam impressionando demais.
A Elizabeth, pelo visto, sempre foi muito “pau no cu” com o Charles, só que não podemos julgar tão precipitadamente, pode ser a melhor maneira que ela encontrou para preparar seu filho para o futuro, ela já tinha deixado claro isso nas temporadas anteriores. Entretanto, nunca fazer um agrado a ele? Nunca, never? Já é demais! Enfim...
5º Episódio (Coup) / Nota 9,5 Não estou conseguindo dá uma nota inferior à 9 em nenhum episódio dessa série maravilhosa, ela me envolve de uma modo encantador. Fico hipnotizado pelo trato, por tanta perfeição narrativa. E as nuances, ah, as nuances.
Que potência tem o Charles Dance, o eterno Tywin Lannister. Uma feição recheada de significados e personalidade. Mandou muito bem nesse episódio. E mano, um Oscar bem dado para a Jane Lapotaire, que não conhecia e entrou para a minha lista de perseguidas, rs. Que atuação visceral.
O mundo se acabando e a rainha fazendo o que realmente gosta. Certa ela. Aquele diálogo com o Porchey foi de cair o queixo, acho linda a amizade dos dois, claro que eles sentem algo um pelo outro, o Porchey evidentemente. A Elizabeth, se sente, é em alguns momentos pela afinidade, porque ela é mesma apaixonada pelo Philip. Eh, a Coroa não é fácil de carregar. Não sei se conseguiria viver sem meus hobbies.
Quanto à briga política entre o primeiro-ministro e o Lorde Mountbatten ahei de super alta classe, o Lorde pelo menos tentou fazer do jeito mais diplomático possível, sem fazer disso um golpe constitucional. Todavia, o Wilson foi mais esperto e fez a cabeça da Rainha primeiro. Confesso que tenho certa afeição pelo Wilson, ele é centrado e calmo demais, mesmo quando gritam com ele, é um cara sem ego.
Philip com a pulga atrás da orelha e morrendo de ciúmes, rs. Bem feito.
4º Episódio (Bubbikins) / Nota 9,5 Que doce de pessoa a Princesa Alice, mãe do Philip, muito emocionante a história, igualmente tocante a atuação da atriz, que veracidade, que coisa de louco, visceral. Mais uma vez, uma atitude bastante duvidosa do Philip, dessa vez com a própria mãe. O documentário foi o tiro que saiu pela culatra e até hoje a Rainha proíbe a exibição. Se eu não me engano, alguns episódios foram vazados no YouTube, depois de mais de 50 anos nas sombras. Eu, definitivamente, não gosto de pessoas “blasé”, então provavelmente não vou gostar muito dessa filha do Philip. A única personagem blasé que gostei foi a Claire de Six Feet Under.
À verdade é que ela em nada estava se importando com a tragédia em Gales e sua apatia era mesmo preocupante, é de questionar o quê de fato ocorreu com a Elizabeth com o passar dos anos, nos primeiros anos de reinado ela tinha mais vontade, mais iniciativa e até mais espontânea, agora ela está muito robótica.
Ótimas atuações! Aquele diálogo com o Primeiro-ministro foi tudo, o respeito e as palavras certas encantam demais. E esse final, uma singela demonstração de infelicidade com o seu país e com si mesma foi tocante.
Então, chego na derradeira temporada, com certo frio na barriga, só esperando o pior, não obstante, com um bom otimismo, já que muitos diziam que a série terminava na 4ª Temporada e eu continuei gostando das temporadas seguintes. Só que eu não esperava, de jeito nenhum, que seria tão ruim assim. O que se passou na cabeça dos roteiristas em bolar um final tão medíocre e depressivo como foi? Nada contra à depressão, todavia, é preciso ter uma base, uma eficiência, um contexto respeitável, algo que Dexter furou, a consequência foi imperdoável. De alguma maneira, até que gostei muito da trama dessa temporada, Dexter conhecendo alguém muito importante que sabia muito bem sobre o seu passado e foi o responsável pela criação do Código Harry, Deb se recuperando do trauma, evoluindo nisso e aceitando totalmente o que aconteceu e vendo o Dexter sob uma nova perspectiva mais positiva. Aquela cena do Dexter, Deb e Vogel no iate, foi simplesmente linda, uma mudança total de panorama e isso foi muito bem construído, quem poderia imaginar que um dia chegaríamos em tal cena. No mais, a série teve uma trajetória bela, com mais acertos do que erros, porém, que esse final deixou um gosto amargo. COM CERTEZA! Que venha a nona temporada como última esperança de dá sentido ao que ocorreu.
Bem, quem diria que em apenas um episódio eu já me acostumaria com a nova seleção de elenco, a voz da nova atriz é até parecida com a da atriz anterior que fazia a rainha Elizabeth. O Duque de Edimburgo também está muito bem com um ator que pareceu ser bastante seguro. E que cena foi aquela do embate entre ele o trairá, o sujeito chegava a ser até tenebroso pela meticulosidade. E outra, surpreso que o Winston ainda estivesse vivo, ele realmente foi o melhor para a rainha.
Ok, motherfuckers! Vamos para mais uma temporada de Dexter. Uau! Quanta coisa, quanta loucura. Quanta baboseira também e quanta “burrice” do protagonista em alguns momentos. Não obstante, posso dizer que até mesmo nessas “burrices” ele é um gênio da autoanálise, tem plena consciência de tudo que está fazendo, inclusive dos riscos. Acredito que foi uma temporada mais para mostrar o lado sentimental que foi desenvolvido em Dexter e consequências disso, principalmente para dá ainda mais impacto ao “plot twist” na aceitação da Deb (falarei disso abaixo). No mais, uma boa temporada, sim, me causou raiva e decepção em algumas situações, todavia, creio que a série conseguiu se virar bem e contornar o que antes não seria visto com bons olhos.
SPOILERS, MOTHERFUCKERS!! O Plot Twist usando a Deb como recurso principal foi mesmo marcante, em temporadas passadas jamais imaginaríamos que ela um dia compartilharia do Dark Passenger do irmão. Hoje em dia ela não só fala disso, como encobre tudo, avisa ao Dex o que estão investigando e chegou até a pedir um “favorzinho” para ele. Essa é a grande virada. Até esse momento o Dexter estava caidinho pela cretina da Hannah, o que é um absurdo e subestima a inteligência do espectador com aquele papo repetido de que ela o aceitava inteiramente. Oras, a Lila e a Lúmen também o aceitou e não ficou tão perceptível essa “paixonite” toda. Não consigo deixar de ter a impressão que tudo isso surgiu somente no meio da produção, os roteiristas devem ter pensado que ficaria interessante se o Dexter se apaixonasse para gerar um conflito na Deb, no sentido de que, se antes a irmã desaprovava o que ele fazia, agora tinha ela implorando para ele fazer o que faz. Para ele fazer justiça! E o mais legal é que ficamos do lado da Deb, porque a maioria de nós também queria a Hannah morta. Pensando por essa perspectiva, passei a não implicar muito com essa paixonite, pois foi só recurso de roteiro.
Algo também a se ressaltar foi a possibilidade do Dark Passenger não existir. Na verdade, sendo apenas uma forma piedosa do Dex conseguir viver bem com o que faz, o que geralmente não tem muito sentido se for considerar psicopatas, pois eles não sentem remorso. Porém, Dexter sente. Como assim? É como se o ser humano normal estivesse bem escondido dentro dele e nesses momentos é patente esse lado. Talvez o Dexter não seja um genuíno psicopata, somente uma pessoa extremamente traumatizada. Nunca vi o Dark Passenger como uma “entidade”, do mesmo modo que o código Harry personificado pela imagem do pai não seja algum espírito externo auxiliador, entretanto, sua própria consciência. O Dark Passenger seria somente a compulsão do vício, por esse prisma, é lógico que ele existe. Eu tenho o meu Dark Passenger assim como a maioria de vocês se formos pensar em termos de vício em alguma coisa, que se não controlado devidamente, nos trará muitos problemas.
Comecei a tomar ranço pela Laguerta desde o momento em que ela se sujeitou a dormir com o marido de sua substituta somente para desestabilizar sua rival (isso ainda lá na primeira ou segunda temporada), aliás, antes disso, quando percebi sua falta de polidez quando as coisas vão contra a sua vontade. Isso me deixou indignado com a personagem. À medida que a história avançava ela ficava cada vez pior no mau caratismo, a ponto de que não era só eu o único hater, contudo, grande parte dos espectadores. Como assim o roteiro teve a grande ideia dela ser a responsável pela captura do Bay Harbor Butcher? Inadmissível. Ela não mereceria tal honra. Acho que foi até melhor a trama nos fazer ter ódio por ela e não se sentir penalizado nem um pouco com a sua morte, podem me julgar, mas não senti nenhuma pena dela. Aliás, sentimos mais pena da “assassina” que propriamente da vítima. Coitada da Deb por entrar naquele dilema, agora sim ela está totalmente quebrada por dentro.
A caçada de LaGuerta me lembrou demais daquela adrenalina de pulsar o coração para fora da boca, assim como foi aquela deliciosa segunda temporada. A minha preferida até agora. Saudades desse arco da série. Juro que acreditei que o episódio final “Surprise, Motherfucker” fosse um grande sinal de que o Dexter seria mesmo preso, não passou de uma genial trollagem, a inteligência do Dexter de se livrar é mesmo impressionante, sentia aquela agonizante sensação de que tudo era armação da LaGuerta e ele seria encurralado bem no final do episódio. O “Surprise, Motherfucker” toi totalmente para a Deb.
Esse trauma da Deb em ter que fazer o que fez é a prova de que ela não poderá mais ter envolvimento com o Dexter. Seria até mais cabível que o Dexter fosse para outro lugar ou mesmo a Deb. Mais lógico da parte dela, evitar trabalhar no mesmo lugar que a LaGuerta trabalhou. Deveras, uma barra muito pesada a Deb irá enfrentar. É uma das personagens mais “fodidas” da série, inclusive, até mais que o Dex em alguns quesitos. Dex matou, matou e matou, não obstante, a pessoa que menos se encaixava no código, aliás, que não tinha traço nenhum de compatibilidade com o código, foi morta pelas mãos de Deb. A série soube construir direitinho todo esse desenrolar até a derradeira tragédia, tiro o meu chapéu pra essa engenhosidade.
E Hannah, hein? Seria uma ponta solta ou um Cliffhanger? Fugiu e deixou uma suspeita planta na porta de Dexter. Tenho uma fortíssima impressão que ela vai vim com tudo para cima dele, em busca de vingança. Também pode descobrir que foi ele que matou seu pai. Seria um final a lá “Romeu & Julieta” entre Dex e Hannah? Espero que não.
Mais uma vez, atuações maravilhosas do Michael C. Hall e Jennifer Carpenter. Fã do Michael eu já sou, da Jennifer eu estou me tornando, vou precisar assistir os outros trabalhos dela. C. Hall até mesmo andando rouba a cena, reparem na classe dele desfilando algemado ao lado da LaGuerta no último episódio. Aquela cena da Jennifer em que a Deb confessava está apaixonada pelo irmão foi mesmo comovente, uma surreal mesclagem de aflição, vergonha alheia, decepção, “broken inside”, incesto, síndrome de estocolmo ao gostar muito do irmão mesmo sabendo do seu Dark Passenger e muita complexidade, somente uma grande atriz poderia causar tais sensações.
O plot do Quinn foi mais para encher linguiça e não teve relevância nenhuma para a trama, somente em mostrar o quanto ele é capaz de fazer merda, todavia, também exibe que ele pode ter um bom coração ao se preocupar com uma prostituta e até mesmo querer ter um relacionamento com ela. No geral, é mais uma relação de amor e ódio com a personagem. Angel esquecido no churrasco, com certa crise existencial e de profissão.
Não poderia deixar de comentar sobre o Isaak Sirko, que considerei um dos antagonistas para carismáticos até agora. Frio, calculista, casca grossa, letal, ordinário e psicopata. O fato dele ser gay só deu ainda mais charme ao personagem. Em outras circunstâncias ele poderia facilmente ter uma boa amizade com o Dexter. Os diálogos entre eles foram ótimos, que o amor está acima de qualquer razão, mesmo que o seu amor tenha cometido erros graves que justificasse tal fim fatídico, ainda assim era inevitável sentir ódio pelo seu assassino, era isso que Sirko queria que Dexter entendesse. Temos outro Plot Twister com o próprio Sirko pedindo auxílio ao Morgan. Aquela cena dos dois conversando no bar gay, onde o Isaak confessa pela primeira vez a sua orientação sexual, foi demais. Tipo, ambos muito perto fisicamente um do outro, os dois querendo matar um ao outro, porém, a classe era maior e nada podiam fazer. Pessoas de classe são outro nível.
Até agora não entendo porque dizem que Dexter acaba na 4ª temporada. Tanto desenvolvimento aconteceu desde então, uns errinhos aqui e acolá, entretanto, tá tudo bem. Dexter é uma personagem tão interessante e complexa, que somente ele já bastaria para manter o meu interesse, ressaltando a atuação do Michael C. Hall que conta bastante.
Continuo firme e forte com Dexter. Vamos para a última temporada e espero mesmo que não seja tão ruim quanto dizem.
Nunca vou esquecer minha reação inusitada e surpreendente com a Season Finale dessa temporada. Fiquei literalmente em choque. Mesmo sabendo que um dia tudo isso iria acontecer, a gente espera que nunca aconteça. E agora? O que será daqui para frente? O cliffhanger nos últimos minutos teve êxito em potencializar esse efeito de dúvida e ansiedade para conferir a próxima temporada. Talvez o termo “cliffhanger” não esteja totalmente certo nesse contexto, não obstante, me refiro mais à tomada de decisão da Debra. O que ela irá fazer?
Diferente da maioria, para mim, a série Dexter ainda continua valendo. Na verdade, estou tendo dificuldade de entender a razão das críticas, a temporada entregou bizarrices, suspense, mortes criativas, abordou uma questão fundamental que antes não tinha nem tocado, mesmo levemente, no que se refere ao posicionamento moral e de crença do Dexter. Em que Dexter acredita? Em seu código? O Código Harry é a sua religião? Eu, particularmente, gostei demais dessa abordagem, intensificada ainda mais pelo brother Sam. Mesmo repetindo a fórmula batida que a série não abre mão de jeito nenhum, de Dexter sempre encontrar alguém aleatório que o ajude a refletir sobre o seu Dark Passenger, e claro, compartilhar seu segredo com alguém. Essa talvez seja uma das maiores críticas para a série. Contudo, ainda não cansei dessa frenesi do Dex.
Não foi exatamente um compartilhamento como ocorreu com a Lila, Miguel Prado e Lúmen, mas irmão Sam teve um papel muito importante nas reflexões de Dexter sobre o seu Dark Passenger, não era necessário Dex dizer uma só palavra, brother Sam conseguia ver sua escuridão. O diálogo direto que eles tiveram quando estava se conhecendo me deixou bastante admirado pela sinceridade do Sam. Isso tocou o Dexter de tal forma conquistando completamente sua simpatia. “Ele mudou, poderia eu também mudar?” Gostei dos pequenos Plot Twist dessa relação.
Falando em Plot Twist, com certeza o ápice foi o arco do Travis Marshall e professor Gellar. Claramente uma referência à Psicose, do Alfred Hitchcock. Algo interessante acontece no episódio “Nebraska”, nos dando uma dica matadora do que realmente estava acontecendo. Dexter vai parar num hotel cujo proprietário se chama Norm. De todos os nomes possíveis, por que Norm? Dono de um hotel? Claro que se referia a Norman Bates. O mais curioso ainda foi que no meu grupo de comentários ninguém falou esse fato. Como assim?
Voltando ao compartilhamento do Dark Passenger, sem dúvidas que ficará nas costas da Deb. Nossa, como desejei que ela nunca descobrisse! Provavelmente esse será o foco da temporada posterior. A série finalmente chegou nesse auge do desconforto, não que seja ruim em termos de qualidade, porém, vou levar um tempo até digerir essa situação.
Problematizando, até que tiveram algumas “forçações de barra” gritantes nessa temporada, Dex se arriscando demais, sendo muito descuidado, assassinatos ao ar livre e ninguém para testemunhar, até mesmo pelo Plot do Travis. Há uma cena do último episódio que subestima a inteligência do espectador: Como assim que ninguém investigou mais a fundo a moradia onde um casal foi encontrado morto, com o quadro do Dexter bem perto? E dizer para a gente que apenas estava esperando o Dexter chegar? Putz, imperdoável. Tinham que escontrar outro caminho mais justificável.
Sobre personagens, começar a falar sobre a Maria LaGuerta, a ordinária. Claro que eu como hater de carteirinha, não poderia deixar de lado. A criatura só piora com o passar do tempo, passa por cima de tudo e todos, desconsiderando qualquer tipo de ética que possa ter. Já tinha dito em temporadas passadas que acho difícil algum Plot Twist no valor da LaGuerta, entretanto, como a série sabe (quando quer) construir bons “twists”, talvez eu quebre a cara.
O Quinn parou de crescer, chegou como que não queria nada, até o odiamos quando começou a revelar seu mau caráter, mais tarde mostrou qualidades que não víamos e deu uma grande evoluída. Resolveram estragá-lo com a recusa da Deb sobre o pedido de casamento que ele fez. Deu aquela impressão de que todo o trabalho foi jogado na lata do lixo. Ou só serviu para mostrar o quanto ele se importava com a Deb, a ponto de ir ao fundo do poço por causa dela.
Masuka e Angel continuam na mesma, e claro, adorei a postura do Angel ao apoiar a promoção da Deb. Claro que ele estava mais preparado, não obstante, aceitou numa boa e ficou feliz pela amiga. Isso sim é exemplo de um ser humano que queremos ter por perto. Não precisamos passar a perna em ninguém para conquistarmos o nosso objetivo. Espero que o Angel só cresça.
Estou muito desnorteado sobre o futuro da série após essa Season Finale, foi como um nocaute para mim. Estou mais pensando que a série vai focar muito na relação Dexter e Deb. Muita coisa vai mudar para eles. Algo me diz que tudo vai acabar muito mal, Dexter e Deb serão profundamente quebrados e não quero que nada disso aconteça. Enfim... São coisas da vida, tanto real como fictícia.
Atingindo esse ápice, é quase impossível abandonar a obra de TV nessa altura do campeonato, mesmo que muitos tenham tido certa implicância. Dexter, até aqui, ainda tem salvação e acredito que teriam boas razões para fazer uma excelente Series Finale, todavia, pela opinião da maioria, sei que não será isso que acontecerá.
Grappler Baki wa BL dewa nai ka to Kangaetsuzuketa Otome …
1.0 1Que loucura! Eu definitivamente preciso assistir isso.
Baki Hanma (1ª Temporada)
3.4 20 Assista AgoraO aspecto “saga” que teve nessa temporada foi um ponto bastante positivo, pois é o que, de fato, nos liga à história. Não duelos apenas por lutar, só para ver quem é o mais forte, ao estilo Street Fighter, por mais interessante que sejam as lutas, se não tiver um background interessante, fica enfadonho (vi agora que realmente mudei, quando era guri só via os filmes de kung-fu apenas pelas lutas mesmo). Vimos Baki quebrar a rotina e aqueles ciclos de duelos aleatórios, fazendo algo inédito, planejando sua prisão, cometendo um crime de assalto proposital, apenas para ficar no mesmo ambiente de Biscuit Oliva, o homem mais forte dos Estados Unidos, que diga-se de passagem, fala um japonês bem arretado (é cada uma). Uma temporada excelente, bem superior às anteriores.
Baki - O Campeão - A Saga do Grande Torneio …
3.7 28Praticamente toda a temporada foi baseada em duelos no lendário torneio chinês que acontece a cada 100 anos, em que o último vencedor, o supremo mestre do Kenpo chinês, Kaku Kaioh, ainda está vivo com seus incríveis 147 anos. O background dos personagens foi interessante, como do Kaku Kaioh, mostrando sua renúncia e extrema dedicação ao autoaperfeiçoamento. Muhammad Alai Jr foi, sem dúvidas, o “antagonista” que mais nos provocou com seu comportamento desconcertante, duvidoso, irreverante, típico de um playboy. Porém, isso é desfeito com o passar dos episódio, mostrando que ele tem fibra, sendo resiliente e de certa forma, sincero, pois ele “jogou limpo”, nunca escondeu do Baki suas intenções com a Kozue. Imagino que esse comentário sobre o caráter do Alai Jr vai gerar uma certa revolta, dizendo que o Jr é um talarico, e de fato, um tremendo FDP, mas eu gostei que ele não escondeu suas intenções, ficando de falsidade.
Há muitos detalhes a serem comentados, sobre a fidelidade, amizade, admiração que o Retsu Kaioh tem pelo Baki, que mesmo debilitado, o considerou digno de participar do torneio, isso é de uma consideração indescritível, tenha um amigo como Retsu Kaioh. A personalidade da Kozue é outra questão também a ser debatida, quais são as reais intenções dela com o Baki, será que, de fato, gosta dele? A humanidade de Yujiro, largando um pouco aquele lado brutal, sádico, impiedoso que foi nos arcos passados, dentro dos padrões do ogro, enfiar os dedos por baixo da pele de tua cara e sugerir que não se mova, é misericórdia. Entre vários outros temas dentro dessa temporada.
Baki - O Campeão (1ª Temporada)
3.3 67Baki é bastante visceral naquilo que se propõe, duelo entre os mais fortes, sangue, violência, torções, fraturas e tudo aquilo que arrisca a vida. Personagens insanos que vão ao limite dos extremos em busca da perfeição, de uma força maior, pela vitória. Apesar de ser fã de todo esse universo de desafios que envolvem lutas, coisa de macho mesmo, confesso que essa temporada teve probleminhas de ritmo e desenvolvimento. Aqueles que estão começando por aqui, vão ver o protagonista como um “bundão” que não faz nada e só quer saber da namorada. Vejo que isso é um erro, apesar dessa temporada ser feita também para quem não conhece nada de Baki, recomendo que não caiam nessa. Assistam primeiro “Baki – The Grappler”, que conta a história de Baki adolescente marrento.
Frieren e a Jornada para o Além (2ª Temporada)
4.4 28 Assista AgoraComo se a produção do mangá / anime de Frieren estivesse dizendo: “Não tenho a menor preocupação agora de hypar, de forçar a barra para que vocês mantenham o interesse em mim, sou o que sou, goste quem gostar.” Isso é de uma ousadia e vemos escancarada nos episódios tão contemplativos. Embora o anime cumpra o seu papel em aquecer nosso coração e paz de espírito, também queremos irregularidades e desafios, como foi na primeira temporada. No mais, uma boa temporada, com uma trama doce, reflexiva, uma abertura e encerramento lindos demais, de lacrimejar, apesar de morna e sem fazer questão de esquentar. Continuo nessa viagem com Frieren até o fim. Ah, não esquecendo, o velho Tengen hypou muito nesse final.
Jujutsu Kaisen (3ª Temporada)
4.0 32 Assista AgoraA primeira impressão que dá ao começar com essa temporada é a perda da identidade daquele Jujutsu alegre, intenso e não menos inteligente, como nas temporadas passadas. Tinham uma marca única que podíamos carimbar como JJK. Essa Season seguiu uma formatação diferente, como se a 1 e 2 tivessem cores vivas e intensas, já a 3 morna e sem cor, embora bastante competente, cult, cinema. Confesso que esse arco começou de um jeito que não me agradou nem um pouco, mesmo que o mangá fosse a mesma coisa provavelmente não gostaria, pois nem nos dá o gosto de terminar com hombridade toda loucura que foi aquele final, deixando uma lacuna gigantesca e nos teletransportando sem paraquedas para um outro evento. Meu destaque vai para Yuta Okkotsu, que brilhou demais, estava muito ansioso pela aparição dele.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba (3ª Temporada)
4.2 81 Assista AgoraTemporada extremamente crucial e com uma virada de chave muito marcante, embora ofuscada pela intensidade das anteriores, caracterizando uma injustiça. Sejamos sinceros na análise, tivemos batalhas épicas, desenvolvimento de personagens importantes e com excelentes flashbacks, cargas emocionais ao nível de Kimetsu, vemos que não só a animação é uma das melhores do mercado, também a dublagem japonesa, sendo até premiada no “Oscar da Dublagem”.
Talvez o que pegou foi aquela sensação de “mais do mesmo”, de “saturação”, “espera um pouco, já vimos isso” e principalmente a “forçação de barra” para o protagonista, sim, meus amigos, tivemos isso. Gosto demais do Tanjiro, só que não posso passar pano, isso é tão notório, que os próprios Hashiras parecem que viram inúteis quando ele está em cena. OS PRÓPRIOS HASHIRAS. De fato, o principal é espetacular e provavelmente se tornará um lendário Hashira, no entanto, não precisa apelar tanto. Os momentos finais que realmente salvam, revelam que nada foi em vão, plantando novas sementes de sentido para o anime, nos “hypando” ansiosamente para o próximo arco.
A tamanha variação de sentimentos que tive ao ver esse último episódio não era brincadeira, de êxtase, alegria, muita raiva (põe raiva nisso) e o choro de felicidade compensando tudo.
“Não é possível que chegamos até aqui para perdermos a Nezuko, a nossa maior jóia da obra, por uma situação tão patética e, de certa forma, pela burrice do Tanjiro. Justamente um personagem que sempre tomou as melhores decisões em momentos críticos, ficar na dúvida entre salvar à irmã e os ferreiros, soou forçada demais, ficou escancarada a intenção de causar emoção intensa nos espectadores. Primeiro, o Oni iria morrer de qualquer maneira por causa do sol, a prioridade tinha que ser a Nezuko, ponto final. Aí vem o flashback do oni “quero saber de porra de flashback, não, quero saber da Nezuko”. Entretanto, por causa dessa atrapalhada, o milagre aconteceu, salvando o episódio e a temporada inteira.”
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba (2ª Temporada)
4.4 108Não há palavras que descrevam com precisão o impacto desta temporada. É uma explosão de intensidade — tiro, porrada e bomba — que se traduz em arte primorosa, capaz de unir emoção, beleza gráfica, adrenalina, desespero, choro, felicidade e alívio em um só arco.
Claro, há defeitos. No início, o Hashira Tengen Uzui me pareceu arrogante e de comportamento duvidoso. Mas é justamente aí que reside a magia de Kimetsu no Yaiba: a capacidade de encantar, transformar percepções e até gerar identificação com os próprios Onis. A narrativa começa polêmica e desconcertante, mas logo se encontra, se corrige e dispara como um foguete até um ápice eletrizante de descarga emocional.
Tanjiro, Nezuko, Zenitsu, Inosuke, Tengen e até a memória heroica de Rengoku se unem como uma verdadeira família, irmãos de guerra. A batalha deste arco é tão intensa que nos deixa ajoelhados, rezando por um milagre para escapar do pesadelo. O resultado é uma produção feita com alma, que transcende o entretenimento e se torna uma experiência visceral.
El Hazard the Wanderers
3.5 1Esperava muito mais desse anime, que se apresentou bastante raso em diversas situações, explorou bem pouco o mundo fantasia, perdeu uma grande oportunidade disso, de fazer uma obra-prima. Ah, isso nas mãos de Hayao Miyazaki, enfim. Personagens fortes e marcantes como Jinnai e Shayla-Shayla ficam até meio que apagados com o decorrer da aventura. Tentaram fazer do Makoto uma espécie de Tenchi de Tenchi Muyo, ou seja, o "pica de mel" que todas se apaixonam, esse amor do Makoto e princesa Rune ficou superficial demais, faltou construção. O tema principal de abertura tem um valor nostálgico e emocional muito forte, só ele vale o anime inteiro, ou melhor, só a música é melhor que todo o anime, pesado, porém, verdade.
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora5º Episódio (First Battle: The Struggle for Trost, Part 1) / Nota 10
Sem palavras para comentar a loucura que foi esse episódio. Não esperava de jeito nenhum um desenrolar como esse, da forma como aconteceu e com tamanha agilidade. Tão intenso como Game of Thrones, impossível não fazer essa referência.
Eu já estava mesmo me preparando para a morte do Eren, se isso realmente aconteceu, seria algo até mesmo mais ousado que GOT. Imagine só, fazermos nos apegar a uma personagem, o protagonista motivado, muito mesmo antes dele cumprir com sua meta, ser morto dessa forma tão ordinária. Seria algo muito sombrio e diferenciado.
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora4º Episódio (The Night of the Closing Ceremony: Humanity's Comeback, Part 2) / Nota 9
A surpresa do episódio é: “Como assim que o Titã aparece do nada e ninguém percebe?” De início achei que fosse forçação de barra para assustar, todavia, no episódio seguinte esse fato é destacado por Eren, mostrando que os Titãs tem mesmo essa capacidade e aparecer e sumir do nada. Que terrível isso.
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora3º Episódio (A Dim Light Amid Despair: Humanity's Comeback, Part 1) / Nota 8,5
Compreensivo uma redução de ritmo porque entrou no quesito muito importante da história: o início do treino deles e todo o suporte para o combate com os Titãs. Tem sim aqueles clichês típicos de animes shonen, protagonista cabeça dura, altamente motivado e personalidade forte. Todavia, logo de início estou conseguindo ver algum diferencial em Shingeki. Aliás, o anime é Seinen, né? Mesmo que seja, ainda assim tem características Shonen, pelo menos no início.
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora2º Episódio (That Day: The Fall of Shiganshina, Part 2) / Nota 9,5
E a tensão só aumenta. É bastante compreensivo a motivação do Eren, quando ele lembrou da família e disse “por que os últimos momentos foram só de discussões inúteis?”, tive que chorar um pouco. Quem já perdeu uma mãe sabe que é muito duro, agora imagina ver a pessoa que você mais ama ser morta daquele jeito. Impossível não se identificar. Mais um episódio magistral. Agora a pergunta que fiz desde o início: Qual é a origem desses Titãs? Outra coisa, tem um probleminha na cronologia do tempo, fiquei confuso sobre o tempo que passou, pois eles pareciam um tanto grandes.
Ataque dos Titãs (1ª Temporada)
4.5 434 Assista Agora1º Episódio (To You, sdad in 2000 Years: The Fall of Shiganshina, Part 1) / Nota 9
Finalmente chegou a hora de conhecer esse tão aclamado anime, tive conhecimento dele em 2014, todavia, somente em pleno 2021 que estou começando a dá partida. A primeira impressão que tive foi ótima, gráficos ótimos (aliás, essa foi a primeira característica que me maravilhou desde 2014) e a história tem cara de ser bem construída, densa e triste, talvez um “Game of Thrones”, espero uma pura carnificina. Esse final doeu minha alma. Que essas pobres pessoas consigam vencer.
P.S.: Aceitaria de boa que a produtora de Shingeki transformasse Vagabond em anime.
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora8º Episódio (Dangling Man) / Nota 8,5
Demorei para perceber que era o David. Realmente a idade chega e toda a vitalidade vai embora, porém, ele viveu até o fim fazendo aquilo que queria, e em puro luxo. Minha única ressalva com ele foi o fato dele ter se aliado aos nazistas anos atrás, mesmo que ele tivesse argumentos e razões para isso. Está ao lado de nazistas é imperdoável.
Ok, Charles. Claramente um rapaz sem sal e virjão, vai ser feito de gato e sapato por essa mulher, pelo que parece. Aliás, princesa Diana vai aparecer quando mesmo?
Anne é porra doida, viu!!
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora7º Episódio (Moondust) / Nota 10
Gostei demais da maneira como esse episódio foi conduzido, captou totalmente a essência da situação, de modo magistral, como é de costume.
O contraste da empolgação do Philip com a decepção iminente.
De fato, o evento foi mesmo histórico para a humanidade, qualquer ser com um mínimo de interesse em ciência e avanço, teria um surto com esse episódio. O problema foi desprezar coisas aparentemente “menores” em prol de algo grande e supostamente ilusório.
Os 3 astronautas eram apenas pessoas singelas e com interesses do senso comum, Philip os pintou como filósofos abissais, possuidores da verdade absoluta e quebrou a cara, rs.
Mesmo sendo um episódio praticamente focado no Philip e mesmo que muita gente não goste dele, devemos admitir que foi mais um episódio perfeito de “The Crown”. Impossível avaliar com uma nota menor que 10.
Metáfora perfeita da lua, de longe, do nosso planeta, ela é luminosa, misteriosa e bela, de perto é só um deserto vazio e sem graça. Ressaltando, “sem graça” dependendo do ponto de vista da pessoa que a enxerga.
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora6º Episódio (Tywysog Cymru) / Nota 9
Um grande episódio, contudo, o mais devagar até então. Embora seja gratificante saber mais da vida pessoal do príncipe Charles e todo o seu dilema entre ser uma pessoa comum, com opiniões e ser um símbolo da Coroa. Olha, espelha até um tipo de vida niilista, sem sentido, que apenas segue o que é imposto porque assim deve ser. A Realeza não é fácil. Mais uma vez, a qualidade técnica e das atuações continuam impressionando demais.
A Elizabeth, pelo visto, sempre foi muito “pau no cu” com o Charles, só que não podemos julgar tão precipitadamente, pode ser a melhor maneira que ela encontrou para preparar seu filho para o futuro, ela já tinha deixado claro isso nas temporadas anteriores. Entretanto, nunca fazer um agrado a ele? Nunca, never? Já é demais! Enfim...
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora5º Episódio (Coup) / Nota 9,5
Não estou conseguindo dá uma nota inferior à 9 em nenhum episódio dessa série maravilhosa, ela me envolve de uma modo encantador. Fico hipnotizado pelo trato, por tanta perfeição narrativa. E as nuances, ah, as nuances.
Que potência tem o Charles Dance, o eterno Tywin Lannister. Uma feição recheada de significados e personalidade. Mandou muito bem nesse episódio. E mano, um Oscar bem dado para a Jane Lapotaire, que não conhecia e entrou para a minha lista de perseguidas, rs. Que atuação visceral.
O mundo se acabando e a rainha fazendo o que realmente gosta. Certa ela. Aquele diálogo com o Porchey foi de cair o queixo, acho linda a amizade dos dois, claro que eles sentem algo um pelo outro, o Porchey evidentemente. A Elizabeth, se sente, é em alguns momentos pela afinidade, porque ela é mesma apaixonada pelo Philip. Eh, a Coroa não é fácil de carregar. Não sei se conseguiria viver sem meus hobbies.
Quanto à briga política entre o primeiro-ministro e o Lorde Mountbatten ahei de super alta classe, o Lorde pelo menos tentou fazer do jeito mais diplomático possível, sem fazer disso um golpe constitucional. Todavia, o Wilson foi mais esperto e fez a cabeça da Rainha primeiro. Confesso que tenho certa afeição pelo Wilson, ele é centrado e calmo demais, mesmo quando gritam com ele, é um cara sem ego.
Philip com a pulga atrás da orelha e morrendo de ciúmes, rs. Bem feito.
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora4º Episódio (Bubbikins) / Nota 9,5
Que doce de pessoa a Princesa Alice, mãe do Philip, muito emocionante a história, igualmente tocante a atuação da atriz, que veracidade, que coisa de louco, visceral. Mais uma vez, uma atitude bastante duvidosa do Philip, dessa vez com a própria mãe. O documentário foi o tiro que saiu pela culatra e até hoje a Rainha proíbe a exibição. Se eu não me engano, alguns episódios foram vazados no YouTube, depois de mais de 50 anos nas sombras. Eu, definitivamente, não gosto de pessoas “blasé”, então provavelmente não vou gostar muito dessa filha do Philip. A única personagem blasé que gostei foi a Claire de Six Feet Under.
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora3º Episódio (Aberfan) / Nota 9,5
Mais um episódio que demonstrou ser magistral na relação das nuances envolvendo a Rainha, que denuncia, ataca, não obstante, acaricia.
À verdade é que ela em nada estava se importando com a tragédia em Gales e sua apatia era mesmo preocupante, é de questionar o quê de fato ocorreu com a Elizabeth com o passar dos anos, nos primeiros anos de reinado ela tinha mais vontade, mais iniciativa e até mais espontânea, agora ela está muito robótica.
Dexter (8ª Temporada)
3.5 1,7K Assista AgoraEntão, chego na derradeira temporada, com certo frio na barriga, só esperando o pior, não obstante, com um bom otimismo, já que muitos diziam que a série terminava na 4ª Temporada e eu continuei gostando das temporadas seguintes. Só que eu não esperava, de jeito nenhum, que seria tão ruim assim. O que se passou na cabeça dos roteiristas em bolar um final tão medíocre e depressivo como foi? Nada contra à depressão, todavia, é preciso ter uma base, uma eficiência, um contexto respeitável, algo que Dexter furou, a consequência foi imperdoável. De alguma maneira, até que gostei muito da trama dessa temporada, Dexter conhecendo alguém muito importante que sabia muito bem sobre o seu passado e foi o responsável pela criação do Código Harry, Deb se recuperando do trauma, evoluindo nisso e aceitando totalmente o que aconteceu e vendo o Dexter sob uma nova perspectiva mais positiva. Aquela cena do Dexter, Deb e Vogel no iate, foi simplesmente linda, uma mudança total de panorama e isso foi muito bem construído, quem poderia imaginar que um dia chegaríamos em tal cena. No mais, a série teve uma trajetória bela, com mais acertos do que erros, porém, que esse final deixou um gosto amargo. COM CERTEZA! Que venha a nona temporada como última esperança de dá sentido ao que ocorreu.
The Crown (3ª Temporada)
4.3 219 Assista Agora1º Episódio (Olding) / Nota 9
Bem, quem diria que em apenas um episódio eu já me acostumaria com a nova seleção de elenco, a voz da nova atriz é até parecida com a da atriz anterior que fazia a rainha Elizabeth. O Duque de Edimburgo também está muito bem com um ator que pareceu ser bastante seguro. E que cena foi aquela do embate entre ele o trairá, o sujeito chegava a ser até tenebroso pela meticulosidade. E outra, surpreso que o Winston ainda estivesse vivo, ele realmente foi o melhor para a rainha.
Dexter (7ª Temporada)
4.1 1,1K Assista AgoraOk, motherfuckers! Vamos para mais uma temporada de Dexter. Uau! Quanta coisa, quanta loucura. Quanta baboseira também e quanta “burrice” do protagonista em alguns momentos. Não obstante, posso dizer que até mesmo nessas “burrices” ele é um gênio da autoanálise, tem plena consciência de tudo que está fazendo, inclusive dos riscos. Acredito que foi uma temporada mais para mostrar o lado sentimental que foi desenvolvido em Dexter e consequências disso, principalmente para dá ainda mais impacto ao “plot twist” na aceitação da Deb (falarei disso abaixo). No mais, uma boa temporada, sim, me causou raiva e decepção em algumas situações, todavia, creio que a série conseguiu se virar bem e contornar o que antes não seria visto com bons olhos.
SPOILERS, MOTHERFUCKERS!!
O Plot Twist usando a Deb como recurso principal foi mesmo marcante, em temporadas passadas jamais imaginaríamos que ela um dia compartilharia do Dark Passenger do irmão. Hoje em dia ela não só fala disso, como encobre tudo, avisa ao Dex o que estão investigando e chegou até a pedir um “favorzinho” para ele. Essa é a grande virada. Até esse momento o Dexter estava caidinho pela cretina da Hannah, o que é um absurdo e subestima a inteligência do espectador com aquele papo repetido de que ela o aceitava inteiramente. Oras, a Lila e a Lúmen também o aceitou e não ficou tão perceptível essa “paixonite” toda. Não consigo deixar de ter a impressão que tudo isso surgiu somente no meio da produção, os roteiristas devem ter pensado que ficaria interessante se o Dexter se apaixonasse para gerar um conflito na Deb, no sentido de que, se antes a irmã desaprovava o que ele fazia, agora tinha ela implorando para ele fazer o que faz. Para ele fazer justiça! E o mais legal é que ficamos do lado da Deb, porque a maioria de nós também queria a Hannah morta. Pensando por essa perspectiva, passei a não implicar muito com essa paixonite, pois foi só recurso de roteiro.
Algo também a se ressaltar foi a possibilidade do Dark Passenger não existir. Na verdade, sendo apenas uma forma piedosa do Dex conseguir viver bem com o que faz, o que geralmente não tem muito sentido se for considerar psicopatas, pois eles não sentem remorso. Porém, Dexter sente. Como assim? É como se o ser humano normal estivesse bem escondido dentro dele e nesses momentos é patente esse lado. Talvez o Dexter não seja um genuíno psicopata, somente uma pessoa extremamente traumatizada. Nunca vi o Dark Passenger como uma “entidade”, do mesmo modo que o código Harry personificado pela imagem do pai não seja algum espírito externo auxiliador, entretanto, sua própria consciência. O Dark Passenger seria somente a compulsão do vício, por esse prisma, é lógico que ele existe. Eu tenho o meu Dark Passenger assim como a maioria de vocês se formos pensar em termos de vício em alguma coisa, que se não controlado devidamente, nos trará muitos problemas.
Comecei a tomar ranço pela Laguerta desde o momento em que ela se sujeitou a dormir com o marido de sua substituta somente para desestabilizar sua rival (isso ainda lá na primeira ou segunda temporada), aliás, antes disso, quando percebi sua falta de polidez quando as coisas vão contra a sua vontade. Isso me deixou indignado com a personagem. À medida que a história avançava ela ficava cada vez pior no mau caratismo, a ponto de que não era só eu o único hater, contudo, grande parte dos espectadores. Como assim o roteiro teve a grande ideia dela ser a responsável pela captura do Bay Harbor Butcher? Inadmissível. Ela não mereceria tal honra. Acho que foi até melhor a trama nos fazer ter ódio por ela e não se sentir penalizado nem um pouco com a sua morte, podem me julgar, mas não senti nenhuma pena dela. Aliás, sentimos mais pena da “assassina” que propriamente da vítima. Coitada da Deb por entrar naquele dilema, agora sim ela está totalmente quebrada por dentro.
A caçada de LaGuerta me lembrou demais daquela adrenalina de pulsar o coração para fora da boca, assim como foi aquela deliciosa segunda temporada. A minha preferida até agora. Saudades desse arco da série. Juro que acreditei que o episódio final “Surprise, Motherfucker” fosse um grande sinal de que o Dexter seria mesmo preso, não passou de uma genial trollagem, a inteligência do Dexter de se livrar é mesmo impressionante, sentia aquela agonizante sensação de que tudo era armação da LaGuerta e ele seria encurralado bem no final do episódio. O “Surprise, Motherfucker” toi totalmente para a Deb.
Esse trauma da Deb em ter que fazer o que fez é a prova de que ela não poderá mais ter envolvimento com o Dexter. Seria até mais cabível que o Dexter fosse para outro lugar ou mesmo a Deb. Mais lógico da parte dela, evitar trabalhar no mesmo lugar que a LaGuerta trabalhou. Deveras, uma barra muito pesada a Deb irá enfrentar. É uma das personagens mais “fodidas” da série, inclusive, até mais que o Dex em alguns quesitos. Dex matou, matou e matou, não obstante, a pessoa que menos se encaixava no código, aliás, que não tinha traço nenhum de compatibilidade com o código, foi morta pelas mãos de Deb. A série soube construir direitinho todo esse desenrolar até a derradeira tragédia, tiro o meu chapéu pra essa engenhosidade.
E Hannah, hein? Seria uma ponta solta ou um Cliffhanger? Fugiu e deixou uma suspeita planta na porta de Dexter. Tenho uma fortíssima impressão que ela vai vim com tudo para cima dele, em busca de vingança. Também pode descobrir que foi ele que matou seu pai. Seria um final a lá “Romeu & Julieta” entre Dex e Hannah? Espero que não.
Mais uma vez, atuações maravilhosas do Michael C. Hall e Jennifer Carpenter. Fã do Michael eu já sou, da Jennifer eu estou me tornando, vou precisar assistir os outros trabalhos dela. C. Hall até mesmo andando rouba a cena, reparem na classe dele desfilando algemado ao lado da LaGuerta no último episódio. Aquela cena da Jennifer em que a Deb confessava está apaixonada pelo irmão foi mesmo comovente, uma surreal mesclagem de aflição, vergonha alheia, decepção, “broken inside”, incesto, síndrome de estocolmo ao gostar muito do irmão mesmo sabendo do seu Dark Passenger e muita complexidade, somente uma grande atriz poderia causar tais sensações.
O plot do Quinn foi mais para encher linguiça e não teve relevância nenhuma para a trama, somente em mostrar o quanto ele é capaz de fazer merda, todavia, também exibe que ele pode ter um bom coração ao se preocupar com uma prostituta e até mesmo querer ter um relacionamento com ela. No geral, é mais uma relação de amor e ódio com a personagem. Angel esquecido no churrasco, com certa crise existencial e de profissão.
Não poderia deixar de comentar sobre o Isaak Sirko, que considerei um dos antagonistas para carismáticos até agora. Frio, calculista, casca grossa, letal, ordinário e psicopata. O fato dele ser gay só deu ainda mais charme ao personagem. Em outras circunstâncias ele poderia facilmente ter uma boa amizade com o Dexter. Os diálogos entre eles foram ótimos, que o amor está acima de qualquer razão, mesmo que o seu amor tenha cometido erros graves que justificasse tal fim fatídico, ainda assim era inevitável sentir ódio pelo seu assassino, era isso que Sirko queria que Dexter entendesse. Temos outro Plot Twister com o próprio Sirko pedindo auxílio ao Morgan. Aquela cena dos dois conversando no bar gay, onde o Isaak confessa pela primeira vez a sua orientação sexual, foi demais. Tipo, ambos muito perto fisicamente um do outro, os dois querendo matar um ao outro, porém, a classe era maior e nada podiam fazer. Pessoas de classe são outro nível.
Até agora não entendo porque dizem que Dexter acaba na 4ª temporada. Tanto desenvolvimento aconteceu desde então, uns errinhos aqui e acolá, entretanto, tá tudo bem. Dexter é uma personagem tão interessante e complexa, que somente ele já bastaria para manter o meu interesse, ressaltando a atuação do Michael C. Hall que conta bastante.
Continuo firme e forte com Dexter. Vamos para a última temporada e espero mesmo que não seja tão ruim quanto dizem.
Dexter (6ª Temporada)
4.2 992 Assista AgoraNunca vou esquecer minha reação inusitada e surpreendente com a Season Finale dessa temporada. Fiquei literalmente em choque. Mesmo sabendo que um dia tudo isso iria acontecer, a gente espera que nunca aconteça. E agora? O que será daqui para frente? O cliffhanger nos últimos minutos teve êxito em potencializar esse efeito de dúvida e ansiedade para conferir a próxima temporada. Talvez o termo “cliffhanger” não esteja totalmente certo nesse contexto, não obstante, me refiro mais à tomada de decisão da Debra. O que ela irá fazer?
Diferente da maioria, para mim, a série Dexter ainda continua valendo. Na verdade, estou tendo dificuldade de entender a razão das críticas, a temporada entregou bizarrices, suspense, mortes criativas, abordou uma questão fundamental que antes não tinha nem tocado, mesmo levemente, no que se refere ao posicionamento moral e de crença do Dexter. Em que Dexter acredita? Em seu código? O Código Harry é a sua religião? Eu, particularmente, gostei demais dessa abordagem, intensificada ainda mais pelo brother Sam. Mesmo repetindo a fórmula batida que a série não abre mão de jeito nenhum, de Dexter sempre encontrar alguém aleatório que o ajude a refletir sobre o seu Dark Passenger, e claro, compartilhar seu segredo com alguém. Essa talvez seja uma das maiores críticas para a série. Contudo, ainda não cansei dessa frenesi do Dex.
ALGUNS SPOILERS. CUIDADO!
Não foi exatamente um compartilhamento como ocorreu com a Lila, Miguel Prado e Lúmen, mas irmão Sam teve um papel muito importante nas reflexões de Dexter sobre o seu Dark Passenger, não era necessário Dex dizer uma só palavra, brother Sam conseguia ver sua escuridão. O diálogo direto que eles tiveram quando estava se conhecendo me deixou bastante admirado pela sinceridade do Sam. Isso tocou o Dexter de tal forma conquistando completamente sua simpatia. “Ele mudou, poderia eu também mudar?” Gostei dos pequenos Plot Twist dessa relação.
Falando em Plot Twist, com certeza o ápice foi o arco do Travis Marshall e professor Gellar. Claramente uma referência à Psicose, do Alfred Hitchcock. Algo interessante acontece no episódio “Nebraska”, nos dando uma dica matadora do que realmente estava acontecendo. Dexter vai parar num hotel cujo proprietário se chama Norm. De todos os nomes possíveis, por que Norm? Dono de um hotel? Claro que se referia a Norman Bates. O mais curioso ainda foi que no meu grupo de comentários ninguém falou esse fato. Como assim?
Voltando ao compartilhamento do Dark Passenger, sem dúvidas que ficará nas costas da Deb. Nossa, como desejei que ela nunca descobrisse! Provavelmente esse será o foco da temporada posterior. A série finalmente chegou nesse auge do desconforto, não que seja ruim em termos de qualidade, porém, vou levar um tempo até digerir essa situação.
Problematizando, até que tiveram algumas “forçações de barra” gritantes nessa temporada, Dex se arriscando demais, sendo muito descuidado, assassinatos ao ar livre e ninguém para testemunhar, até mesmo pelo Plot do Travis. Há uma cena do último episódio que subestima a inteligência do espectador: Como assim que ninguém investigou mais a fundo a moradia onde um casal foi encontrado morto, com o quadro do Dexter bem perto? E dizer para a gente que apenas estava esperando o Dexter chegar? Putz, imperdoável. Tinham que escontrar outro caminho mais justificável.
Sobre personagens, começar a falar sobre a Maria LaGuerta, a ordinária. Claro que eu como hater de carteirinha, não poderia deixar de lado. A criatura só piora com o passar do tempo, passa por cima de tudo e todos, desconsiderando qualquer tipo de ética que possa ter. Já tinha dito em temporadas passadas que acho difícil algum Plot Twist no valor da LaGuerta, entretanto, como a série sabe (quando quer) construir bons “twists”, talvez eu quebre a cara.
O Quinn parou de crescer, chegou como que não queria nada, até o odiamos quando começou a revelar seu mau caráter, mais tarde mostrou qualidades que não víamos e deu uma grande evoluída. Resolveram estragá-lo com a recusa da Deb sobre o pedido de casamento que ele fez. Deu aquela impressão de que todo o trabalho foi jogado na lata do lixo. Ou só serviu para mostrar o quanto ele se importava com a Deb, a ponto de ir ao fundo do poço por causa dela.
Masuka e Angel continuam na mesma, e claro, adorei a postura do Angel ao apoiar a promoção da Deb. Claro que ele estava mais preparado, não obstante, aceitou numa boa e ficou feliz pela amiga. Isso sim é exemplo de um ser humano que queremos ter por perto. Não precisamos passar a perna em ninguém para conquistarmos o nosso objetivo. Espero que o Angel só cresça.
Estou muito desnorteado sobre o futuro da série após essa Season Finale, foi como um nocaute para mim. Estou mais pensando que a série vai focar muito na relação Dexter e Deb. Muita coisa vai mudar para eles. Algo me diz que tudo vai acabar muito mal, Dexter e Deb serão profundamente quebrados e não quero que nada disso aconteça. Enfim... São coisas da vida, tanto real como fictícia.
Atingindo esse ápice, é quase impossível abandonar a obra de TV nessa altura do campeonato, mesmo que muitos tenham tido certa implicância. Dexter, até aqui, ainda tem salvação e acredito que teriam boas razões para fazer uma excelente Series Finale, todavia, pela opinião da maioria, sei que não será isso que acontecerá.
Conferindo...